sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

HIPNOSE - Técnica aliada a saúde

Esqueça os ilusionistas circenses com cartolas e gestos exagerados. Esse clichê, reforçado no último século graças ao cinema e aos programas de auditório, só deteriora a credibilidade da hipnose, ferramenta que hoje auxilia não apenas psicólogos e psiquiatras, como também diferentes especialistas em clínicas e grandes hospitais do país.
 
 
“A técnica já foi regulamentada pelos conselhos de odontologia,  fisioterapia, psicologia e medicina”, diz Clystine Abram, presidente do Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada (IBH-RJ).
 
Ênfase na palavra “técnica”, pois a prática não consiste em um tratamento que por si só combate quadros clínicos. De acordo com Luiz Guilherme Velloso, cardiologista e hipnólogo do Hospital São Camilo (SP), trata-se de um estado alterado de consciência que fica entre o sono e a vigília.
 
“Nessa situação, o indivíduo permanece consciente, porém apresenta alterações na percepção e fica altamente receptivo a sugestões”, afirma. A reação cerebral durante o processo ainda é discutida entre os cientistas.
 
Experimentos mostram que o sistema límbico (responsável por referências de medo, dor, prazer, autopreservação, timidez, etc.) deixa de enviar informações para o neocórtex, porção relacionada à consciência humana. É por isso que a pessoa torna-se sugestionável: ela “perde” as noções que são específicas desse sistema.

Os seres humanos experimentam isso diariamente sem tomar conhecimento. “Ir ao cinema é se submeter a uma espécie de estado hipnótico.
 
Você fica focado no filme, curte, se envolve, torce pelos personagens, dá vazão às emoções. Mas não percebe que três horas se passaram. E, muitas vezes, come pipoca sem estar com fome.”
 
Por uma razão desconhecida pela medicina, algumas pessoas são mais suscetíveis à abordagem do que outras. Entretanto, mesmo as mais vulneráveis não aceitam todos os comandos do especialista — seja durante ou após o transe. Se a pessoa é íntegra e honesta, ela não pode ser sugestionada a roubar um supermercado”, exemplifica.
 
O que um profissional habilitado faz é a indução hipnótica, de modo a favorecer outra terapia. Por exemplo: se por acaso o paciente apresenta uma doença psicossomática, ele é submetido à técnica para que, estando concentrado, possa comunicar-se melhor com seu inconsciente.
 
Isso ajuda o especialista (que, no caso, será um psicólogo ou psiquiatra) a descobrir as possíveis causas do problema. “O enfermo também poderá acessar com mais facilidade suas qualidades e recursos internos para combater o quadro”, acrescenta a especialista Clystine.

A hipnose é efetiva nos seguintes quadros:Não há como estimar um número médio de sessões necessárias para tratar cada doença, pois tudo depende da gravidade do problema e das particularidades de cada indivíduo. Sendo assim, os tratamentos podem levar de poucas semanas a meses.
-Obesidade e transtornos alimentares
-Fobia social
-Fobias específicas (medo de aranhas, escuro, altura, palhaços, etc.)
-Náuseas relacionadas à gestação ou a tratamentos quimioterápicos
-Doenças psicossomáticas em geral
-Tabagismo
-Transtorno de Estresse Pós-traumático-Ansiedade-Hipertensão-Distúrbios do sono
 
 
Fonte: Dr. Leonard Verea, psiquiatra especializado em medicina psicossomática e hipnose clínica, Dr. Luiz Guilherme Velloso, cardiologista e hipnólogo do Hospital São Camilo e Clystine Abram, presidente do Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada (IBH-RJ).

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

MEDITAÇÃO - para acalmar a mente

Meditação é uma técnica milenar que ajuda a manter o autocontrole e acalmar a mente.

Diferentes linhas de pesquisas estudam e confirmam a eficácia das variadas técnicas de relaxamento no combate ao estresse, ansiedade, agitação, assim como, prevenção das  consequências associadas a essas três condições.
 
 
Portanto, com um pouquinho de disciplina, um local tranquilo e alguns instantes sem ser interrompido, é possível utilizar a prática da meditação e dos exercícios respiratórios para ajudar a manter o equilíbrio e o estresse bem longe. Além disso, de acordo com Joelma Amaral*, professora de técnicas de relaxamento, estes momentos podem ajudar as pessoas a evitar que um problema simples evolua para uma situação crônica.
 
