terça-feira, 25 de março de 2014

ARTRITE REUMATOIDE - Cresce cada vez mais entre mulheres

A artrite reumatoide caracteriza-se por inflamação das articulações, provocada por uma reação inflamatória, com presença de algumas substâncias, entre elas a interleucina 6, que destroem progressivamente a cartilagem e os ossos ao redor das articulações, causando dor, edema e prejudicando sua função e limitando os movimentos.

Além do comprometimento das articulações, ocorrem sintomas físicos como cansaço intenso, decorrente da anemia que a doença provoca. Os sintomas iniciais são fadiga inexplicável, rigidez prolongada das articulações pela manhã, além de edema e vermelhidão. Esse quadro muitas vezes é confundido com o reumatismo comum, o que retarda o diagnóstico correto e o início precoce do tratamento.


Milhares de pessoas sofrem de artrite reumatóide e muitas vezes ficam impossibilitadas de trabalhar e realizar atividades simples do cotidiano.  “Ao contrário do que muita gente pensa, a atrite reumatóide não é uma doença que acomete apenas pessoas da terceira idade. Mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos são as principais vítimas da doença. Muitas pessoas acreditam que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que é um engano. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e logo que surge, aos primeiros sinais, como dor nas juntas, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista.


A doença exige tratamento contínuo e um dos problemas encontrados é a demora para diagnosticá-la. O médico deve analisar a história clínica do paciente, realizar exames físicos das articulações e solicitar análise laboratorial, radiografias e, em algumas ocasiões, ultrassonografia das áreas acometidas, além de exame de sangue. “A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e principalmente pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente”, afirma. Segundo ele, o tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia, acupuntura e hidroterapia, realizada em piscinas apropriadas.


Fonte: Dr. Haim Maleh - reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

VISCOSSUPLEMENTAÇÃO - Tratamento que alivia os sintomas da artrose

O que é a viscossuplementação?
   É a reposição das propriedades reológicas do líquido sinovial, ou seja, suas propriedades de visco-elasticidade, através da injeção de ácido hialurônico de alto peso molecular dentro do espaço articular. 
À esquerda observa-se o líquido sinovial antes da viscossuplementação e à  direita  o líquido sinovial após a infiltração com viscossuplementação (observe que fica mais espesso).

Com o envelhecimento da população mundial, a incidência da artrose vem aumentando e acomete a maioria dos indivíduos acima de 50 anos. “A artrose é a degeneração progressiva das articulações, sendo os principais fatores relacionados a esta doença: a idade (incide sobre aproximadamente 100% das pessoas aos 80 anos), a sobrecarga mecânica das articulações (como no excesso de peso) e após traumas ou cirurgias, como por exemplo após uma fratura no joelho. As principais conseqüências são dor, creptação, inchaço e a redução dos movimentos, podendo chegar até a grandes limitações, como impossibilidade de andar em casos mais graves.

A osteoartrite, popularmente conhecida como artrose, é uma doença crônica caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem articular, cuja função é suavizar a movimentação das articulações
O problema é mais comum a partir dos quarenta anos de idade e, segundo especialistas, cerca de 80% das pessoas acima dos 60 anos apresentam ao menos uma articulação com artrose. Os principais sintomas são dores, enrijecimento da articulação afetada ou, nos casos mais avançados, sua imobilidade.
Ele cita as possíveis causas da osteoartrite: “É uma doença multifatorial. Os fatores de risco podem ser a idade avançada, o excesso de peso ou uma propensão genética. Entre os jovens, a principal causa são os traumas, as lesões que podem evoluir para uma artrose”, afirma.
As articulações dos joelhos estão entre as mais vulneráveis, já que sustentam o peso do corpo. Ele afirma que o diagnóstico precoce da artrose é fundamental: “É muito importante que a osteoartrite seja tratada a partir do início de seu desenvolvimento, para que possamos evitar uma evolução para estágios mais avançados, de difícil tratamento. Os danos ocorridos na cartilagem articular são irreversíveis”, complementa.
O desgaste progressivo da cartilagem em decorrência da artrose tende a causar fissuras em sua estrutura. Ela passa, então, a liberar pequenos fragmentos em meio ao líquido sinovial – substância viscosa que envolve a articulação e é responsável por “nutrir” a cartilagem. Esses fragmentos causam um processo de inflamação local denominado sinovite. O primeiro sintoma é a dor, e nos casos mais graves a sinovite pode evoluir para um derrame articular, conhecido como “água no joelho”.
A sinovite compromete a qualidade e a quantidade do líquido sinovial, diminuindo sua capacidade de ‘alimentar’ a cartilagem. A inflamação tende, portanto, a acelerar ainda mais a evolução da osteoartrite e o desgaste da articulação”, explica Dr. Luiz.

