segunda-feira, 26 de maio de 2014

AFINAL DE CONTAS O QUE É VIROSE?

É só você se queixar de que está com dois ou mais sintomas como dor de cabeça, náusea, sonolência, vômito ou dores de barriga ao mesmo tempo e o diagnóstico vem em segundos:


 
- É virose! 

E há boas chances de receber opinião semelhante no pronto atendimento. 
 
Dores de cabeça, náusea, desarranjo intestinal, sonolência. São esses os sintomas das viroses? 
Celso Granato – Os sintomas que você descreve são bastante comuns e acontecem durante todo o ano, embora a causa predominante varie com a época (rotavírus, norovírus, enterovírus, adenovírus e E. coli, entre inúmeros outros). Claro que sempre existe a possibilidade de serem causados por outros agentes, como bactérias, fungos e até intoxicação alimentar. 
 
Por que os médicos sempre dizem que a pessoa está com uma virose?
Granato - A gente (os médicos) muitas vezes usa o termo virose por que são agentes muito comuns. 
 
Como saber qual é o microorganismo causador dos sintomas? 
Granato - Na prática, a variedade de vírus associados a essas manifestações é muito grande, e os recursos para definir a origem dos sintomas são pouco disponíveis. Grande parte desses sintomas acaba sendo tratada com medidas igualmente inespecíficas – orientação alimentar, medicamentos antieméticos (para alivio dos sintomas relacionados com o enjoo, as náuseas e os vômitos), analgésicos, antitérmicos. Ou seja, o “tratamento” independe da causa. Costuma-se dizer até que esses sintomas somem sozinhos, sem a intervenção do médico e, por todas essas razões, acaba-se não fazendo o diagnóstico específico.
 
Quanto tempo duram as viroses? 
Granato - O tempo de evolução depende da causa básica que gera esses sintomas. Na maior parte das doenças causadas por vírus com essa apresentação, o quadro dura de 3 a 7 dias, claro, já apresentando sinais de melhora a partir do 2º ou 3º dia. É muito importante a verificação desses sinais e o acompanhamento médico caso os sintomas não melhorem ou desapareçam entre três e quatro dias. Existem problemas mais graves dos que as tais viroses que se iniciam dessa mesma maneira, ainda que sejam bem menos freqüentes. 
 
Quando ir ao médico? 
Granato - A boa prática médica orienta a se fazer o diagnóstico direitinho mas, na prática, considerando a evolução benigna da imensa maioria dos pacientes, isso acaba terminando nas orientações mais genéricas e os sintomas desaparecem. Mas se os sintomas vão se agravando com o passar dos dias e você demora mais para fazer o diagnóstico, o doente sofre mais tempo e isso é ruim. Da mesma forma, se for uma doença transmissível e você não identifica o agente infectante, ele pode se disseminar sem controle. 
 
Como se tratar e prevenir? 
Granato - Também depende da causa básica. Mas há algumas regras fundamentais a serem seguidas. Uma delas é a higiene no preparo dos alimentos e na escolha de refeições fora de casa. Também se deve beber muita água, para manter o organismo hidratado. Em termos de alimentação, se estiver com diarreia ou enjoo, evite comidas gordurosas e temperadas. Prefira comidas de fácil digestão, como arroz branco, batata cozida, sopas, chás, bolacha de água e sal. Nada que dê muito trabalho para digerir. Se tiver diarreia ou vômitos, melhor evitar verduras cruas e frutas com casca que tenham bagaço (como laranja e mexerica). Até mesmo o suco de laranja pode piorar a diarreia. Se quiser frutas, maçã e pera sem casca e cruas são indicadas. No campo da higiene, é recomendável também separar alguns utensílios quando há uma pessoa com esses sintomas em nossas casas. Para alguns (poucos) desses agentes, existe vacina. 
Como os casos mais graves são causados pelos rotavírus, particularmente em crianças abaixo de 2-3 anos, desenvolveu-se a vacina contra esse agente. Ela é dada na rede publica gratuitamente, mas, como a idade máxima para a primeira dose é 3 meses de idade (para ser mais exato 3 meses e 15 dias) e a vacina foi introduzida apenas há cerca de 6 ou 7 anos, o número de pessoas vacinadas ainda é pequeno.
 
Fonte: Dr. Celso Granato, infectologista o, professor livre-docente da Universidade Federal de São Paulo e diretor Clínico do Grupo Fleury.

domingo, 25 de maio de 2014

Os perigos da automedicação

Cuide melhor da sua saúde. Evite o uso indiscriminado de medicamentos.


O acompanhamento médico é fundamental na hora de usar um medicamento, mesmo este sendo vendido sem obrigatoriedade de uma prescrição médica. O médico é a única pessoa com as condições adequadas para avaliar as necessidades de um paciente, seu histórico de saúde, possíveis interações medicamentosas e possibilidades de alergias, prescrevendo de forma adequada um tratamento. 

Todos devem estar atentos aos perigos do uso indiscriminado de medicamentos:
  • automedicação pode levar a erros de diagnósticos, à escolha de uma terapia inadequada e pode retardar o reconhecimento de uma doença, com a possibilidade de agravá-la.
  • Os medicamentos que já foram anteriormente prescritos podem não ser mais efetivos para uma reincidência da doença. A não ser que o médico já tenha orientado desta forma.
  • Sintomas iguais podem ter causas diferentes. Os sintomas são apenas um dos indicativos de problemas de saúde. Antes da prescrição, a consulta médica, o exame clínico e a realização de exames complementares são fundamentais.
  • Interações medicamentosas podem ter consequências graves para a saúde. O médico tem competência para avaliar que tipos de medicamentos podem ser tomados em conjunto.
  • Os médicos devem ser cautelosos ao fazer suas prescrições, usando letras legíveis ou prescrições impressas, além de orientar sobre o uso correto e os cuidados quanto à substituição dos medicamentos prescritos.
  • Com o fracionamento das doses de medicamentos o Ministério da Saúde está ajudando a evitar aautomedicação e os riscos de intoxicação, pois desta maneira o paciente leva para casa apenas a quantidade necessária para seu tratamento.
  • Cada um deve fazer a sua parte para evitar as complicações do uso indiscriminado de medicamentos. Evite o uso abusivo de qualquer medicação.
Fonte: ABC Med

Como evitar as radiações eletromagnéticas emitidas por celulares?

Alguns trabalhos associam o uso de celular ao maior risco de desenvolvimento de tumor cerebral, por outro lado, outras pesquisas não confirmam tal afirmação. Mas você pode incluir algumas recomendações simples para evitar as radiações emitidas por telefones celulares, como por exemplo, usar headset com fio, manter o celular longe do corpo, evitar o uso próximo a antenas de telefonia celular, dar preferência às mensagens de texto ou ao uso de telefones fixos. 

Alguns passos simples para você reduzir substancialmente a sua exposição e a de seus filhos à radiação emitida pelos telefones celulares: 
  • Quando em uma ligação no celular, use fone de ouvido com microfone (headset) com fio. Evite o uso de dispositivos sem fio do tipo Bluetoothou use o modo de auto-falante do celular.
  • Dê preferência para o envio de mensagens de texto ao invés das ligações por celulares.
  • Mantenha o celular longe do seu corpo (particularmente longe dos bolsos de calças ou camisas) ou use estojo porta-celulares desenvolvido para proteger o corpo da radiação emitida pelos celulares.
  • Quando não usar o celular, deixe-o no modo de standby (estado de alerta ou espera).
  • Evite o uso de celular em carros, trens, ônibus ou áreas rurais próximas a antenas de telefonia celular, pois o uso nestes locais potencializa a força da emissão de radiação destes aparelhos.
  • Use o seu telefone móvel como uma secretária eletrônica. Mantenha-o desligado até que você queira saber quem te ligou. Depois, retorne as ligações registradas, se necessário.
  • Sempre que possível use o telefone fixo, mesmo que o mais cômodo seja usar um celular.
  • Evite o uso dentro de construções, principalmente aquelas com estruturas de aço.
  • Não permita que seu filho durma com um telefone celular na cabeceira da cama ou embaixo do travesseiro. Preferencialmente, deixe o aparelho guardado em outro cômodo da casa durante a noite.
  • Não permita que seu filho use celular antes de completar 18 anos, exceto em caso de emergência.

