terça-feira, 2 de julho de 2013

INSÔNIA

A insônia se caracteriza pela dificuldade em iniciar o sono ou em se manter dormindo, sendo que o principal prejuízo é o cansaço durante o dia pelas noites mal dormidas. Pode ser um quadro passageiro, relacionado com algum fato recente, que geralmente melhora espontaneamente. Se o quadro persistir além de um mês e interferir na qualidade de vida, é aconselhável buscar tratamento especializado através de avaliação médica. 
 

 A insônia pode estar relacionada com uma causa específica: ansiedade, depressão, estresse, dor muscular e/ou articular (artrite, por exemplo), uso de medicamentos, ambiente inadequado (muito barulho, quente demais, colchão ruim, claridade excessiva), etc. Nos casos em que não se relaciona com um fator causal mais evidente, é tida como insônia primária, aquela sem causa bem definida.

 O tratamento pode ser medicamentoso (indutores do sono, antidepressivos em pequenas doses) em alguns casos, porém, a associação de tratamentos tem apresentado melhores resultados. Os tratamentos alternativos ao medicamentoso incluem higiene adequada do sono, psicoterapia e técnicas de relaxamento.

Medicamentos indutores do sono "benzodiazepínicos" são medicamentos utilizados em excesso no Brasil. Este tipo de medicamento deve ser utilizado sob orientação médica e por pouco tempo, uma vez que apresentam rápida tolerância (a dose utilizada deixa de fazer efeito, necessitando doses cada vez mais maiores) e dependência (a retirada tem que ser gradual, pois o organismo acostumou com o medicamento, podendo acorrer síndrome de abstinência se não retirado adequadamente). Além destes cuidados, a qualidade do sono fica alterada com o uso destes medicamentos, passando a dormir mais tempo porém de forma mais superficial, ocorrendo diminuição do sono profundo que é aquele que realmente descansa. Por estes motivos, é muito perigoso se automedicar ou usar comprimidos de parentes e amigos sem orientação médica.

ORIENTAÇÕES PARA HIGIENE DO SONO

Estas orientações podem ajudar a ter melhor qualidade de sono, independente do problema apresentado:
1. Procure deitar e se levantar em horários regulares todas as noites;
2. Vá para a cama somente quando estiver sonolento, com sono;
3. Não use a cama para leitura, ver televisão ou alimentar-se, prefira a sala ou outro ambiente. A cama deve estar relacionada como ato de dormir;
4. Evite ficar na cama sem dormir. Se necessário levante e faça uma atividade calma até ficar sonolento novamente. Ficar na cama rolando de um lado para outro gera estresse e piora a insônia;
5. Estabeleça um ritual de relaxamento antes de se deitar; um banho quente, diminuir a luminosidade do quarto enquanto se prepara paea deitar;
6. Evite uso de álcool e de cafeína pelo menos 6 horas antes do seu horário de dormir;
7. Não se alimente próximo ao horário de dormir;
8. Evite cochilos durante o dia; eles atrapalham seu sono à noite.
9. Procure se ocupar durante o dia, evitando o ócio.
10. Faça atividades físicas regularmente, porém evite exercícios fortes no final do dia, prefira os períodos da manha ou almoço. No final do dia, os exercícios precisam ser mais leves como alongamento ou caminhadas, e pelo menos 4 horas antes de dormir.

Algumas pessoas naturalmente dormem menos que outras!  Isto não significa ter insônia.
 
Fonte: absono.com.br

  

NARCOLEPSIA

A narcolepsia é caracterizada por um quadro de sonolência diurna excessiva com uma tendência de cair no sono em horas inapropriadas. Esta sonolência pode ser desencadeada por situações de estresse e não são aliviadas com uma boa quantidade de sono à noite.

Além deste quadro pode ocorrer breve perda abrupta da força e controle muscular (cataplexia), sensação de estar acordado e não conseguir se mexer na cama (paralisa do sono) e alucinações auditivas ou visuais que aparecem logo antes de iniciar o sono (alucinações hipinagógicas). 


