segunda-feira, 20 de maio de 2013

MAGREZA

A magreza é caracterizada por um peso inadequado em relação à altura. Este biotipo influencia muitas pessoas que automaticamente se escravizam diante da comida e acabam fazendo sintomas físicos e psíquicos para se sentirem mais próximas possíveis das modelos de sucesso que estão na mídia e são admiradas e desejadas tanto pelos homens quanto pelas mulheres.
 
 
 
Quem é considerado magro?O IMC (Índice de Massa Corporal) tem sido muito utilizado pela sua praticidade e seu cálculo pode ser obtido por uma fórmula em que se divide o peso (em quilos) pela altura (em metros) ao quadrado, ou seja:
 
IMC = Peso ÷ (altura x altura)
IMC menor que 18,5 = Magreza
IMC menor que 17,0 = Magreza excessiva.
Por exemplo, se uma pessoa mede 1,70 metros e pesa 50 kg, temos:
IMC = 50 ÷ (1,70 X 1,70) = 50 ÷ 2,89 = 17,3 (Magreza).
 
Quais são os riscos associados à magreza?
Já está bem demonstrado que pessoas muito magras geralmente encontram-se desnutridas, têm uma resistência imunológica diminuída e possuem um risco aumentado para afecções respiratórias, ósseas e infecciosas. Além disso, a magreza pode ainda estar relacionada a problemas de autoestima, insatisfação com a imagem corporal e até depressão. Em mulheres, a magreza causa um desequilíbrio do sistema hormonal feminino levando a alterações menstruais e infertilidade.
 
Quais são as causas da magreza?
Apesar da genética também contribuir para a magreza, muitas causas estão relacionadas a doenças orgânicas, transtornos do comportamento alimentar e a maus hábitos alimentares. Diabetes, hipertireoidismo, parasitoses intestinais, doenças inflamatórias do tubo digestivo, neoplasias, doenças infecciosas, depressão e anorexia nervosa são exemplos de causas de magreza.
 
O que é a anorexia nervosa?
É um transtorno do comportamento alimentar caracterizado por uma distorção da própria avaliação da imagem corporal, com recusa a ingerir uma alimentação normal e ao medo intenso de ganhar peso. A pessoa está abaixo do peso, mas sente que ainda está obesa e precisa emagrecer. É bem mais frequente em mulheres. Além da ingestão alimentar pequena, as pessoas com anorexia nervosa têm purgações como vômitos provocados, excesso de exercícios físicos ou uso exagerado de diuréticos e laxantes. É comum a desnutrição e alguns casos mais graves podem evoluir para o óbito.
 
São necessários muitos exames para avaliação da magreza?
Depende de cada caso, mas na maioria das vezes, exames de sangue e de fezes costumam ser suficientes. Os exames são solicitados de acordo com a intensidade da magreza e as informações colhidas durante a consulta e o exame físico. Outro aspecto importante é avaliar se a deficiência de peso está predominantemente relacionada à gordura ou à massa muscular. Esta avaliação da composição corporal é feita através do exame de bioimpedância.
 
Bioimpedância? O que é isto?
Bioimpedância (ou bioimpedanciometria) é um exame que mede o percentual de água, gordura e massa magra. É muito utilizada quando precisamos avaliar a composição corporal da pessoa e para acompanhar a qualidade do ganho de peso, como acontece nos casos de magreza.
O exame é feito com a colocação de um par de eletrodos na mão e no pé do paciente por onde passa uma corrente elétrica, cuja resistência é medida pelo equipamento. Quanto maior é o percentual de gordura, maior é a dificuldade para a corrente elétrica atravessar o corpo. O exame é totalmente indolor e deve ser evitado em pacientes gestantes e portadores de marcapasso.
 
Uma pessoa pode ser magra e ter um percentual de gordura acima do normal?
Sim. Isto ocorre nos casos de desnutrição associada à carência de proteínas e déficit de massa muscular. Com o aumento da massa muscular, naturalmente haverá uma normalização do percentual de gordura.
 
E como é o tratamento?
A abordagem terapêutica da pessoa magra, geralmente envolve o tratamento das doenças existentes, orientações quanto à alimentação e, principalmente, mudanças comportamentais. Dependendo do tipo de deficiência predominante (gordura ou massa muscular), o uso de suplementos alimentares ou proteicos, estimulantes do apetite e um programa específico de atividade física também podem estar indicados. Durante o acompanhamento, a variação do peso corporal, as medidas sistemáticas das dobras cutâneas com o adipômetro e o controle trimestral pela bioimpedância permitem avaliar a qualidade do ganho de peso e os ajustes do tratamento.
 
O que é um adipômetro?
É uma aparelho usado para medir dobras cutâneas (de pele) com alto nível de precisão. Sua escala é dividida em décimos de milímetro. Em um tratamento de magreza, o adipômetro permite avaliar em que locais do corpo está havendo maior aumento de gordura subcutânea, informação importante para prevenir que a distribuição da gordura fique desproporcional.

 
O que é mais difícil: engordar ou emagrecer?
Na verdade, a obesidade e a magreza são duas faces da mesma moeda. Na maioria dos casos, refletem uma dificuldade da relação entre a pessoa, as emoções e os alimentos. Nas duas situações, a força de vontade e a disciplina são ingredientes fundamentais para o sucesso do tratamento. O tratamento, em ambas as situações, exige muita dedicação, mas alcançar e manter o peso desejado melhora muito a autoestima e sempre compensa o esforço.
 
E quanto ao uso dos hormônios anabolizantes?
Embora já existam evidências científicas do benefício destes hormônios em algumas doenças específicas, não utilizamos e nem recomendamos o uso de anabolizantes esteroides para o tratamento da magreza até porque bons resultados têm sido alcançados sem o uso deles. É importante salientar que o uso abusivo destas substâncias pode causar sérios efeitos colaterais, já tendo sido publicados diversos casos de complicações graves e até letais.
 
 
Fontes: Dr. Geraldo Santana - Endocrinologista
Caroline Fernandes - Nutricionista clínica e esportiva

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