Fonte: ABC Med

O que é frutose?

A frutose é um tipo de açúcar que está em vários produtos que consumimos: ketchup, refrigerantes, bebidas energéticas, cereais, biscoitos, bolos, sorvetes, pães etc. Muitos acreditam que ela é o açúcar das frutas. Parte disto é verdade, mas a frutose presente em alimentos processados é derivada do milho e não das frutas.


A frutose é um dos principais açúcares das frutas, alguns outros presentes em maior quantidade são a sacarose e a glicose.

Aquela frutose que vemos nos rótulos dos alimentos processados é derivada do milho: é um xarope de milho. Os produtores de alimentos processados estão adoçando muito aquilo que comemos com grandes quantidades desta frutose derivada do milho, que, por seu lado, muitas vezes é geneticamente modificado.

Quais as consequências da ingestão exagerada de frutose para a saúde?

O excesso de xarope de milho nos alimentos significa a ingestão de calorias extra e consequentemente leva a um ganho de peso indesejável. Estes quilos a mais também podem estar associados a problemas de saúde como aumento da pressão arterial, diabetes mellitus e síndrome metabólica.

Como faço para reduzir a ingestão de açúcar?

A melhor maneira de reduzir a ingestão de xarope de milho e outros tipos de açúcar adicionados aos alimentos industrializados é prestar atenção à embalagem dos produtos e seus rótulos com tabelas de composição dos alimentos e calorias ingeridas. Os açúcares adicionados aos alimentos aparecem nos rótulos com os nomes: xarope de milho, frutose, sacarose, glicose, adoçante de milho, levulose, mel e dextrose.

O ideal é limitar a ingestão desses ingredientes e manter o consumo de açúcar proveniente de frutas naturais. Assim, além de consumir um tipo de açúcar mais puro, você também aumenta a ingestão de fibras e antioxidantes.

As recomendações da American Heart Association para a adição de açúcar são: não mais do que 100 calorias ao dia para açúcares adicionados a alimentos, para a maioria das mulheres, e não mais do que 150 calorias por dia para a maioria dos homens.

Na prática, o que fazer para reduzir a ingestão de alimentos adocicados artificialmente?

  • Reduza bastante ou elimine o uso de refrigerantes.
  • Não compre doces enlatados em supermercados. Se você não quer ficar sem os doces, dê preferência aos doces caseiros preparados com frutas naturais e adoçados com pouca quantidade de açúcar.
  • Barras de cereais podem ter alto teor de xarope de milho entre os grãos. Evite o consumo deste tipo de alimento. Existem opções no mercado com baixo teor de açúcar ou mesmo isentas de adição de açúcar.
  • Geleias de frutas: prefira aquelas adoçadas com suco de uva concentrado.
  • Não exagere na ingestão de ketchup, molho para saladas industrializado, molho para churrasco, sopas empacotadas. Esses alimentos têm alto teor de açúcar adicionado.
  • Evite os iogurtes com frutas no fundo. O xarope de milho é usado para preparar essas "geleias de frutas" que ficam no fundo do pote. Prefira iogurtes desnatados e de baixa caloria.
  • Lanchonetes e restaurantes que servem lanches rápidos (os conhecidos fast-foods) geralmente servem produtos com muito açúcar e sódio, o que não é nada bom para a saúde.
  • Aumente a ingestão de frutas frescas.
  • Quando for comer chocolate, escolha os meio amargos ou amargos, com maior concentração de cacau.
  • Olhe sempre os rótulos dos alimentos que você coloca dentro da sua casa.
Fonte: ABC Med

Nem todo Jejum é de 12 horas

Nem toda coleta para exame de sangue precisa ser feita com 12 horas de jejum. A maioria pode ser feita com três horas sem ingerir alimentos – uma boa notícia para quem quiser aproveitar para realizar procedimentos em horários alternativos, como no horário do almoço ou no fim do dia. 
Fonte: Nairo Sumita, assessor médico na área de bioquímica clínica do Fleury Medicina e Saúde.


Confira na imagem abaixo a lista completa dos exames com jejum de tempo reduzido:

ALIMENTAÇÃO X DIGESTÃO

15 coisas que você sempre quis saber sobre alimentação e digestão
Entenda os efeitos das suas escolhas e as repercussões no organismo
Todo mundo sabe que comer ou beber em excesso pode causar desconforto após as refeições. Mas será que existem alimentos naturalmente indigestos, que mesmo em pequenas quantidades causam aquela sensação de estufamento? Há mesmo horários melhores para ingerir determinados tipos de pratos, ou isso varia de acordo com o indivíduo? As nutricionistas Ana Paula Gonçalves e Karin Sarkis, a gastroenterologista Marcia Cavichio e a endocrinologista Maria Izabel Chiamolera, todas do Fleury Medicina e Saúde, respondem às perguntas mais frequentes sobre alimentação e digestão. Tire suas dúvidas!

1- O que acontece quando comemos demais ou ingerimos alimentos mais gordurosos?
Depois de exagerar no churrasco ou na feijoada, a sensação de empachamento é inevitável. A digestão de alimentos ricos em proteínas e gorduras, como as carnes vermelhas, leva a uma lentificação dos movimentos peristálticos. Com isso, o alimento fica mais tempo no estômago, o que causa uma sensação de saciedade prolongada, assim como maior probabilidade de refluxo gastroesofágico (as queimações que muitas vezes sentimos depois de comer). A moleza e o sono que se seguem a uma refeição copiosa acontecem porque o trato gastrointestinal necessita de irrigação sanguínea abundante para processar a digestão, causando uma diminuição do suprimento sanguíneo no cérebro.
2- É verdade que o estômago reduz ou dilata de acordo com a quantidade de alimentos que ingerimos?
Sim. A capacidade média do estômago de um adulto é de 1,5 litros, mas o órgão possui uma musculatura que pode se adequar à quantidade de alimentos ingeridos, chegando a até 4 litros. Porém, a regulação da sensação de fome e saciedade ocorre por mediação de vários hormônios produzidos pelo trato gastrointestinal, pâncreas e cérebro.
3- É recomendável eliminar de vez as gorduras da alimentação?
Não. Além de fornecer energia ao organismo, a gordura é elemento fundamental para a construção das membranas que envolvem as células e para a manutenção das funções básicas do corpo. O recomendado é evitar exageros e optar por gorduras de boa qualidade, como aquelas presentes em oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas), no abacate e no azeite. Além disso, é importante evitar excessos de gorduras saturadas (presentes em carnes gordas e pele de aves), trans e hidrogenada (comuns em frituras de imersão e alguns produtos industrializados).
4- É preciso reduzir a quantidade de alimentos ingeridos à noite?
O organismo tem o metabolismo reduzido durante a noite para permitir o relaxamento e o sono profundo. Portanto, o consumo excessivo de alimentos no período noturno não é indicado, pois faz o sistema digestivo trabalhar justamente quando deveria ser poupado. Isso pode causar problemas como insônia, má digestão e refluxo gastroesofágico. Uma boa opção de jantar pode ter uma porção de carboidrato (arroz, macarrão, pão e cereais – de preferência nas versões integrais), de proteína (carne magra, laticínio ou leguminosa), hortaliças e fruta.
5- O que é recomendado comer logo antes de dormir?
Chamamos de ceia a refeição imediatamente anterior à hora de dormir. Sua composição depende do horário em que o indivíduo realiza o jantar, da quantidade consumida e de sua rotina. Portanto, ela pode ser composta de diferentes formas, desde um lanche leve – como um chá com torradas – até uma fruta ou um iogurte. Caso a refeição antes de dormir seja o jantar, deve-se respeitar a composição já mencionada na questão anterior, dando preferência a alimentos menos gordurosos e ficando atento à quantidade.
6- É verdade que algumas frutas, como o abacaxi, ajudam a “queimar gorduras”?
Não é verdade que o abacaxi tenha essa propriedade. A fruta, no entanto, contém bromelina, uma enzima que ajuda a quebrar as proteínas alimentares e facilita o processo digestivo. Pesquisas mostram que essa substância também tem propriedades anti-inflamatórias.
