sexta-feira, 31 de maio de 2013

MULHERES FÉRTEIS E AS CORES

 

Mulheres no período fértil tendem a usar roupas vermelhas ou cor de rosa.
 
Alterações hormonais causadas pelo ciclo menstrual podem influenciar não apenas o humor das mulheres, mas também seu vestuário: de acordo com estudo recente, elas tendem a usar roupas vermelhas ou cor de rosa quando estão em seu período fértil.
 
 
Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade da Columbia Britânica (Canadá) entrevistaram 124 mulheres de 18 a 47 anos e perguntaram qual a cor da roupa que estavam usando e quando havia sido sua última menstruação – com base nesses dados, a equipe calculou o período fértil estimado, que ocorre em média de seis a 14 dias depois da menstruação. Resultado: aquelas que estavam no período fértil usavam três vezes mais roupas vermelhas ou cor-de-rosa, em comparação com as outras participantes.
 

Estudos anteriores haviam mostrado que, de modo geral, mulheres no período fértil tendem a se sentir mais atraídas por feições mais “masculinas” (barba, voz grave, queixo “quadrado”), a usar roupas que realcem mais seus atributos físicos e a sentir maior desejo sexual.

 
Embora os autores da pesquisa não tenham concluído qual a razão por trás do fenômeno das roupas vermelhas e cor-de-rosa (para isso, farão mais estudos, com uma amostragem maior), eles acreditam que mulheres em período fértil tendem a se sentir mais atraentes e, de modo consciente ou não, procuram usar roupas que chamem mais atenção e valorizem seu corpo, mesmo que não estejam necessariamente querendo a atenção de homens.
 
Outro detalhe a respeito desse fenômeno: ele é mais comum em épocas de clima frio, possivelmente porque nesses períodos é mais difícil usar outras estratégias (como roupas mais curtas ou mais “reveladoras”) para realçar atributos físicos.

Fonte: Guilherme de Souza

DESEMPREGO E EXCLUSÃO SOCIAL

Não dá para falar em desemprego sem falar em exclusão social, já que o desemprego é talvez um dois maiores fatores de exclusão social que conhecemos.
 
O desempregado (ou o subempregado, com salários que não satisfazem às suas necessidades básicas), não pode viajar, ir ao cinema, ao teatro, não pode se divertir e não pode nem estudar se qualificar para melhorar de vida. Não pode também dar boa educação aos filhos, não pode ficar doente; pois não tem recursos financeiros para se tratar, não pode ter acesso a condições dignas de habitação e muitas vezes não tem nem o que comer, há realmente uma exclusão; uma privação das necessidades físicas e / ou mentais do indivíduo. 
 
 Os efeitos de estar desempregado são em geral traumáticos, profundamente pessoais e não se restringem à perda dos rendimentos e do poder de consumo. São também altamente variáveis de acordo com personalidade, sexo, idade, classe, tipo de ocupação anterior, histórico de vida e grau de desemprego dentro da localidade imediata e/ou família. As pessoas desempregadas vivenciam problemas sociais, psicológicos e físicos. 
 
Entre os efeitos psicológicos identificados como ligados ao desemprego incluem-se resignação, autoestima negativa, desespero, vergonha, apatia, depressão, desesperança, sensação de futilidade, perda de objetivo, passividade, letargia e indiferença. Entre os efeitos sociais incluem-se pobreza, perda de status, perda de disciplina temporal e rotina diária, desagregação da vida familiar, incluindo o divórcio e várias formas de comportamento antisocial, incluindo roubo, tráfico e vandalismo.. Entre os efeitos físicos incluem-se várias formas de doença, insônia, tensão e ansiedade, resultando às vezes em embriaguez, drogas, violência intrafamiliar, maus-tratos a crianças e tentativa de suicídio. É um problema de exclusão social, que traz todas essas consequências, algumas evidentes e algumas não tão evidentes, mas que também são extremamente destrutivas. 
 
