domingo, 25 de maio de 2014

ALIMENTAÇÃO X DIGESTÃO

15 coisas que você sempre quis saber sobre alimentação e digestão
Entenda os efeitos das suas escolhas e as repercussões no organismo
Todo mundo sabe que comer ou beber em excesso pode causar desconforto após as refeições. Mas será que existem alimentos naturalmente indigestos, que mesmo em pequenas quantidades causam aquela sensação de estufamento? Há mesmo horários melhores para ingerir determinados tipos de pratos, ou isso varia de acordo com o indivíduo? As nutricionistas Ana Paula Gonçalves e Karin Sarkis, a gastroenterologista Marcia Cavichio e a endocrinologista Maria Izabel Chiamolera, todas do Fleury Medicina e Saúde, respondem às perguntas mais frequentes sobre alimentação e digestão. Tire suas dúvidas!

1- O que acontece quando comemos demais ou ingerimos alimentos mais gordurosos?
Depois de exagerar no churrasco ou na feijoada, a sensação de empachamento é inevitável. A digestão de alimentos ricos em proteínas e gorduras, como as carnes vermelhas, leva a uma lentificação dos movimentos peristálticos. Com isso, o alimento fica mais tempo no estômago, o que causa uma sensação de saciedade prolongada, assim como maior probabilidade de refluxo gastroesofágico (as queimações que muitas vezes sentimos depois de comer). A moleza e o sono que se seguem a uma refeição copiosa acontecem porque o trato gastrointestinal necessita de irrigação sanguínea abundante para processar a digestão, causando uma diminuição do suprimento sanguíneo no cérebro.
2- É verdade que o estômago reduz ou dilata de acordo com a quantidade de alimentos que ingerimos?
Sim. A capacidade média do estômago de um adulto é de 1,5 litros, mas o órgão possui uma musculatura que pode se adequar à quantidade de alimentos ingeridos, chegando a até 4 litros. Porém, a regulação da sensação de fome e saciedade ocorre por mediação de vários hormônios produzidos pelo trato gastrointestinal, pâncreas e cérebro.
3- É recomendável eliminar de vez as gorduras da alimentação?
Não. Além de fornecer energia ao organismo, a gordura é elemento fundamental para a construção das membranas que envolvem as células e para a manutenção das funções básicas do corpo. O recomendado é evitar exageros e optar por gorduras de boa qualidade, como aquelas presentes em oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas), no abacate e no azeite. Além disso, é importante evitar excessos de gorduras saturadas (presentes em carnes gordas e pele de aves), trans e hidrogenada (comuns em frituras de imersão e alguns produtos industrializados).
4- É preciso reduzir a quantidade de alimentos ingeridos à noite?
O organismo tem o metabolismo reduzido durante a noite para permitir o relaxamento e o sono profundo. Portanto, o consumo excessivo de alimentos no período noturno não é indicado, pois faz o sistema digestivo trabalhar justamente quando deveria ser poupado. Isso pode causar problemas como insônia, má digestão e refluxo gastroesofágico. Uma boa opção de jantar pode ter uma porção de carboidrato (arroz, macarrão, pão e cereais – de preferência nas versões integrais), de proteína (carne magra, laticínio ou leguminosa), hortaliças e fruta.
5- O que é recomendado comer logo antes de dormir?
Chamamos de ceia a refeição imediatamente anterior à hora de dormir. Sua composição depende do horário em que o indivíduo realiza o jantar, da quantidade consumida e de sua rotina. Portanto, ela pode ser composta de diferentes formas, desde um lanche leve – como um chá com torradas – até uma fruta ou um iogurte. Caso a refeição antes de dormir seja o jantar, deve-se respeitar a composição já mencionada na questão anterior, dando preferência a alimentos menos gordurosos e ficando atento à quantidade.
6- É verdade que algumas frutas, como o abacaxi, ajudam a “queimar gorduras”?
