domingo, 25 de agosto de 2013

VITAMINA DESPEDIÇADA

Todos os dias jogamos no lixo nutrientes que estariam muito melhor no prato dos nossos filhos.   
 
Você já pensou em comer casca de mamão, melão ou banana? E a rama da cenoura? Talvez você nunca tenha sido apresentado a uma, porque esta às vezes vai pro lixo antes de chegar na banca do supermercado. Pois saiba que uma quantidade enorme de nutrientes importantes pro desenvolvimento do seu filho está indo para o lixo também. Uma análise da SESI-SP em parceria com a Unifesp concluiu que essas partes “não convencionais” podem ter muito mais nutrientes que a própria polpa do alimento. Pois é, a casca é mais nutritiva que o conteúdo.
 
O estudo fez uma comparação das partes dos alimentos. Olha só alguns alimentos que guardam verdadeiras preciosidades nas cascas ou folhas:
  • Casca da banana: tem três vezes mais vitamina C (que atua ajudando na absorção do ferro pelo organismo, mantém a estrutura óssea, melhora a produção de colágeno etc. etc. etc.) e duas vezes mais potássio (responsável pela síntese da proteína, auxilia na formação dos ossos e dentes e previne e trata cãibras) do que a polpa.
  • Casca da maçã: tem quatro vezes mais fibra do que a polpa, o que é bom para manter o bom funcionamento do intestino. E também tem vitamina C – três vezes mais que a polpa.
  • Casca do mamão: é rica em potássio (duas vezes mais que a polpa) e fósforo (50% mais), mineral importante que constitui as membranas, atua no funcionamento das enzimas e ajuda na utilização das vitaminas no complexo B.
  • Casca do pepino: quase ninguém come, mas tem três vezes mais fibras e seis vezes mais vitamina A do que a polpa. Essa vitamina auxilia na manutenção da visão, da pele e da memória, além de atuar no crescimento dos ossos e dos tecidos.
  • Rama da cenoura: aquela parte verde com ramas de um verde intenso, é fonte de tanto cálcio (13 vezes mais do que a polpa), que atua na formação e manutenção dos ossos; e de ferro, nutriente indispensável para a produção de hemoglobina, presente só na rama.
  • Casca da mexerica: a polpa é uma ótima fonte de vitamina C, e a casca tem o dobro da quantidade. Vitamina A, então, tem sete vezes mais que a polpa, e cálcio, quatro vezes mais.
  • Semente do melão: tem 25 vezes (isso mesmo!) a mais de proteína do que a polpa. Já a casca, tem o triplo de cálcio e de fósforo.
  • Folha da beterraba: essa tem 120 vezes mais Vitamina C do que a polpa. Em relação à vitamina A, a quantidade encontrada em 100 gr. da folha já atenderia às necessidades diárias de um adulto.

Modo de usar
Mas como é que se usa tudo isso? Primeiro, faça uma higiene bem adequada nas cascas de qualquer alimento. O ideal é colocar 1 colher de água sanitária para cada litro de água e deixar de molho.
 
Depois, lave em água corrente para tirar o gosto de água sanitária. O próximo passo é usar a criatividade. Dá pra trocar o suco de laranja da receita de um bolo, por um copo de suco de casca de mamão (bata a casca com água e coe). Ou então, acrescente a casca de banana picadinha num refogado ou numa torta... Claro que seu filho pode estranhar o gosto no começo, mas é normal. O sabor de um alimento novo precisa ser aprendido pela criança, mas você tem que oferecer a novidade e de forma agradável cerca de dez vezes, até ela se acostumar. Vá com calma, em quantidades pequenas, misturadas às receitas preferidas dele. Ele vai comer casca com o maior gosto.
 
 
Fontes: ELIANA CRISTINA DE ALMEIDA - NUTRICIONISTA MESTRE EM CIÊNCIAS PEDIÁTRICAS PELA UNIFESP e  SANDRA REGINA COSTA VIVIANI - NUTRICIONISTA DO SESI-SP.

INCOMPATIBILIDADE SANGUÍNEA

Vacinar é Preciso
 
A Vacina Anti-Rh é principal forma de evitar doença causada pela incompatibilidade do sangue da mãe com o do bebê.  
 
