quarta-feira, 25 de junho de 2014

BULLYING - um problema sério

Ato responsável por causar traumas e danos em suas vítimas.

Agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais indivíduos contra uma ou mais pessoas caracteriza uma situação de bullying. “Bullying é uma perseguição de forma reiterada chegando a violência física, psicológica e moral. Normalmente pode começar como uma brincadeira, colocar apelidos, derrubar o material do colega e chutar, no entanto, o praticante de bullying sempre tem um comportamento agressivo, comportamento exacerbado repetidamente”, explica a psicóloga, Tania Regina R. Mansano. O termo bullying tem origem na palavra inglesa “bully”, que significa valentão, brigão.
O bullying, segundo a psicóloga, sempre existiu, antes de forma mais branda e menos intencional pelo fato da sociedade apresentar valores morais e de respeito mais arraigado e fortalecido pelo conceito de convívio grupal, hoje a satisfação individual e mediata é mais forte favorecendo a situação. Na Noruega, o bullying é tema de pesquisa desde a década de 90, quando se descobriu que o fenômeno estava associado ao elevado índice de tentativas de suicídio entre os adolescentes.
A prática do bullying pode acontecer em qualquer contexto social, ou seja, escolas, universidades, ambiente de trabalho, família. “Desde a educação infantil já existe bullying, mas é importante saber distinguir brincadeiras do bullying”, ressalta a psicopedagoga, Sheila Caldas Hyczy. Conforme ela, atos de bullying são repetitivos e geralmente tem expectadores que também são praticantes de bullying.
Existem duas categorias de bullying – o direto e o indireto. “O direto é mais freqüente em meninos e parte mais para a agressão física, verbal e psicológica. O bullying indireto é a agressão social e é mais comum entre as meninas e crianças pequenas, sendo feito através de fofocas, espalharem comentários maldosos, recusa em se socializar com a vítima, intimidar as outras pessoas que desejam socializar-se com ela, criticar o modo de se vestir, etnia, religião e as incapacidades que nem sempre são as deficiências (processo mais lento de aprendizado) forçando a vítima ao isolamento social. Atos esses que podem afastar o aluno vítima da escola” enfatiza Tania.
Os danos causados pelo bullying são muitos. A psicopedagoga enumera alguns, como criança retraída, tímida, que não se socializa, o rendimento escolar cai bastante e, em casos mais graves, pode chegar ao suicídio. “Criança que sofre bullying mostra uma fragilidade emocional ao agressor e esse percebe que ela está com medo. Quem sofre bullying não enfrenta o agressor, e a intenção do agressor é sempre intimidar ou agredir para causar dor e angústia, é intencional, ele só não sabe a dimensão do estrago que está fazendo onde a vítima pode chegar a tentativa e realmente se confirmar o suicídio”, afirma a psicóloga.
O bullying é responsável por ocasionar traumas, mas a dimensão do trauma a psicóloga diz que não tem como prever, vai depender da resiliência (a capacidade que o ser humano tem de passar por vários eventos negativos na vida e manter a sua funcionalidade e organização psíquica sem prejuízos na sua vida) de cada pessoa.
Combater o bullyng
Como os pais podem perceber que o filho sofre bullying

“Normalmente a criança ou adolescente não conta para os pais ou professores, mas começa a não querer ir para a escola, o rendimento escolar pode cair, pode apresentar vários sintomas físicos, se isolar em casa, fica mais triste, mais fechada, irritada, tem medo de dormir, tem pesadelos, medo de sair de casa, enfim diversos tipos de medo”, alerta Tania.
Para a psicopedagoga, as escolas deveriam dar mais importância ao que a criança fala, favorecer mais a comunicação e escutar os alunos. “A escola deveria efetuar projetos sobre solidariedade, generosidade, respeito e estar aberta ao diálogo. O professor ao perceber um ato de bullying precisa comunicar a direção e a direção informar aos pais desse aluno vítima”, acredita Sheila.
Os pais ao perceber o comportamento diferente do filho também precisam investigar o que está acontecendo, ir até a escola, falar com os professores, sondar como está a turma. 
“Tanto a escola como nós cidadãos temos que ter consciência de que quando ocorre o bullying estamos desrespeitando os princípios constitucionais que é a preservação da dignidade do ser humano. Também estamos desrespeitando o ser humano, num ato ilícito que causa muito dano ao outro. Devemos nos responsabilizar e assumir as consequências” lembra Tânia.
A conscientização sobre os efeitos negativos do bullying deve ser reforçada. “Conscientizar através de divulgações midiáticas e construir critérios de valores sociais de convívio com os grupos, sejam grupos de família, escola, empresas. Existe punição para o bullying, os pais precisam se responsabilizar e cuidar dos seus filhos, orientando e fazendo um controle dos filhos praticantes de bullying. O praticante tem que cumprir a mudança de seus hábitos”, avalia a psicóloga.


terça-feira, 3 de junho de 2014

Cotonetes - Cuidado ao usá-los.