"A meditação, por exemplo, é uma técnica milenar, que ajuda a manter a disciplina, o autocontrole e a acalmar a mente, promovendo conforto emocional e aprimorando a capacidade de concentração", explica. "O processo é bastante simples e a pessoa pode praticar deitada, sentada no chão (de pernas cruzadas, na chamada posição de índio ou de lótus) ou em uma cadeira (com os pés apoiados e a coluna ereta)”.
 
“A pessoa deve fechar os olhos suavemente e manter a atenção na respiração que precisa ser lenta e profunda. Os problemas e a agenda do dia devem ser deixados de lado e, se vierem ao pensamento, é preciso inspirar novamente e retornar ao objetivo inicial”.
 
A professora esclarece que sessões com duração de cinco a quinze minutos já podem trazer benefícios, desde que praticadas diariamente. Outra dica é colocar uma música ambiente. "Nas aulas de relaxamento, meditação e yoga é comum utilizarmos alguns sons que ajudam a criar um ambiente propicio para descontrair e abstrair pensamentos indesejados. Músicas clássicas, instrumentais e os sons da natureza, como água e pássaros são opções que permitem que a mente se concentre na melodia e relaxe".
 
Os exercícios respiratórios também são considerados eficazes para minimizar a ansiedade e o estresse. "Uma forma de começar é sentando-se ereto, com os olhos fechados, as mãos repousadas sobre a região do abdome (para que se possa sentir o movimento lento e suave da respiração) ou sobre as pernas. Inicie inalando pelo nariz, lentamente, sentindo a respiração. Em seguida, libere o ar, também pelas narinas, utilizando o dobro do tempo da inspiração", ensina Joelma. "Uma sugestão para controlar o tempo é contar "um" para a entrada do ar e "um...dois..". para a saída do ar. Repita por cinco minutos diariamente e vá aumentando esse tempo gradualmente".
 
A prática constante fará com que o exercício se torne um hábito diário. Sua saúde agradece!
 
Fonte: Joelma Amaral é instrutora de Hatha Yoga para adultos e crianças. Ministra aulas personalizadas de yoga com técnicas de relaxamento.

IMC - Entenda melhor este cálculo da saúde

O cálculo do Índice de Massa Corporal é um método utilizado no mundo todo para avaliar o estado nutricional de um indivíduo.
O Índice de Massa Corporal (IMC) é um dos métodos utilizados internacionalmente para avaliar o estado nutricional de um indivíduo. Trata-se de uma fórmula matemática que usa duas informações como variáveis: o peso (em quilos) e a altura (em metros) de cada pessoa. O cálculo é simples: basta dividir o peso pela altura ao quadrado (IMC = peso / altura²). O resultado obtido serve de indicador sobre como está a manutenção do peso de cada pessoa.



No entanto, os especialistas não recomendam esse método em certos casos - como o de pessoas muito musculosas, atletas, halterofilistas ou aquelas que sofrem de cifose dorsal (corcunda, que diminui a altura) - devido à impossibilidade de diferenciar massa gorda (gordura) e massa magra (músculos e água), que interferem diretamente no resultado.

Segundo a endocrinologista Claudia Cozer*, existem outros métodos para avaliar jovens com menos de 18 anos. Portanto, eles não devem seguir a tabela abaixo (que é indicada pela Organização Mundial de Saúde). "Para eles existem padrões específicos de acordo com cada idade e peso. O melhor é procurar o médico ou uma nutricionista para uma avaliação", diz ela.
Assim que você obtiver o resultado, veja em qual faixa você se enquadra (levando em consideração a tabela abaixo):

IMC abaixo de 18,5: abaixo do peso IMC entre 18,5 e 24,9: peso adequado à altura IMC entre 25 e 29,9: sobrepeso IMC entre 30 e 34,9: obesidade grau I IMC entre 35 e 39,9: obesidade grau II IMC acima de 40: obesidade grau III

Sempre vale lembrar que se você acha que está "fofinho demais", antes de mais nada, fale com um médico para verificar se realmente precisa perder alguns quilinhos. Se ele considerar necessário, vai orientá-lo a buscar ajuda de um nutricionista para fazer uma reeducação alimentar.

O acompanhamento de um profissional de saúde (nutricionista e/ou médico) é fundamental para que você aprenda a comer corretamente. Esse profissional faz um trabalho personalizado, ou seja, levando em conta suas preferências, paladar e atividades diárias.

