segunda-feira, 29 de abril de 2013

CAQUI - BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE

 A fruta é excelente fonte de vitaminas E e C - que auxiliam na defesa e manutenção do organismo - e sais minerais como ferro, fósforo e cálcio.
 
Caqui benefícios à saúde

É rica também em outro componente fundamental para manter a saúde: o betacaroteno, que atua como antioxidante e combate a formação de radicais livres.
 
"Ele é essencial para a visão, unhas e cabelos e auxilia o desenvolvimento ósseo. Além disso, retarda o envelhecimento precoce do organismo", explica Eneida Gomes da Cunha Ramos, nutricionista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). "E o caqui é fonte ainda de licopeno, um fitoquímico com importante atuação na defesa do organismo".
 
E tem mais: a fruta caqui contribui para o bom funcionamento do intestino, por conter fibras, e atua como calmante, devido à alta concentração de açúcar e frutose, razão pela qual deve ser consumida moderadamente, em especial por diabéticos. "O ideal é não exagerar. A melhor recomendação é variar os tipos de fruta e escolher ao menos três por dia", afirma a nutricionista.
 
Ele é essencial para a visão, unhas e cabelos e auxilia o desenvolvimento ósseo. Além disso, retarda o envelhecimento precoce do organismo.
 

Boa escolha

Delicado e com casca muito fina, o caqui precisa ser bem embalado para a venda. Na hora da compra, deve estar livre de rachaduras, firme e com a coloração uniforme. A recomendação é consumi-lo in natura, ou seja, cru.
 
Mas muitas pessoas gostam de saboreá-lo na forma de suco. Este, porém, tem de ser bebido logo após o preparo. Do contrário, o sabor é alterado e perde-se parte das vitaminas.
 
Sua colheita começa no final de janeiro e vai até agosto, com o pico da safra entre os meses de março e maio, quando sua oferta aumenta nas feiras e supermercados. Uma alternativa para saboreá-la durante o resto do ano é a forma desidratada.
 
Após a compra, caso o caqui esteja maduro, a recomendação é guardá-lo na geladeira entre três e cinco dias, no máximo. A conservação também pode ser feita em local fresco, desde que o consumo seja rápido. Se ainda estiver verde, deve ser mantido fora da geladeira para amadurecer.
 
É importante lavá-lo com delicadeza, um a um, esfregando com as mãos. Em seguida, deixá-lo imerso em solução clorada (hipoclorito de sódio, à venda em supermercados) por aproximadamente 20 minutos. "Vale lembrar que não é recomendável lavá-lo se o consumo não for imediato, pois pode azedar", explica Eneida.

TELEFONE, UM INIMIGO NECESSÁRIO

Na vida nossa de cada dia, muitos tornam o número de telefone acessível, nem sempre com disposição para atender as exigências que disso decorrem. Existe aí uma responsabilidade em relação ao "outro". Se eu dou meu número para alguém, estou anunciando que sou acessível.


               
 
No tempo em que existia lista telefônica, isso poderia ser discutível, pois os números ficavam públicos de certa forma, por lei. Mas, hoje, meu número de celular não está em lista oficial nenhuma, só é acessível se eu der. A partir daí, torno-me responsável por atendê-lo. O processo funciona em mão dupla. Quando ligo para alguém, imagino que vá me atender -senão, por que teria me dado seu número?

A relação com a telefonia é uma escolha pessoal. Há quem ama falar, há quem é lacônico. Seja como for, tornar-se acessível significa perder graus de liberdade e, ao mesmo tempo, ganhar em acessibilidade.

O telefone me torna pública, mas também pode preservar minha privacidade. Para me garantir e me defender, posso usar a secretária eletrônica ou o bina, aliás, inventado e patenteado por um brasileiro.

Tudo isso é muito recente. Há cinquenta anos, o telefone era uma raridade reservada para pessoas da classe A. A linha era comprada a preço de ouro. Muitas lojas não tinham mais do que um aparelho -muitas vezes com cadeado; outras, com cadeado só das 13h às 15h, quando ilegalmente recebiam o resultado do jogo do bicho -não disponível para fregueses.

E, então, um dia, privatizaram a companhia telefônica, e a cidade foi inundada por telefones. Logo depois chegaram os celulares, que invadiram definitivamente nossa vida.

Tudo isso transformou as relações interpessoais de maneira avassaladora. Não atender o celular pode ser visto quase como um estelionato. Você está privando o outro do acesso a você -que você prometeu quando deu o número.