A perda da força muscular pode ser específica a um grupo muscular ou generalizada (neste caso, a pessoa chega a cair no chão). Este quadro pode aparecer repentinamente ou pode se desenvolver gradualmente. Ainda, a sonolência excessiva pode ser o único sintoma.

 
A narcolepsia é uma doença de origem genética que afeta parte do cérebro responsável pelo controle do sono e da vigília.

Procurar um especialista é o passo inicial da investigação, sendo importante descartar outras causas que possam estar interferindo no sono. O diagnóstico é feito por uma avaliação noturna do sono (polissonografia) e durante o decorrer do dia seguinte ao exame, para avaliar 05 períodos de cochilos diurnos. A narcolepsia quando diagnosticada não pode ser curada, mas há medidas para controlar os sintomas da doença. O tratamento vai depender do grau dos sintomas e por isto deve ser programado individualmente com o médico responsável pelo paciente. É importante salientar que pessoas que sofrem de narcolepsia precisam ter cuidado com atividades consideradas perigosas, como dirigir e cozinhar, pela possibilidade de caírem no sono sem controle.

 
Fonte: absono.com.br
 

SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS

DISTÚRBIOS DO MOVIMENTO DURANTE O SONO:  MOVIMENTOS PERIÓDICOS DAS PERNAS (MPP) SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS (SPI)

Os movimentos mais freqüentes relacionados com o sono são os movimentos bruscos do corpo, as mioclonias (abalos musculares), MPP (movimento periódico das pernas) e SPI (síndrome das pernas inquietas) que acontecem geralmente no início do sono. 
 
 
 As pessoas acometidas pela SPI relatam um irresistível movimento de membros inferiores acompanhado de sensações de "arrastamento" das pernas. Estes sintomas causam grande dificuldade para os indivíduos acometidos por este problema, já que esses movimentos de perna causam despertares durante o sono, resultando assim em diminuição do tempo em que a pessoa consegue ficar dormindo, levando à insônia, irritabilidade, cansaço mental e problemas com o(a) acompanhante. A prevalência da SPI é de 5% na população geral. Alguns fatores podem influir no aparecimento, redução de sintomas e freqüência da SPI, como: fadiga, ingestão de bebidas cafeinadas, e exposição ao frio em determinadas épocas do ano.

 A grande maioria dos pacientes que relatam a SPI também apresentam movimentos estereotipados dos membros inferiores durante o sono, que correspondem aos Movimentos Periódicos das Pernas (MPP). Portanto, o MPP apresenta incidência e origem semelhantes à SPI. Originalmente, o MPP foi descrito como sendo uma extensão rítmica dos membros inferiores, seguidos de uma dorsoflexão do tornozelo, ocasionando uma flexão dos joelhos e movimento generalizado dos membros inferiores. Os movimentos duram em média 0,5 a 5 segundos ocorrendo com uma freqüência de um a cada 20 a 40 segundos: cada episódio de MPP pode ter duração de alguns minutos a horas. Em geral os episódios também causam despertares e uma diminuição da qualidade e eficiência do sono, e ocorrem com maior incidência no terço inicial da noite. É considerado um padrão patológico, a ocorrência maior que 05 movimentos por hora durante o sono. A prevalência de MPP é maior em pacientes idosos, além disso, 11% dos pacientes acometidos por MPP apresentam problemas de insônia, 17% de hipersonolência e 11% são indivíduos com problemas mentais (cansaço, estresse, etc.). Queixas de MPP podem ser referidas por pessoas com anemia, com artrite reumática, por pacientes urêmicos; bem como por indivíduos com predisposição familiar para esta síndrome.

