terça-feira, 25 de março de 2014

DISLEXIA - Sete sinais de que o seu filho pode ter dislexia

Crianças com dificuldade de aprendizagem na escola podem ser vistas por pais e professores como desinteressadas e desleixadas. Mas as notas vermelhas talvez sejam sinal de dislexia. Distúrbio que afeta a capacidade de ler e escrever. 
A condição afeta cerca de 5% da população brasileira, segundo o Instituto ABCD, organização social voltada a jovens com dislexia e outros problemas de aprendizagem.
Crianças na escola
Não há cura para a dislexia, que se manisfesta por herança genética e não se relaciona com distúrbios psicológicos. O tratamento, feito com fonoaudiólogos, psicólogos e psicopedagogos, costuma garantir uma vida normal aos portadores do transtorno. "A leitura e a escrita vão exigir esforço constante, mas a criança pode seguir sua vida escolar sem problemas", afirma Carolina Piza, pesquisadora e neuropsicóloga do Núcleo de Atendimento Infantil Interdisciplinar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "O desenvolvimento intelectual e a capacidade de comunicação não são afetados."
A neuropsicóloga explica que o diagnóstico de uma criança disléxica pode ser feito apenas a partir da alfabetização, quando um professor percebe que a evolução do aluno está aquém da esperada. Mesmo assim, é necessário que a criança seja submetida à análise de professores, psicólogos e fonoaudiólogos para diferenciar se ela tem dificuldades pontuais ou é disléxica. 
Conheça os 7 sinais da Dislexia:
Leitura lenta e pouco fluenteCrianças com dislexia costumam demorar mais para ler do que aquelas sem o distúrbio. Isso porque elas têm dificuldade em identificar palavras e associá-las a seus sentidos. Sua leitura em voz alta costuma ser menos fluente do que a das outras crianças da mesma idade escolar. 
Erros ortográficosA dislexia prejudica a consciência fonográfica, isto é, a habilidade de discriminar sons parecidos. Por isso, letras com pronúncias semelhantes, como V e F ou B e D, costumam ser trocadas na escrita, ocasionando erros ortográficos. Crianças disléxicas também têm dificuldade de memorizar regras de ortografia e até de juntar duas letras para formar uma sílaba simples.
Demora na construção de frases Pela dificuldade de formar Pela dificuldade de formar palavras e atribuir significados a elas, os portadores do distúrbio costumam apresentar lentidão para construir frases. Muitas vezes, as sentenças têm sentido, mas são gramaticalmente incorretas, como "eu era com sono". 
Dificuldade em seguir ordens longas - A memória operacional é conhecida popularmente como memória de curto prazo. É ela que acessamos ao anotar um número de telefone antes de esquecê-lo ou ao realizar operações matemáticas. A dislexia afeta essa memória. Por isso, ordens longas – como abrir um determinado livro em uma determinada página e fazer um determinado exercício – são um desafio para os disléxicos. 


Escrita espelhada - Escrever palavras de trás para a frente, como se o texto tivesse sido colocado diante de um espelho, pode ser um sinal do distúrbio. A escrita espelhada decorre da dificuldade na formação de palavras e no aprendizado do alfabeto, presente nos disléxicos em idade escolar.


Falta de concentração - Disléxicos podem ter problemas de se concentrar em atividades que exijam atenção, como quebra-cabeças e jogos dos sete erros. O déficit de atenção se manifesta também na escola, durante as aulas. 

Dificuldade com noções de tempo e espaço - Crianças disléxicas demoram mais do que as outras para adquirir noções temporais e espaciais, assim como a dominância de lados e os conceitos de direita e esquerda. Elas podem confundir “ontem e hoje” ou “acima e abaixo”. 



Fontes: Miguel Pires Jr., neuropediatra do Hospital São Luiz, e Carolina Toledo Piza, pesquisadora e neuropsicóloga do Núcleo de Atendimento Infantil Interdisciplinar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

sábado, 22 de março de 2014

Alimentar pombos faz mal a saúde

Alimentar pombos faz mal a saúde devido as inúmeras bactérias e micro-organismos que esses animais possuem, deixando os seres humanos susceptíveis a doenças graves, podendo até levar a morte.
Os pombos costumam comer grãos e sementes mas também aceitam outro tipo de alimentação como pães, farelos e restos de comida, alimentá-los acaba sendo a diversão de muitas famílias, devido a aparência inofensiva e cativante dessas aves.