 
 
Assim que você procurou por um médico para fazer o pré-natal deve ter recebido uma lista de pedidos de exames e, entre eles, pode nem ter notado um simples exame de tipagem sanguínea. Isso é pedido para saber se há o risco de incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê. Existem dois tipos de incompatibilidade, a ABO, quando a mãe tem o tipo sanguíneo A e o bebê B; mãe B e o bebê A; ou mãe O e o bebê A ou B ou AB. Segundo a ginecologista Denise Wiggers, este caso de incompatibilidade não é grave e causa apenas icterícia neonatal.
 
Já no caso de incompatibilidade pelo Rh, o feto pode ter problemas mais graves. Quando a mãe tem o Rh negativo e o bebê Rh positivo, o organismo da mulher começa a produzir anticorpos anti-Rh para tentar destruir o agente Rh do feto, considerado um intruso.
 
Uma vez produzidos, os anticorpos permanecem na circulação sanguínea da mãe e, caso ela volte a engravidar de um bebê Rh positivo, esses anticorpos destroem os glóbulos vermelhos do sangue do feto. Este passa a produzir mais hemácias que chegam ainda imaturas ao sangue e recebem o nome de erotroblastos. A consequência desse processo é a Eritroblastose Fetal que pode causar de anemia e icterícia à deficiência mental, surdez, paralisia cerebral, fígado e baço aumentados, e morte do bebê durante a gestação ou após o parto.
 
Hoje, a doença não é tão comum já que o exame Coombs indireto, realizado ainda na gestação, possibilita identificar se a mãe ainda não produziu os anticorpos. Nesse caso, a mulher deve tomar a imunoglobulina  anti-Rh, mais conhecida como vacina anti-Rh ou anti-D. O medicamento bloqueia a produção dos anticorpos, evitando a sensibilização da mãe.
 
Mas se mesmo durante a gravidez tudo ocorrer bem, a mulher deve tomar essa vacina até 72 horas após o parto, assim ela evita a sensibilização. E isso é ainda mais importante caso a mulher queira engravidar futuramente já que o contato do sangue da mãe com o sangue do feto durante o parto fará com que o organismo da mãe comece a produzir os anticorpos.
 
Caso a mulher já esteja sensibilizada, ou seja, já tenha produzido os anticorpos, poderá ser recomendada uma transfusão de sangue para o feto, evitando a anemia. O tratamento deverá seguir mesmo após do nascimento do bebê, mas deve estar de acordo com sua reação à doença.
 
 
Fonte: Dra. Denise Wiggers - ginecologista e obstetra da Clínica Plena

sábado, 24 de agosto de 2013

INSTINTO MATERNAL

Por que ele acontece?

Quando o bebê chega à vida de uma mãe, faz despertar um instinto inexplicável e ela se pergunta por qual motivo está tendo aquela reação, que é como uma adivinhação ou previsão.
Após o nascimento do seu filho, a mãe se preocupa apenas em proteger, alimentar e agasalhar o seu pequeno e isso acontece de uma forma natural, como se fosse um instinto animal de uma fêmea em proteger a sua cria.
 Hormônios da maternidade
Esse instinto, que as pessoas acham ser inexplicável, é totalmente explicável. É um instinto herdado dos nossos ancestrais, o instinto de proteção e preservação da espécie.
Durante a gestação, acontecem muitas alterações hormonais que preparam a mãe para cuidar do seu bebê, durante os três primeiros meses de vida do bebê a mãe produz em grandes quantidades os hormônios considerados do amor e da maternidade, a ocitocina e a prolactina.
A presença desses hormônios na corrente sanguínea da mãe faz com que haja muitas mudanças no seu corpo e no seu comportamento.
  • Ocitocina
A ocitocina é produzida em uma região do cérebro chamada hipotálamo, essa substância é responsável pelo chamado “Instinto maternal”, ela faz despertar o ímpeto protetor, por esse motivo, as mães não conseguem deixar de atender o seu bebê prontamente, logo ao primeiro som do choro.
  • Prolactina
A prolactina também produzida no hipotálamo, é liberada no organismo da mulher para a produção do leite materno, que alimenta e cria um elo entre a mãe e o bebê.
Durante alguns meses após o parto, a mãe não consegue dormir direito a noite com receio que algo aconteça com o seu bebê, isso acontece devido a uma memória ancestral que herdamos, onde os cinco sentidos da mulher ficam mais aguçados, principalmente à noite, pois a mulher acredita que a “cria” fica mais vulnerável nesse período, isso explica porque a qualquer barulhinho a mãe já está ao lado do bebê para saber o que está acontecendo.
Há quem diga que a mulher ganha poderes sobrenaturais quando se torna mãe, pois consegue adivinhar que seu bebê está com fome sem ele sequer dar um sinal, mas isso na verdade acontece nos primeiros meses de vida, como se o bebê ainda estivesse na barriga, assim é acionado um sentido extrassensorial, onde, em um plano inconsciente, a mãe capta informações, pistas e chega a conclusões sempre acertadas sobre o que o bebê está necessitando, sem que ele as demonstre.
Quando a mãe amamenta seu bebê tem uma sensação de calma, essa reação é provocada pela ocitocina, pois quando o bebê encosta a cabeça ou coloca a mãozinha na mama da mãe aciona a produção desse hormônio, dando essa sensação de calma, satisfação e alegria para a mãe enquanto alimenta o seu bebê.
O toque da mãe também é fundamental para o bebê, eles são muitos sensíveis ao toque e pesquisas indicam que o carinho físico faz a criança se sentir protegida, calma, acalentada e isso é fundamental para o seu crescimento físico e emocional. 
Os pais bem que tentam ter os mesmos cuidados com os bebês, mas eles não conseguem ter esse instinto aguçado, pois a testosterona, hormônio masculino produzido em grande quantidade, tende a neutralizar os efeitos da ocitocina, ao contrário do estrogênio, hormônio feminino, que aumenta sua produção.
Podemos dizer que o instinto maternal existe sim, mesmo que a ciência explique de forma técnica, afinal nada consegue explicar o elo de amor entre uma mãe e seu filho, isso somente uma mãe consegue sentir.
Para quem tem o instinto de ser mãe.
Fonte: Onofre

