sábado, 8 de fevereiro de 2014

ERGONOMIA - Mais qualidade de vida no trabalho

Trabalhar com má postura ou fazer exercícios repetitivos sem cuidado pode causar problemas.

Trabalhar com má postura ou fazer exercícios repetitivos sem cuidado pode causar problemas. O direito à saúde está expresso inclusive na carta da Organização das Nações Unidas (ONU), e hoje as empresas já se preocupam mais com as doenças ocupacionais, que podem até mesmo afastar permanentemente a pessoa de sua função.


Não existe uma postura correta para todas as pessoas. A postura mais adequada varia de indivíduo para indivíduo, por serem seres biologicamente diferentes. A melhor é a que atende a todas as necessidades mecânicas do seu corpo e permite que você mantenha uma posição ereta com o mínimo esforço muscular.

Aqueles que trabalham com movimentos repetitivos – com o computador – estão mais sujeitos a sofrer de tendinites de mão e punho. Quem carrega peso, trabalha em pé ou faz muito esforço físico, como as donas de casa, é mais atingido por lombalgias (dores nas costas). E a cervicalgia (dor no pescoço) ocorre com maior freqüência em telefonistas e funcionários de telemarketing, por exemplo.

Para se prevenir, o ideal é procurar o atendimento de um profissional de fisioterapia. “Não significa que a pessoa precisa tê-lo o tempo todo ao lado dela para realizar os exercícios”, observa a fisioterapeuta Nilza de Souza Bueno, também do Hospital Samaritano. “É preciso conscientização para a prática de exercícios de forma adequada”, completa Luciane. 

Confira a seguir alguns exercícios simples que podem ser feitos no ambiente de trabalho. “Não tenha vergonha de si mesmo.

Cuide da sua saúde”, ressalta Luciane. Atenção às dicas! Os profissionais de fisioterapia do Hospital Samaritano alertam que fazer os exercícios de forma errada pode ocasionar o agravamento das lesões. Por esse motivo, exercícios mais complexos exigem o acompanhamento de um especialista.

Dicas para a prevenção dos problemas mais comuns

Estresse do dia-a-dia 

Feche os olhos, expire completamente pela boca, depois inspire lentamente pelo nariz. Prenda a respiração por 5 segundos e, em seguida, expire começando o ciclo novamente. Repita pelo menos cinco vezes. Para finalizar, imagine-se como um cachorro saindo do banho e balance braços, pernas, pés, cabeça e, finalmente, os ombros.

Tendinites

Coloque as mãos juntas como se estivesse em oração na frente da face, com cotovelos para fora e pulsos flexionados. Movimente uma em direção à outra e segure assim por 10 segundos sentindo a força nos pulsos. Repita várias vezes, respirando normalmente.

Descanse seu antebraço na quina de uma mesa. Segure os dedos de uma mão com a outra mão levemente e dobre-os para trás alongando o pulso. Segure essa posição por 10 segundos e repita o processo com a outra mão. Faça esse exercício pelo menos três vezes ao dia.

Cervicalgia

Sentado numa cadeira, olhe para a direita e para a esquerda alternadamente.
Sentado numa cadeira, incline a cabeça lateralmente.

Sentado numa cadeira, imagine um giz na ponta do seu nariz e desenhe um símbolo do infinito (∞), ou um “oito deitado”, no espaço.

Lombalgias 

Sentado numa cadeira, leve as mãos e estenda seus braços na frente do corpo. Lentamente, vá levantando-os acima da cabeça ao mesmo tempo em que inspira o ar profundamente. Ao expirar, deixe que seus braços, cabeça e ombros virem para baixo fazendo uma curvatura acentuada da coluna em direção ao chão. Curve as costas para frente, lentamente e suavemente alongue sua coluna. Repita cinco vezes.

Sente-se numa cadeira sem rodinhas com ambos os pés no chão. Com sua mão direita, tente tocar as costas da cadeira do lado esquerdo – se precisar, leve a mão esquerda para ajudar. Alcance o mais longe que puder de 10 a 30 segundos. Repita o processo de duas a três vezes de cada lado.


Fonte: Luciane Galego Almeida, Fisioterapeuta e coordenadora do Serviço de Fisioterapia do Hospital Samaritano-SP

CARNAVAL - Aproveite sem prejudicar a saúde

Quatro dias de brincadeira, música e alegria. 