E esqueça as dietas da moda ou que prometem milagres. "Para emagrecer é preciso aprender a se alimentar corretamente e praticar alguma atividade física, com a orientação de um preparador físico", alerta a médica.

Agora, se você já se alimenta de forma saudável e variada, mas mesmo assim não está em forma, os motivos podem ser fatores genéticos (seus pais e avós são obesos) ou uma dieta hipercalórica.

"Muitas pessoas ingerem alimentos saudáveis, mas em grandes quantidades e isso também não é adequado. Para emagrecer é preciso deixar de lado a vida sedentária, adquirir hábitos saudáveis e consumir a quantidade de alimentos adequados a você", afirma a endocrinologista. Fique ligado!

Fonte: Dra. Claudia Cozer - Endocrinologia pela Universidade de São Paulo e membro da diretoria da ABESO - Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

COMPORTAMENTO - Síndrome do Pensamento Acelerado

Considerada uma patologia moderna, que atinge crianças e adultos, a síndrome ainda não é um tema debatido com frequência nos meios de comunicação.
 
 
 
“Em função do cotidiano, os indivíduos adquiriam característica de pessoas “hiperpensantes”, devido ao excesso de compromissos, exagero de informações recebidas e da carga emocional desgastante”. Denise conta, ainda, que o estresse promove a fadiga, o desânimo e faz com que a sensação do “deu branco” passe a ser frequente. O bloqueio da memória é visto como um mecanismo de proteção do organismo contra o estresse.
 
“Um dos principais sintomas verificados na Síndrome do Pensamento Acelerado é a perda geral da capacidade de pensar, de reter informações e, até mesmo, de elaborar tarefas. A seletividade da memória protege a mente contra o congestionamento de pensamentos, imagens e ideias. Ao fazer uma autoanálise, a maioria das pessoas irá perceber que utiliza excessivamente a memória e, por isso, pensa demais e se desgasta de maneira exagerada, podendo desencadear a síndrome”.
 
As mudanças sofridas pela sociedade, nas esferas social, tecnológica e emocional contribuíram para o surgimento da SPA, que tem diagnóstico complexo e exige levantamento de dados minucioso antes de definir a melhor terapia. “É preciso realizar uma avaliação multiprofissional, sendo que o tratamento irá depender do contexto em que cada pessoa vive. Além disso, é importante que ela mesma reconheça o problema, identifique os sintomas e tenha consciência que é preciso buscar o equilíbrio”.
 
“Desacelerar” é a palavra chave. Seja na infância ou na fase adulta, a organização dos compromissos diários devem proporcionar um estilo de vida saudável que propicie tranquilidade e felicidade.
 
 
Fonte: Denise Cristina Martins - Professora e Pedagoga em Especialidade em Deficiências Intelectuais e Inclusão Social.

COMPORTAMENTO - Estimule sua autoconfiança

O excesso de insegurança pode se tornar um fator impeditivo para a realização de tarefas e concretização de objetivos pessoais. O sentimento pode ser considerado uma crença negativa e distorcida sobre a capacidade real da pessoa, fazendo com que ela não utilize seu potencial máximo.
 
 
 
A consequência disso é a autodesvalorização em relacionamentos afetivos, sociais e profissionais. Para a psicóloga Rosana Cavalcante Fonseca*, os indivíduos acabam se esquivando de desafios que, muitas vezes, poderiam enfrentar, mas não o fazem por desacreditar no êxito do sucesso. “Essas pessoas costumam ter objetivos de vida limitados, uma vez que acreditam que  a opinião dos outros tem mais valor”.
 
Para inibir a insegurança, é importante preservar e estimular a autoconfiança. “A autoconfiança é o oposto da insegurança, ou seja, é a crença no próprio potencial de realização de tarefas, de enfrentamento de desafios e da capacidade de conquista”, explica Rosana. “Ela começa a ser desenvolvida no início da vida, a partir do momento em que a pessoa percebe que é capaz de executar uma tarefa de maneira satisfatória, com autonomia e independência, mesmo que esta missão não possua um alto grau de dificuldade”.
 
“Como exemplo, é possível citar uma criança que dá os primeiros passos sem o auxílio de um adulto, ou aquela que consegue montar um quebra-cabeça sozinha. As duas situações reforçam a ideia de capacidade”.
 