Não é verdade que o abacaxi tenha essa propriedade. A fruta, no entanto, contém bromelina, uma enzima que ajuda a quebrar as proteínas alimentares e facilita o processo digestivo. Pesquisas mostram que essa substância também tem propriedades anti-inflamatórias.
7- Existem alimentos indigestos. Por quê?
Pimentão, pepino e melancia são os alimentos que mais geram reclamações de indigestão. Mas os problemas de intolerância variam muito de indivíduo para indivíduo, de acordo com a sensibilidade de cada um. A melancia pode ser considerada como uma fruta leve e refrescante para alguns, e de difícil digestão para outros.
8- O que é melhor consumir: manteiga ou margarina?
Hoje em dia a composição de ambas é parecida, pois parte da gordura trans da margarina foi substituída por gordura saturada. Ou seja, na hora de optar por qualquer uma delas, vale a regra: respeite seu paladar e consuma com moderação.
9- É verdade que o café da manhã é a refeição mais importante do dia?
O café da manhã é tão importante quanto as demais refeições do dia. Como já passamos por um período noturno de jejum, é fundamental que essa refeição não seja ignorada. Procure compor seu café da manhã com porções balanceadas de carboidratos integrais (pães, cereais, biscoitos, torradas, dentre outros), proteínas (lácteos magros) e fibras (frutas).
10- Quanto tempo o organismo leva para digerir os alimentos?
Isto é muito variável, pois depende de fatores como consistência dos alimentos, composição, quantidade e mastigação. De forma geral, da mastigação até o momento em que o bolo alimentar deixa o estômago, uma boa digestão leva de duas a três horas para acontecer. Carboidratos são digeridos mais rapidamente, seguidos pelas proteínas e, depois, pelas gorduras.
11- Consumir líquidos durante as refeições prejudica a digestão?
O excesso de líquidos ingeridos durante a refeição pode atrapalhar a digestão, pois dilui as enzimas digestivas. Para evitar problemas, vale ingerir no máximo 200 ml e optar por água ou sucos naturais. Refrigerantes e bebidas alcoólicas representam um acréscimo em açúcares, contribuindo para o aumento calórico da refeição.
12- Comer muito rápido prejudica a digestão?
Sim. Quando comemos com pressa, mastigamos menos os alimentos. Dessa forma, eles chegam em pedaços maiores ao estômago, o que torna todo o processo digestivo mais lento e trabalhoso. Além disso, comer rápido demais pode atrapalhar a ação dos hormônios responsáveis pela sensação de saciedade, induzindo à ingestão excessiva de alimentos.
13- Por que é mais saudável consumir arroz integral no lugar do branco?
O grão de arroz é formado por casca, película, gérmen e endosperma. Proteínas, vitaminas , minerais e fibras estão concentrados na película e no gérmen, que se perdem quando o arroz é polido para se tornar branco, e são importantes, entre outras funções, para regular a absorção de glicose e equilibrar a produção de insulina. Por isso, vale a pena priorizar o arroz integral na alimentação sempre que possível.
14- E o cigarro, faz mal à digestão?
A nicotina provoca a diminuição da pressão do esfíncter inferior do esôfago, facilitando o refluxo gastroesofágico – que percebemos como sensação de queimação na parte superior do abdômen ou mesmo dor torácica. Além disso, a substância aumenta o risco de úlcera péptica e dificulta sua cura.
15- Questões emocionais podem interferir no processo digestivo?
Sim. O stress influencia na secreção de cortisol, aumentando a produção de ácido pelo estômago e causando dor e desconforto. Além disso, há uma regulação entre o cérebro e o intestino que é essencial para vários processos vitais, como regulação do apetite e da ingestão de alimentos. Pessoas nas quais essa regulação bilateral está comprometida podem ter manifestações de dor abdominal, diarreia ou constipação, a que chamamos de síndrome do intestino irritável.
Fonte: Fleury Medicina e Saúde