O celular foi uma revolução tão grande quanto a difusão do telefone fixo. Se ligo para o fixo de alguém que não me atende, só sei que a pessoa não está lá. Mas, com o celular, temos que aprender a mentir melhor. Vamos desenvolvendo jeitinhos. Se fulano não me atende, ligo de um número que ele não conhece e descubro se não está lá ou se não quer me atender. Inventamos o bina e depois inventamos jeitinhos para driblá-lo.

A barreira da invisibilidade ainda não foi vencida. Se é meu amigo ou meu inimigo, não sou capaz de distinguir antes de atender e ouvir a voz. Só depois de atender, o enigma se desfaz.

Uma educação para o uso do telefone se faz cada dia mais necessária.

Fonte: Folha de S. Paulo

DINHEIRO TRAZ FELICIDADE?

A felicidade está ganhando cada vez mais importância nos debates sobre medidas de bem-estar pelo mundo.  
               
 Afinal, será que o bem-estar da população de um país deve ser medido somente pela sua produção anual de bens e serviços (PIB) ou devemos levar em conta outros fatores? Quando começamos a pensar sobre essa questão, algumas perguntas surgem naturalmente. Como medir bem-estar? Qual a relação entre dinheiro e felicidade? Como se comporta a felicidade ao longo da vida? Divórcios e separações aliviam o estresse? Economistas e outros cientistas sociais vêm se debruçando com bastante frequência sobre essas questões. O que mostram as pesquisas recentes?

A questão que surge logo de início é como (e se) podemos medir felicidade. Grande parte dos estudos sobre felicidade usa medidas subjetivas (autodeclaradas) de bem-estar para mensurar a felicidade de uma pessoa. Mas, será que podemos comparar a felicidade de pessoas diferentes? Há evidências cada vez mais seguras de que há muita informação relevante nas medidas subjetivas de felicidade.

Por exemplo, pessoas que se dizem mais felizes tendem a cometer menos suicídios, são consideradas mais felizes pelos seus pares e tem menos reações físicas (mensuráveis) a situações de estresse. Assim, podemos usar medidas subjetivas de bem-estar para analisar os determinantes da felicidade.

Um primeiro ponto importante é que existem diferentes conceitos de felicidade. Pesquisadores tem buscado diferenciar pelo menos dois aspectos. Um deles é a alegria com que uma pessoa vive no seu dia a dia, ou seja, os seus "momentos felizes", em contraposição aos momentos de estresse, raiva e tristeza.

Outro conceito de felicidade é o de "satisfação com a vida", que reflete mais a avaliação da pessoa com relação à sua vida como um todo, com o que ela conseguiu atingir até aquele momento. Mas, afinal, o dinheiro compra que tipo de felicidade?

Um estudo recente tentou separar os efeitos da renda sobre diferentes aspectos da felicidade. A partir de pesquisas com 450 mil residentes nos EUA que medem o número de momentos felizes no dia anterior à entrevista e também a sua satisfação com a vida, os pesquisadores detectaram vários resultados interessantes.

Em particular, pessoas com renda mais baixa são mais infelizes em todos os sentidos, tanto em termos de situações de estresse, preocupação e infelicidade no dia a dia, como em termos de satisfação com a vida.

Entretanto, aumentos proporcionais de renda familiar a partir de US$ 75 mil anuais aumentam a satisfação com a vida, mas não alteram os momentos felizes (ou bem-estar emocional) dos cidadãos americanos.

Qual a explicação para esse resultado? Pode ser que acréscimos de renda acima de determinado nível não aumentem a probabilidade das pessoas desfrutarem dos momentos que trazem mais prazer, como estar com os amigos e desfrutar do lazer.

Pode ser também que os aumentos de renda, apesar de provocarem o aumento de satisfação pessoal associada ao status, tragam consigo situações de estresse e incapacidade de saborear os pequenos prazeres da vida. Desse modo, é importante separar o que as pessoas pensam a respeito de sua própria vida do quanto elas realmente aproveitam os momentos felizes.

E com relação aos outros determinantes da felicidade? Um resultado que sempre emerge dos estudos sobre felicidade é a relação em formato de U entre idade e felicidade.

Ou seja, a felicidade tende a diminuir à medida que ficamos mais velhos, até alcançarmos os 50 anos de idade e depois aumenta novamente. Estudos recentes usando o consumo de antidepressivos (em vez de medidas subjetivas de felicidade) confirmaram essa relação não linear entre idade e felicidade.