COMO DIAGNOSTICAR O MPP OU A SPI?
Observe os parâmetros abaixo relacionados, e verifique se você apresenta sintomas para a SPI e MPP. Caso positivo, procure um médico, especialista em distúrbios do sono, para determinar se você realmente tem Síndrome de Pernas Inquietas ou Movimentos Periódicos das Pernas;

· Antes de dormir, você desenvolve uma desagradável sensação de arrepio, ou arrastamento de suas pernas;

· Para aliviar esta sensação, você se levanta e caminha, dobra as pernas, flexionando o joelho, toma um banho quente ou frio, faz massagem em suas pernas, ou executa alguma outra atividade;

· Você desenvolve esta desagradável sensação de arrastamento ou irresistível vontade de movimentar as pernas quando se senta por um período de tempo, como quando assisti televisão ou a um filme, andando no carro, assistindo o teatro, em seu lugar de adoração, ou participando em uma reunião;

· As sensações me aborrecem toda noite;

· Nenhuma avaliação médica revelou a causa para suas sensações;

· Você tem parentes ou familiares que sofrem estas mesmas sensações;

· Seu ou sua companheiro(a) te fala que você empurra suas pernas (ou seus braços) quando adormece; e às vezes, você tem movimentos involuntários das pernas quando esta acordado(a);

· Você tem freqüentemente desconforto dormindo ou ficando adormecido;

· Você freqüentemente se sente cansado(a) inclusive durante o dia durante o dia;

Se você acha que tem SPI ou MPP), você não está só!
Estima-se que entre 3% a 8% da população norte-americana apresenta esse distúrbio, no Brasil, os levantamentos epidemiológicos realizados pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo, demonstraram que nos anos de 1988 e 1997, 14% dos entrevistados apresentaram queixas relacionadas aos movimentos de pernas durante o sono. Muitas destas pessoas podem ter uma forma moderada que causam problemas ocasionais, mas a SPI e MPP afetam a vida cotidiana de milhares de indivíduos com maior severidade do quadro.

COMO CONVIVER COM A SPI-RLS OU COM O MPP-PLM
Não lute, se você tentar suprimir seus desejos para mover, você achará freqüentemente que seus sintomas tendem a piorar. Saia de cama, ache uma atividade que tire sua atenção das sensações e se distraia. Permita paradas freqüentes quando viajar e procure movimentar os membros durante essas paradas. Mantenha um diário de sono, se você não pode se sentar para escrever, você pode editar em um gravador de fita pequeno. Mantenha um fichário dos medicamentos e estratégias que ajudam ou dificultam sua batalha contra a SPI/MPP e compartilhe esta informação com seu médico.

 Melhore sua mente, se você não pode se sentar para ler, mesmo assim, você ainda pode desfrutar-se de um bom livro.
 
Utilize aparelhos sonoros para se distrair e ajudar a relaxar durante o surgimento dos sintomas dessas patologias.
 
Ocupe sempre sua mente mantendo-se ativo e comprometido a bloquear seus sintomas de SPI.
 
Para alguns, esta atividade pode ser um jogo de computador ou navegar pela Internet, para outros o alívio vem ao tocar um instrumento musical, pintar e ou outras atividades recreativas.
 
Ache uma atividade que você desfrute para o ajudar durante os seus sintomas, que são particularmente problemáticos.
 
Inicie e termine seu dia com exercícios físicos aeróbios e alongamentos, além de buscar a massagem como uma forma de relaxamento, tentando assim minimizar os efeitos dos sintomas dessas desordens.
 
Busque repassar essas informações a todas as pessoas que você sabem que tem esses distúrbios, auxiliando assim a minimização desses sintomas por parte de diversas pessoas.

Mas, lembre-se, qualquer mudança de atitude precisa ser avaliada por um médico especialista!
  
Fonte: absono.com.br
 


SONO E ENVELHECIMENTO

O envelhecimento da população mundial e a maior ocorrência de distúrbios de sono com o aumento da idade fazem com que este campo tenha uma crescente importância da Medicina do Sono.