A psicóloga afirma que é possível aumentar a autoconfiança por meio de atitudes simples no dia a dia. “Todos nós, ao longo da vida, passamos por situações de frustrações, perdas e fracassos, ao mesmo tempo em que obtemos conquistas, realizações e sucesso. Para melhorar a autoconfiança, devemos dar mais importância às conquistas e menos aos fracassos, prestando atenção nas próprias habilidades e potencialidades que levaram ao êxito”.
 
“É importante também compreender e aceitar que todos os indivíduos possuem limitações e dificuldades, permitindo-se errar ou falhar”.
 
De acordo com Rosana, é muito comum as pessoas terem maior tolerância e compreensão em relação às fragilidades alheias do que em relação às suas próprias. Esse comportamento compromete a autoconfiança. “É fundamental que o indivíduo compreenda que não é possível acertar todas as vezes”, ressalta.
 
Para uma vida com mais confiança, “Aprenda a tolerar suas próprias fraquezas e a valorizar sempre as suas capacidades” reforça a psicóloga.
 
 
Fonte: Rosana Cavalcante Fonseca é Psicóloga formada pela PUC-SP (CRP 06/85548). Possui especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Instituto de Psicologia da USP e Neuropsicologia pela Faculdade de Medicina da USP. Atua como psicóloga perita do NUFOR (Núcleo Forense) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e como psicoterapeuta em consultório particular. rosana.cavalcante@hc.fm.usp.br

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

DOENÇAS DE VERÃO - com elas não se brinca!


Com o início do Verão, estação mais quente do ano, vem as faladas doenças de verão! 

Isso porque o calor excessivo provoca a ocorrência de alguns problemas de saúde típicos da época, sendo os mais freqüentes: desidratação, insolação, dengue, intoxicação alimentar, hepatite A e doenças de pele.


Sintomas
 Entre os sintomas mais relatados pelos pacientes nos hospitais estão:

· Diarréia;
· Dor de cabeça;
· Dor no corpo;
· Vômito;
· Mal estar em geral.

Como evitar 
· Tomar dois litros de água por dia;
· Tomar banho na temperatura ambiente e usar roupas leves;
· Alimentar-se com verduras, legumes e frutas;
· Evitar alimentos gordurosos;
· Aplicar hidratante no corpo de duas a três vezes ao dia;
· Usar protetor solar com fator de proteção no mínimo de 30;
· Evitar o sol ou diminuir o tempo de exposição a ele entre 10h e 16h;
· Usar óculos escuros com proteção UVA/UVB e chapéu ou boné;
· No dia-a-dia também usar protetor solar, principalmente nas áreas expostas do corpo (face, decote, braços e pernas) diariamente.
· Os alimentos também devem receber atenção especial durante o Verão, já que o calor possibilita a proliferação de bactérias, e devem ser bem lavados, de preferência deixando por algum tempo em um recipiente com água com algumas gotas de água sanitária adicionadas. 

Saiba um pouco mais sobre as doenças de verão mais freqüentes

· Desidratação
A desidratação é a perda de líquidos e sais minerais do corpo, que pode ser aumentada por vários fatores no Verão, como o aumento da própria transpiração. Normalmente, perdemos em média 2,5 litros de água por dia, seja pela urina, fezes, suor ou até mesmo pela respiração. 

A pessoa passa a apresentar sede, fica muito tempo sem urinar, com a boca e mucosas secas e olhos ressecados. É uma doença greve, por isso, deve ser evitada com algumas dicas: prefira local arejado e com sombra, use roupas leves e ingira constantemente líquido. 

Como tratamento, o soro caseiro pode ser utilizado. Preparação: uma colher de chá de açúcar e uma colher de café de sal misturados em um litro de água. A pessoa pode tomar a vontade a cada 20 minutos e após cada evacuação no caso de diarréia. Nesses casos, procure o posto de saúde mais próximo de sua residência.

· Insolação
A insolação é provocada pela exposição excessiva ao sol. Como conseqüências, a pessoa pode sentir os seguintes sintomas: intensa falta de ar, dor de cabeça, náuseas e tontura, temperatura do corpo elevada, pele quente, avermelhada e seca, extremidades arroxeadas e, até mesmo, a inconsciência. Procure o atendimento médico imediatamente. 

É importante lembrar que não apenas a pessoa que fica diretamente exposto ao sol contrai a doença, pois a areia da praia, por exemplo, também reflete o sol e aumenta a temperatura da pessoa pelo calor.