terça-feira, 20 de maio de 2014

Iatrofobia - medo de médicos - Síndrome do Jaleco Branco

iatrofobia é uma palavra que deriva do grego (assim como para todas as fobias) que designa medo de médicos, medo de ir ao médico, medo de visitas médicas. 

A iatrofobia é mais uma fobia específica, termo genérico destinado a todos os tipos de transtornos de ansiedade que resultam de medo irracional relacionado à exposição a objetos ou situações específicas. Como resultado, a pessoa que sofre da fobia tende a evitar ativamente qualquer contato com os objetos e situações que estimulam a ansiedade. 



  
O medo e a ansiedade podem ser iniciados tanto pela presença do objeto ou situação quanto em antecipação (como no caso descrito acima) a eles. A pessoa sempre sofre de desconforto quando encontra o gatilho de seu medo e em casos mais graves pode apresentar ataques de pânico. Embora o indivíduo conheça a causa de seu desconforto e muitas vezes compreenda que seu medo é "irracional", é lhe impossível evitar a manifestação psicológica e somática de seu desconforto. 
  
No caso específico da Latrofobia, diversas pessoas apresentam desconforto na presença do médico (conhecida no meio médico como Síndrome do Jaleco Branco ou Síndrome da Bata Branca em Portugal). Este desconforto deriva em geral da longa espera, do ambiente estéril e com cheiro de desinfetante químico, e da possibilidade de procedimentos dolorosos. Estes fatores são suficientes para causar ansiedade em quase todos e muitos chegam a apresentar manifestações somáticas como sudorese, aumento da pressão arterial e taquicardia. 
  
Os sinais abaixo denotam um quadro de ansiedade mais pervasivo, que pode limitar o acesso do indivíduo aos cuidados de saúde. Nesse quadro pode haver necessidade de acompanhamento ou investigação por um profissional de saúde mental:   

  • Preocupações compulsivas - o indivíduo passa grandes períodos de tempo a pensar sobre a consulta ou como evitá-la
  • Dificuldade de concentração no consultório médico, acompanhada de sentimentos de pânico e de perda de controle.
  • Presença de outras fobias relacionadas à doenças - muitas pessoas com iatrofobia preocupam-se com a necessidade de ter de visitar o médico, mesmo que não haja nada marcado. O indivíduo pode-se tornar obcecado com pequenos problemas, com medo de que venham a requerer tratamento médico. É comum que a latrofobia ocorra em conjunto com a hipocondria (medo irracional de ter uma doença séria) e a nosofobia (medo irracional de contrair uma doença)
  • Adiar constantemente a consulta médica
  • Pode estar associada à dentofobia (medo irracional de dentistas)

Tratamento

Devido à natureza do medo, a iatrofobia pode ser mais difícil de tratar. Muitas pessoas com latrofobia apresentam o mesmo medo e ansiedade em relação a outros profissionais de saúde mental (psicólogos, enfermeiros, terapeutas).

Alguns serviços de saúde mental oferecem ajuda via telefone ou internet (as hotlines). 



Embora o contato pessoal seja sempre preferível, estes serviços podem ajudar a reduzir a ansiedade a níveis toleráveis para o contato pessoal posterior. Serviços de saúde mental disponíveis em ambientes menos característicos de saúde, como consultórios confortáveis, casas transformadas em centros de atenção à saúde e outros não causam tanta ansiedade no doente. Profissionais da área que evitam o uso de vestuário e aparato médico também são melhor indicados para estes pacientes.

Terapia cognitivo-comportamental, hipnose e terapia de grupo são as mais indicadas nestes casos.

Referências:

American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Text Revision (DSM-IV-TRTM), 4th edition. AmericanPsychiatric Association.  (2000)

Leslie A. Fiedler, Tyranny of the Normal: Essays on Bioethics, Theology & Myth, p. 114. (1996)

 Lisa Fritscher. Iatrophobia, Fear of Doctors. About.com Guide. Disponível emhttp://phobias.about.com/od/phobiaslist/a/iatrophobia.htm

American Psychiatric Association. "Let"s talk about Phobias." PSYCOLOGYhttp://www.psych.org/public_info/phobias.html (24 Oct. 2000)

Steffano Castillo Vera. Estudio de las fobias humanas y su relevancia en la sociedad actual. (29 Jan 2009). Disponível em http://www.monografias.com/trabajos66/fobias-sociedad-actual/fobias-sociedad-actual.shtml

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Benefícios do alecrim para a saúde

O  alecrim, originário da região do Mediterrâneo, é uma das ervas mais completas em termos de benefícios à saúde. Devido às suas propriedades, ele já se tornou frequente objeto de estudo de cientistas.
Também chamada de erva da alegria, seus óleos essenciais favorecem a produção de neurotransmissores responsáveis pelo bem estar. Ele é muito utilizado como aromatizante de ambientes, por ter odor agradável, e realça os sabores de alimentos como assados, carnes, legumes, molhos e pães.
A erva é considerada um excelente fitoterápico, por conter substâncias bioativas. As folhas secas ou frescas do alecrim são utilizadas para a preparação de chás e tinturas. As partes floridas são empregadas na produção de óleo essencial.
O CicloVivo separou dez dos muitos benefícios do alecrim, veja abaixo:
1 – Combate à tosse, gripe e asma
Por ser estimulante, o alecrim é indicado para controle da tosse e da gripe, além de combater crises de asma. As tosses acompanhadas com catarros também são eliminadas pelo alecrim devido a sua excelente ação expectorante.
2 – Equilibra a pressão arterial
A planta medicinal também é uma grande amiga para tratar a pressão alta, pois possui propriedades que ajudam a melhorar a circulação sanguínea.
3 – Auxilia o tratamento de dores reumáticas e contusões
Uma solução natural para o reumatismo que ajuda a aliviar as dores é utilizar compressas de alecrim. Pode-se aplicar o alecrim in natura ou o óleo essencial. Também é eficaz no tratamento de entorses e contusões.
4 – É diurético e ajuda a digestão
O alecrim é rico em minerais como o potássio, cálcio, sódio, magnésio e fósforo. A ingestão dessas vitaminas e minerais favorece a perda de peso por ter ação diurética. O chá do Alecrim é digestivo e sudorífero, o que faz aliviar os sintomas da má digestão. Além disso, auxilia na limpeza do fígado.
5 – Auxilia a menstruação
O chá do alecrim facilita a menstruação e alivia as cólicas menstruais.
6 – Reduz gases intestinais
Doses diárias do chá ou da tintura de alecrim são indicados para redução de gases intestinais, responsáveis pelo incômodo de muitas pessoas, por ter ação carminativa.
7 – Combate o stress
Conhecido por relaxar os nervos e acalmar os músculos, o alecrim aumenta o fluxo sanguíneo estimulando o cérebro e a memória. Por conter ácido carnósico, um ácido com propriedades antioxidantes essencial para o sistema nervoso, ajuda a lidar com situações de stress. Muito indicado para situações de estafa mental.
8 – Tratamento de hemorroidas
Para o tratamento via oral de hemorroidas inflamadas, o consumo da tintura do alecrim, por dez dias, pode ser eficaz.
9 – Reduz o mau hálito
A tintura diluída em água serve para bochechos contra o mau hálito, aftas, estomatites e gengivites.
10 – Tratamento para o couro cabeludo
Indicado como fortificante do couro cabeludo, como anti-caspa e também contra a queda de cabelo.
Contra-indicações: O chá ou tintura deve ser evitado na gravidez ou lactação, menores de 12 anos, prostáticos e pessoas com diarreia. A ingestão de doses elevadas provoca irritações gastrointestinais e nefrite. A essência de alecrim pode ser irritante para pele.

COMPORTAMENTO - Obsessão pelas redes sociais afeta relacionamentos

Como a vida está se tornando cada vez mais pública na era do Facebook e do Twitter, os relacionamentos também estão mudando – e estar em “um relacionamento enrolado” agora é mais do que uma simples atualização de status.

Pessoas que passam mais tempo nas redes sociais relatam mais conflitos em seus relacionamentos e são mais propensas a se separar – muitas vezes citando o Facebook ou o Twitter como parte do problema.
Essas tendências são tão recentes como as as próprias mídias sociais, e ainda não se sabe por que elas acontecem. Por enquanto, segundo especialistas, vale a pena ter cautela ao postar, fazer buscas ou navegar pela internet, mesmo que você não necessariamente esteja atrás de fofocas.
Seu relacionamento anda mal das pernas, saiba que todo mundo tem problemas amorosos, e o Discovery Mulher traz algumas dicas valiosas para você não cair nas armadilhas do mundo virtual. “Se você vê que uma pessoa atraente anda comentando e curtindo posts do seu namorado ou namorada, logo começa a perguntar quem é”, diz Tara Marshall, psicóloga da Universidade de Brunel , em Londres. “Isso pode ser um grande catalisador de ciúme em certos indivíduos”.
“Antes das redes sociais, se você quisesse encontrar informações sobre parceiros novos ou antigos, teria que recorrer a estratégias mais arriscadas”, acrescenta. “Teria que segui-lo ou criar situações para encontrá-lo, o que era bem mais trabalhoso. Agora com o Facebook, que é anônimo e gratuito, é muito mais fácil encontrar informações sobre as pessoas”.
A internet alimentou muitos romances, oferecendo uma explosão de oportunidades de interação social, e as redes sociais têm beneficiado os relacionamentos de diversas formas. Mudar o status de “solteiro/a” para “em um relacionamento sério”, por exemplo, pode fazer as pessoas se sentirem mais seguras em novos relacionamentos. Mesmo um pouco de vigilância on-line pode tranquilizar os novos namorados quanto ao “bom comportamento” do parceiro.
Mas o caráter público das redes sociais também faz delas um terreno fértil para o ciúme e a desconfiança. Uma pesquisa de 2011 revelou que o Facebook foi citado em até um terço dos pedidos de divórcio, muitas vezes mencionando mensagens inadequadas para outros amigos ou comentários maldosos. Em um estudo publicado em 2010, mais de 80% dos advogados da Academia Americana de Advogados Matrimoniais disseram ter notado um aumento do uso de evidências retiradas de redes sociais nos processos de divórcio dos últimos cinco anos.
Mais de um bilhão de pessoas usam ativamente o Facebook, e o Twitter tem mais de 550 milhões de usuários ativos, o que faz desses sites uma nova e intrigante fronteira para os pesquisadores de relacionamentos. Cada vez mais, estudos associam a a atividade nas mídias sociais com consequências negativas para os relacionamentos românticos.
A pesquisa de Marshall descobriu, por exemplo, que as pessoas que passam muito tempo analisando a página do parceiro no Facebook sentem mais ciúme e falta de confiança. Outros estudos mostram que pessoas que continuam visitando as páginas do ex-namorado ou namorada acabam tendo mais dificuldade para superar o fim do relacionamento.
Ainda não está claro se as pessoas que já são ciumentas ou foram rejeitadas são mais propensas a esse tipo de vigilância no Facebook, ou se ser um usuário ativo desperta diretamente esses sentimentos.
No entanto, outros estudos confirmam que o uso excessivo das redes sociais pode prejudicar os relacionamentos. Algumas pessoas podem se sentir negligenciadas, ignoradas e também preocupadas porque o parceiro se mostra mais animado com sua vida virtual que com a real.
Após entrevistar cerca de 200 pessoas, pesquisadores relataram na revista Cyberpsychology, Behavior and Social Networking que os usuários mais ativos do Facebook viviam mais conflitos relacionados à rede social. A maioria reclama que o parceiro ou parceira adicionou um ex como amigo ou passa mais tempo no Facebook do que namorando. Os usuários mais ativos também eram mais propensos a trair, se separar ou se divorciar. Os resultados se referiam a casais que ficaram juntos durante três anos ou menos, sugerindo que as novas relações são as mais vulneráveis às interferências do Facebook.
O mesmo grupo de pesquisadores publicou resultados semelhantes recentemente, em uma pesquisa com mais de 500 usuários do Twitter. Os mais ativos relataram mais rupturas e conflitos em seus relacionamentos.
Segundo Russell Clayton, da Universidade de Missouri, Columbia, e co-autor de ambos os estudos, “eu pessoalmente acho que o Facebook e o Twitter são ótimos. Mas se você vem enfrentando conflitos ligados a eles, é melhor passar menos tempo nesses sites”.
Marshall também recomenda mais cautela e resguardo da privacidade. “Cuidado com o que você posta no Facebook e no Twitter. Se você teme que alguma coisa possa incomodá-lo no futuro, é melhor não escrever nada”, sugere . “E não caia na armadilha de fuçar nas páginas de seu ex-namorado. Pode ser muito viciante. Deixe pra lá”, conclui.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Seu filho é um ¨Picky Eater''?

Não é difícil encontrar uma criança com problemas para se alimentar. Mas existe um tipo que vai além: o picky eater (em português, comedor exigente). Trata-se daquela criança que possui um comportamento seletivo, que manifesta a tríade: recusa alimentar, pouco apetite e desinteresse pelo alimento.

A dieta do picky eater é restrita a cerca de 10 tipos de comida, sendo carboidratos, alimentos ricos em açúcar e os processados. Geralmente, há uma grande aversão a frutas, legumes e verduras.




Causas variadas

Geralmente, a criança desenvolve esse comportamento alimentar por motivos diferentes: desde a monotonia alimentar até problemas pontuais, como alergia, distúrbios intestinais e infecções. A fase, no entanto, pode ser transitória, que consiste do tempo necessário à adaptação aos novos alimentos ou até de tratamento clínico, dependendo do problema.  

Conselhos para ajudar seu filho

Para que a criança se acostume com o sabor de novos alimentos é preciso paciência – e isso pode demorar. Ofereça, no mínimo, de oito a dez vezes a mesma comida, mas sem forçar. Deve-se, também, estabelecer um horário para as refeições. “Discipline onde, quando e o que ela deve comer e evite distrações nessa hora, como ligar a televisão”, ensina a pediatra.  

Com relação à quantidade, quem decide é a criança. Se ela disser que está satisfeita, os pais não devem forçá-la. Mas se pedir comida logo após a refeição, eles precisam ser firmes e fazê-la esperar até o horário da próxima.

Conforme a criança vai se adaptando aos novos sabores, introduza outros alimentos, aos poucos. “O importante é conversar com a criança, mas não ceder às vontades dela, pois se fizer isso, ela nunca irá se habituar com os novos alimentos”, sentencia a médica.


Fonte: Dra. Alcinda Aranha Nigri, pediatra da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).

quarta-feira, 2 de abril de 2014

COMPORTAMENTO - Por que a comunicação entre pessoas é tão difícil?

Somos extremamente centrados em nós mesmos. Vivemos como se os outros soubessem exatamente o que se passa dentro de nós. Estamos muito pouco atentos para as enormes dificuldades que temos em nos comunicarmos com alguma eficiência. Nos últimos tempos, esses obstáculos têm chamado a atenção de muita gente. Pode até ser que as indiscutíveis diferenças entre os sexos determinem problemas ainda maiores para a comunicação entre homens e mulheres do que os encontrados entre as pessoas em geral. Mas a questão é mais complexa.

Às vezes é bom parar para pensar sobre as ironias de nossa condição. Gostamos de ser únicos, especiais e inconfundíveis. Fazemos uma avaliação positiva das diferenças na nossa aparência, mas achamos que somos essencialmente parecidos do ponto de vista intelectual e emocional.
Ver as propriedades que nos definem e nos tornam especiais de um forma positiva nos agrada porque isso satisfaz a nossa vaidade. Por outro lado, quando se trata do nosso mundo interior, gostamos de nos imaginar parecidos uns com os outros. Ao nos reconhecermos como únicos, teríamos de nos deparar com o fato de que somos uma ilha solitária, ainda que cercados por milhões de outras ilhas.
Adoramos nos sentir especiais, mas detestamos nos sentir sozinhos. A solução que encontramos para essa contradição é a de nos definirmos como seres da mesma “massa”, possuidores de umas tantas particularidades, por meio das quais podemos nos destacar e dar vazão ao nosso orgulho.
Podemos até dizer que a compreensão da existência de diferenças radicais não só nos daria clara percepção da nossa solidão como também nos impediria qualquer tipo de comparação, o que seria péssimo para a vaidade – pois não se podem comparar qualidades diferentes.
Partimos do ponto de vista de que o outro é parecido conosco, sente as coisas da mesma forma e, em essência, pensa como nós. Aliás, nos irritamos diante de alguma diferença de opinião. Nem chegamos a considerar a hipótese de que a mesma palavra possa ter um significado diferente no cérebro de outra criatura. Não damos o braço a torcer nem com os exemplos mais banais: “tradicional” pode ser uma ofensa para um vanguardista e um elogio para um conservador; e “engordar” tem significados diferentes para um magro e um gordo.
Projetamos nos outros nossa maneira de ser e de pensar. Depois nos comunicamos com eles como se fossem entender tudo exatamente como estamos falando.
O resultado não poderia deixar de ser esse amontoado de mal-entendidos e de agressões involuntárias – ou não – determinadas por uma palavra que é ouvida de forma diferente daquela que é falada.
Se quisermos começar a nos comunicar de verdade, teremos que partir do princípio de que outro é autônomo e não uma extensão de nós mesmos. Assim, talvez possamos encontrar uma forma de construir uma ponte entre duas ilhas.

Fonte: Dr. Flávio Gikovate - psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista e escritor.

COMPORTAMENTO - Quem tem medo da solidão?