Tratamento

A osteoartrite é uma doença crônica e progressiva, e uma vez diagnosticada demanda tratamento constante. A viscossuplementação é uma prática amplamente utilizada para o tratamento da artrose. O método consiste na aplicação de ácido hialurônico diretamente na articulação do joelho. A substância é a mesma produzida pelo organismo na composição do líquido sinovial, sendo a principal responsável pela nutrição da cartilagem articular.
Dr. Luiz Marcos Braga fala sobre os benefícios do tratamento: “A viscossuplementação é hoje consagrada como tratamento padrão para a osteoartrite. Temos comprovação científica de que, nos estágios iniciais, ela retarda a velocidade de destruição da cartilagem articular. Nas fases tardias, tem função de analgesia, de tirar de dor. O ácido hialurônico é um excelente analgésico articular. Dentre os produtos disponíveis para a viscossuplementação, o Fermathron, fabricado pela Merck, é o que apresenta a substância com peso molecular idêntico ao produzido pelo corpo humano”, afirma.
Segundo o especialista, o tamanho da molécula de ácido hialurônico influencia em sua capacidade analgésica. Quanto maior, mais efeito tem contra a dor. No entanto, há um limite de tamanho para que a molécula possa ser absorvida pela matriz cartilaginosa. A razão ideal entre as medidas resulta em uma substância com o máximo potencial de analgesia e de absorção pelo organismo.
A posologia do tratamento varia de três a cinco aplicações, com intervalos de uma semana, e repetição do ciclo a cada seis meses. O tratamento da artrose inclui a prática de exercícios, para o fortalecimento da musculatura, e o uso de medicamentos por via oral. “Com isso podemos controlar a dor e impedir a progressão da doença, evitando uma cirurgia de grande porte”.
A importância de se diferenciar a viscossuplementação das infiltrações com corticoides: “Infelizmente há um grande desconhecimento sobre o assunto. A infiltração com o uso de corticoides é extremamente prejudicial à cartilagem articular, ela contribui para sua destruição. Além disso, seu efeito analgésico é pequeno se comparado, por exemplo, ao do ácido hialurônico – esta sim uma substância benéfica para a articulação”, explica.

Fonte:  Dr. Luiz Marcos Braga é membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), especialista em cirurgia do joelho e artroscopia.

DISLEXIA - Sete sinais de que o seu filho pode ter dislexia

Crianças com dificuldade de aprendizagem na escola podem ser vistas por pais e professores como desinteressadas e desleixadas. Mas as notas vermelhas talvez sejam sinal de dislexia. Distúrbio que afeta a capacidade de ler e escrever. 
A condição afeta cerca de 5% da população brasileira, segundo o Instituto ABCD, organização social voltada a jovens com dislexia e outros problemas de aprendizagem.
Crianças na escola
Não há cura para a dislexia, que se manisfesta por herança genética e não se relaciona com distúrbios psicológicos. O tratamento, feito com fonoaudiólogos, psicólogos e psicopedagogos, costuma garantir uma vida normal aos portadores do transtorno. "A leitura e a escrita vão exigir esforço constante, mas a criança pode seguir sua vida escolar sem problemas", afirma Carolina Piza, pesquisadora e neuropsicóloga do Núcleo de Atendimento Infantil Interdisciplinar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "O desenvolvimento intelectual e a capacidade de comunicação não são afetados."
A neuropsicóloga explica que o diagnóstico de uma criança disléxica pode ser feito apenas a partir da alfabetização, quando um professor percebe que a evolução do aluno está aquém da esperada. Mesmo assim, é necessário que a criança seja submetida à análise de professores, psicólogos e fonoaudiólogos para diferenciar se ela tem dificuldades pontuais ou é disléxica. 
Conheça os 7 sinais da Dislexia:
Leitura lenta e pouco fluenteCrianças com dislexia costumam demorar mais para ler do que aquelas sem o distúrbio. Isso porque elas têm dificuldade em identificar palavras e associá-las a seus sentidos. Sua leitura em voz alta costuma ser menos fluente do que a das outras crianças da mesma idade escolar. 
Erros ortográficosA dislexia prejudica a consciência fonográfica, isto é, a habilidade de discriminar sons parecidos. Por isso, letras com pronúncias semelhantes, como V e F ou B e D, costumam ser trocadas na escrita, ocasionando erros ortográficos. Crianças disléxicas também têm dificuldade de memorizar regras de ortografia e até de juntar duas letras para formar uma sílaba simples.
Demora na construção de frases Pela dificuldade de formar Pela dificuldade de formar palavras e atribuir significados a elas, os portadores do distúrbio costumam apresentar lentidão para construir frases. Muitas vezes, as sentenças têm sentido, mas são gramaticalmente incorretas, como "eu era com sono". 
Dificuldade em seguir ordens longas - A memória operacional é conhecida popularmente como memória de curto prazo. É ela que acessamos ao anotar um número de telefone antes de esquecê-lo ou ao realizar operações matemáticas. A dislexia afeta essa memória. Por isso, ordens longas – como abrir um determinado livro em uma determinada página e fazer um determinado exercício – são um desafio para os disléxicos. 