Apesar de graciosas e receptivas, é preciso evitar o contato com os pombos. Algumas doenças transmitidas pelos pombos são: a salmonelose, micoses, criptococose, ornitose e dermatite, além de possuírem piolhos que geralmente parasitam os humanos.
Essas doenças podem ocasionar: inflamações no cérebro, infecções pulmonares e provocar sintomas como febre alta, calafrios e dor de cabeça. Se o indivíduo teve contato com pombos e manifesta sintomas desse tipo, deve procurar um médico imediatamente para evitar infecções generalizadas que podem causar a sua morte.
Os indivíduos que necessitam lidar com os pombos ou com seu habitat e que tenham contato direto com essas aves, precisam de alguns cuidados especiais como a utilização de luvas e de máscaras protetoras.
Alimentar os pombos aumenta a probabilidade de contaminação, porém as doenças podem ser causadas pela inalação das fezes desses animais depositadas no chão, janelas e calçadas, que muitas vezes não são percebidas pelos indivíduos. Para fazer a higiene correta, basta molhar o local com água e cloro e deixar o produto agir por aproximadamente uma hora, é um cuidado simples que pode ser determinante para a saúde.

sexta-feira, 21 de março de 2014

SEGURANÇA EM CASA - Acidentes com crianças no banheiro

Em frações de segundo, uma criança é capaz de se envolver num acidente sério mesmo no ambiente doméstico. 


Para isso não acontecer, veja algumas dicas para deixar o banheiro mais seguro.


A banheira

As queimaduras em banheiras estão entre as principais causas de acidentes com crianças. Por isso, é fundamental testar a temperatura da água com o dorso da mão, movimentando a água de um lado para o outro. Nunca deixe a criança sozinha na banheira e esvazie-a imediatamente após o uso. Cerca de 10 segundos são suficientes para que a criança fique submersa.

Os produtos de higiene

Não são apenas os produtos de limpeza que podem ser tóxicos para as crianças. Enxaguantes bucais e outros itens de higiene pessoal também precisam ficar em locais mais altos ou em armários protegidos por lacres de segurança.

A porta e o vaso

Quando não estiver em uso, a porta do banheiro deve permanecer fechada. A tampa do vaso sanitário também. Nas crianças, as partes mais pesadas do corpo são a cabeça e os membros superiores, assim, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para a frente e isso aumenta muito o risco de afogamento.

O piso

Se o piso for muito liso, proteja-o com tapetes antiderrapantes. Cuidado com toalhas e tapetes que deslizam sobre o solo e que podem provocar a queda dos menores.

COMPORTAMENTO - Fobia Odontológica Infantil

A presença da mãe ou do pai durante as consultas é reconfortante e ainda é tida como muito relevante. Entretanto, um estudo sobre a separação materna ou paterna durante o atendimento infantil publicado na Revista da Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas demonstrou que 40% dos pais apresentam ansiedade quanto aos procedimentos a serem realizados, circunstância que se transmite às crianças, dificultando os trabalhos.


Pais ansiosos tendem a ver o mundo como perigoso e, ao tentar proteger os filhos, potencializam neles medos e inseguranças. A sugestão é buscar as melhores formas de ensinar às crianças que dificuldades têm solução, dando-lhes a oportunidade de se tornarem mais autônomas e confiantes em suas ações.“Os pais devem ser um modelo de coragem, levando seus filhos em suas próprias consultas ao dentista. Outra boa providência é que as crianças frequentem o dentista desde a tenra idade. A meta é mostrar-lhes com naturalidade que o tratamento não é perigoso”, completa a psicóloga.
O zelo pela saúde bucal dos pequenos começa desde a vida intrauterina, quando os dentes de leite iniciam sua formação. Assim, seu conselho é que os pais estejam atentos às carências nutricionais, infecções e uso de medicamentos que possam interferir no regular desenvolvimento dos dentes.
E adverte: “É importante que esses cuidados se estendam ao longo da infância, pois ir ao dentista deve se tornar uma rotina na vida das crianças. Essa é uma forma de diminuir a incidência da fobia odontológica”.

Fontes: Márcia Copetti - psicóloga e Isabel Tortamano - psicóloga

SAÚDE INFANTIL - Será que meu filho é diabético?

diabetes é uma doença que atinge não só os adultos, mas também as crianças. A mais comum entre os pequenos é a diabetes tipo I, que geralmente ocorre em indivíduos com menos de 30 anos, caracterizada pela perda grave na função das células beta-pancreáticas, responsáveis pela produção da insulina. 
Outro tipo que vem aumentando nos dias de hoje são a diabetes por resistência insulínica, causada por alimentação desequilibrada e aumento de peso. 

