sábado, 24 de agosto de 2013

SAÚDE FEMININA - ATRASO MENSTRUAL

Nem sempre é gravidez

Todos os meses as mulheres mantêm pelo menos uma rotina, o período menstrual. Há quem opte por viver sem menstruar, mas a maioria passa por esse processo mensalmente. Para algumas, são dias incômodos e que trazem muito desconforto, outras apenas convivem com essa regra natural. Porém, todas elas têm algo em comum, a preocupação caso o período menstrual atrase.
Nem todas as mulheres possuem um ciclo regulado, porém todas sabem, como se fosse um pressentimento, as datas em que, possivelmente, estarão em período menstrual. Quando não acontece na data esperada logo surge a preocupação: Será que estou grávida?
 atraso menstrual
E a resposta para essa pergunta é: Talvez sim e talvez não.
O atraso menstrual é uma das características para o aviso de uma possível gravidez, sendo considerado um dos principais sintomas iniciais, porém uma gravidez não se resume somente a isso. Se o período menstrual está atrasado por mais de 5 dias, o ideal é analisar o que pode ter causado o atraso, antes mesmo de criar uma gravidez.
Existem testes para gravidez que estão à venda em farmácias, porém para ter certeza o ideal é que seja feito um teste laboratorial, o exame de sangue. Somente o exame de sangue pode confirmar uma gravidez de forma precisa.
Se atente e tente relembrar se nos últimos dias teve relações sexuais sem proteção, período fértil, data do último período menstrual e se você possui sintomas típicos, como enjoos e sensibilidade nas mamas. Todas essas informações são importantes para entender o motivo do seu atraso menstrual.
Entre vários motivos, e com a hipótese de gravidez descartada após exame, os principais são:
Stress: O mau do século não prejudica somente o desempenho físico e intelectual, prejudica também os hormônios, principalmente quando a mulher possui ciclo regular. Altos níveis de stress pode desregular a produção de hormônios, atua, principalmente, no hormônio responsável pelo equilíbrio do ciclo.
Desgaste físico: Correria, rotina, desgaste e exercícios físicos excessivos podem esgotar o seu organismo, o corpo consome muita energia e isso pode atrapalhar o período menstrual.
Métodos contraceptivos: Métodos contraceptivos, como as pílulas, possuem hormônios artificiais que podem desregular o ciclo – e isso é ainda mais provável se o seu corpo não estiver acostumado a eles.
Tireoide e Síndrome dos ovários policísticos: A disfunção na glândula tireoide altera a produção dos hormônios e a SOP altera a fisiologia dos ovários, dois motivos para ocasionar o atraso menstrual.
Tratamentos: Alguns tratamentos podem conter medicamentos que alterem a produção dos hormônios ou influenciem o período menstrual, por isso sempre peça esclarecimento ao médico sobre o medicamento que irá ingerir.
Engordou ou Emagreceu? As mudanças corporais provocam, automaticamente, mudanças metabólicas que podem alterar a ovulação.
Má alimentação: A má alimentação está associada a muitos problemas, inclusive ao atraso menstrual. A falta de vitaminas pode desequilibrar o organismo, causando o atraso.
O ideal é que cada mulher entenda como o seu organismo funciona e consiga equilibrar todos os fatores que podem influenciá-lo. Antes de tirar conclusões baseadas em suposições, o ideal é que a mulher consulte o seu ginecologista e peça explicações e informações. Nem sempre o atraso menstrual caracteriza gravidez, mas a certeza só pode ser estabelecida com o exame laboratorial, os demais motivos devem ser analisados junto ao especialista.
Para a mulher que se entende.
Fonte: Onofre