 
ALTERAÇÕES DO SONO COM O ENVELHECIMENTO -  A melhor forma de avaliar o sono em idosos é a polissonografia. Existem controvérsias sobre quais alterações do sono do idoso são normais e quais são devidas às doenças que aparecem na idade avançada. Quando se estuda uma população de idosos, que não apresenta queixas de sono nem doenças neurológicas ou psiquiátricas, observam-se alterações no sono que podem atribuir-se ao envelhecimento normal. Isto quer dizer que, muitas queixas comuns nos idosos referentes ao sono, são normais para a idade, como os exemplos a seguir:

1) Redistribuição do sono: maior tendência a cochilos e sonecas durante o dia com diminuição do sono noturno.
2) Ocorrência de despertares durante o sono noturno, permanecendo um certo tempo acordados na cama. Aquela "queixa" de que acorda várias vezes durante a noite.
3) Demora para pegar no sono, leva mais tempo para dormir do que quando jovens.
4) Os idosos tendem a despertar mais cedo, permanecendo longas horas na cama de madrugada, bem cedinho.
5) Aumento do estágio superficial do sono, e por este motivo tem facilidade para despertar com qualquer barulho.
6) Diminuição do sono profundo.
7) Maior frequência de movimentos das pernas enquanto dormem (na Medicina conhecidos como "movimentos periódicos de pernas").

INSÔNIA NO IDOSO - A prevalência de insônia no idoso varia de 19 a 38% em estudos recentes. No idoso a insônia com mais frequência que no jovem é secundária a doenças neurológicas (Alzheimer, Parkinson, síndrome das pernas inquietas) e cardio-respiratórias sendo por essa razão mais graves e com dependência de cuidados. Distúrbios próprios do envelhecimento como a noctúria (despertar à noite para urinar) e a menopausa, também alteram o sono.
 
No homem a noctúria está relacionada à hipertrofia prostática e na mulher à resistência uretral pós-menopausa (a terapia de reposição hormonal ocasiona melhora deste quadro).
 
A insônia psicofisiológica ou primária também é mais freqüente no idoso provavelmente devido a fatores psicológicos devidos ao isolamento social, empobrecimento material, pouca exposição à luz solar, e ansiedade decorrente do medo à morte e outras doenças. Freqüentemente a insônia no idoso é tratada sem uma avaliação criteriosa de suas causas, sendo muito perigoso a automedicação. 
 
Ronco e Apnéia do sono no idoso -  A síndrome da apnéia obstrutiva do sono é uma condição onde o indivíduo apresenta paradas respiratórias ou redução da freqüência respiratória durante o sono, ocasionando dificuldade de oxigenação, vários despertares durante o a noite e sonolência durante o dia. Ocorrem cada vez mais casos de síndrome da apnéia obstrutiva do sono com o aumento idade. Cita-se que 42% dos indivíduos de ambos os sexos com idade maior que 65 anos apresentam mais de cinco paradas respiratórias por hora durante o sono, por causa do fechamento momentâneo das vias respiratórias. Existem fatores dependentes da idade que poderiam explicar o aumento do número de casos de síndrome de apnéia-hipopnéia do sono no idoso. Entre estes fatores o mais conhecido e é uma maior tendência do colapso das vias aéreas superiores, por um enfra-quecimento da musculatura da faringe. Isto explica o próprio ronco, e a partir de certo grau, a apnéia. A diminuição da função da tireóide, o aumento de peso e a diminuição do controle da respiração também favorecem este problema no idoso.
 
MOVIMENTOS PERIÓDICOS DE PERNAS E SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS -  A freqüência de movimentos periódicos de membros aumenta progres-sivamente com a idade. O número de casos de síndrome das pernas inquietas também aumenta. Ambas as condições estão relacionadas a várias alterações no cérebro e nos nervos que ocorrem durante o envelhecimento inclusive a diminuição dos níveis de uma substância chamada dopamina.
 