Por exemplo, os dados mostram que 1 em cada 13 europeus usaram antidepressivos em 2010 (com destaque para os portugueses) e que as pessoas na meia-idade tem uma probabilidade duas vezes maior de tomarem esses remédios do que as com 26 ou 65 anos de idade com as mesmas características.

O mais impressionante é que estudos recentes com chimpanzés também detectaram um padrão muito parecido de bem-estar ao logo da vida. Mas, ainda não está claro para os pesquisadores porque humanos e chimpanzés sofrem a crise de meia idade.

Outra questão importante é a relação entre estado civil e felicidade. As pesquisas mostram claramente que as pessoas casadas têm mais momentos felizes e são mais satisfeitas com a vida do que as solteiras, viúvas e divorciadas (mas, a presença de filhos em casa tende a aumentar os momentos de estresse e preocupação).

Mas, será que vale a pena manter um casamento infeliz? Claro que não. Estudos que seguem as mesmas pessoas ao longo do tempo mostram que a dissolução do casamento, apesar de traumática no período de transição, reduz significativamente os níveis de estresse dois anos após a separação, com relação à situação inicial (que era pior que a média). Além disso, há evidências de que os filhos não sofrem muito com a separação dos pais.

Por fim, os fumantes e as pessoas que vivem sozinhas são as que têm menos momentos felizes, sofrem mais estresse e estão menos satisfeitas com a vida, mesmo após controlarmos por várias outras características socioeconômicas. Em suma, se a pessoa tem 50 anos de idade, mora sozinha, fuma, e tem uma renda familiar baixa, a probabilidade de que ela tenha uma vida feliz é bastante baixa. Mas, a boa notícia é que as coisas melhoram um pouco aos 60 anos.


Fonte: Valor Econômico

CRIANÇA - VIROSES INFANTIS

Viroses infantis são termos desprovidos de significado médico.  No passado, como não se dominava o conhecimento e a tecnologia necessária para fazer diagnósticos precisos, muitas doenças recebiam a classificação genérica de viroses.
 
Na verdade, esse nome funcionava como uma lata de lixo onde se atiravam todas as febres infantis sem causa aparente. “É virose, vai passar em poucos dias”, e as famílias se conformavam com o nariz escorregando, a diarreia, a febre, o mal estar, a inapetência e a imagem abatida da criança.
 
 
 
Atualmente, os médicos contam com recursos laboratoriais e de imagem para fazer diagnósticos mais rápidos e seguros – o que é muito importante mesmo nos casos de virose – pois nem todos os vírus são iguais. Aliás, são seres relativamente simples, mas muito diferentes uns dos outros. Em comum, têm a característica de necessitar de uma célula viva que lhes sirva de hospedeira para reproduzirem-se.
 
Quando começam a frequentar a escola ou o berçário, as crianças estão mais expostas à infecção por vírus. Contra algumas delas existem vacinas. É o caso da gripe, rubéola, poliomielite, sarampo e caxumba, por exemplo. Para outras, não existem.
 
Algumas viroses podem ser tratadas com drogas antivirais. Não se podendo contar com elas, o tratamento será apenas sintomático. Antibióticos só devem ser introduzidos caso surjam complicações.
 
O importante, porém, é que as viroses costumam ser doenças benignas, autolimitadas, que geralmente desaparecem numa semana, dez dias.
 
 
Fonte: Dra. Denise Varella Katz é médica pediatra, membro do Departamento de Pediatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e do Hospital Albert Einstein.

O QUE SÃO VIROSES

As mais comuns afetam trato gastrointestinal.

 
Virose não é um termo técnico em medicina. Quando o médico diz que a criança tem uma virose, tanto pode significar que tem um resfriado comum ou uma diarreia, porque existem vírus que se alojam no trato respiratório, assim como existem os que se alojam no trato intestinal e causam diferentes sintomas.
 
O importante, porém, é que as viroses costumam ser doenças benignas, autolimitadas, que geralmente desaparecem numa semana, dez dias.

Popularmente comenta-se que virose é tudo aquilo que o médico não consegue explicar. Isso não deixa ter seu fundo de verdade, já que toda a doença que é provocada por um vírus pode mesmo ser considerada uma virose. Isso quando não se consegue descobrir o vírus que causa a doença. Quando o mesmo é identificado é que a doença tem sua denominação específica.