SAÚDE FEMININA - PERDA DE LIBIDO

Fuja das suas principais causas

O que para muitos é considerado um tabu, para outros pode ser um problema que afeta além do que se pode imaginar. A perda da libido, atualmente, é um problema que tem afetado muitas mulheres e homens, embora venham delas as maiores queixas sobre o assunto.
Ainda não se sabe a verdadeira causa da diminuição do apetite sexual, muitos especialistas afirmam que a maioria provém de causas emocionais, mas o ideal é entender de onde vem a perda da libido e não apenas supor a sua causa.
Uma das principais causas da perda da libido é não pensar em sexo, em um relacionamento a dois, não tê-lo como prioridade e sempre deixa-lo “para depois”. Surge nesse momento a diminuição do apetite sexual, que pode ser causado pelo cansaço cotidiano, excesso de compromissos ou quando a falta de energia e estímulos é maior que o desejo.
 Libido
As demais causas são:
Psicológicas
Depressão, traumas, culpas, raiva entre o casal, baixa autoestima e outros sentimentos ou emoções podem ocasionar a perda da libido.
Desequilíbrios Hormonais
Disfunção hormonal e doenças como hipotireoidismo podem afetar diretamente o apetite sexual. Nos homens, muitas vezes, a disfunção é tratada com a reposição de testosterona.
Medicações
Há muitas medicações que podem ter como efeito colateral a perda da libido, como os anticoncepcionais, antidepressivos e inibidores do apetite.
Vícios
O alcoolismo e o tabagismo podem influenciar o apetite sexual e despertar a perda da libido.
Cuidar da saúde hormonal, conversar com o seu médico caso haja algum tratamento em andamento e ter conversar diárias com o seu/sua parceiro (a) são maneiras eficazes de evitar a perda da libido. Caso você note a perda da libido, procure um especialista, tenha certeza de onde vem e por que. Ter uma vida sexual ativa e saudável é possível em qualquer idade, basta que cada um saiba lidar com isso.
 Algumas pessoas optam por tratamentos que devolvam a sua energia e o apetite sexual, há opções que são facilmente encontradas.
Para quem quer viver uma relação plena.
Fonte:  Onofre

SAÚDE FEMININA - VULVODÍNIA

Sentir dor não é normal

Cuidar da saúde para as mulheres é algo comum, principalmente quando se trata da região íntima, pois, por uma questão de anatomia, costuma sofrer com doenças mais do que os homens, como infecções, corrimentos, irritações, por isso muitas vezes sentem dores e acreditam ser normal por ser uma região bastante sensível, mas quando isso se torna crônico é preciso se preocupar, pois sentir dor não é normal e pode ser um sinal de um transtorno pouco conhecido, a vulvodínia.
A vulvodínia é um transtorno que afeta a vulva, sendo esta, o conjunto de órgãos genitais que se localizam do lado exterior da vagina. As dores constantes nessa região são o que caracteriza esse problema, mas podem ser inconstantes, podem cessar e retornar em outro lugar, na mesma região.
Essas dores podem acontecer em momentos sem estímulo nenhum ou ao simples toque, mas muitas vezes a dor ou a queimação se evidencia na relação sexual, o que pode afetar também o lado psicológico da mulher, já que não consegue ter uma vida sexual normal.
 Vulvodínia
Além da dor, principal sintoma, existem outros que podem ser desenvolvidos pela vulvodínia, são eles:
  • Ardor crônico;
  • Irritação;
  • Dor ao toque;
  • Queimação.
Existem duas classificações para a vulvodínia, a localizada e a generalizada, a partir destas, existem subclassificações, espontânea, provocada ou mista. As mais comuns, são:
Generalizada espontânea: onde a mulher sente queimação constante na vulva;
Localizada provocada: quando a dor e a queimação concentram-se em apenas um lugar e pode ser causada pelo ato sexual, exame ginecológico, uso de roupas apertadas ou alguns cosméticos, como sabonetes e cremes.
Os especialistas ainda não sabem exatamente quais são as causas para esse transtorno, mas acredita-se que seja uma falha no sistema nervoso central, por isso as terminações nervosas não funcionam corretamente e as mensagens não são enviadas da forma certa, causando a dor.
Para ser feito o diagnóstico da vulvodínia, os médicos primeiro eliminam outras possíveis causas para os sintomas, pois quando eles avaliam a região não tem nenhuma causa aparente, por isso alguns exames são feitos para detectar infecções, traumatismos, doença sistêmica (lúpus), além de avaliar o uso de alguns cosméticos, como sabonetes, sprays, antissépticos, entre outros, para poder definir se a causa é a vulvodínia.
Por não ter uma causa específica, a cura ainda não é possível, mas há a possibilidade de ser aplicado um tratamento para amenizar os sintomas, sendo feito através de fisioterapia, uso de medicamentos, aplicação de analgésicos locais, entre outros.
Esse incômodo pode parecer incomum, mas estima-se que 15% das mulheres já tenham sofrido desse distúrbio em algum momento da vida, porém nem sempre comunicam aos seus médicos, pela falta de informação ou por se sentirem incomodadas em compartilhar o seu problema com outra pessoa.
Fique atenta a qualquer sintoma e não tenha receio em informar o seu médico, pois quando mais cedo começar o tratamento melhor será o resultado.
Para a mulher que não descuida da saúde.
Fonte: Onofre