DOENÇA DE ALZHEIMER -  Demência é uma condição na qual um indivíduo previamente normal vai perdendo a capacidade de memorização e raciocínio. A doença de Alzheimer é a causa mais freqüente e universal de demência acometendo cerca de 20% da população com mais 70 anos. Acredita-se que alguns distúrbios do sono sejam específicos da doença de Alzheimer. Algumas das disfunções podem ser atribuídas à crescente desorganização no ciclo de temperatura corpórea e no ciclo vigília-sono, possivelmente associada à atrofia da parte do cérebro que os controla. Foi observado que a ausência de ritmo na secreção de um hormônio chamado melatonina. A correção de fatores como falta de exposição à luz matinal, pouca atividade física, sono diurno, alterações na temperatura corpórea e pouca interação social pode ajudar a melhorar estas alterações de ritmo no idoso, favorecendo uma melhora na qualidade do sono. A polissonografia pode diferenciar claramente o paciente com Alzheimer de outras condições de prejuízo da memória, sendo considerada hoje um exame de grande auxílio na avaliação do idoso.

 
 Fonte: absono.com.br
 

CRIANÇAS - DISTÚRBIOS DO SONO

DISTÚRBIOS DO SONO NAS CRIANÇAS

Durante o sono da criança, podem ocorrer manifestações denominadas "parassônias", que são movimentos e/ou comportamentos que representam fenômenos físicos decorrentes da ativação do sistema nervoso central, e como repercussão observa-se um sono interrompido.
 
As principais parassônias na criança são: despertar confusional, terror noturno, sonambulismo e pesadelos. 
 


Tais comportamentos durante o sono são principalmente ligados ao desenvolvimento e de acordo com a expressão e frequência, necessitam de recomendações médicas específicas. Se forem repetitivos ou perturbadores da dinâmica familiar, torna-se importante a avaliação do paciente por especialista na área de sono. Em última instância, será necessária a utilização de medicamentos. É fundamental a orientação dos familiares sobre tais comportamentos e como melhor abordá-los.

 
DESPERTARES CONFUSIONAIS - Os despertares confusionais ocorrem principalmente na criança pequena, e manifestam-se por movimentos de debater-se associados ao choro inconsolável, e geralmente acompanhados de intensa sudorese.
 
TERROR NOTURNO - O terror noturno acomete 3% das crianças e tem um importante componente familiar. Ocorre com maior frequência entre 5 e 7 anos de idade. A ocorrência diminui com a idade, sendo que menos de 1% dos adultos apresentam este distúrbio do sono. Caracteriza-se por um comportamento durante o sono, onde a criança senta-se na cama com expressão de medo em seu rosto, com aumento taquicardia cardíaca, respirando rapidamente e com muita sudorese. Os ataques duram de 30 segundos a 5 minutos, sendo raramente mais longos. As crianças voltam a dormir em seguida, sendo que não se recordam do fato ocorrido na manhã seguinte. Alguns episódios podem estar relacionados com estado febril. Tais ataques de terror noturno tendem a ocorrer no início da noite, fato que pode ajudar na diferenciação com pesadelos que ocorrem na final da noite de sono.
 
SONAMBULISMO - O sonambulismo consiste em episódios recorrentes de comportamento do tipo levantar-se da cama e perambular pelo quarto, podendo ocorrer o despertar. Como ocorre no terror noturno, a criança não se lembra do episódio sonâm-bulo na manhã seguinte. São necessários cuidados para evitar acidentes. Predisposição familiar também tem sido apontada para o sonambulismo, sendo descrito percentual de 80% dos sonâmbulos com história familiar de terror noturno ou sonambulismo.

É comum nas crianças, com porcentagens de 15 a 30% de crianças saudáveis com história de pelo menos um episódio de sonambulismo, e 3 a 4% das crianças com história de episódios repetitivos. A idade de início é em torno de 5 anos, com pico de ocorrência na adolescência. Nos adultos é descrita prevalência de 1%, sendo incomum após a sexta década de vida.