Os excessos do carnaval podem levar a problemas como desidratação, intoxicações, estafa, debilidade física e doenças contagiosas. Para aproveitar melhor os dias de festa sem prejudicar a saúde são necessários cuidados, principalmente com a alimentação.

Não use drogas e evite o excesso de bebidas alcoólicas, substâncias que além de fazerem mal à saúde agem sobre o sistema nervoso central e alteram o nível da consciência. Uma dica é alternar os drinks ou copos de cerveja com água, e nunca beber de estômago vazio. “O jejum potencializa o efeito do álcool”, lembra o Dr. Ernani Lemos Freire, clínico geral do Hospital Samaritano.

Para evitar a desidratação, é importante beber sempre muito líquido (no mínimo 3 litros por dia), como sucos, vitaminas, água de coco – rica em sais minerais –, chá mate, entre outros refrescos. Bebidas e comidas devem ser adquiridas em locais com boas condições de higiene.

Nessa época, é aconselhável dar preferência a alimentos leves como saladas, carnes magras (frango e peixes) e grelhados. “Frutas, legumes e verduras evitam a sensação de fadiga e facilitam a digestão”, afirma dr. Freire. Carboidratos (massas, batata) e proteínas fornecem glicose, minimizando as conseqüências do consumo de álcool, e dão energia para enfrentar a agitação. 

“Nada de temperos fortes, frituras e gorduras”.

Quem não está habituado a praticar exercícios físicos não deve exagerar na folia, para se prevenir contra problemas cardíacos e osteomusculares. Escolha roupas leves para brincar o carnaval e nunca pule descalço para não machucar os pés. Use calçados leves e confortáveis, para evitar bolhas. 

É aconselhável dormir oito horas por noite para repor as energias para o dia seguinte. Caso você fique a noite inteira acordado pulando carnaval, não passe o dia seguinte debaixo de sol forte, para não desidratar.

Na praia, no campo e na piscina, mesmo com o tempo nublado, sua pele deve estar sempre protegida. Use protetor solar fator 30 – o produto precisa ser reposto a cada duas horas e depois do banho de mar ou piscina – e não fique o tempo todo exposto ao sol, principalmente das 10h às 16h.

Não esqueça de usar preservativo para se prevenir contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). “Prevenção deve ser a palavra de ordem para evitar conseqüências futuras”, diz dr. Freire.

Quem vai viajar deve fazer uma revisão no veículo antes de pegar a estrada. E as pessoas que vão para áreas de florestas em Roraima, Amazonas, Pará, Maranhão, Acre, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Amapá precisam antes ser vacinadas contra a febre amarela (clique aqui para saber mais).


Fonte: Dr. Ernani Lemos Freire, clínico geral do Hospital Samaritano-SP

VERÃO - Incidência de cálculo renal pode aumentar até 20%

Perda maior de líquido pela transpiração e diminuição da diurese estão entre as causas.

Popularmente denominada “pedra no rim”, a litíase ou cálculo renal é originado pela precipitação anormal de cristais nos rins, que após se aglutinarem dão origem ao cálculo. No verão, devido à perda de líquido pela transpiração e a consequente diminuição da diurese, a incidência pode aumentar até 20%. 


Segundo o urologista Alexandre Crippa, do Núcleo de Urologia do Hospital Samaritano de São Paulo e da clínica UROBrasil, o cálculo renal acomete 15% da população, sendo aproximadamente duas vezes mais comuns nos homens do que nas mulheres, principalmente na faixa etária entre os 20 e os 40 anos de idade. “O indivíduo com cólica renal costuma sentir uma forte dor aguda repentina, que independe da posição ou movimentação, localizada na região lombar das costas e geralmente unilateral”, afirma.

Dr. Alexandre Crippa ressalta que a dor da cólica renal é comparada à do parto e decorre da dilatação que ocorre no rim pela interrupção da passagem de urina produzida no mesmo. A dor pode migrar ainda para região lateral do abdômen, pelve e os genitais do homem ou da mulher. 

De acordo com o especialista, além da dor, o quadro clínico também pode apresentar sangue na urina (urina vermelha ou com cor de coca-cola), vômitos e febre. “A suspeita de cálculo é feita através da história e quadro clínico e, a comprovação do diagnóstico normalmente é realizada pela tomografia computadorizada sem o uso de contraste. Este exame também define o tamanho e a localização do cálculo, o que irá influenciar no tipo de tratamento”, explica.