ODONTOLOGIA INFANTIL - DENTES DE LEITE

Dentes de Leite: Saiba quais são suas funções

As crianças passam por muitas fases até se tornarem adolescentes, ainda bebês aprendem muitas coisas que são fundamentais para o seu desenvolvimento, como engatinhar, andar, mastigar a papinha, falar, deixar de usar a fralda, entre outros. Em todos esses momentos os pais estão sempre por perto, mas chega a hora em que as crianças precisam aprender alguns cuidados para fazerem sozinhas.
Um dos cuidados principais é com os dentes, quando as crianças estão um pouco maiores começam a ter uma alimentação onde as guloseimas são a preferência, por isso os dentes acabam sofrendo com as consequências do açúcar.
Cuidados com os dentes na infância 1
Os dentes de leite começam a nascer em torno dos 12 meses sendo 20 no total, 10 em cada arcada, eles começam a cair por volta dos 6 anos e esse processo pode durar até os 11 anos, quando encerra toda a troca dos dentes.
Muitos pais têm uma opinião errada quanto aos cuidados com os dentes de leite, pois acreditam que os cuidados com a higiene bucal precisam ser intensificados somente com os dentes permanentes, isso é um erro, pois os dentes de leite são como desbravadores, abrem caminho para os permanentes enquanto estão sendo formados.
Caso os cuidados com a higiene bucal não sejam eficientes e os dentes de leite sofram algum dano, pode prejudicar o nascimento dos dentes permanentes, além de afetar a questão psicológica da criança, pois esteticamente pode causar um trauma afetando sua forma de relacionamento, afastando-a de outras crianças.
Veja quais são as funções dos dentes de leite:
  • Mastigação
Os dentes são responsáveis pela mastigação, assim as crianças aprendem a ter o hábito de mastigar corretamente, além disso, são fundamentais para o desenvolvimento correto da articulação da face.
  • Fala
Os dentes de leite são de grande importância para o desenvolvimento da fala, por isso quando não são bem cuidados e caem antes da hora, a criança pode ter dificuldade em articular alguns fonemas.
  • Desenvolvimento da face
Para que a arcada seja desenvolvida corretamente de uma forma harmoniosa, os dentes de leite nascem e caem na hora certa e isso é fundamental para o desenvolvimento perfeito da parte óssea da face.
Muitos são os fatores positivos dos dentes de leite, portanto fica claro que os cuidados precisam começar cedo, logo que os primeiros dentes aparecerem, assim poderá ser evitado problemas que futuramente precisem de um tratamento mais complexo.
Os especialistas recomendam que as visitas ao consultório dentário comecem por volta dos 2 anos, para que o profissional possa acompanhar o desenvolvimento dos dentes da criança.
Alguns cuidados podem ser seguidos para que os dentes de leite estejam sempre saudáveis, como:
  1. Acompanhar a escovação, principalmente das crianças menores que ainda não tem coordenação motora suficiente para realizar a higiene bucal de forma      adequada;
  2. Cuidar  da dieta alimentar e evitar oferecer doces;
  3. Incentivar a criança a manter a higiene bucal, fazer com que ela entenda que isso é necessário e importante para a saúde, uma boa dica é fazer isso de forma divertida.
     