Muitos casais só evitam a separação porque temem o isolamento de uma vida solitária. Nossa sociedade centrada no núcleo familiar, estimula a dependência entre as pessoas.
O que é preferível: ficar só ou mal acompanhado? A esta pergunta a grande maioria das pessoas responde de duas maneiras diferentes. Quando se trata de uma situação hipotética ou da vida dos outros, elas dizem que não há sentido algum em continuar com que não se ama ou com quem a gente não tem afinidade. Assim respondem também os mais jovens e inexperientes.
No entanto, quando enfrentamos uma situação de fato, em que um homem e um mulher se vêem envolvidos numa união cheia de brigas e dissabores, a coisa é muito mais complicada. A maior parte dos casais prefere ir tocando o relacionamento aos trancos e barrancos em vez de fazer as malas e ir para qualquer outro lugar – a casa de um parente, de um amigo, um hotel etc. Essa é uma das situações em que é muito fácil falar, mas muito difícil de fazer.
Afinal, o que nos prende tanto ao casamento? Serão só filhos? O patrimônio? Os costumes e apegos que temos às coisas que nos cercam, especialmente a própria casa? Ou será o pavor de nos vermos isolados?
Embora todos os fatores citados tenham certa importância, acredito que a principal razão pela qual as pessoas conservam vínculos absolutamente insatisfatórios deriva do fato de que não podem sequer se imaginar sozinhas por alguns dias.
É curioso, pois isso acontece também com aquelas criaturas que, no passado, viveram longo tempo sem companhia. É como se a gente desaprendesse totalmente que nossa condição é, sob certos aspectos, até bastante agradável. É como se a gente regredisse e conseguisse se considerar integrada apenas dentro de um grupo.
Todos nós crescemos participando de um núcleo familiar – ou algum substituto dele – no qual nos sentíamos mais protegidos, mais confortáveis. E a sensação persistia mesmo se o ambiente fosse tenso, cheio de brigas e atritos. Afinal de contas éramos dependentes e não tínhamos a opção de ficar sozinhos. Esta hipótese estava relacionada com o total desamparo e com a falta de recursos para a sobrevivência.
Parece que, depois de adultos, continuamos a associar à vida em família toda a sensação de proteção e segurança: e, à vida solitária, todo o medo e todo o abandono. Isso sem contar os preconceitos, pois crescemos ouvindo frases do tipo: “Coitada de fulana! Não se casou e vive sozinha. Como deve ser triste a sua vida!”, “pobre daquele menino órfão que não tem os pais para lhe dar carinho e atenção”. Tais frases, repetidas durante os anos de formação, ficam impressas a ferro e fogo dentro de nós.
Podemos ficar sozinhos por anos a fio, especialmente durante a mocidade. Isso acontece quando vamos estudar ou trabalhar noutra cidade, por força das circunstâncias ou mesmo por livre opção.
Depois de certo período mais difícil de adaptação, acabamos gostando muito da experiência. Mas vêm de novo os preconceitos que nos “ensinam” não ser “normal” gostar de ficar só. Logicamente, esse tipo de contradição nem sempre ocorre. No nosso país, a grande maioria dos jovens só sai de casa para se casar. Quando estuda fora, mora em repúblicas, que são habitações coletivas, onde mais uma vez se valoriza a vida em grupo.
Embora nem todos tenham consciência disso, a sociedade favorece a dependência entre as pessoas. Acontece que, em determinados momentos, deveríamos estar capacitados para atos de plena autonomia. E não estamos. É o caso da situação conjugal cheia de brigas e desacertos. Racionalmente, teríamos de pôr um fim nisso o mais depressa possível. Precisaríamos ter condições para passar um certo tempo sozinho, independentes, nos bastando, capazes de diálogos interiores, meditação e reflexão até para entender em profundidade porque as coisas se encaminharam dessa forma.
Infelizmente, a simples ideia de nos encontrarmos isolados num quarto de hotel já nos provoca pânico. E ficamos presos ao emaranhado complexo em que se transforma a vida conjugal cheia de atritos. Na maioria dos casos, não temos forças sequer para uma separação temporária. Penso que esse tipo de medo é muito perigoso, pois não são raras as vezes em que uma “pausa conjugal” pode ser a última chance para a reconciliação.
Quando estamos sozinhos e longe da situação de conflito, temos oportunidade para refletir melhor e fazer uma autocrítica mais correta. Aliás, deveríamos recorrer à solidão sempre que nos encontrássemos numa encruzilhada, seguindo o exemplo de Moisés, Jesus e tantos outros, que se isolaram para meditar, nas montanhas ou no deserto, ganhando novas forças antes de tomar decisões radicais e definitivas.

Fonte: Dr. Flávio Gikovate - psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista e escritor