Confira: possíveis sintomas da doença em crianças. 
1. Repare se a criança está com uma sede intensa. Sede é um dos sintomas da doença. 
2. Se seu filho vive constantemente com fome e, ao invés de engordar, emagrece, este também pode ser um indicativo. 
3. Seu filho vai ao banheiro urinar com frequência, inclusive à noite? Urina em grande quantidade? Cuidado! A diabetes pode causar essas constantes idas ao banheiro. 
4. A criança se queixa de visão embaçada? Fique atento, pois pode não se tratar de problema oftalmológico. 
5. Seu filho tem reclamado de câimbras e formigamentos? Se essas queixas são constantes, ligue o radar! 
6. A criança frequentemente tem mal-estar, sonolência, fraqueza e tontura? Esses são sinais de alerta, procure um médico! 
7. Se a criança tem, pelo menos, três queixas relatadas anteriormente, procure um médico para investigação. O diagnóstico e o tratamento precoce da diabetes evitam as possíveis complicações características da doença.

Fonte: Dra.Rosita Fontes, endocrinologista do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica

COMPORTAMENTO - Ensine seu filho a não ter medo do bicho papão

Toda criança tem muitas fantasias de monstros e super heróis, mas essa brincadeira pode passar dos limites e atrapalhar o crescimento da criança. 

Veja como impedir o problema


Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos EUA, sugere que desmitificar a existência de monstros, fantasmas e outras figuras que aterrorizam as crianças com mais de 7 anos é o melhor caminho para que elas não fiquem demasiadamente assustadas. Já entre as mais novas, entre 4 e 7 anos, o estudo indica que lidam melhor com as “ameaças” se convencidas de que elas não representam perigo. 



Apesar de já entenderem a diferença entre o real e a fantasia, elas se sentem mais confortáveis quando acham que o ‘bicho debaixo da cama’ é bom, ao invés de aceitarem argumentos de que ele não exista.

A pesquisa indagou às crianças o que um protagonista de um filme ou desenho deveria fazer ao enfrentar uma criatura ameaçadora. As meninas sugeriram que o herói fugisse do inimigo, enquanto os garotos o incentivaram à luta. 

quinta-feira, 20 de março de 2014

MEMÓRIA - Estimulação Cognitiva

ESTIMULAÇÃO COGNITIVA E A MELHORA DO DESEMPENHO DA MEMÓRIA

Na nova estratégia de cuidados para manter o cérebro ativo e postergar declínio cognitivo a estimulação cognitiva surge como a chama do bem envelhecer.
A estimulação cognitiva promove o envolvimento da pessoa em atividades que visam à melhoria geral das funções do cérebro como: memória, atenção, raciocínio, organização, velocidade do pensamento e quando realizada em grupo propicia a socialização.
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Assim, como se recomenda exercícios físicos para manter a saúde física, deve-se estimular o cérebro com atividades que contribuam para o aumento da densidade sináptica cerebral, lembrando que a rede de transmissão é responsável pela dinâmica e plasticidade do cérebro.
A intervenção precoce é de suma importância, pois a pessoa ainda consciente das modificações cognitivas que enfrenta na vida diária torna-se capaz de compreender tais mudanças por meio de estratégias compensatórias.
Dicas de Estimulação Cognitiva:

Trabalhe com duas situações simultaneamente – se você tem de tomar um remédio em um tempo específico, por exemplo, às 21 horas (tempo) e sabe que, neste momento, estará assistindo à novela (evento), deixe os remédios na frente da televisão e não na pia do banheiro, onde você nem irá passar.

• Algumas vezes durante o dia, pare a atividade que está realizando e se pergunte: “O que eu estava fazendo antes desta tarefa?”. Também escreva na agenda todas as atividades realizadas e, antes de dormir, retome em sua memória tudo que foi feito, com o maior número de detalhes possíveis.
Procure inserir todas estas estratégias no seu cotidiano, mas, se ainda sentir necessidade de aprender 
Com o suporte de especialistas, é possível traçar estratégias para diminuir o estresse, melhorar o sono, saber sobre os perigos da interação medicamentosa, além de ter recomendações de dietas e exercícios físicos específicos, com a finalidade de melhorar o desempenho cognitivo.
Referências Bibliográficas:
1. CLARE, L.; WOODS, R.T.; COOK, E.D.M.; ORRELL, M.; SPECTOR, A. Cognitive rehabilitation and cognitive training for early-stage Alzheimer’s disease and vascular dementia. Cochrane Database Systematic Review, vol. 4, Article ID CD003260, 2003.
2. CLARE, L e WOODS, R.T. Cognitive training and cognitive rehabilitation for people with early-stage Alzheimer’s disease: a review. Neuropsychological Rehabilitation, vol. 14, no. 4, pp. 385–401, 2004.
3. GIL, G.; BUSSE, A.L. Ensinar a lembrar: guia prático para ajudar a reconhecer e melhorar problemas de memória. São Paulo: Editora Casa Leitura Médica, 2013.
4. http://www.hospitalalemao.org.br/sua_saude/Paginas/dicas_saude_display.aspx?Dica=12