7- Existem alimentos indigestos. Por quê?
Pimentão, pepino e melancia são os alimentos que mais geram reclamações de indigestão. Mas os problemas de intolerância variam muito de indivíduo para indivíduo, de acordo com a sensibilidade de cada um. A melancia pode ser considerada como uma fruta leve e refrescante para alguns, e de difícil digestão para outros.
8- O que é melhor consumir: manteiga ou margarina?
Hoje em dia a composição de ambas é parecida, pois parte da gordura trans da margarina foi substituída por gordura saturada. Ou seja, na hora de optar por qualquer uma delas, vale a regra: respeite seu paladar e consuma com moderação.
9- É verdade que o café da manhã é a refeição mais importante do dia?
O café da manhã é tão importante quanto as demais refeições do dia. Como já passamos por um período noturno de jejum, é fundamental que essa refeição não seja ignorada. Procure compor seu café da manhã com porções balanceadas de carboidratos integrais (pães, cereais, biscoitos, torradas, dentre outros), proteínas (lácteos magros) e fibras (frutas).
10- Quanto tempo o organismo leva para digerir os alimentos?
Isto é muito variável, pois depende de fatores como consistência dos alimentos, composição, quantidade e mastigação. De forma geral, da mastigação até o momento em que o bolo alimentar deixa o estômago, uma boa digestão leva de duas a três horas para acontecer. Carboidratos são digeridos mais rapidamente, seguidos pelas proteínas e, depois, pelas gorduras.
11- Consumir líquidos durante as refeições prejudica a digestão?
O excesso de líquidos ingeridos durante a refeição pode atrapalhar a digestão, pois dilui as enzimas digestivas. Para evitar problemas, vale ingerir no máximo 200 ml e optar por água ou sucos naturais. Refrigerantes e bebidas alcoólicas representam um acréscimo em açúcares, contribuindo para o aumento calórico da refeição.
12- Comer muito rápido prejudica a digestão?
Sim. Quando comemos com pressa, mastigamos menos os alimentos. Dessa forma, eles chegam em pedaços maiores ao estômago, o que torna todo o processo digestivo mais lento e trabalhoso. Além disso, comer rápido demais pode atrapalhar a ação dos hormônios responsáveis pela sensação de saciedade, induzindo à ingestão excessiva de alimentos.
13- Por que é mais saudável consumir arroz integral no lugar do branco?
O grão de arroz é formado por casca, película, gérmen e endosperma. Proteínas, vitaminas , minerais e fibras estão concentrados na película e no gérmen, que se perdem quando o arroz é polido para se tornar branco, e são importantes, entre outras funções, para regular a absorção de glicose e equilibrar a produção de insulina. Por isso, vale a pena priorizar o arroz integral na alimentação sempre que possível.
14- E o cigarro, faz mal à digestão?
A nicotina provoca a diminuição da pressão do esfíncter inferior do esôfago, facilitando o refluxo gastroesofágico – que percebemos como sensação de queimação na parte superior do abdômen ou mesmo dor torácica. Além disso, a substância aumenta o risco de úlcera péptica e dificulta sua cura.
15- Questões emocionais podem interferir no processo digestivo?
Sim. O stress influencia na secreção de cortisol, aumentando a produção de ácido pelo estômago e causando dor e desconforto. Além disso, há uma regulação entre o cérebro e o intestino que é essencial para vários processos vitais, como regulação do apetite e da ingestão de alimentos. Pessoas nas quais essa regulação bilateral está comprometida podem ter manifestações de dor abdominal, diarreia ou constipação, a que chamamos de síndrome do intestino irritável.
Fonte: Fleury Medicina e Saúde

terça-feira, 20 de maio de 2014

Iatrofobia - medo de médicos - Síndrome do Jaleco Branco

iatrofobia é uma palavra que deriva do grego (assim como para todas as fobias) que designa medo de médicos, medo de ir ao médico, medo de visitas médicas. 