· Intoxicação Alimentar

A alimentação feita em locais que não possuem higiene adequada no preparo e conservação dos alimentos ou que deixam eles expostos por longos períodos à temperatura ambiente são os principais causadores da intoxicação alimentar. 


Quando uma pessoa ingere um alimento contaminado, ela pode desenvolver alguns sintomas que variam de acordo com o microorganismo causador do distúrbio. Pode causar diarréia, um simples desarranjo intestinal, náuseas, vômitos, febre, cefaléias, e até mesmo, desidratação grave. Em geral, os sintomas duram poucos dias.

· Micoses
No verão temos mais contato com a água, seja transpirando ou pela ida na praia ou na piscina. Isso faz com que a nossa pele fique úmida por mais tempo, o que favorece o aparecimento das micoses - doenças causadas por fungos. A doença pode aparecer nas virilhas, nos pés e nas unhas. 

Inicia-se sempre por uma pequena lesão vermelha, provoca escamação contínua da pele e coceira. Deve-se procurar um dermatologista
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· Conjuntivite bacteriana

É uma infecção das conjuntivas (aquela pele transparente que recobre os olhos). Entre os sintomas, estão: olhos vermelhos e lacrimejantes, produção de secreção amarelada, fotofobia (dor ao olhar para a luz) e uma sensação de que há areia dentro dos olhos. Às vezes, acontece de as pálpebras estarem grudadas quando a pessoa acorda. O contágio pode ser através de contato direto com uma pessoa contaminada, compartilhando toalhas, mergulhando no mar em praias poluídas e usando piscinas com tratamento de cloro ausente ou ineficiente.
Para prevenir, não freqüente praias impróprias para banho nem piscinas que não estejam devidamente tratadas. Não coloque as mãos nos olhos infectados e evite compartilhar toalhas. Procure um oftalmologista para tratar.


· Dengue

A dengue é uma das mais conhecidas doenças de verão. Ela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que transporta o vírus. Quem é picado pelo inseto pode sentir febre alta, dores de cabeça, nos músculos e nas articulações, além de perder o apetite, ter náuseas e apresentar bolinhas vermelhas por todo o corpo que causam coceiras. Por isso, em caso desses sintomas procure o posto de saúde mais próximo de sua residência. 

A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer. Para isso, é necessário acabar com os criadouros (lugares de nascimento e desenvolvimento do mosquito). Portanto, não deixe a água, mesmo limpa, ficar parada em qualquer tipo de recipiente, como Pneus, pratos de vasos, garrafas, caixas d’água, entre outros. 


· Hepatite A

Causada por vírus, a hepatite viral do tipo A, que ataca o fígado, é outra doença comum do verão. A pessoa pode levar até um mês para desenvolver os sintomas, tempo suficiente para o vírus atacar as células hepáticas, provocando amarelamento da pele, febre, dores de cabeça e musculares e o aumento do tamanho do fígado. Mas nem sempre a pessoa apresenta todos esses sintomas, podendo sentir apenas mal-estar ou sinais de gripe. Neste caso o atendimento médico é fundamental para o diagnóstico.

DERMATITE DE CONTATO ALÉRGICA


Algumas substâncias, quando em contato com a pele, podem causar algumas lesões avermelhadas, que coçam e produzem gotas d´água no local. 
Essas são as características de uma dermatite de contato alérgica, e o contato com essas substâncias deve ser evitado.
A dermatite de contato alérgica, geralmente, não é causada por produtos como ácidos, solventes, sabonetes ou detergentes. Esses produtos químicos podem produzir reações irritativas na pele de qualquer pessoa, mesmo que ela não tenha alergia a eles.
Para descobrir que substância produziu a dermatite de contato, é preciso conversar com um dermatologista e falar sobre seus hábitos no trabalho e em casa, pois pode ser que algum material utilizado no dia-a-dia tenha causado a reação.
Quando não se consegue descobrir o que causou a dermatite de contato, é possível fazer um teste, chamado “Teste de Contato”. Mas já se sabe quais os produtos e substâncias que são mais propícios a desenvolver essas reações na pele, como o níquel (presente em bijuterias, principalmente brincos, e botões de calças), borracha (luvas), calçados e roupas, cosméticos de cabelos, perfumes, loções e cremes, cromatos (cimento e couro) e plantas (como a aroeira).

Fonte: SBD - Sociedade Brasileira de Dermatologia