Escrita espelhada - Escrever palavras de trás para a frente, como se o texto tivesse sido colocado diante de um espelho, pode ser um sinal do distúrbio. A escrita espelhada decorre da dificuldade na formação de palavras e no aprendizado do alfabeto, presente nos disléxicos em idade escolar.


Falta de concentração - Disléxicos podem ter problemas de se concentrar em atividades que exijam atenção, como quebra-cabeças e jogos dos sete erros. O déficit de atenção se manifesta também na escola, durante as aulas. 

Dificuldade com noções de tempo e espaço - Crianças disléxicas demoram mais do que as outras para adquirir noções temporais e espaciais, assim como a dominância de lados e os conceitos de direita e esquerda. Elas podem confundir “ontem e hoje” ou “acima e abaixo”. 



Fontes: Miguel Pires Jr., neuropediatra do Hospital São Luiz, e Carolina Toledo Piza, pesquisadora e neuropsicóloga do Núcleo de Atendimento Infantil Interdisciplinar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

sábado, 22 de março de 2014

Alimentar pombos faz mal a saúde

Alimentar pombos faz mal a saúde devido as inúmeras bactérias e micro-organismos que esses animais possuem, deixando os seres humanos susceptíveis a doenças graves, podendo até levar a morte.
Os pombos costumam comer grãos e sementes mas também aceitam outro tipo de alimentação como pães, farelos e restos de comida, alimentá-los acaba sendo a diversão de muitas famílias, devido a aparência inofensiva e cativante dessas aves.

Apesar de graciosas e receptivas, é preciso evitar o contato com os pombos. Algumas doenças transmitidas pelos pombos são: a salmonelose, micoses, criptococose, ornitose e dermatite, além de possuírem piolhos que geralmente parasitam os humanos.
Essas doenças podem ocasionar: inflamações no cérebro, infecções pulmonares e provocar sintomas como febre alta, calafrios e dor de cabeça. Se o indivíduo teve contato com pombos e manifesta sintomas desse tipo, deve procurar um médico imediatamente para evitar infecções generalizadas que podem causar a sua morte.
Os indivíduos que necessitam lidar com os pombos ou com seu habitat e que tenham contato direto com essas aves, precisam de alguns cuidados especiais como a utilização de luvas e de máscaras protetoras.
Alimentar os pombos aumenta a probabilidade de contaminação, porém as doenças podem ser causadas pela inalação das fezes desses animais depositadas no chão, janelas e calçadas, que muitas vezes não são percebidas pelos indivíduos. Para fazer a higiene correta, basta molhar o local com água e cloro e deixar o produto agir por aproximadamente uma hora, é um cuidado simples que pode ser determinante para a saúde.

sexta-feira, 21 de março de 2014

SEGURANÇA EM CASA - Acidentes com crianças no banheiro

Em frações de segundo, uma criança é capaz de se envolver num acidente sério mesmo no ambiente doméstico. 


Para isso não acontecer, veja algumas dicas para deixar o banheiro mais seguro.