SAÚDE FEMININA - CÓLICA MENSTRUAL

Como acabar com isso?

Problemas com cólicas são tão comuns em bate papos femininos quanto o futebol nas pautas masculinas, isso porque 50% das mulheres sentem essa dor ao menos uma vez por mês.
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Todos os meses, as mulheres enfrentam o período menstrual que, por muitas vezes, vem acompanhado de dores pélvicas, denominadas cólicas ou dismenorreia. Essas dores são normais e fazem parte do processo menstrual, acontecem, pois o útero se contrai para liberar o endométrio em forma de sangue e essas contrações causam a dor, que pode ser intensa ou não.
Algumas mulheres sentem dores mais intensas que outras, mas isso porque são mais sensíveis à dor ou porque as contrações uterinas, para elas, são mais intensas, porém se a dor for extremamente forte e for além de um mal-estar passageiro, pode significar um problema que precisa ser visto com urgência.
As dores de cólica podem ser primárias ou secundárias. São primárias quando provêm do período menstrual e secundárias quando provêm de uma alteração patológica, podendo sinalizar tumores, miomas e endometriose.
É importante que, após a sua primeira menstruação, a mulher mantenha uma rotina de cuidados com o seu ginecologista para que ele a oriente e ela possa saber se está tudo bem com o seu próprio corpo, cólicas fora do período menstrual não são normais e podem sinalizar que o organismo está pedindo ajuda.
Nos primeiros anos de ciclo menstrual não é comum ter cólicas, pois o ciclo ainda não é regular. Quando ele, finalmente, se regulariza as cólicas começam a surgir, porém após a gravidez elas tendem a diminuir devido às alterações sofridas na estrutura do útero durante a gestação.
As cólicas podem ser aliviadas através de medicamentos receitados por um ginecologista, como os próprios anticoncepcionais e através de exercícios físicos, que liberam endorfina, substância produzida pelo próprio organismo que causa a sensação de bem-estar.
Para driblar a cólica a dica é simples, mexa-se. Faça atividades físicas moderadas e pausadas, dentro do seu limite, pois a cólica é passageira. Uma boa tática é fazer compressas quentes sobre a região dolorida e comprimi-la para atenuar a dor.
Para quem quer se livrar da cólica, para sempre.
Fonte: Onofre