A cera exerce atividade protetora importante para a pele do canal auditivo e, normalmente, os pelos presentes na parte externa do conduto de todas as pessoas encarregam-se de eliminar o excesso.
Segundo o otorrino, em condições normais, a limpeza dos ouvidos deve ser feita com o dedo indicador envolto em uma parte úmida da toalha, evitando-se o uso de produtos químicos como sabonetes, xampus e, especialmente, cotonetes. Esses cuidados são importantes porque a pele do canal auditivo é muito fina e, frequentemente, desenvolve eczemas alérgicos devido ao contato com produtos de limpeza.

Em relação aos cotonetes, a ação desses bastões é totalmente antifisiológica porque promove o deslocamento de secreções e descamações para dentro do canal. Esse deslocamento, com frequência, causa compactação da cera e a formação de rolhas ceruminosas dentro do canal auditivo externo. Essas rolhas costumam causar uma desagradável sensação de ouvido entupido, acompanhada por perda de audição e zumbido, situação que obriga a pessoa a procurar um especialista para uma limpeza adequada.
É importante lembrar que além dessa ação antifisiológica, os cotonetes podem causar acidentes sérios para o ouvido caso sejam introduzidos muito profundamente, propositadamente ou não, com lacerações da pele do canal e da membrana timpânica. Acidentes como queda e empurrões durante o uso desses bastões não são tão raros e aumentam as proporções do traumatismo.

Fonte: Dr. Prof. Dr. Laércio Mendonça Cruz - otorrinolaringologista

segunda-feira, 26 de maio de 2014

AFINAL DE CONTAS O QUE É VIROSE?

É só você se queixar de que está com dois ou mais sintomas como dor de cabeça, náusea, sonolência, vômito ou dores de barriga ao mesmo tempo e o diagnóstico vem em segundos:


 
- É virose! 

E há boas chances de receber opinião semelhante no pronto atendimento. 
 
Dores de cabeça, náusea, desarranjo intestinal, sonolência. São esses os sintomas das viroses? 
Celso Granato – Os sintomas que você descreve são bastante comuns e acontecem durante todo o ano, embora a causa predominante varie com a época (rotavírus, norovírus, enterovírus, adenovírus e E. coli, entre inúmeros outros). Claro que sempre existe a possibilidade de serem causados por outros agentes, como bactérias, fungos e até intoxicação alimentar. 
 
Por que os médicos sempre dizem que a pessoa está com uma virose?
Granato - A gente (os médicos) muitas vezes usa o termo virose por que são agentes muito comuns. 
 
Como saber qual é o microorganismo causador dos sintomas? 
Granato - Na prática, a variedade de vírus associados a essas manifestações é muito grande, e os recursos para definir a origem dos sintomas são pouco disponíveis. Grande parte desses sintomas acaba sendo tratada com medidas igualmente inespecíficas – orientação alimentar, medicamentos antieméticos (para alivio dos sintomas relacionados com o enjoo, as náuseas e os vômitos), analgésicos, antitérmicos. Ou seja, o “tratamento” independe da causa. Costuma-se dizer até que esses sintomas somem sozinhos, sem a intervenção do médico e, por todas essas razões, acaba-se não fazendo o diagnóstico específico.
 
Quanto tempo duram as viroses? 
Granato - O tempo de evolução depende da causa básica que gera esses sintomas. Na maior parte das doenças causadas por vírus com essa apresentação, o quadro dura de 3 a 7 dias, claro, já apresentando sinais de melhora a partir do 2º ou 3º dia. É muito importante a verificação desses sinais e o acompanhamento médico caso os sintomas não melhorem ou desapareçam entre três e quatro dias. Existem problemas mais graves dos que as tais viroses que se iniciam dessa mesma maneira, ainda que sejam bem menos freqüentes. 
 
Quando ir ao médico? 
Granato - A boa prática médica orienta a se fazer o diagnóstico direitinho mas, na prática, considerando a evolução benigna da imensa maioria dos pacientes, isso acaba terminando nas orientações mais genéricas e os sintomas desaparecem. Mas se os sintomas vão se agravando com o passar dos dias e você demora mais para fazer o diagnóstico, o doente sofre mais tempo e isso é ruim. Da mesma forma, se for uma doença transmissível e você não identifica o agente infectante, ele pode se disseminar sem controle. 
 