  4. Para cuidar dos dentes dos pequenos de forma divertida.
  5. Fonte: Onofre

FADIGA ADRENAL

Fadiga Adrenal: Saiba mais sobre essa síndrome

Podemos perceber que quando uma pessoa tem uma rotina muito estressante, se alimenta mal e não pratica nenhuma atividade física, muitas vezes tem uma saúde frágil e, por já estar esgotado, o corpo começa a dar sinais que algo não está bem. Mas, devido aos compromissos e a falta de tempo, muitas pessoas não procuram um especialista para saber o que está causando esse problema.
Quando o estresse chega a um nível muito alto e se torna crônico, aliado a uma má alimentação e falta de atividade física, pode causar um problema mais sério, uma síndrome ainda pouco conhecida, a fadiga adrenal. Quem sofre dessa síndrome se sente sempre muito cansado e desanimado.
 Fadiga Adrenal 1
A fadiga adrenal, afeta as glândulas suprarrenais causando o seu mau funcionamento. As glândulas suprarrenais fazem parte do sistema endócrino e ficam acima do rim, são responsáveis por defender o organismo dos efeitos do estresse, seja físico, emocional, psicológico, térmico entre outros, liberando hormônios, como aldosterona e cortisol que são do processo metabólico e a testosterona, adrenalina e noradrenalina, hormônios sexuais. Quando essa glândula está prejudicada acaba ocorrendo as deficiências hormonais, que prejudicam o organismo, principalmente a parte física.
Os sintomas da fadiga adrenal são:
  • Infecções, gripes e resfriados frequentes;
  • Ganho de peso e dificuldade para emagrecer;
  • Alterações do sono;
  • Baixa libido;
  • Ansiedade e irritabilidade;
  • Baixa concentração e memória;
  • Tonturas;
  • Compulsão por doces, salgados, frituras e cafeinados;
  • Dificuldades para acordar;
  • Medo sem causa aparente.
Os sintomas da fadiga adrenal podem ser confundidos com os de outras doenças, por isso o diagnóstico e o tratamento podem não ser eficazes.
No caso da fadiga adrenal o tratamento pode ser feito com reposição hormonal, mas a alimentação é fundamental, portanto invista em uma alimentação saudável e na prática de exercícios físicos.
Evite alimentos que contenham glúten e os refinados, derivados da farinha de trigo, prefira os integrais. O café e as bebidas estimulantes devem ser evitados, assim como o açúcar. Consuma frutas, verduras, legumes e alimentos ricos em ômega 3, além disso, invista em alimentos que são fontes de vitamina C, zinco e do complexo B.
Para quem dá prioridade à saúde.
Fonte: Onofre

MÃE COM AÇÚCAR

Mãe com açúcar e outros ingredientes.
 
Como anda o papel dos avós com os netos. As avós não são mais as mesmas, mas mantêm o posto de uma das personagens principais na vida das crianças.
 
Embora muitas avós exerçam sua profissão, elas disponibilizam mais tempo para os netos do que conseguiram para seus filhos.
 

Avós deseducam?
 
A maturidade e experiência são outros aspectos que ajudam a desempenhar o papel de avó de forma mais plena e sem o peso da responsabilidade que se ganha ao ser mãe, ou seja, as avós podem (e devem) desfrutar de uma relação de cumplicidade, mimos e caprichos com os netos. Elas levam fama de permissivas, mas também sabem impor limites.

Esse suporte aos pais é, ao mesmo tempo, um benefício aos netos, proporcionando-lhes afeto, cuidados, conversas, atividades importantes para seu desenvolvimento cognitivo e psicossocial. A conhecida frase “pais educam e avós deseducam” não é 100% verdadeira. As avós devem usar todo seu afeto e paciência para impor limites aos netos desde que elas sigam os valores que os pais passam para os filhos no dia a dia.

Entre tantos modelos novos de relação, existem ainda aqueles relacionamentos entre pessoas queridas que têm que driblar a distância. Imagine morar longe da avó. Agora imagina poder passar as férias com ela.

Memória viva
 
A relação entre avós e netos transcende qualquer outra experiência. Contribui para a construção da memória da família, o encontro de gerações e a formação de identidade. Ninguém melhor do que as sábias avós para lembrar e contar histórias antigas sobre os pais, as viagens, os encontros. "As avós são as únicas a poder transmitir esse relato em primeira mão. Um dos fatores importantes para o equilíbrio emocional da criança é ela saber de onde vem sua família".
 
 “As avós fazem isso, ensinam aos netos o exercício do resgate”, diz Natércia Tiba, psicoterapeuta de casal e família. Essa convivência entre avós e netos é benéfica para ambos. Para as avós, a chegada dos netos traz mais energia, vitalidade, esperança e um desejo em dar continuidade à sua história. “É até melhor que ter filho. Claro que nada se compara à emoção de ter filho, mas ser avó não tem o peso das obrigações e responsabilidades de quando se tem um filho. É a continuidade da nossa história”.

Se você perguntar qual a receita para ser avó nos tempos atuais, a resposta é unânime: não existe.
 
“Existe um amor inexplicável, uma vontade grande de estar com eles, de passar um pouco de nossas experiências e também aprender com as crianças. A evolução faz parte da vida e hoje as crianças são muito rápidas, estão sempre antenadas e nós, como avós, temos que acompanhar esse modelo e aproveitar o máximo possível com muito prazer”. O tempo passa, as formas se renovam, mas uma coisa é certa: avó continua sendo a mãe com açúcar!