As três formas de parassônias acima descritas ocorrem durante o sono delta (sono de ondas lentas) e não se deve acordar o indivíduo, uma vez que, tal ação pode prolongar o episódio de parassônia.
 
PESADELOS - Os pesadelos são parassônias do sono REM ( a fase do sono que "sonhamos"). Consistem em sonhos com conteúdo emocional ocorrendo aumento da freqüência cardíaca e respiratória, sudorese, sendo finalizado geralmente com um despertar e lembrança do contexto sonhado. Não é rara a queixa de dificuldade para retornar a dormir devido ao conteúdo emocional do sonho. São mais prevalentes e frequentes nas crianças. Há dados indicando que 20 a 30 % das crianças entre 5 a 12 anos de idade têm um pesadelo a cada 6 meses. Há estudos que sugerem relação entre a alta frequência de pesadelos em adolescentes e adultos com possíveis psiquiátricas e outros que não confirmaram tal correlação. Os pesadelos podem ocorrer na mesma noite em que a criança apresenta terror noturno ou episódio de sonambulismo.

 
 Fonte: absono.com.br
 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

FÉRIAS EM PAÍS ESTRANGEIRO

Doenças Transmitidas pela Água e Alimentos.
 
Um problema comum em viagem é a diarreia causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados.
 
Esteja sempre atento à natureza e à qualidade daquilo que você ingere e oferece às crianças.
 
Observe as medidas básicas de higiene e as seguintes recomendações:
 
• Lave as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, principalmente antes de ingerir alimentos, após utilizar conduções públicas ou visitar mercados ou locais de muito fluxo de pessoas;
• Beba somente água mineral engarrafada. Se não for possível, trate a água disponível com Hipoclorito de sódio a 2,5%, colocando 2 gotas em 1 litro de água e aguardando por 30 minutos antes de consumir.
 
• Evite adicionar gelo nas bebidas;
• Assegure-se que o alimento esteja bem cozido, frito ou assado;
• Fique atento à temperatura dos alimentos expostos para venda.
Os alimentos perecíveis devem ser mantidos em baixa temperatura (abaixo de 5° C) e os quentes bem aquecidos (acima 60 °C);
• Evite o consumo de frutos do mar crus;
• Moluscos e crustáceos podem conter toxinas que permanecem ativas mesmo após a cocção;
• Não consuma leite nem seus derivados crus;
• Não consuma preparações culinárias que contenham ovos crus;
• Frutas e verduras que possam ser descascadas e cujas cascas estejam íntegras, podem ser consumidas cruas;
• Quando for consumir alimentos exóticos, seja prudente e não exagere;
• Evite o consumo de alimentos vendidos por ambulantes;
• Alimentos embalados devem conter no rótulo a identificação do produtor, data de validade e a embalagem deve estar íntegra.
 
 

Em caso de adoecimento durante a sua estadia, busque atendimento médico e não faça automedicação.






HOMENS - HIGIENE ÍNTIMA

 
Higiene íntima masculina requer cuidados que muitos não têm.
 
A praticidade com que os homens utilizam os toaletes costuma ser motivo de inveja para as mulheres: eles não precisam sentar no vaso sanitário para urinar e, muito menos, contar com papel higiênico para se secar.

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Entretanto, o que tradicionalmente é encarado como uma comodidade não é a postura correta. É preciso, sim, enxugar o pênis, para que a região não fique úmida e, consequentemente, suscetível à proliferação de fungos. Assim como esse detalhe, muitos outros sobre higiene íntima masculina não são levados a sério pelos homens.
 
Se muitos se esquecem ou deliberadamente não lavam as mãos depois de usar o banheiro, imagine quantos se lembram, ou até mesmo sabem, que é recomendável enxaguá-las também antes de urinar? O raro hábito soa estranho, mas o urologista Marcos Arap, do Núcleo Avançado de Urologia do Hospital Sírio-Libanês, afirma que é importante cultivá-lo para não levar bactérias à região peniana e evitar infecção por alguma DST.
 