A iatrofobia é mais uma fobia específica, termo genérico destinado a todos os tipos de transtornos de ansiedade que resultam de medo irracional relacionado à exposição a objetos ou situações específicas. Como resultado, a pessoa que sofre da fobia tende a evitar ativamente qualquer contato com os objetos e situações que estimulam a ansiedade. 



  
O medo e a ansiedade podem ser iniciados tanto pela presença do objeto ou situação quanto em antecipação (como no caso descrito acima) a eles. A pessoa sempre sofre de desconforto quando encontra o gatilho de seu medo e em casos mais graves pode apresentar ataques de pânico. Embora o indivíduo conheça a causa de seu desconforto e muitas vezes compreenda que seu medo é "irracional", é lhe impossível evitar a manifestação psicológica e somática de seu desconforto. 
  
No caso específico da Latrofobia, diversas pessoas apresentam desconforto na presença do médico (conhecida no meio médico como Síndrome do Jaleco Branco ou Síndrome da Bata Branca em Portugal). Este desconforto deriva em geral da longa espera, do ambiente estéril e com cheiro de desinfetante químico, e da possibilidade de procedimentos dolorosos. Estes fatores são suficientes para causar ansiedade em quase todos e muitos chegam a apresentar manifestações somáticas como sudorese, aumento da pressão arterial e taquicardia. 
  
Os sinais abaixo denotam um quadro de ansiedade mais pervasivo, que pode limitar o acesso do indivíduo aos cuidados de saúde. Nesse quadro pode haver necessidade de acompanhamento ou investigação por um profissional de saúde mental:   

  • Preocupações compulsivas - o indivíduo passa grandes períodos de tempo a pensar sobre a consulta ou como evitá-la
  • Dificuldade de concentração no consultório médico, acompanhada de sentimentos de pânico e de perda de controle.
  • Presença de outras fobias relacionadas à doenças - muitas pessoas com iatrofobia preocupam-se com a necessidade de ter de visitar o médico, mesmo que não haja nada marcado. O indivíduo pode-se tornar obcecado com pequenos problemas, com medo de que venham a requerer tratamento médico. É comum que a latrofobia ocorra em conjunto com a hipocondria (medo irracional de ter uma doença séria) e a nosofobia (medo irracional de contrair uma doença)
  • Adiar constantemente a consulta médica
  • Pode estar associada à dentofobia (medo irracional de dentistas)

Tratamento

Devido à natureza do medo, a iatrofobia pode ser mais difícil de tratar. Muitas pessoas com latrofobia apresentam o mesmo medo e ansiedade em relação a outros profissionais de saúde mental (psicólogos, enfermeiros, terapeutas).

Alguns serviços de saúde mental oferecem ajuda via telefone ou internet (as hotlines). 



Embora o contato pessoal seja sempre preferível, estes serviços podem ajudar a reduzir a ansiedade a níveis toleráveis para o contato pessoal posterior. Serviços de saúde mental disponíveis em ambientes menos característicos de saúde, como consultórios confortáveis, casas transformadas em centros de atenção à saúde e outros não causam tanta ansiedade no doente. Profissionais da área que evitam o uso de vestuário e aparato médico também são melhor indicados para estes pacientes.

Terapia cognitivo-comportamental, hipnose e terapia de grupo são as mais indicadas nestes casos.

Referências:

American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Text Revision (DSM-IV-TRTM), 4th edition. AmericanPsychiatric Association.  (2000)

Leslie A. Fiedler, Tyranny of the Normal: Essays on Bioethics, Theology & Myth, p. 114. (1996)

 Lisa Fritscher. Iatrophobia, Fear of Doctors. About.com Guide. Disponível emhttp://phobias.about.com/od/phobiaslist/a/iatrophobia.htm

American Psychiatric Association. "Let"s talk about Phobias." PSYCOLOGYhttp://www.psych.org/public_info/phobias.html (24 Oct. 2000)

Steffano Castillo Vera. Estudio de las fobias humanas y su relevancia en la sociedad actual. (29 Jan 2009). Disponível em http://www.monografias.com/trabajos66/fobias-sociedad-actual/fobias-sociedad-actual.shtml