Sem emprego, a pessoa sente-se diminuída em relação às demais; seja no meio familiar ou entre os vizinhos e / ou amigos. O fato é que a desesperança de conseguir um novo emprego e a agonia de não poder dar a si mesmo e à sua família a qualidade de vida que gostaria causa infelicidade, podendo inclusive levar o indivíduo a desenvolver doenças de cunho psicológico, em casos extremos uma depressão provocada por estes fatores pode até mesmo levar ao suicídio. 
 
Sem contar que muitas vezes, o desemprego é injustamente taxado e tratado como vagabundo pela sociedade, fato que contribui e aumenta a exclusão, afetando ainda mais o lado psíquico, aumentando sua sensação de incapacidade e que ao longo prazo, o desemprego e a exclusão social podem incentivar o crime como alternativa para a "desexclusão".
 
O fato é que em geral ninguém se dá conta que se trata de um problema social que não resulta exclusiva nem prioritariamente da incapacidade ou de erros individuais, mas sobretudo das mudanças econômicas sociais e tecnológicas ocorridas na sociedade nos últimos anos.

DESEMPREGO E SUA SAÚDE

Desemprego 5 maneiras afeta sua saúde.
 
Você provavelmente sabe que o desemprego pode trazer uma série de problemas estresse, frustração e financeira, mas você que o desemprego também pode afetar a sua saúde? Uma carreira gratificante é essencial para uma vida bem equilibrada, mas, infelizmente, muitas pessoas às vezes se encontram sem emprego ou quaisquer perspectivas de emprego no futuro próximo. Aqui estão algumas maneiras que o desemprego pode afetar a sua saúde.
 
1- Depressão
Quando você se encontra desempregado e incapaz de encontrar um novo emprego, você começa a sentir sentimentos negativos, como inadequação, frustração e baixa autoestima. Esses sentimentos negativos podem se acumular e causar depressão. Antes que você perceba, você começa a se sentir como um fracasso sem nada para olhar para frente na vida. Escusado será dizer que, a depressão pode tomar um pedágio grave em sua saúde geral. Isso ajuda a saber que o desemprego pode acontecer com todo mundo, e com um pouco de perseverança, você pode eventualmente voltar à pista.
 
2 - Stress
O stress é um dos efeitos mais comuns de saúde de desemprego. O fato de que você está fora de um emprego e não conseguiu encontrar um novo é estressante o suficiente, por si só, mas isso não é provavelmente a única coisa que o mantém acordado à noite. Quando você está desempregado, tem problemas para pagar contas, dívidas e conhecer outras necessidades financeiras. Além disso, seus amigos, família ou parceiro pode também adicionar ao seu stress por lhe dizer que você pode não estar se esforçando o suficiente. Adicione o fato de que você precisa para passar um monte de tempo, esforço e dinheiro em aplicações do seu trabalho, e você provavelmente vai ser incapaz de dormir à noite, em tudo. O estresse é uma das principais causas de muitos problemas crônicos, como doenças cardíacas e pressão arterial elevada. Para ajudar você a combater o estresse durante estes tempos difíceis, para tentar obter um hobby ou aprender a praticar a meditação.
 
3 - Hábitos não saudáveis
Dinheiro e saúde podem não parecer relacionados no início, mas quando você pensa sobre isso, você precisa de alguma quantidade de dinheiro a ser saudável nos dias de hoje - a menos que você possui uma fazenda orgânica. Você precisa de dinheiro para comprar alimentos integrais e saudáveis, comprar medicamentos quando você ficar doente, tornar sua casa um ambiente bom e em algumas ocasiões, obter o direito quantidade de exercício (academia, treino equipamento). Quando você ficar desempregado, seus fundos também tornar-se limitada. Recursos limitados também pode limitar as suas opções de vida saudáveis. Por exemplo, em vez de comprar alimentos integrais orgânicos, como costumava fazer, você pode precisar de se contentar com alimentos baratos apesar de sua falta de nutrientes. Felizmente, existem muitas coisas que você pode fazer para aumentar a sua saúde que não necessitam de dinheiro, tais como corrida ou caminhada para o exercício.
 