SAÚDE FEMININA - ATRASO MENSTRUAL

Nem sempre é gravidez

Todos os meses as mulheres mantêm pelo menos uma rotina, o período menstrual. Há quem opte por viver sem menstruar, mas a maioria passa por esse processo mensalmente. Para algumas, são dias incômodos e que trazem muito desconforto, outras apenas convivem com essa regra natural. Porém, todas elas têm algo em comum, a preocupação caso o período menstrual atrase.
Nem todas as mulheres possuem um ciclo regulado, porém todas sabem, como se fosse um pressentimento, as datas em que, possivelmente, estarão em período menstrual. Quando não acontece na data esperada logo surge a preocupação: Será que estou grávida?
 atraso menstrual
E a resposta para essa pergunta é: Talvez sim e talvez não.
O atraso menstrual é uma das características para o aviso de uma possível gravidez, sendo considerado um dos principais sintomas iniciais, porém uma gravidez não se resume somente a isso. Se o período menstrual está atrasado por mais de 5 dias, o ideal é analisar o que pode ter causado o atraso, antes mesmo de criar uma gravidez.
Existem testes para gravidez que estão à venda em farmácias, porém para ter certeza o ideal é que seja feito um teste laboratorial, o exame de sangue. Somente o exame de sangue pode confirmar uma gravidez de forma precisa.
Se atente e tente relembrar se nos últimos dias teve relações sexuais sem proteção, período fértil, data do último período menstrual e se você possui sintomas típicos, como enjoos e sensibilidade nas mamas. Todas essas informações são importantes para entender o motivo do seu atraso menstrual.
Entre vários motivos, e com a hipótese de gravidez descartada após exame, os principais são:
Stress: O mau do século não prejudica somente o desempenho físico e intelectual, prejudica também os hormônios, principalmente quando a mulher possui ciclo regular. Altos níveis de stress pode desregular a produção de hormônios, atua, principalmente, no hormônio responsável pelo equilíbrio do ciclo.
Desgaste físico: Correria, rotina, desgaste e exercícios físicos excessivos podem esgotar o seu organismo, o corpo consome muita energia e isso pode atrapalhar o período menstrual.
Métodos contraceptivos: Métodos contraceptivos, como as pílulas, possuem hormônios artificiais que podem desregular o ciclo – e isso é ainda mais provável se o seu corpo não estiver acostumado a eles.
Tireoide e Síndrome dos ovários policísticos: A disfunção na glândula tireoide altera a produção dos hormônios e a SOP altera a fisiologia dos ovários, dois motivos para ocasionar o atraso menstrual.
Tratamentos: Alguns tratamentos podem conter medicamentos que alterem a produção dos hormônios ou influenciem o período menstrual, por isso sempre peça esclarecimento ao médico sobre o medicamento que irá ingerir.
Engordou ou Emagreceu? As mudanças corporais provocam, automaticamente, mudanças metabólicas que podem alterar a ovulação.
Má alimentação: A má alimentação está associada a muitos problemas, inclusive ao atraso menstrual. A falta de vitaminas pode desequilibrar o organismo, causando o atraso.
O ideal é que cada mulher entenda como o seu organismo funciona e consiga equilibrar todos os fatores que podem influenciá-lo. Antes de tirar conclusões baseadas em suposições, o ideal é que a mulher consulte o seu ginecologista e peça explicações e informações. Nem sempre o atraso menstrual caracteriza gravidez, mas a certeza só pode ser estabelecida com o exame laboratorial, os demais motivos devem ser analisados junto ao especialista.
Para a mulher que se entende.
Fonte: Onofre