A banheira

As queimaduras em banheiras estão entre as principais causas de acidentes com crianças. Por isso, é fundamental testar a temperatura da água com o dorso da mão, movimentando a água de um lado para o outro. Nunca deixe a criança sozinha na banheira e esvazie-a imediatamente após o uso. Cerca de 10 segundos são suficientes para que a criança fique submersa.

Os produtos de higiene

Não são apenas os produtos de limpeza que podem ser tóxicos para as crianças. Enxaguantes bucais e outros itens de higiene pessoal também precisam ficar em locais mais altos ou em armários protegidos por lacres de segurança.

A porta e o vaso

Quando não estiver em uso, a porta do banheiro deve permanecer fechada. A tampa do vaso sanitário também. Nas crianças, as partes mais pesadas do corpo são a cabeça e os membros superiores, assim, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para a frente e isso aumenta muito o risco de afogamento.

O piso

Se o piso for muito liso, proteja-o com tapetes antiderrapantes. Cuidado com toalhas e tapetes que deslizam sobre o solo e que podem provocar a queda dos menores.

COMPORTAMENTO - Fobia Odontológica Infantil

A presença da mãe ou do pai durante as consultas é reconfortante e ainda é tida como muito relevante. Entretanto, um estudo sobre a separação materna ou paterna durante o atendimento infantil publicado na Revista da Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas demonstrou que 40% dos pais apresentam ansiedade quanto aos procedimentos a serem realizados, circunstância que se transmite às crianças, dificultando os trabalhos.


Pais ansiosos tendem a ver o mundo como perigoso e, ao tentar proteger os filhos, potencializam neles medos e inseguranças. A sugestão é buscar as melhores formas de ensinar às crianças que dificuldades têm solução, dando-lhes a oportunidade de se tornarem mais autônomas e confiantes em suas ações.“Os pais devem ser um modelo de coragem, levando seus filhos em suas próprias consultas ao dentista. Outra boa providência é que as crianças frequentem o dentista desde a tenra idade. A meta é mostrar-lhes com naturalidade que o tratamento não é perigoso”, completa a psicóloga.
O zelo pela saúde bucal dos pequenos começa desde a vida intrauterina, quando os dentes de leite iniciam sua formação. Assim, seu conselho é que os pais estejam atentos às carências nutricionais, infecções e uso de medicamentos que possam interferir no regular desenvolvimento dos dentes.
E adverte: “É importante que esses cuidados se estendam ao longo da infância, pois ir ao dentista deve se tornar uma rotina na vida das crianças. Essa é uma forma de diminuir a incidência da fobia odontológica”.

Fontes: Márcia Copetti - psicóloga e Isabel Tortamano - psicóloga

SAÚDE INFANTIL - Será que meu filho é diabético?

diabetes é uma doença que atinge não só os adultos, mas também as crianças. A mais comum entre os pequenos é a diabetes tipo I, que geralmente ocorre em indivíduos com menos de 30 anos, caracterizada pela perda grave na função das células beta-pancreáticas, responsáveis pela produção da insulina. 
Outro tipo que vem aumentando nos dias de hoje são a diabetes por resistência insulínica, causada por alimentação desequilibrada e aumento de peso. 

Confira: possíveis sintomas da doença em crianças. 
1. Repare se a criança está com uma sede intensa. Sede é um dos sintomas da doença. 
2. Se seu filho vive constantemente com fome e, ao invés de engordar, emagrece, este também pode ser um indicativo. 
3. Seu filho vai ao banheiro urinar com frequência, inclusive à noite? Urina em grande quantidade? Cuidado! A diabetes pode causar essas constantes idas ao banheiro. 
4. A criança se queixa de visão embaçada? Fique atento, pois pode não se tratar de problema oftalmológico. 
5. Seu filho tem reclamado de câimbras e formigamentos? Se essas queixas são constantes, ligue o radar! 
6. A criança frequentemente tem mal-estar, sonolência, fraqueza e tontura? Esses são sinais de alerta, procure um médico! 
7. Se a criança tem, pelo menos, três queixas relatadas anteriormente, procure um médico para investigação. O diagnóstico e o tratamento precoce da diabetes evitam as possíveis complicações características da doença.

Fonte: Dra.Rosita Fontes, endocrinologista do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica