sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pequenas mudanças na vida

A soma de pequenas mudanças pode representar uma grande melhora na sua qualidade de vida. Introduzindo mudanças definitivas nos seus hábitos alimentares, você pode desfrutar dos benefícios de uma vida saudável para sempre. Mas não pense em fazer isso de uma só vez. 


De fato, ao fazer a mudança por algum tempo e dando a chance de provar a si mesmo que aquela foi sua melhor escolha, você vai ficar mais seguro de sua decisão. A seguir, veja mais algumas dicas para você adotar um estilo alimentar que vai melhorar sua vida.



1 - Planeje – Tente preparar ou planejar suas refeições um dia antes. Evite comer depressa. A escolha impulsiva de alimentos vai tornar as suas refeições mais pobres. 

2 - Compre com sensatez – Não faça compras em padarias ou lojas de conveniência quando estiver com fome. Esse apetite pode afetar o seu bom senso. Deixe primeiro esse impulso passar. Nessas lojas, você encontra mais facilmente petiscos e guloseimas em vez dos alimentos básicos e saudáveis que você precisa para iniciar sua dieta. 

3 - Faça seu pedido com cuidado – Nos restaurantes, prefira alimentos grelhados, assados ou feitos no vapor, em vez de frituras. Peça que o molho seja servido à parte. Se quiser escolher um prato que você não conhece, peça ao garçom para explicar como é preparado. 

4 - Cozinhe com criatividade – Cozinhar em casa permite que você controle os ingredientes, combinando métodos e custos. Mas não precisa ser frugal. Procure encarar a criação de pratos saudáveis e saborosos como um desafio, não como uma tarefa. 

5 - Pense positivamente – Alimentar-se bem é mais uma atitude do que um comportamento. Se você cede à tentação uma vez, não entre em pânico. Não é o fim do mundo. Esteja certo de que vai poder voltar ao seu objetivo na próxima refeição.

6 - Envolva outras pessoas – Convide sua família e os amigos para compartilhar suas nutritivas refeições. Qualquer experiência de jantar é mais divertida quando desfrutada em boa companhia.

 Fonte: Metlife

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Porque ficamos com a boca seca?

diminuição da saliva pode ter como causa efeitos colaterais de remédios, ansiedade, alterações hormonais ou pode ser o sintoma de várias doenças. Veja porque ficamos com a boca seca:

Pode ser o sintoma de várias doenças

A boca seca (xerostomia ou hipossalivação) pode acontecer em diabéticos, já que a doença pode causar adestruição das glândulas salivares pela glicemia elevada. Medicamentos para HIV e doença de Parkinson podem alterar a quantidade de saliva produzida pelo corpo. Ela também se manifesta em casos de Alzheimerartrite depressão.

Surge com o uso de alguns remédios

Nesses casos, a diminuição da saliva ocorre devido ao efeito colateral de alguns medicamentos. Os mais comuns são: remédios para alergia, antidepressivos, diuréticos, remédios para hipertensão arterial, antibióticos, relaxantes musculares e alguns analgésicos derivados de morfina.

Quando estou ansioso, sinto uma secura bucal

ansiedade provoca alterações na liberação dos hormônios adrenalinanoradrenalina acetilcolina, e isso desencadeia a boca seca. Os pacientes com crises de ansiedade também podem fazer respiração bucal, o que corre o risco de aumentar ainda mais a xerostomia. Além disso, medicamentos usados para o tratamento dos transtornos de ansiedade também ocasionam o incômodo.

Faço quimioterapia

tratamento contra o câncer (quimioterapia ou radioterapia) pode causar atrofia ou até disfunção permanente das glândulas salivares e provocar o sintoma. Isso porque as drogas utilizadas alteram a quantidade de saliva que pode ficar mais espessa ou viscosa.

Após apresentar problemas hormonais

As mudanças hormonais afetam também as glândulas salivares e a sua produção. Sendo assim, mulheres na menopausa ou grávidas frequentemente sentem a boca seca. No caso da gestação, pode ocorrer por causa de diabetes gestacional ou desidratação, já que as grávidas precisam aumentar o consumo de água.

Sou fumante, bebo regularmente e estou com a boca seca

Se você fuma e consome bebidas alcoólicas com frequência, provavelmente já percebeu que muitas vezes ocorre uma alteração na saliva. Isso acontece porque o tabagismo e o alcoolismo reduzem substancialmente a secreção da saliva e proporciona a hipossalivação na boca.

Fonte: Revista Viva Saúde

Tipos de endometriose

Endometriose é uma doença caracterizada pela presença de endométrio fora do útero. O endométrio é a camada que reveste internamente a cavidade uterina e é renovado mensalmente por meio da descamação durante o fluxo menstrual. Em algumas situações este tecido, ao invés de ser eliminado, volta pelas trompas, alcança a cavidade pélvica e abdominal, gerando a endometriose. A doença pode acometer também os ovários, as tubas e outros órgãos como o intestino e a bexiga. As células do endométrio, na pelve, vão funcionar de forma semelhante as que estão revestindo o útero, isso quer dizer que elas vão "menstruar" também e, é essa menstruação no lugar errado que é responsável por grande parte dos sintomas da doença.
endometriose pode se apresentar de algumas formas distintas:
Endometriose profunda:
É uma forma avançada da doença. Acomete ligamentos ou outros órgãos. Não é infrequente o acometimento intestinal. É de difícil tratamento. A resposta ao tratamento medicamentoso não é tão boa quanto a das formas superficiais. A cirurgia, geralmente, é de grande porte, na qual ressecção de parte do intestino ou da bexiga pode ser necessária.

Ovariana: 
É o chamado endometrioma de ovário. As células endometriais quando voltam através das tubas conseguem se alojar dentro de um pequeno cisto no ovário. A partir daí elas começam a se dividir e “atapetam” todo o cisto. Ao final de cada ciclo menstrual estas células menstruam para dentro deste cisto e com o passar do tempo vão preenchendo-o de sangue. Devido a isto o endometrioma de ovário cresce vagarosamente e pode atingir tamanhos surpreendentes. O problema desta forma de endometriose é que, com o crescimento parte do ovário sadio vai sendo destruída, o que pode comprometer a fertilidade futura! O tratamento é, na maioria das vezes, cirúrgico e o cisto deve ser removido ou cauterizado. Em casos onde o tamanho é muito grande, todo ovário já foi comprometido e ai impõe-se a remoção do ovário (ooforectomia).

Septo reto-vaginal: 
É extremamente rara, acomete o tecido que fica entre o reto e a vagina. Sua origem ainda é controversa, entretanto, acredita-se que pode derivar da transformação de algum resquício da formação dos órgãos genitais em células endometriais. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico.

Peritoneal: 
É de longe a forma mais comum da doença! Acomete o peritônio, a membrana que recobre toda a pelve e os órgãos pélvicos e abdominais. Pode ser superficial ou profunda, chamamos de profunda quando invade a superfície peritoneal por mais de 5mm. A profunda, também conhecida como infiltrativa é encontrada, com freqüência, na parte final do intestino grosso (reto e sigmóide) e parede da bexiga. Cerca de 20-30% das mulheres com endometriose vão apresentar a forma profunda. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico.

Endometriose de parede: 
Esta forma da doença aparece após uma cirurgia uterina, seja uma cesárea, histerectomia ou miomectomia. Durante a cirurgia, células do endométrio acabam ficando na cicatriz cirúrgica e ali proliferam e formam um nódulo de endometriose. O quadro clínico consiste em um nódulo abaixo de uma cicatriz cirúrgica que dói e aumenta durante o fluxo menstrual! O tratamento é sempre cirúrgico e consiste na remoção do nódulo. De forma contrária ao que fazemos nos outros tipos de endometriose esta não precisa de complementação medicamentosa após a cirurgia e tampouco da prevenção da recidiva. 

Endometriose pulmonar ou pleural: 
É extremamente rara. Ainda não sabemos com as células endometriais vão parar tão longe! Talvez elas entrem em um vaso sanguíneo ou linfático e cheguem aos pulmões. A mulher com endometriose pulmonar pode se queixar de tosse com sangue durante o fluxo menstrual.

Fonte: Professor Dr. Eduardo Schor

quarta-feira, 25 de junho de 2014

BULLYING - um problema sério

Ato responsável por causar traumas e danos em suas vítimas.

Agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais indivíduos contra uma ou mais pessoas caracteriza uma situação de bullying. “Bullying é uma perseguição de forma reiterada chegando a violência física, psicológica e moral. Normalmente pode começar como uma brincadeira, colocar apelidos, derrubar o material do colega e chutar, no entanto, o praticante de bullying sempre tem um comportamento agressivo, comportamento exacerbado repetidamente”, explica a psicóloga, Tania Regina R. Mansano. O termo bullying tem origem na palavra inglesa “bully”, que significa valentão, brigão.
O bullying, segundo a psicóloga, sempre existiu, antes de forma mais branda e menos intencional pelo fato da sociedade apresentar valores morais e de respeito mais arraigado e fortalecido pelo conceito de convívio grupal, hoje a satisfação individual e mediata é mais forte favorecendo a situação. Na Noruega, o bullying é tema de pesquisa desde a década de 90, quando se descobriu que o fenômeno estava associado ao elevado índice de tentativas de suicídio entre os adolescentes.
A prática do bullying pode acontecer em qualquer contexto social, ou seja, escolas, universidades, ambiente de trabalho, família. “Desde a educação infantil já existe bullying, mas é importante saber distinguir brincadeiras do bullying”, ressalta a psicopedagoga, Sheila Caldas Hyczy. Conforme ela, atos de bullying são repetitivos e geralmente tem expectadores que também são praticantes de bullying.
Existem duas categorias de bullying – o direto e o indireto. “O direto é mais freqüente em meninos e parte mais para a agressão física, verbal e psicológica. O bullying indireto é a agressão social e é mais comum entre as meninas e crianças pequenas, sendo feito através de fofocas, espalharem comentários maldosos, recusa em se socializar com a vítima, intimidar as outras pessoas que desejam socializar-se com ela, criticar o modo de se vestir, etnia, religião e as incapacidades que nem sempre são as deficiências (processo mais lento de aprendizado) forçando a vítima ao isolamento social. Atos esses que podem afastar o aluno vítima da escola” enfatiza Tania.
Os danos causados pelo bullying são muitos. A psicopedagoga enumera alguns, como criança retraída, tímida, que não se socializa, o rendimento escolar cai bastante e, em casos mais graves, pode chegar ao suicídio. “Criança que sofre bullying mostra uma fragilidade emocional ao agressor e esse percebe que ela está com medo. Quem sofre bullying não enfrenta o agressor, e a intenção do agressor é sempre intimidar ou agredir para causar dor e angústia, é intencional, ele só não sabe a dimensão do estrago que está fazendo onde a vítima pode chegar a tentativa e realmente se confirmar o suicídio”, afirma a psicóloga.
O bullying é responsável por ocasionar traumas, mas a dimensão do trauma a psicóloga diz que não tem como prever, vai depender da resiliência (a capacidade que o ser humano tem de passar por vários eventos negativos na vida e manter a sua funcionalidade e organização psíquica sem prejuízos na sua vida) de cada pessoa.
Combater o bullyng
Como os pais podem perceber que o filho sofre bullying

“Normalmente a criança ou adolescente não conta para os pais ou professores, mas começa a não querer ir para a escola, o rendimento escolar pode cair, pode apresentar vários sintomas físicos, se isolar em casa, fica mais triste, mais fechada, irritada, tem medo de dormir, tem pesadelos, medo de sair de casa, enfim diversos tipos de medo”, alerta Tania.
Para a psicopedagoga, as escolas deveriam dar mais importância ao que a criança fala, favorecer mais a comunicação e escutar os alunos. “A escola deveria efetuar projetos sobre solidariedade, generosidade, respeito e estar aberta ao diálogo. O professor ao perceber um ato de bullying precisa comunicar a direção e a direção informar aos pais desse aluno vítima”, acredita Sheila.
Os pais ao perceber o comportamento diferente do filho também precisam investigar o que está acontecendo, ir até a escola, falar com os professores, sondar como está a turma. 
“Tanto a escola como nós cidadãos temos que ter consciência de que quando ocorre o bullying estamos desrespeitando os princípios constitucionais que é a preservação da dignidade do ser humano. Também estamos desrespeitando o ser humano, num ato ilícito que causa muito dano ao outro. Devemos nos responsabilizar e assumir as consequências” lembra Tânia.
A conscientização sobre os efeitos negativos do bullying deve ser reforçada. “Conscientizar através de divulgações midiáticas e construir critérios de valores sociais de convívio com os grupos, sejam grupos de família, escola, empresas. Existe punição para o bullying, os pais precisam se responsabilizar e cuidar dos seus filhos, orientando e fazendo um controle dos filhos praticantes de bullying. O praticante tem que cumprir a mudança de seus hábitos”, avalia a psicóloga.


terça-feira, 3 de junho de 2014

Cotonetes - Cuidado ao usá-los.

A cera exerce atividade protetora importante para a pele do canal auditivo e, normalmente, os pelos presentes na parte externa do conduto de todas as pessoas encarregam-se de eliminar o excesso.
Segundo o otorrino, em condições normais, a limpeza dos ouvidos deve ser feita com o dedo indicador envolto em uma parte úmida da toalha, evitando-se o uso de produtos químicos como sabonetes, xampus e, especialmente, cotonetes. Esses cuidados são importantes porque a pele do canal auditivo é muito fina e, frequentemente, desenvolve eczemas alérgicos devido ao contato com produtos de limpeza.

Em relação aos cotonetes, a ação desses bastões é totalmente antifisiológica porque promove o deslocamento de secreções e descamações para dentro do canal. Esse deslocamento, com frequência, causa compactação da cera e a formação de rolhas ceruminosas dentro do canal auditivo externo. Essas rolhas costumam causar uma desagradável sensação de ouvido entupido, acompanhada por perda de audição e zumbido, situação que obriga a pessoa a procurar um especialista para uma limpeza adequada.
É importante lembrar que além dessa ação antifisiológica, os cotonetes podem causar acidentes sérios para o ouvido caso sejam introduzidos muito profundamente, propositadamente ou não, com lacerações da pele do canal e da membrana timpânica. Acidentes como queda e empurrões durante o uso desses bastões não são tão raros e aumentam as proporções do traumatismo.

Fonte: Dr. Prof. Dr. Laércio Mendonça Cruz - otorrinolaringologista

segunda-feira, 26 de maio de 2014

AFINAL DE CONTAS O QUE É VIROSE?

É só você se queixar de que está com dois ou mais sintomas como dor de cabeça, náusea, sonolência, vômito ou dores de barriga ao mesmo tempo e o diagnóstico vem em segundos:


 
- É virose! 

E há boas chances de receber opinião semelhante no pronto atendimento. 
 
Dores de cabeça, náusea, desarranjo intestinal, sonolência. São esses os sintomas das viroses? 
Celso Granato – Os sintomas que você descreve são bastante comuns e acontecem durante todo o ano, embora a causa predominante varie com a época (rotavírus, norovírus, enterovírus, adenovírus e E. coli, entre inúmeros outros). Claro que sempre existe a possibilidade de serem causados por outros agentes, como bactérias, fungos e até intoxicação alimentar. 
 
Por que os médicos sempre dizem que a pessoa está com uma virose?
Granato - A gente (os médicos) muitas vezes usa o termo virose por que são agentes muito comuns. 
 
Como saber qual é o microorganismo causador dos sintomas? 
Granato - Na prática, a variedade de vírus associados a essas manifestações é muito grande, e os recursos para definir a origem dos sintomas são pouco disponíveis. Grande parte desses sintomas acaba sendo tratada com medidas igualmente inespecíficas – orientação alimentar, medicamentos antieméticos (para alivio dos sintomas relacionados com o enjoo, as náuseas e os vômitos), analgésicos, antitérmicos. Ou seja, o “tratamento” independe da causa. Costuma-se dizer até que esses sintomas somem sozinhos, sem a intervenção do médico e, por todas essas razões, acaba-se não fazendo o diagnóstico específico.
 
Quanto tempo duram as viroses? 
Granato - O tempo de evolução depende da causa básica que gera esses sintomas. Na maior parte das doenças causadas por vírus com essa apresentação, o quadro dura de 3 a 7 dias, claro, já apresentando sinais de melhora a partir do 2º ou 3º dia. É muito importante a verificação desses sinais e o acompanhamento médico caso os sintomas não melhorem ou desapareçam entre três e quatro dias. Existem problemas mais graves dos que as tais viroses que se iniciam dessa mesma maneira, ainda que sejam bem menos freqüentes. 
 
Quando ir ao médico? 
Granato - A boa prática médica orienta a se fazer o diagnóstico direitinho mas, na prática, considerando a evolução benigna da imensa maioria dos pacientes, isso acaba terminando nas orientações mais genéricas e os sintomas desaparecem. Mas se os sintomas vão se agravando com o passar dos dias e você demora mais para fazer o diagnóstico, o doente sofre mais tempo e isso é ruim. Da mesma forma, se for uma doença transmissível e você não identifica o agente infectante, ele pode se disseminar sem controle. 
 
Como se tratar e prevenir? 
Granato - Também depende da causa básica. Mas há algumas regras fundamentais a serem seguidas. Uma delas é a higiene no preparo dos alimentos e na escolha de refeições fora de casa. Também se deve beber muita água, para manter o organismo hidratado. Em termos de alimentação, se estiver com diarreia ou enjoo, evite comidas gordurosas e temperadas. Prefira comidas de fácil digestão, como arroz branco, batata cozida, sopas, chás, bolacha de água e sal. Nada que dê muito trabalho para digerir. Se tiver diarreia ou vômitos, melhor evitar verduras cruas e frutas com casca que tenham bagaço (como laranja e mexerica). Até mesmo o suco de laranja pode piorar a diarreia. Se quiser frutas, maçã e pera sem casca e cruas são indicadas. No campo da higiene, é recomendável também separar alguns utensílios quando há uma pessoa com esses sintomas em nossas casas. Para alguns (poucos) desses agentes, existe vacina. 
Como os casos mais graves são causados pelos rotavírus, particularmente em crianças abaixo de 2-3 anos, desenvolveu-se a vacina contra esse agente. Ela é dada na rede publica gratuitamente, mas, como a idade máxima para a primeira dose é 3 meses de idade (para ser mais exato 3 meses e 15 dias) e a vacina foi introduzida apenas há cerca de 6 ou 7 anos, o número de pessoas vacinadas ainda é pequeno.
 
Fonte: Dr. Celso Granato, infectologista o, professor livre-docente da Universidade Federal de São Paulo e diretor Clínico do Grupo Fleury.

domingo, 25 de maio de 2014

Os perigos da automedicação

Cuide melhor da sua saúde. Evite o uso indiscriminado de medicamentos.


O acompanhamento médico é fundamental na hora de usar um medicamento, mesmo este sendo vendido sem obrigatoriedade de uma prescrição médica. O médico é a única pessoa com as condições adequadas para avaliar as necessidades de um paciente, seu histórico de saúde, possíveis interações medicamentosas e possibilidades de alergias, prescrevendo de forma adequada um tratamento. 

Todos devem estar atentos aos perigos do uso indiscriminado de medicamentos:
  • automedicação pode levar a erros de diagnósticos, à escolha de uma terapia inadequada e pode retardar o reconhecimento de uma doença, com a possibilidade de agravá-la.
  • Os medicamentos que já foram anteriormente prescritos podem não ser mais efetivos para uma reincidência da doença. A não ser que o médico já tenha orientado desta forma.
  • Sintomas iguais podem ter causas diferentes. Os sintomas são apenas um dos indicativos de problemas de saúde. Antes da prescrição, a consulta médica, o exame clínico e a realização de exames complementares são fundamentais.
  • Interações medicamentosas podem ter consequências graves para a saúde. O médico tem competência para avaliar que tipos de medicamentos podem ser tomados em conjunto.
  • Os médicos devem ser cautelosos ao fazer suas prescrições, usando letras legíveis ou prescrições impressas, além de orientar sobre o uso correto e os cuidados quanto à substituição dos medicamentos prescritos.
  • Com o fracionamento das doses de medicamentos o Ministério da Saúde está ajudando a evitar aautomedicação e os riscos de intoxicação, pois desta maneira o paciente leva para casa apenas a quantidade necessária para seu tratamento.
  • Cada um deve fazer a sua parte para evitar as complicações do uso indiscriminado de medicamentos. Evite o uso abusivo de qualquer medicação.
Fonte: ABC Med