Pequeno manual das avós, Conselhos do Livro dos Avós – Na Casa dos Avós É Sempre Domingo?, da terapeuta Lidia Aratangy e do pediatra Leonardo Posternak:
  • Esclareça quais são as suas possibilidades reais (materiais e psicológicas) de cuidar dos netos.
  • Estabeleça um horário na semana em que você está disponível.
  • Sempre que possível, promova comemorações familiares em sua casa, para enriquecer as lembranças dos netos.
  • Os conselhos só devem ser dados quando solicitados e devem ser oferecidos com a consciência de que são apenas conselhos.
  • Valorize os êxitos e conquistas das crianças, sem esquecer que os adultos também gostam de ter suas vitórias reconhecidas: lembre-se de elogiar também seus filhos.
  • Use e abuse do arsenal de fotos e vídeos da família. 


Fontes:  Lidia Aratangy - terapeuta, Dr. Leonardo Posternak - pediatra e Natércia Tiba - psicoterapeuta de casal e família.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

PAIS - A CIÊNCIA DE SER BOM PAI

A ciência de ser bom pai - Adultos que se lembram da infância com coerência são melhores pais.
 
Você já parou para pensar em como pessoas com pais ruins tendem a ser bons pais? Onde e como aprendem a ser amáveis, responsáveis, a rir, a lutar ou dar conforto depois de seus filhos ralarem o joelho se seus pais nunca o fizeram?.
 
 
Por décadas, psicólogos estudam como o estilo de ser pai é transmitido entre gerações. Como imaginávamos, eles descobriram que não existe fórmula. Fatores como os genes e o temperamento, modelos comportamentais e experiência de vida desempenham um papel na educação dos filhos.
 
Porém, uma entrevista de avaliação bem conhecida pelos pesquisadores mostra como isso funciona. É um conjunto de 20 perguntas feitas ao adulto que prevê com 80% de precisão o tipo de relacionamento que ele terá com seu filho. A grande sacada é (apesar de as questões serem sobre histórico familiar) que os resultados não estão preocupados com o que realmente aconteceu com você quando criança. Em vez disso, a entrevista foca em como você conta a história de como as coisas aconteceram. Esta seria a melhor forma de predizer como você será como pai ou mãe.
 
Voltando ao assunto, a gente se torna mãe e pai quando nos tornamos um. Nós absorvemos os padrões básicos e o “tom emocional” no primeiro ano de nossa vida. Psicólogos chamam isso de nosso “modelo de trabalho interno” – uma representação mental, em grande parte inconsciente, do mundo social codificado profundamente em nossos cérebros. Nós captamos isso enquanto somos bem pequenos, e isso é uma operação sistemática que usamos nas relações, inclusive com nossos filhos.
 
Isso é revelado na pesquisa também. Crianças de famílias que passaram por muitos conflitos tendem a ser pais conflituosos. Pesquisadores viram como o nível de incerteza e caos ou carinho e calor na família de origem de uma pessoa se refletem nas relações com seus filhos mais tarde. Em um estudo anterior, mães foram entrevistadas para descobrir como aceitavam ou rejeitavam seus sentimentos por seus próprios pais, e esses fatores equivaliam a quanto seguras ou ansiosas elas eram com seus filhos.
 
Experiências semelhantes, pais diferentes
 
Mas nós sabemos que a história toda não se resume a isso, já que as pessoas com experiências semelhantes podem ser pais muito diferentes. De uma maneira geral, esse questionário explica como isso acontece. O entrevistado e o entrevistador são adultos e sua conversa é gravada, cuidadosamente transcrita e codificada. O objetivo da pesquisa é ver em qual das categorias o pai se encaixa (independente, preocupado, perdido ou mal resolvido) e o quanto ele acha que se sentirá seguro na relação com o filho em cada fase (bebê, criança, adolescente ou jovem).
 
As questões incluem:
 
-A que tipo de pai você se sente mais próximo, e por quê?
 
-Quando você se chateava quando era criança, o que você fazia?
 
-Em geral, como você pensa que suas experiências de vida com seus pais têm afetado sua personalidade (já adulto)?
 
-Por que você acha que seus pais se comportavam da maneira com que se comportavam durante sua infância?
 
-Se você pudesse fazer três desejos para seu filho para se realizar daqui 20 anos, o que seriam?
Enquanto a pessoa responde, pesquisadores não só anotam os vários detalhes de sua infância, mas como a pessoa se liga a esses detalhes enquanto está reconstruindo sua memória.
 