4 - Isolamento e solidão
Como seres sociais, os humanos precisam de relações e interações com outras pessoas, a fim de prosperar. Quando você se encontra fora do trabalho, você perde o contato com seus colegas de trabalho. Socializar com os amigos também se torna menos atraente quando você está se sentindo deprimido e você não tem dinheiro suficiente para sair. Quanto mais tempo você passar sozinho, mais chances você tem de chafurdar em suas falhas. Quanto mais você se aprofunda em suas falhas, o mais triste e estressado você fica, prejudicando sua saúde no processo. Neste momento de sua vida, é muito importante para chegar aos seus entes queridos, como os membros da família e amigos, que pode emprestar-lhe apoio.
 
5 - Risco de Abuso de Substâncias
Pessoas que estão desempregadas também tendem a aumentar seu uso de substâncias. Talvez você fuma cigarros para combater o estresse, beber álcool para esquecer os seus problemas ou mesmo tomar drogas para se sentir melhor. Estes mecanismos de sobrevivência podem ser prejudiciais à sua saúde e bem-estar, por isso é melhor evitá-los.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

FRUSTAÇÃO, COMO LIDAR!

É preciso ter consciência que o nome que damos aos acontecimentos é o que determina muitos de nossos sentimentos.

"Para encarar a frustração e o fracasso comece deixando seus sentimentos virem à tona quando os sentir, não negue o que sente ao menos para você mesma, esse processo em lidar com os próprios sentimentos já é um início de superação"


O que você denomina fracasso?

Quando busca fazer algo e não dá certo? 


Resposta: É importante identificar o que ou quem tem causado esses sentimentos em você. Você já pensou sobre isso? Encontrou algo em comum? Pense a respeito. 

Será que o que tem passado, não tem te mostrado para talvez olhar para outra direção? Ou para fazer diferente, ainda que no mesmo caminho?

A dificuldade em superar situações às quais acontecem diferente das expectativas que criamos, ou criam por nós, geralmente tem origem numa educação rígida, autoritária, com muitas cobranças, deixando a nítida sensação de que tudo que se faz está errado. Isso acontece com você?
      
O importante mesmo é identificar se você tem se cobrando constantemente, sendo perfeccionista e exigente consigo mesma. Geralmente essas características levam a frustrações constantes.
      
Para encarar a frustração e o fracasso comece deixando seus sentimentos virem à tona quando os sentir, não negue o que sente ao menos para você mesma, esse processo em lidar com os próprios sentimentos já é um início de superação.
 
Afinal, só podemos superar aquilo que identificamos. Pode ser muito triste o sentimento de perda ou das coisas não acontecerem como esperávamos, porém mais dolorosa é a alienação de nossa própria fonte interna de satisfação.

Não deixe de ter esperanças. Resgate aos poucos sua força interior. Não tenha pena de si mesma, ainda que atravesse momentos difíceis. Dificuldades sempre irão existir, o que podemos mudar é a forma de enfrentá-las. Mude a maneira de enfrentar a realidade, não permitindo que te esmague ou te leve à estagnação. Enfrente uma a uma, não permitindo que nada a derrote, pois o importante é manter a capacidade de lutar, pois as resistências no fundo são interiores. E é com elas que você irá se deparar. Admita suas dificuldades, resistências, fracassos e compreenda que fazem parte do processo da vida e do crescimento interno. Aprenda com tudo isso. Olhe para traz para aprender e para frente para continuar. 

  

Fonte: Rosemeire Zago - psicóloga clínica com abordagem junguiana

 


 
 


REAÇÕES DESMEDIDAS


O que você aprendeu como perigo desde o momento em que foi concebido fica registrado como ameaça em sua máquina cerebral. Suas reações emocionais desmedidas são associações que o seu cérebro faz quando detecta algo da realidade que pode afetar seu sistema.
 
Todas as reações emocionais intensas sejam elas de extroversas ou introversas advém das nossas subpersonalidades, alter egos ou o que seja que tem um entendimento sobre perigo eminente muito diferente desse nosso eu de agora da realidade adulta, que é o eu condutor- executivo. E por mais incrível que isso possa parecer, exatamente todos nós temos inúmeros desses aspectos em plena vigência dentro do nosso psiquismo. Para acioná-los, basta ativar algum botão de associação direta com algum perigo já vivenciado, que o nosso mecanismo de defesa e de sobrevivência virá de modo cego para nos defender. Estes mecanismos de defesa vem possuído pelas personalidades do tempo que entendeu a situação agora associada pela máquina cerebral.

Somos assim: Um eu que visa e prima ser ciente de si mesmo e vários diferentes aspectos que tem percepções e ilusões sobre a realidade distorcidos, atados num tempo onde os recursos desenvolvidos ao longo da vida até o presente ainda não existiam. O processo de acesso e de dessensibilizar o funcionamento destes eus é um trabalho quase que mecânico feito em terapia cerebral. Digo quase que mecânico, porque envolve, inclusive, reprocessamento de emoções reais, porem descabidas no momento. O não cuidar dessas reações emocionais excessivas além de ativar o sistema físico levando ao estresse e a possíveis doenças recorrentes pode danificar ainda mais a confusão do olhar trazendo muito sofrimento desnecessário.

Quando o discernimento e o reprocessamento dessas subpersonalidades ocorrem, há consciência maior de que atitudes e crenças são os verdadeiros donos absolutos dos cenários de vida. Não havendo mais espaço para vitimizações, a tomada de consciência, mudanças de padrões e responsabilidade por exatamente tudo o que se cria passa a imperar.

A partir disso, podemos efetivamente mudar padrões de funcionamento em todas as áreas da vida. Após a terapia de reprocessamento cerebral, exercitar a fórmula "mágica" de repetição, foco e consciência no que se faz facilita a transição do estado de piloto automático para o novo estado de consciência. Podemos deixar de ser robôs de nós mesmos, resultados passivos de uma história de vida que nos molda e que nos moldou muitas vezes à nossa revelia.

Ter ações deliberadamente conscientes e de acordo com os reais propósitos de alma está nas mãos das pessoas que tem coragem, ousadia e humildade se rever.

Por mais que almejemos mudanças na vida, elas sempre causam medo. Sair do lugar conhecido e ousar é para poucos, mas dentro de nós sempre temos a chave que abre todas as portas. Poder olhar a vida e a si mesmo por uma diferente perspectiva traz benefícios incalculáveis. Já que estamos todos atados nessa grandiosa aventura terrestre, por que não sair do lugar que entristece e restringe ousando se conhecer e abrir espaço para viver de modo diferente do usual?


 Fonte: Silvia Malamud - Psicóloga Clínica, Terapias Breves, Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA e Terapeuta em Brainspotting - David Grand PhD/EUA.

QUANDO SOMOS EXPLOSIVOS DEMAIS

Todos nós poderíamos escrever livros e mais livros sobre estórias de mal entendidos, sobre engolir "sapos e lagartos", sobre as pessoas que falam e agem por impulso e sem pensar deixam profundas marcas tanto nos outros como em si próprias.

Explosivos demais...
 O fato é que, invariavelmente, sempre que alguém fala de modo impositivo a outra pessoa, um pacote repleto de imagens, emoções e de certezas cegas é direcionado com a finalidade de atingir um caminho certeiro de ataque. O problema maior é que na hora da emissão e muitas vezes até depois da mesma, há total falta de consciência sobre o derradeiro impacto causado. As palavras mal ditas são arremessadas sem a menor prudência ou cuidado para com o semelhante e devastadoramente costumam atravessar o espaço como relâmpagos explosivos estragando e danificando tudo o que estiver à frente, no caso, pessoas.


 A energia exalada nessas ocasiões é altamente letárgica. A fachada é a de impaciência, ódio, superioridade e autoritarismo. Estes costumam ser os carros-chefes deste comportamento ditatorial.

E neste pacote cognitivo, explodem-se as mais diversas emoções e palavras desmedidas que voam como uma flecha aos seus destinatários.

Depois do suposto "estouro", o mais frequente de acontecer é o arrependimento, a autopunição e a culpa, somando-se ainda aos sentimentos de inadequação. Junte ainda o pensamento comum do "Faço tudo errado..." E esta pronta a receita do conhecido pensamento: "O que foi que eu fiz!?"

A partir, de então, a autoestima do acusador, esquentado demais, vai a menos infinito. Como resultado desta triste equação, o drama relacional fica instalado permanecendo entalado na garganta e no coração de todos os envolvidos.

Vítimas e acusadores da mesma questão emocional costumam serem reflexos espelhados um do outro. O que acusa explodindo, no fundo, tem sentimento e crença de impotência para resolver algo que o perturba. Aquele que é atacado por sua vez, também se sente impotente para se expressar, pois seja o que fosse falar mediante a tamanha explosão ou viraria fumaça ou acirraria mais ainda os ânimos do acusador.

A ideia é de que tanto acusador, como vítima, pudessem rever seus mais profundos conceitos sobre resolução de conflitos. Pudessem revisitar situações onde não foram ouvidos (desamparo) ou onde talvez tivessem sido ouvidos acima de tudo e de todos (mimados). Só a partir de busca interior sincera, e de ressignificação desses conteúdos internos mal resolvidos é que se consegue perceber que na atualidade as pessoas, verdadeiramente, podem ser diferentes das pessoas do convívio lá detrás.

Nosso sistema físico é uma maquina, nossos registros cerebrais fazem parte dessa máquina. Nossos padrões de respostas automáticas para a vida vêm de registros muito primitivos que o nosso cérebro fez.

Todos nós, sem exceção, acabamos reproduzindo reações ao longo da vida que estão de acordo com as situações que a nossa máquina cerebral associa com os primeiros eventos que passamos. O que acontece e que muitas vezes dificulta as mudanças de comportamento é que o cérebro age como se fosse por camadas, ou seja, uma percepção se sobrepõe a outra quando eventos semelhantes ocorrem. Com o passar do tempo, também passamos a sofisticar nosso linguajar e estratégias mentais devido as nossas subsequentes experiências de vida. Por este motivo, o próprio intelecto desenvolvido, muitas vezes na tentativa de ajudar o sistema a sobreviver, acaba dificultando a visão clara da realidade. A imposição de aspectos racionais e mesmo emocionais defensivos, sofisticação adquirida ao longo da existência, paradoxalmente, dificulta o contato com as origens dos conflitos que como resultado geram, por exemplo, pessoas explosivas demais...

Por isso mesmo, sempre sugiro um trabalho terapêutico de abordagem direta do consciente no próprio inconsciente para que este reprocesse e reprograme, inclusive, neurologicamente, padrões defensivos de respostas danosas tanto para os outros como para si mesmo. Sempre recomendo o meu expertiz que é o EMDR, ou Brainspotting.

Enquanto não se toma uma atitude drástica promovendo mudança total para este tipo de funcionamento, a vida das pessoas, implicadas neste tema, passa a ser infernal girando repetidamente nas emoções de desconfiança, medo, ataques de fúria, mágoa, tristeza, sofrimento e insegurança.

Desgastado e traumatizado, o receptor do explosivo também corre o risco de acabar vertendo imagens impregnadas de amor, na emoção contrária.

E enquanto a mente engana, a alma vai sofrendo.

- JÁ É HORA DE ACORDAR!

Enquanto não se faz um reprocessamento efetivo, defesas emocionais, se não trabalhadas, dificultarão o livre acesso ao conhecimento imediato.
 
 
Fonte: Silvia Malamud  - Psicóloga Clínica, Terapias Breves, Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA e Terapeuta em Brainspotting - David Grand PhD/EUA.


FAÇA SUA ESCOLHA!

Escolha o que você quer encontrar, mas não quem...

Há milhares de anos, o ser humano tenta decifrar o tal "segredo" para realizar seus desejos e alcançar suas metas. De tempos em tempos, uma nova teoria é formulada e cria-se uma nova tentativa de explicar, de forma mais simples e detalhada, o "caminho das pedras".
 