 As viroses mais comuns são aos do trato gastrointestinal, as que causam sintomas como diarreia e enjoo. Um exemplo é o rotavírus que provoca intensa diarreia e é fácil de fácil transmissão. Existe também o norovírus, menos comum que o rotavírus e que causa surtos de gastroenterite.

Os sintomas desse tipo de virose são semelhantes. Ambos os casos provocam diarreia, vomito, dores abdominais e pelo corpo; e febre. Em geral os sintomas duram em torno de três a cinco dias, mas dependendo da intensidade dos mesmos, eles podem causar um mal mais grave que é a desidratação, pondo em risco a vida de crianças e idosos. Nos casos mais graves é preciso repor a perda de líquidos com soro.

O contágio se dá através do contato com pessoas que estejam infectadas ou por secreções. No inverno também se contrai essas viroses, que se disseminam pelo ar nos ambientes fechados.

SIGA EM FRENTE

NÃO DESISTA NUNCA...
 
 
 
Sempre há muitos desafios, surpresas, tristezas e alegrias…
 
A vida é feita assim, às vezes nos deparamos com situações que nos afligem, nos fazem sentir medo e até mesmo chorar, mas saiba que a cada momento da vida, cada lágrima caída, cada sorriso dado, está tudo anotado no diário de Deus.
 
 
E pode ter certeza que nem um segundo Ele esqueceu de anotar, anotou suas lutas, seus choros, mas com um detalhe, Ele não esqueceu de anotar o dia de sua vitória!
 
 
Não desista de teus projetos e sonhos porque antes mesmo deles serem projetados por você, já foi projetado e anotado por DEUS!

CRIANÇA - E SEUS MEDOS

Como pais devem lidar com os medos que afligem as crianças.

               
Quem nunca teve medo do escuro, que atire a primeira pedra! O problema é que muitos pais simplesmente esquecem suas fobias passadas, e não sabem muito bem como reagir quando seus filhos apresentam esse tipo de medo, o que acaba influenciando na superação do problema. "A criança é dependente dos adultos que a cercam. Se o responsável começa a dar atenção desnecessária ao problema, isso aumenta o medo e tende a perpetuá-lo", explica Sylvio Renan Monteiro de Barros, pediatra da Sociedade Brasileira de Pediatria e da MBA Pediatria.

Porém, muitas vezes o mau encaminhamento desse medo ocorre até por insegurança dos pais, que temem que a fobia nunca passará completamente. Se por um lado alguns podem encarar o tema com seriedade excessiva, outros podem relaxar demais e até fazer piadas com o terror do filho, o que também não é nada saudável para a criança.

Em geral, a fase dos medos é normal e passageira. Do contrário, é importante para os pais observarem as reais causas por trás dos medos dos pequenos e até buscar ajuda profissional se a fobia persistir. Vale perceber se houve regressão em relação a um medo que estava quase superado, se a criança teve mudanças na rotina, ouvir os professores na escola para saber se a criança está indo bem em sala de aula e se relacionando bem com os colegas e, por fim, é importante os pais observarem a sua própria conduta em casa com a criança. "Existem ocasiões em que o temores dos pais, por exemplo, se refletem nas crianças, como inseguranças no trabalho, que os pais acabam transmitindo aos filhos e eles manifestam de outras formas", explica a psicóloga Lizandra Arita, da Arita Treinamentos. Na maior parte das situações, a medida certa para gerenciar a fobia dos pequenos depende do contexto, por isso os especialistas ensinam como lidar com cada tipo de medo.

Medo de escuro

Uma das fobias mais comuns na infância, principalmente na faixa dos 2 a 3 anos, o medo do escuro pode ser resolvido simplesmente com a colocação de um ponto de luz fraca no quarto, item comum e fácil de ser comprado. Forçar a criança a ficar no quarto sem iluminação nenhuma pode agravar o problema. E não é preciso temer que seu filho será sempre dependente dessa luz. "O momento certo de tirar a luz é individual, mas a convivência social colabora, o jovem larga ao ver que os amigos não precisam desse recurso, às vezes na marra, mas largam", garante o pediatra Sylvio Renan de Barros.