A chave é a coerência: adultos que se dispõem a falar sobre sua infância (positiva ou negativamente) de uma forma coerente são classificados como “autônomos”. Pessoas com narrativas coerentes contam sua história de infância de uma forma clara, com pensamentos que fluem logicamente.
 
Ser coerente: um bom sinal para a ciência de ser bom pai
 
Alan Sroufe, um dos principais pesquisadores do desenvolvimento infantil que vem trabalhando com esse teste por muitos anos, explica que uma narrativa coerente é um sinal de que a pessoa vê e entende seu passado (não que ela tenha tido uma boa infância necessariamente).
 
Pessoas com narrativas incoerentes, por outro lado, tentem a afastar-se da questão ou se perdem em um detalhado relato de deficiências dos pais - eles são incapazes de organizar uma história. Fugindo, saindo do contexto, não ter muitas lembranças, não estar disposto a compartilhar, ou ainda estar com raiva são todos sinais de incoerência.
 
“Ninguém tem pais perfeitos”, diz Scroufe. Quando pessoas descrevem seus pais em termos totalmente positivos, isso sempre significa que eles estão bloqueando um lado da história ou não viram essas “sombras”. Ele explica que a contradição, em reclamações amplas, muitas vezes não traz lembranças coerentes.
 
Por que a coerência é necessária para bons pais?
 
Os pesquisadores abriram “as mentes” dos entrevistados e analisaram se suas experiências de vida, memórias, pensamentos e sentimentos estavam organizados de forma coerentes e organizada.
 
Aqueles que conseguiram ser coerentes em seus relatos e respostas, tendem a ser mais responsáveis e disponíveis em relação aos próprios filhos, além de ter mais  facilidade em interpretar as necessidades dos pequenos.  
 
Incoerência pode ser sinal de que o pai possui questões não resolvidas em seu passado que afetam a maneira que veem ou tratam suas crianças. Sroufe dá um exemplo: um pai desatento interpreta como fome quando, na verdade, a criança procura por contato físico. Detalhe: em um estudo, quando mães assistem a um vídeo de seu filho em uma situação perigosa ou desconfortável, aquelas classificadas como ‘desatentas’ eram mais propensas a interpretar o comportamento do seu bebê como negativo ou mimado.
 
Pais preocupados, que ainda se sentem magoados com seus pais, se sentem marginalizados e oprimidos pelas perguntas, sentindo dificuldades em ver seu papel e participação nas coisas.
 
Como lidar com os “traumas da infância”
 
Pais “mal resolvidos” – muitos desses que experimentaram trauma – tornam-se desorientados ou mergulhados em emoções e memórias durante a entrevista. Como pais, eles são mais vulneráveis a se desconectar ou assustar seus próprios filhos.
 
É claro que nada disso é uma verdade absoluta, e nem significa que, necessariamente, a infância de alguém vai dizer como esta pessoa será como pai ou mãe. É bom lembrar que pais independentes não tiveram uma infância necessariamente linda com piqueniques e viagens ao campo, mas eles conseguiram, de alguma maneira, entender suas vidas e ver a educação de seus pais de forma clara. Adultos independentes que pensaram sobre sua infância têm consciência sobre seu passado e tocaram suas vidas em frente. Sroufe diz que pessoas que tiveram nos pais modelos de maturidade conseguem com bastante frequência dar o suporte e a segurança para seus companheiros e se tornam pessoas mais independentes ao longo da vida. As pesquisas indicam três coisas que podem ajudar a acabar com esses “traumas” ou dificuldades na infância: pelo menos 6 meses de terapia nessa fase da vida, um outro adulto presente, que seja referência, e um parceiro na idade adulta. A dica é "relações de carinho transformam histórias negativas".
 
Ninguém se torna bom pai se sua vida for uma página em branco. Nem queremos, já que nossas experiências pessoais, peculiaridades, e falhas fazem quem somos. Conhecer nossas vulnerabilidades parece ser a parte mais importante. Admitir seus defeitos e tudo aquilo que você “puxou” de seus pais é, provavelmente, um bom começo. Na verdade, se você estiver lendo este artigo com qualquer quantidade de curiosidade sobre si mesmo como um pai, eu diria que é um bom sinal de que você já está fazendo o melhor por seus pequenos.
 
 
Fonte: Revista Pais e Filhos