Na hora do banho, por exemplo, o pênis deve ser lavado com especial atenção. Além de evitar mau odor, a limpeza evita infecções por fungos e bactérias e o câncer de pênis.  O urologista Rogério Simonetti, professor de Urologia da Unifesp (Escola Paulista de Medicina), explica que para limpar completamente é preciso retrair o prepúcio (pele que recobre a glande), lavar em volta da glande com sabonete e retirar todo o esmegma — secreção branca composta de células epiteliais descamadas, óleos e gorduras produzidas pelas glândulas do pênis – que fica acumulado na região, estendendo a higiene aos testículos, virilha e ânus.
 
Simonetti ressalta que a cautela deve ser redobrada nos homens que não operaram a fimose, já que o estreitamento pelo prepúcio facilita o acúmulo de sujeiras. Muitas vezes, nestes casos, é preciso utilizar sabonete íntimo, com pH fisiológico (entre 5 e 6), visto que alguns homens podem apresentar irritações da glande e do prepúcio com mais frequência.
 
Outra informação muitas vezes desconhecida é a importância de lavar o pênis após a relação sexual. O asseio ajuda a remover o lubrificante do preservativo que fica misturado ao sêmen. “Nas relações sem proteção também deve ser feita a higiene para remover o resíduo de esperma misturado às secreções vaginais”, acrescenta Simonetti.  “Apesar de não garantir a proteção, a lavagem pode diminuir a probabilidade de infecção”, afirma Arap.
 
Em relação ao hábito de depilar a região, os especialistas dividem a mesma opinião: não há necessidade, apenas aparar os pelos é suficiente. “A depilação dos pelos pubianos aumenta a chance de inflamação cutânea, podendo causar foliculite – inflamação dos folículos capilares” explica Arap. A irritação pode ser agravada caso a peça íntima seja muito apertada, sem contar que cuecas mais soltas, tipo samba-canção, facilitam a circulação de ar e evitam umidade no pênis, por isso são as mais recomendadas pelos especialistas.
 
Quanto ao tipo de tecido, os modelos feitos de algodão são os melhores, pois os sintéticos aumentam a transpiração da região peniana. Para Arap, a questão mais relevante não é o modelo nem o tecido, e sim, não utilizar peças íntimas molhadas, que facilitam a proliferação de fungos.
 
Consequências da higiene precária
Além de infecções, a falta de higiene pode acarretar problemas mais sérios à saúde do homem, como aumentar o risco de surgimento do câncer de pênis. Apesar de raro (representa apenas 2% dos tumores malignos), a doença pode levar à amputação do órgão e até ao óbito, caso não seja tratada rapidamente.
 
A fimose também aumenta a possibilidade de surgimento do tumor. O risco ainda é maior quando o prepúcio deixa a passagem muito estreita, pois, com a glande encoberta pela pele, o paciente pode demorar para notar sintomas visíveis. Segundo Arap, a circuncisão (cirurgia da fimose) é considerada fator de proteção, capaz de reduzir para zero a probabilidade de contrair a doença.
 
Mais frequentemente, a falta de asseio pode causar balanite, uma inflamação na glande ou no prepúcio. Os principais sinais e sintomas são: sensação de coceira, ardor ou até mesmo dor na glande, que fica com a superfície avermelhada e apresenta secreções purulentas. Caso se prolongue até o prepúcio, a pele nessa região também fica vermelha e dolorida.
 
A falta de higiene íntima pode ainda acarretar problemas para as parceiras sexuais. Devido à anatomia do seu órgão genital, as mulheres são mais expostas a fungos e bactérias e contraem doenças com mais facilidade.
 
Fonte: Dr.  Rogério Simonetti, professor de Urologia da Unifesp (Escola Paulista de Medicina),