Medo de dormir sozinho

 Nesse caso, não querer ficar só no quarto pode ser um medo ou mesmo um tipo de manha. Mas se por qualquer motivo a criança pede para dormir com os pais, simplesmente permitir não é a solução adequada. O ideal são os pais irem até o quarto com os filhos, e ficarem lá com ele até que ele pegue no sono, saindo depois. Porém, se você prometeu à criança que iria ficar até o fim da noite, nada de voltar atrás. "Se o pai mente, a criança perde a confiança e sente mais insegurança ainda", explica a psicóloga Lizandra Arita, da Arita Treinamentos. Vale também contar uma história, que não seja aterrorizante nem o excite muito. Mas só fique quando o pequeno pedir! Aos poucos, ele vai entendendo que não há problemas em ficar sozinho durante a noite.

Medo de monstros e seres fantásticos

Assim como os povos mais antigos criavam mitos para explicar a chuva e as estações do ano, as crianças inventam monstros e outros seres para dar sentido ao que elas não entendem, principalmente por volta dos 6 a 9 anos de idade. Elas podem pegar isso emprestado de desenhos, por exemplo. No lugar de brigar e insistir que tudo isso é parte da imaginação, o pediatra Sylvio Renan de Barros tem outra solução: "Dê conhecimento. Se ela tem medo de algo, mostre a ela o lado não místico do objeto ou situação, expondo como aquilo é e funciona". Muitas vezes também as fantasias podem ser uma forma metafórica de explicar pavores reais, como a apreensão com uma professora que a colocou de castigo, e que pode se tornar uma bruxa na mente dela.

Medo de médicos

Mesmo alguns adultos têm esse medo, principalmente quando falamos em dentistas, mas no caso das crianças ele é comum dos 7 meses até os 3 anos de idade. Isso ocorre por estar em um lugar estranho e afastada da mãe. Mas com o tempo, ele percebe que o especialista não é seu inimigo, e aos poucos parará de chorar e fazer birra no consultório. A psicóloga Lizandra Arita evidencia também como a insegurança da mãe pode influenciar a criança, pois ela mesma pode estar preocupada que o filho sinta dor. Uma dica é explicar como vai ser o procedimento, contar que pode doer um pouco e aos poucos ir alinhando as expectativas da criança. "Às vezes, o pai não pensa em explicar antes da consulta o que vai acontecer na consulta, ainda mais em casos de vacinas e o clima de suspense pode ser ainda mais prejudicial", acredita a especialista.

Medo de perder a atenção dos pais

Essa fobia é mais comum em situações específicas: durante um divórcio dos pais ou o nascimento de um irmãozinho. No primeiro caso, é importante que os pais tomem cuidado para não brigar na frente da criança ou falar mal do ex-cônjuge para ela. Depois de estabelecido quem terá a guarda, é importante que o filho tenha seu próprio quarto em ambas as casas e os pais demonstrem que ele é querido por ambos.

No caso de um irmãozinho a caminho, é importante explicar tudo para a criança e tirar suas dúvidas. "Contar que o bebê vai nascer pequeno e precisar de uma atenção especial da mãe", esclarece o pediatra Sylvio Renan de Barros. Como a mãe acaba ficando mais focada no novo filho, cabe ao pai estreitar a relação com o mais velho também.


Medo de ser abandonado


 A criança sempre sente medo de ser abandonada, isso começa na infância, quando ela se acostuma com a presença da mãe em tempo integral, e ela precisa se ausentar por alguns instantes, que parecem uma eternidade para o bebê. Isso só piora quando os pais, para não lidarem com o choro dos filhos, mentem. "Dizer que já volto quando sai para trabalhar só atrapalha, a criança perde a confiança e acha que a mãe pode sumir a qualquer momento", ensina Lizandra Arita, psicóloga. O ideal é explicar para a criança que você precisa sair, mas sempre vai voltar para ela, e até mesmo oferecer um horário de retorno, como depois de um determinado desenho animado, caso a criança não saiba ainda ler as horas.

Medo da morte

 A criança começa a ter noção do que é a morte entre os 6 e 7 anos. Quando ela vivencia a perda, pode ser um luto que dê medo, até por remeter a um abandono. É importante que o pai sempre explique a criança que as pessoas vivem um determinado tempo e depois precisam ir embora. Mas, de acordo com o pediatra Sylvio Renan de Barros, é preciso ter cuidado para responder de um jeito que não dê margem a novas perguntas da criança. Se atenha apenas a dúvida da criança, sem acrescentar mais informação, pois ela nem sempre pode estar pronta para recebê-la. Outra boa atitude é levar a criança que está lidando com a morte pela primeira vez para a psicoterapia, para que ela consiga expressar de forma lúdica também o que ela está sentindo e entender o que é essa perda.


Fonte: Minha Vida