SAÚDE FEMININA - PERDA DE LIBIDO

Fuja das suas principais causas

O que para muitos é considerado um tabu, para outros pode ser um problema que afeta além do que se pode imaginar. A perda da libido, atualmente, é um problema que tem afetado muitas mulheres e homens, embora venham delas as maiores queixas sobre o assunto.
Ainda não se sabe a verdadeira causa da diminuição do apetite sexual, muitos especialistas afirmam que a maioria provém de causas emocionais, mas o ideal é entender de onde vem a perda da libido e não apenas supor a sua causa.
Uma das principais causas da perda da libido é não pensar em sexo, em um relacionamento a dois, não tê-lo como prioridade e sempre deixa-lo “para depois”. Surge nesse momento a diminuição do apetite sexual, que pode ser causado pelo cansaço cotidiano, excesso de compromissos ou quando a falta de energia e estímulos é maior que o desejo.
 Libido
As demais causas são:
Psicológicas
Depressão, traumas, culpas, raiva entre o casal, baixa autoestima e outros sentimentos ou emoções podem ocasionar a perda da libido.
Desequilíbrios Hormonais
Disfunção hormonal e doenças como hipotireoidismo podem afetar diretamente o apetite sexual. Nos homens, muitas vezes, a disfunção é tratada com a reposição de testosterona.
Medicações
Há muitas medicações que podem ter como efeito colateral a perda da libido, como os anticoncepcionais, antidepressivos e inibidores do apetite.
Vícios
O alcoolismo e o tabagismo podem influenciar o apetite sexual e despertar a perda da libido.
Cuidar da saúde hormonal, conversar com o seu médico caso haja algum tratamento em andamento e ter conversar diárias com o seu/sua parceiro (a) são maneiras eficazes de evitar a perda da libido. Caso você note a perda da libido, procure um especialista, tenha certeza de onde vem e por que. Ter uma vida sexual ativa e saudável é possível em qualquer idade, basta que cada um saiba lidar com isso.
 Algumas pessoas optam por tratamentos que devolvam a sua energia e o apetite sexual, há opções que são facilmente encontradas.
Para quem quer viver uma relação plena.
Fonte:  Onofre

SAÚDE FEMININA - VULVODÍNIA

Sentir dor não é normal

Cuidar da saúde para as mulheres é algo comum, principalmente quando se trata da região íntima, pois, por uma questão de anatomia, costuma sofrer com doenças mais do que os homens, como infecções, corrimentos, irritações, por isso muitas vezes sentem dores e acreditam ser normal por ser uma região bastante sensível, mas quando isso se torna crônico é preciso se preocupar, pois sentir dor não é normal e pode ser um sinal de um transtorno pouco conhecido, a vulvodínia.
A vulvodínia é um transtorno que afeta a vulva, sendo esta, o conjunto de órgãos genitais que se localizam do lado exterior da vagina. As dores constantes nessa região são o que caracteriza esse problema, mas podem ser inconstantes, podem cessar e retornar em outro lugar, na mesma região.
Essas dores podem acontecer em momentos sem estímulo nenhum ou ao simples toque, mas muitas vezes a dor ou a queimação se evidencia na relação sexual, o que pode afetar também o lado psicológico da mulher, já que não consegue ter uma vida sexual normal.
 Vulvodínia
Além da dor, principal sintoma, existem outros que podem ser desenvolvidos pela vulvodínia, são eles:
  • Ardor crônico;
  • Irritação;
  • Dor ao toque;
  • Queimação.
Existem duas classificações para a vulvodínia, a localizada e a generalizada, a partir destas, existem subclassificações, espontânea, provocada ou mista. As mais comuns, são:
Generalizada espontânea: onde a mulher sente queimação constante na vulva;
Localizada provocada: quando a dor e a queimação concentram-se em apenas um lugar e pode ser causada pelo ato sexual, exame ginecológico, uso de roupas apertadas ou alguns cosméticos, como sabonetes e cremes.
Os especialistas ainda não sabem exatamente quais são as causas para esse transtorno, mas acredita-se que seja uma falha no sistema nervoso central, por isso as terminações nervosas não funcionam corretamente e as mensagens não são enviadas da forma certa, causando a dor.
Para ser feito o diagnóstico da vulvodínia, os médicos primeiro eliminam outras possíveis causas para os sintomas, pois quando eles avaliam a região não tem nenhuma causa aparente, por isso alguns exames são feitos para detectar infecções, traumatismos, doença sistêmica (lúpus), além de avaliar o uso de alguns cosméticos, como sabonetes, sprays, antissépticos, entre outros, para poder definir se a causa é a vulvodínia.
Por não ter uma causa específica, a cura ainda não é possível, mas há a possibilidade de ser aplicado um tratamento para amenizar os sintomas, sendo feito através de fisioterapia, uso de medicamentos, aplicação de analgésicos locais, entre outros.
Esse incômodo pode parecer incomum, mas estima-se que 15% das mulheres já tenham sofrido desse distúrbio em algum momento da vida, porém nem sempre comunicam aos seus médicos, pela falta de informação ou por se sentirem incomodadas em compartilhar o seu problema com outra pessoa.
Fique atenta a qualquer sintoma e não tenha receio em informar o seu médico, pois quando mais cedo começar o tratamento melhor será o resultado.
Para a mulher que não descuida da saúde.
Fonte: Onofre