Como se tratar e prevenir? 
Granato - Também depende da causa básica. Mas há algumas regras fundamentais a serem seguidas. Uma delas é a higiene no preparo dos alimentos e na escolha de refeições fora de casa. Também se deve beber muita água, para manter o organismo hidratado. Em termos de alimentação, se estiver com diarreia ou enjoo, evite comidas gordurosas e temperadas. Prefira comidas de fácil digestão, como arroz branco, batata cozida, sopas, chás, bolacha de água e sal. Nada que dê muito trabalho para digerir. Se tiver diarreia ou vômitos, melhor evitar verduras cruas e frutas com casca que tenham bagaço (como laranja e mexerica). Até mesmo o suco de laranja pode piorar a diarreia. Se quiser frutas, maçã e pera sem casca e cruas são indicadas. No campo da higiene, é recomendável também separar alguns utensílios quando há uma pessoa com esses sintomas em nossas casas. Para alguns (poucos) desses agentes, existe vacina. 
Como os casos mais graves são causados pelos rotavírus, particularmente em crianças abaixo de 2-3 anos, desenvolveu-se a vacina contra esse agente. Ela é dada na rede publica gratuitamente, mas, como a idade máxima para a primeira dose é 3 meses de idade (para ser mais exato 3 meses e 15 dias) e a vacina foi introduzida apenas há cerca de 6 ou 7 anos, o número de pessoas vacinadas ainda é pequeno.
 
Fonte: Dr. Celso Granato, infectologista o, professor livre-docente da Universidade Federal de São Paulo e diretor Clínico do Grupo Fleury.

domingo, 25 de maio de 2014

Os perigos da automedicação

Cuide melhor da sua saúde. Evite o uso indiscriminado de medicamentos.


O acompanhamento médico é fundamental na hora de usar um medicamento, mesmo este sendo vendido sem obrigatoriedade de uma prescrição médica. O médico é a única pessoa com as condições adequadas para avaliar as necessidades de um paciente, seu histórico de saúde, possíveis interações medicamentosas e possibilidades de alergias, prescrevendo de forma adequada um tratamento. 

Todos devem estar atentos aos perigos do uso indiscriminado de medicamentos:
  • automedicação pode levar a erros de diagnósticos, à escolha de uma terapia inadequada e pode retardar o reconhecimento de uma doença, com a possibilidade de agravá-la.
  • Os medicamentos que já foram anteriormente prescritos podem não ser mais efetivos para uma reincidência da doença. A não ser que o médico já tenha orientado desta forma.
  • Sintomas iguais podem ter causas diferentes. Os sintomas são apenas um dos indicativos de problemas de saúde. Antes da prescrição, a consulta médica, o exame clínico e a realização de exames complementares são fundamentais.
  • Interações medicamentosas podem ter consequências graves para a saúde. O médico tem competência para avaliar que tipos de medicamentos podem ser tomados em conjunto.
  • Os médicos devem ser cautelosos ao fazer suas prescrições, usando letras legíveis ou prescrições impressas, além de orientar sobre o uso correto e os cuidados quanto à substituição dos medicamentos prescritos.
  • Com o fracionamento das doses de medicamentos o Ministério da Saúde está ajudando a evitar aautomedicação e os riscos de intoxicação, pois desta maneira o paciente leva para casa apenas a quantidade necessária para seu tratamento.
  • Cada um deve fazer a sua parte para evitar as complicações do uso indiscriminado de medicamentos. Evite o uso abusivo de qualquer medicação.
Fonte: ABC Med

Como evitar as radiações eletromagnéticas emitidas por celulares?

Alguns trabalhos associam o uso de celular ao maior risco de desenvolvimento de tumor cerebral, por outro lado, outras pesquisas não confirmam tal afirmação. Mas você pode incluir algumas recomendações simples para evitar as radiações emitidas por telefones celulares, como por exemplo, usar headset com fio, manter o celular longe do corpo, evitar o uso próximo a antenas de telefonia celular, dar preferência às mensagens de texto ou ao uso de telefones fixos. 

Alguns passos simples para você reduzir substancialmente a sua exposição e a de seus filhos à radiação emitida pelos telefones celulares: 
  • Quando em uma ligação no celular, use fone de ouvido com microfone (headset) com fio. Evite o uso de dispositivos sem fio do tipo Bluetoothou use o modo de auto-falante do celular.
  • Dê preferência para o envio de mensagens de texto ao invés das ligações por celulares.
  • Mantenha o celular longe do seu corpo (particularmente longe dos bolsos de calças ou camisas) ou use estojo porta-celulares desenvolvido para proteger o corpo da radiação emitida pelos celulares.
  • Quando não usar o celular, deixe-o no modo de standby (estado de alerta ou espera).
  • Evite o uso de celular em carros, trens, ônibus ou áreas rurais próximas a antenas de telefonia celular, pois o uso nestes locais potencializa a força da emissão de radiação destes aparelhos.
  • Use o seu telefone móvel como uma secretária eletrônica. Mantenha-o desligado até que você queira saber quem te ligou. Depois, retorne as ligações registradas, se necessário.
  • Sempre que possível use o telefone fixo, mesmo que o mais cômodo seja usar um celular.
  • Evite o uso dentro de construções, principalmente aquelas com estruturas de aço.
  • Não permita que seu filho durma com um telefone celular na cabeceira da cama ou embaixo do travesseiro. Preferencialmente, deixe o aparelho guardado em outro cômodo da casa durante a noite.
  • Não permita que seu filho use celular antes de completar 18 anos, exceto em caso de emergência.