 Escolha o que você quer encontrar, mas não quem... Este mais recente, de Ronda Byrne - resumido em três passos: "peça, acredite e receba" - foi muito bem interpretado por Aldo Novak, ao substituir essas palavras-chaves por "pense, sinta e aja". Afinal, foram certamente nossos pensamentos, sentimentos e ações que nos conduziram ao lugar onde estamos neste exato momento.
 

Então, por que não moldá-los - na medida do possível - a fim de que nos conduzam até onde, conscientemente, queremos chegar?

Dadas as devidas proporções, acredito realmente que podemos escolher o que vamos viver. Entretanto, também acredito que, para isso, alguns detalhes são extremamente importantes. O primeiro é conhecer a si mesmo. Reconhecer suas habilidades e seus potenciais tão bem quanto suas limitações e dificuldades. Isso é essencial para a noção de equilíbrio que precisamos ter entre trabalho (a nossa parte, o que deve ser feito) e merecimento (o que cabe ao Universo)!

Dito isto, fico imaginando o que faríamos se fosse criada uma fórmula eficiente e infalível para atrair e conquistar um grande amor. Que dados inseriríamos nesta fórmula para atrair a "pessoa certa"? Quem seria ela? Quem seria o grande amor no qual você apostaria a partir deste novo segredo da felicidade?

Pois se sua resposta incluiu algo como nome, sobrenome ou endereço, pode apostar que está redondamente enganado! Não vai dar certo! Isso tem mais a ver com capricho ou egoísmo, imaturidade ou ansiedade do que com amor de verdade, com consciência real.

Ou seja, enquanto você continuar desejando uma pessoa específica, com número de documento conhecido, as chances do tiro sair pela culatra serão imensas! Sabe por quê? Porque não sabemos tudo. Não conseguimos enxergar o futuro, o amanhã. Existe uma sabedoria que não alcançamos, que não dominamos. É o campo da fé, do inexplicável (pelo menos até então), da confiança na vida ou numa instância superior.

Sobretudo, é preciso aceitar que não existe algo como uma forma de bolo, onde você possa colocar ingredientes efêmeros e instáveis como cor, raça, tamanho, conta bancária, idade, cargo, entre outros. Isso não funciona! Pode mudar a qualquer momento. Então, não adianta bater o pé e gritar que você só vai ser feliz se estiver ao lado de fulano ou sicrano. Pare com esse pedido infantil e incrédulo.

Peça maior! Peça a partir de características que sejam compatíveis com sua alma. É disso que tratam os que falam sobre "almas gêmeas". Não de corpos, tão insustentáveis, mas de almas. E o que sustenta uma alma tem a ver com caráter, valores, crenças, verdades interiores, escolhas, ações, coração, energia, luz e características afins. Tem a ver, sobretudo, com o que não tocamos, mas sentimos!

Pode parecer mero enredo de música ou poesia, mas é fato. É muito mais funcional e constatável do que temos percebido. E além de tudo isso, existe outro detalhe ainda mais fundamental. Trata-se do que VOCÊ é.

De nada vai adiantar investir toda a sua energia na tentativa de viver uma linda história de amor se você nem sabe o que isso significa, se você nem imagina como se comporta quem está comprometido com beleza e entrega. Amor não tem a ver com saber conquistar alguém que te faça feliz, mas sim, com saber SER alguém capaz de fazer o outro feliz.

Fácil? Posso te garantir que não! Aprendizado para a vida toda! Mas só assim pode valer a pena! Então, em vez de "moreno, algo, bonito e bem-sucedido" ou "loira, olhos verdes, magra e inteligente", comece a pedir uma alma que se encaixe com a sua: não perfeitamente, porque o perfeito não existe, mas de forma fluida, leve e harmoniosa. Porque isso sim - fluidez, leveza e harmonia - indica que estamos no caminho certo. No caminho do amor...
 
Fonte: Rosana Braga é Palestrante, Jornalista, Consultora em Relacionamentos