O tratamento na fase aguda é analgesia e, dependendo da localização e do tamanho do cálculo, pode-se aguardar que o organismo elimine o cálculo. A Litotripsia extracorpórea (máquina que por ondas de choque fragmenta o cálculo) e ureterolitotripsia (fragmentação e retirada do cálculo por via endoscópica) também são métodos de tratamento na fase aguda. “O cálculo renal fora da fase aguda, também pode ser tratado por cirurgia percutânea (nefrolitotripsia) com uma pequena incisão na pele na região dorsal para fragmentar e retirar o cálculo”, afirma Crippa.

Dependendo do tipo de cálculo, segundo o urologista, também pode ser feito um tratamento com medicamentos ou somente com a prevenção através da ingestão de líquidos suficiente para atingir um volume de urina de 1500 a 2000ml por dia. “Assim deveríamos urinar de 6 a 8 vezes ao dia, não abusar do uso de sal, evitar os excessos de vitamina c, controlarmos o nosso peso, e dar preferência a ingesta de suco natural de limão e laranja. Essas recomendações vão fazer com que a urina fique com o aspecto mais transparente do que amarelo e diminuir a recorrência do cálculo que varia de 50 a 80%”, ressalta o especialista.


Fonte: Dr. Alexandre Crippa, urologista do Núcleo de Urologia do Hospital Samaritano de São Paulo e da clínica UROBrasil,

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

INCÊNDIO - Como agir com segurança

EM CASO DE INCÊNDIO

COMO AGIR - Se notar indícios de incêndios (fumaça, cheiro de queimado, estalidos, etc.), aproxime-se a uma distância segura para ver o que está queimando e a extensão do fogo;

Dê o alarme pelo meio disponível aos responsáveis pela administração do prédio e/ou telefone ao Corpo de Bombeiro - Telefone 193.


Se não souber combater o fogo, ou não puder dominá-lo, saia do local, fechando todas as portas e janelas atrás de si, mas sem trancá-las, desligando a eletricidade e alertando os demais ocupantes do andar;

Não perca tempo tentando salvar objetos, salve sua vida;

Mantenha-se vestido, pois a roupa protege o corpo contra o calor e a desidratação;

Procure alcançar o térreo usando a escada, sem correr, jamais use o elevador, pois a energia é normalmente cortada, e poderá ficar parado, sem contar que existe o risco dele abrir justamente no andar em chamas.

CASO FIQUE PRESO EM UM INCÊNDIO

* Se não puder sair, mantenha-se próximo de uma janela de preferência com vista para a rua e sinalize sua posição;
* Feche, mas não tranque a porta do cômodo onde estiver. Vede as frestas com um cobertor ou tapete para não deixar entrar fumaça;
* Em caso de fumaça mantenha-se junto ao chão e utilize um lenço ou toalha molhada sobre o nariz e boca (filtro), deixe-a escapar abrindo uma janela (ou quebrando o vidro, se ela for fixa);
* Atire pela janela o que puder queimar facilmente ( papéis, tapetes, cortinas,etc.), mas com cuidado para não machucar quem estiver na rua.

CONHECENDO O FOGO - O TETRAEDRO DO FOGO

Para que exista o fogo, é necessário a condição favorável, juntamente com os quatro elementos citados acima, que são o comburente (ou oxigênio), o combustível, o calor e a reação em cadeia.

MÉTODOS DE EXTINÇÃO

Os métodos de extinção visam retirar um, ou mais de um, dos três componentes do triângulo do fogo. Ao faltar qualquer um dos 3 componentes o fogo não existirá.


RESFRIAMENTO: Ao jogarmos água em um incêndio, estamos resfriando, ou seja, retirando o componente calor.

Se as roupas pegarem fogo, PARE, DEITE-SE NO CHÃO, E ROLE!


Nunca corra se estiver com uma peça de roupa em chamas. Correr faz com que as chamas aumentem. Pare e grite por ajuda. Depois, deite-se no chão. Cubra o rosto com as mãos. Depois role e esfregue-se para apagar as chamas. 

Finalmente, refresque as queimaduras com água fria.

ISOLAMENTO: Ao separmos o combustível da reação, estamos isolando, como o caso de se abrir uma trilha (acero) no mato para que o fogo não passe. Desta forma estamos tirando o componente combustível.

ABAFAMENTO: Ao abafarmos, impedimos que o oxigênio entre na reãção. Estamos retirando o componente comburente (oxigênio).

ELEVADOR - Saiba usar com segurança

O elevador é uma máquina de transporte extremamente útil, mas seu uso requer cuidados para evitar acidentes, que muitas vezes são fatais.


O que você não deve fazer:

* Puxar a porta do pavimento sem a presença da cabine no andar;
* Apressar o fechamento das portas;
* Apertar várias vezes o botão de chamada;
* Chamar vários elevadores ao esmo tempo;
* Fumar dentro do elevador;
* Fazer movimentos bruscos dentro do elevador;
* Lotar o elevador com o peso acima do permitido;
* Bloquear o fechamento das portas com objetos.

Uma das dicas mais importantes é que as crianças não devem entrar sozinhas no elevador, até mesmo porque elas podem exceder o limite de capacidade e ficarem pulando por brincadeira e isso pode levar à pane.

As crianças devem usar o elevador com segurança. O elevador não é lugar de brincadeiras, portanto oriente as crianças para: 

* Não acionar os botões desnecessariamente;
* Não dar pulos ou fazer movimentos bruscos dentro da cabine;
* Nunca colocar as mãos na porta;
* Não entrar primeiro no elevador, assim que a porta se abre;
* Exija o responsável pelo prédio que o acesso à porta do elevador seja bloqueado quando ele estiver em reparos ou revisão técnica.


Em caso de incêndio:

* Não utilize os elevadores;
* O abandono do edifício deve ser feito pelas escadas, obedecendo ao plano de abandono.


Se o elevador parar entre andares, os ocupantes devem:

* Manter a calma, pois o perigo não é iminente;
* Acionar o botão de alarme e/ou utilizar o interfone para pedir ajuda;
* Solicitar que chamem o zelador e, se necessário, a empresa conservadora ou o Corpo de Bombeiros (disque 193);
* Aguardar com calma.

ELEVADOR - O que fazer se ficar presa dentro de um

Sempre é bom saber destas dicas, pois pode acontecer com qualquer pessoa.

Ficar preso em um elevador é uma situação mais comum e menos perigosa do que muitos pensam. Dotados de poderosos mecanismos de segurança, os elevadores modernos oferecem pouquíssimos riscos aos usuários – desde que, é claro, estejam com a manutenção em dia. Mesmo assim, imprevistos como quedas de energia acontecem. Veja o que fazer caso você fique preso dentro do elevador:

O procedimento correto é o seguinte: Aguarde o bombeiro chegar!

NUNCA tente sair pelo buraco ou parte aberta de um elevador em pane! você pode morrer ou perder algum membro do corpo.


1. Aperte o botão do alarme ou o que indica que está avisando alguém.
2.  Sente-se num canto. Em caso de descontrole emocional, abaixe a cabeça e feche os olhos, aguarde, calmamente, que venha o socorro. É uma questão de tempo. Procure se lembrar de que você está trocando tempo por segurança. 


3.  Não aceite ajuda de estranhos e nem saia com o elevador aberto pela metade! Ele poderá subir ou descer repentinamente. 


4.  O BOMBEIRO, ASSIM QUE CHEGAR, VAI DESLIGAR A CHAVE GERAL DA CASA DE MÁQUINAS E TESTAR, COM UM APARELHO, SE O ELEVADOR ESTÁ PARADO MESMO E TOTALMENTE INOPERANTE. 

Então, ele avisará a outro bombeiro, via rádio, para que faça o procedimento junto à porta do elevador. E o elevador irá subir ou descer, completando o ciclo dele e parando no ponto seguro. 

5.  ANTES de entrar no elevador, sempre, verificar se ele está parado. ESPERAR que as pessoas saiam ANTES de você entrar e ficar atento no número de ocupantes, se está compatível com o peso que diz na placa! 

Quando estiver muito cheio, evite entrar nele, pois poderá haver problema!

Os bombeiros explicaram também que o elevador tem freios, suportes, ganchos, tudo que oferece proteção total e que jamais um elevador cai, sem mais nem menos. 

Portanto, a pessoa terá que se manter calma e sem pressa. Mesmo porque tem ar suficiente dentro dele
(circulação de ar) e um grupo de pessoas pode ficar ali por várias horas sem problemas!


Se ficar preso só saia com a ajuda dos bombeiros, e não com a do zelador do prédio, ou um outro profissional qualquer que diz que tudo já está sobcontrole.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

SAÚDE INFANTIL - Fique atento às histórias infantis!

Como as crianças imaginam muito, é preciso certos cuidados na forma de contar histórias para elas.
 
As histórias para crianças são recheadas de personagens fantásticos, com conteúdos pedagógicos e tramas simples, em que facilmente identificamos quem são os bandidos e os mocinhos, o bem e mal e o certo e errado. A literatura infantil é um convite a uma aventura para além da aparente narrativa criada pelo autor.
 
 
Uma criança formula imagens e cria um mundo de fantasias em que ela é capaz de se identificar com os personagens, principal ou coadjuvante e experimentar nas mais variadas situações e emoções possibilidades de construção de si para viver situações no mundo real. Isto é, ela busca elementos na narrativa capazes de compor sua identidade, traduzir suas emoções, exercitar sua inteligência e dizer sobre a sua sexualidade. A consequência disso é a própria constituição do pequenino que está em jogo. O que torna a tarefa do adulto digna de uma importância que merece alguns cuidados e atenção.
 
Um pai e uma mãe ou um cuidador costumam selecionar tipos de narrativas de acordo com suas crenças, valores, religião e cultura que julgam relevante transmitirem aos filhos. O que os tornam intermediários, capazes de se posicionar entre a narrativa e a criança.
 
Esse posicionamento requer certas habilidades, sensibilidade e sabedoria. É uma verdadeira arte. Pois, para além da narrativa podemos também transmitir nossos preconceitos, nossas raivas, frustrações ou algo extremamente desnecessário que prejudica o desenvolvimento infantil. Também não devemos ser imparciais ou neutros, pois assim nos tornamos meros espectadores, o que pode ser igualmente ou mais prejudicial à saúde mental do pequenino, principalmente quando existem conteúdos delicados de natureza sexual ou violenta.
 
Atualmente, vemos crianças, desde muito novinhas, que passam horas a fio na frente de uma televisão, cada vez mais sem a presença dos pais ou de um adulto. Nos EUA, por exemplo, uma criança chega a ficar cinco horas por dia na frente da telinha. Em muitas famílias, por diversas razões, a TV deixou de ser um momento de lazer da vida familiar para se tornar uma espécie de “babá”, com a função de entreter os filhos enquanto os pais estão ocupados.
 
É fascinante para uma criança o mundo de imagens e das narrativas que a televisão oferece. No entanto, a maioria dos programas exibidos contém conteúdos inapropriados para os pequenos aventureiros, em busca de referências para ler a realidade que os cercam.
 
Na ausência de um adulto, as imagens bombardeadas pela televisão ficam sem sentido. Mais ou menos assim: a criança bem novinha quando leva um pequeno tombo, não chora imediatamente. Ele aparece com o susto que o adulto leva. Não foi o tombo em si ou a pequena dor que o cair provoca que a fez chorar, mas sim a leitura que o pequeno fez da reação do adulto (tradutor) de que ele passou por uma situação perigosa. Existe um tempo entre o evento e o que significa. E esse significado foi dado pelo responsável. É nessa mesma lógica que funciona a apropriação da imagem e das narrativas. Se o pequeno se depara com cenas extremamente fortes de violência, sem a devida intervenção da leitura de um cuidador, ele não assimila. Apenas guarda, e em algum momento isso retornará para realidade e será vivenciado como uma atividade lúdica. Isso é bastante comum em crianças hiperativas e com Déficit de Atenção (DDA).
 
Estatísticas apontam que quanto mais cedo a criança fica exposta aos aparelhos de televisão, maior a probabilidade de desenvolver distúrbios, como obesidade, déficit de atenção, hiperatividade e depressão.
 
Por isso a importância de estarmos sempre presentes em cada momento da vida de nossos filhos, principalmente, nos primeiros anos de vida. Desde a escolha a quem delegar a responsabilidade e cuidados dos filhos: babá, escolas, clubes, rodas de amigos até limitar e orientar cada narrativa, imagem e eventos que os curiosos pequeninos adoram vislumbrar.
 
Um ambiente de confiança e afeto é a base para sentarmos ao lado de uma criança e exercermos uma das mais antigas formas de educação, transmissão de conhecimento e saber. A conversa e a leitura daquilo que queremos passar na constituição de sua identidade e personalidade até o que esperamos dele do que foi transmitida à geração seguinte.
 
Por Yan Pinheiro - Hospital Infantil Sabará