Fonte: ABC Med

O que é frutose?

A frutose é um tipo de açúcar que está em vários produtos que consumimos: ketchup, refrigerantes, bebidas energéticas, cereais, biscoitos, bolos, sorvetes, pães etc. Muitos acreditam que ela é o açúcar das frutas. Parte disto é verdade, mas a frutose presente em alimentos processados é derivada do milho e não das frutas.


A frutose é um dos principais açúcares das frutas, alguns outros presentes em maior quantidade são a sacarose e a glicose.

Aquela frutose que vemos nos rótulos dos alimentos processados é derivada do milho: é um xarope de milho. Os produtores de alimentos processados estão adoçando muito aquilo que comemos com grandes quantidades desta frutose derivada do milho, que, por seu lado, muitas vezes é geneticamente modificado.

Quais as consequências da ingestão exagerada de frutose para a saúde?

O excesso de xarope de milho nos alimentos significa a ingestão de calorias extra e consequentemente leva a um ganho de peso indesejável. Estes quilos a mais também podem estar associados a problemas de saúde como aumento da pressão arterial, diabetes mellitus e síndrome metabólica.

Como faço para reduzir a ingestão de açúcar?

A melhor maneira de reduzir a ingestão de xarope de milho e outros tipos de açúcar adicionados aos alimentos industrializados é prestar atenção à embalagem dos produtos e seus rótulos com tabelas de composição dos alimentos e calorias ingeridas. Os açúcares adicionados aos alimentos aparecem nos rótulos com os nomes: xarope de milho, frutose, sacarose, glicose, adoçante de milho, levulose, mel e dextrose.

O ideal é limitar a ingestão desses ingredientes e manter o consumo de açúcar proveniente de frutas naturais. Assim, além de consumir um tipo de açúcar mais puro, você também aumenta a ingestão de fibras e antioxidantes.

As recomendações da American Heart Association para a adição de açúcar são: não mais do que 100 calorias ao dia para açúcares adicionados a alimentos, para a maioria das mulheres, e não mais do que 150 calorias por dia para a maioria dos homens.

Na prática, o que fazer para reduzir a ingestão de alimentos adocicados artificialmente?

  • Reduza bastante ou elimine o uso de refrigerantes.
  • Não compre doces enlatados em supermercados. Se você não quer ficar sem os doces, dê preferência aos doces caseiros preparados com frutas naturais e adoçados com pouca quantidade de açúcar.
  • Barras de cereais podem ter alto teor de xarope de milho entre os grãos. Evite o consumo deste tipo de alimento. Existem opções no mercado com baixo teor de açúcar ou mesmo isentas de adição de açúcar.
  • Geleias de frutas: prefira aquelas adoçadas com suco de uva concentrado.
  • Não exagere na ingestão de ketchup, molho para saladas industrializado, molho para churrasco, sopas empacotadas. Esses alimentos têm alto teor de açúcar adicionado.
  • Evite os iogurtes com frutas no fundo. O xarope de milho é usado para preparar essas "geleias de frutas" que ficam no fundo do pote. Prefira iogurtes desnatados e de baixa caloria.
  • Lanchonetes e restaurantes que servem lanches rápidos (os conhecidos fast-foods) geralmente servem produtos com muito açúcar e sódio, o que não é nada bom para a saúde.
  • Aumente a ingestão de frutas frescas.
  • Quando for comer chocolate, escolha os meio amargos ou amargos, com maior concentração de cacau.
  • Olhe sempre os rótulos dos alimentos que você coloca dentro da sua casa.
Fonte: ABC Med

Nem todo Jejum é de 12 horas

Nem toda coleta para exame de sangue precisa ser feita com 12 horas de jejum. A maioria pode ser feita com três horas sem ingerir alimentos – uma boa notícia para quem quiser aproveitar para realizar procedimentos em horários alternativos, como no horário do almoço ou no fim do dia. 
Fonte: Nairo Sumita, assessor médico na área de bioquímica clínica do Fleury Medicina e Saúde.


Confira na imagem abaixo a lista completa dos exames com jejum de tempo reduzido: