sábado, 2 de agosto de 2014

Enurese Noturna Infantil

Enurese noturna infantil é a falta de controle da micção noturna em idade em que isto já deveria ter ocorrido, ou seja, por volta dos cinco ou seis anos. Até essa idade, o fato de uma criança, sem querer, molhar a cama no máximo uma vez por semana é aceitável, já que o mecanismo urinário da criança ainda está em amadurecimento. 

O importante é que não tenham outros sintomas associados; tais como, dor ou urgência para urinar, febre, perdas involuntárias de urina durante o dia, sangue na urina, etc. Após essa idade já se pode falar de uma condição chamada enurese noturna infantil.


Teoricamente, a enurese noturna primária monossintomática pode ser definida como “ato involuntário de molhar a cama duas ou mais vezes por semana, em crianças saudáveis, após os cinco ou seis anos de idade.”

A incidência da enurese noturna é maior no sexo masculino, na proporção de 2:1. Aos cinco anos de idade ocorre em 15% das crianças; aos 10 anos, em 3% delas e em 1% dos adultos acima de 20 anos. Há crianças que já haviam conseguido o controle da bexiga e que o perdem, posteriormente, tornando-se enuréticas.

Também existe uma enurese diurna, mas ela é mais rara. Normalmente ocorre quando a criança segura o xixi para continuar brincando ou tem alguma alteração na bexiga.

Quais são as causas da enurese noturna infantil?

A enurese noturna infantil tem uma incidência familiar. As chances de um filho ser enurético são de 40% se um dos pais também o foi e de 75-80% se ambos os pais o foram.

Outros fatores que podem colaborar são:

O atraso da maturidade vesical.
A produção inadequada de hormônio antidiurético durante a noite.
O sono muito profundo.
Infecções do trato urinário.
Lesões obstrutivas do trato urinário.
Problemas da espinha dorsal.
Problemas emocionais.
As crianças diabéticas ou aquelas com anemia perniciosa produzem maiores quantidades de urina e por isso têm mais tendência a fazer xixi na cama à noite. Uma sensibilidade aumentada a certos alimentos também pode causar enurese.

Dentre as causas emocionais encontram-se, por exemplo, a mudança de casa, o nascimento de um irmão, a separação dos pais, coisas que podem fazer com que a criança regrida a um padrão anterior de comportamento. Essa enurese geralmente é temporária.

Outra condição necessária para controlar a micção é o desenvolvimento neuromuscular da bexiga.

Todas essas situações devem ser pesquisadas pelo pediatra do seu filho, para que seja feito um diagnóstico correto e a criança possa ser tratada adequadamente. Sempre que necessário, o pediatra encaminhará a criança para ser avaliada por um especialista (nefrologista pediátrico, urologista pediátrico ou cirurgião pediátrico).

Quais são os sinais e sintomas da enurese noturna infantil?

O principal sintoma da enurese noturna se caracteriza pela emissão noturna e involuntária de urina na cama, de forma inconsciente, embora durante o dia a criança não tenha problema em reter a urina e ir ao banheiro de maneira apropriada. Muitas crianças que sofrem de enurese noturna possuem um sono muito profundo e têm dificuldade para acordar enquanto fazem xixi na cama.

Como o médico diagnostica a enurese noturna infantil?

O diagnóstico mais importante aqui é quanto às causas da enurese noturna. Ele deve ser feito por meio de um exame clínico detalhado, que assegure tratar-se de uma verdadeira enurese noturna e não de outra afecção do sistema urinário.

Como é o tratamento da enurese noturna infantil?

A enurese noturna não é, propriamente falando, uma doença. Melhor seria falar-se em “solução” ao invés de tratamento. Nenhum recurso soluciona 100% dos casos. Há vários tipos deles, com sucesso de 60 a 80% dos casos, tais como terapias medicamentosas e terapias psicológicas.

Há remédios que podem ser úteis. O acetato de desmopressina é usado sob a forma de spray nasal para aumentar a produção do hormônio antidiurético e ajudar o organismo a reabsorver água. A imipramina também é utilizada, mas não é recomendada para crianças com menos de seis anos e não há nenhuma garantia de que a criança se livrará da enurese depois que parar de tomá-la.

A modificação comportamental compreende uma série de técnicas diferentes e cabe ao profissional definir qual a mais conveniente em cada caso.

O que pode ser feito para diminuir a enurese noturna infantil?

Evitar a consumo de bebidas e água à noite.
Esvaziar a bexiga antes de deitar.
Lavar as mãos em água fria, antes de deitar-se, porque isso estimula o ato de urinar.
Fazer um calendário para assinalar as noites “secas” e “molhadas” da criança. As noites “secas” devem ser elogiadas.
Evitar dramatizar a situação. As brigas e castigos muitas vezes pioram a situação. A criança não faz xixi na cama por querer, trata-se de um ato involuntário, não devendo ser punida por isso.
Fazer uso regular de algum remédio que tenha sido receitado.

Fonte: ABCMEDBR

Hipertensão arterial na infância

A hipertensão arterial essencial de adultos é a doença crônica de maior prevalência em todo o mundo e um importante fator de risco para doenças graves, cardiovasculares, renais e acidentes vasculares cerebrais. Contudo, apenas nos últimos anos a hipertensão arterial passou a ter a devida atenção da pediatria.

 A mudança desfavorável dos hábitos de vida da criança (alimentação rica em gordura e pobre em fibras, grandes períodos de tempo frente à televisão e ao computador, impossibilidade de sair de casa por causa da violência, etc.) está tornando a obesidade na infância (uma das causas da hipertensão na infância) uma verdadeira epidemia.


A Sociedade Brasileira de Hipertensão estima que 5% da população com até 18 anos tem níveis pressóricos elevados. A incidência de pressão arterial alta em crianças varia de 1 a 11% em diversas estatísticas, dependendo dos critérios usados na pesquisa. Hoje sabemos que muitas hipertensões arteriais em crianças são secundárias a alguma outra doença, mas podem também ser o início precoce da hipertensão essencial do adulto.

Quais são as causas da hipertensão arterial na infância?

A hipertensão arterial na infância parece ter causas tanto genéticas como ambientais e essa concorrência de fatores genéticos e ambientais inicia-se muito precocemente, ainda no período pré-natal. Os fatores genéticos resultam de anormalidades em um conjunto de sistemas orgânicos, como o transporte de eletrólitos e os mecanismos de controle endócrino e simpático e contribuem com pelo menos 20 a 50% da variação da pressão arterial. Entre os fatores ambientais pode-se apontar uma dieta rica em sódio e/ou pobre em potássio, a obesidade, o estresse e o sedentarismo. Algumas hipertensões infantis são essenciais ou iatrogênicas, mas outras são secundárias a doenças renais, vasculares ou a algumas enfermidades endócrinas. A hipertensão constatada no primeiro ano de vida deve ser vista como potencialmente secundária, mas já na idade escolar e, em particular, nos adolescentes, a hipertensão pode ser primária ou essencial.

Como o médico diagnostica a hipertensão arterial na infância?

A medida da pressão arterial deve ser tomada em toda consulta pediátrica, pelo menos a partir dos três anos de idade e mesmo ainda antes. Níveis elevados e permanentes da pressão arterial advertem quanto ao diagnóstico, que muitas vezes é sugerido por sintomas como cefaleia, vômitos, escotomas ou outros, mas por vezes ficam assintomáticos por muito tempo. Uma vez constatados os aumentos dos níveis tensionais, o médico deve procurar determinar as causas dessa elevação. Para isso contribuirão uma história clínica detalhada e um exame físico cuidadoso que procurem detectar sinais e sintomas das enfermidades que possam causar hipertensão arterial na infância.

É importante que o diagnóstico não seja fechado com apenas uma medida da pressão arterial. Os pacientes devem ser avaliados pelo menos em três ocasiões diferentes, com a pressão arterial medida por um aparelho devidamente calibrado e adequado ao tamanho do braço da criança.

Como o médico trata a hipertensão arterial na infância?

O tratamento da hipertensão arterial na infância objetiva diminuir os níveis tensionais e prevenir eventuais complicações tardias da hipertensão, envolvendo medidas medicamentosas e não medicamentosas. Uma dificuldade e incerteza quanto ao tratamento farmacológico é que as medicações utilizadas geralmente não foram testadas especificamente em crianças e suas doses são extrapoladas do conhecimento que se tem sobre o uso delas em adultos. Se há uma enfermidade causal reconhecida, os medicamentos devem envolver as drogas necessárias para tratá-la. Não há também um consenso sobre a idade em que se deve começar o tratamento medicamentoso numa criança com hipertensão essencial. Os tratamentos não medicamentosos envolvem a prevenção da obesidade, a redução da ingestão do sal, a prática regular de exercícios físicos e a não utilização de medicamentos que elevam a pressão arterial, tais como descongestionantes nasais, corticoides e anticoncepcionais. Além do aumento do consumo de frutas, verduras, fibras e a redução da ingestão de gorduras.

Quais são as complicações da hipertensão arterial na infância?

Hoje se sabe que a pressão arterial elevada do adulto começa já na idade infantil.

A aterosclerose (alteração típica dos adultos) pode iniciar-se precocemente, em crianças hipertensas.

Outra complicação da hipertensão arterial na infância é a hipertrofia ventricular esquerda, com aumento do tamanho do coração e suas consequências.

Surgimento tardio de doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio, derrame cerebral etc.

Fonte: ABCMEDBR

Pneumonia na infância

Pneumonia é uma inflamação nos pulmões, geralmente causada por uma infecção por bactérias, vírus ou fungos. 

Esta doença pode ocorrer em qualquer idade, mas merece uma preocupação particular na infância e em pessoas com mais de 65 anos, em virtude das características específicas que assume em cada uma dessas faixas etárias. As pneumonias são mais incidentes em crianças, especialmente em bebês, do que em qualquer outra idade. Pacientes com pneumonia são muitas vezes internados e as pneumonias representam 30% das hospitalizações de crianças.


Quais são as causas da pneumonia na infância?

Embora a causa da pneumonia seja principalmente infecciosa, ela também pode ser devida à irritação química decorrente da aspiração de líquido amniótico ou gástrico, da aspiração de corpo estranho ou de migração larvária ou parasitária. O mecanismo mais frequente implicado nas pneumonias bacterianas da infância é a aspiração de bactérias da orofaringe para os pulmões. Os agentes infecciosos podem ser vários, cada um mais ou menos próprios de uma idade específica, cabendo ao médico fazer a primeira suposição. A pneumonia ocorre quando as defesas orgânicas falham ou a carga de agentes infecciosos é tão intensa que as suplanta.

Quais são os principais sinais e sintomas da pneumonia na infância?

Os sintomas mais frequentes da pneumonia são febre, tosse, taquipneia (respiração rápida), sudorese, calafrios, perda de apetite e vômitos. Em crianças muito pequenas nem todos os sintomas são detectáveis devido à dificuldade que elas têm de expressarem sintomas como dores e náuseas, por exemplo. Os dados que levam a suspeita diagnóstica têm que ser percebidos e interpretados pelos familiares e/ou pelo pediatra.

Como o médico diagnostica a pneumonia na infância?

A primeira suposição diagnóstica é feita pela observação dos sinais e pelas queixas, se a criança já consegue se expressar. Se a criança é muito pequena ou ainda um bebê deve ser constantemente observada para detecção de sinais e sintomas, como febre, tosse, taquipneia, etc. Em seguida, uma radiografia do tórax ajuda a confirmar ou excluir o diagnóstico e a determinar sua extensão e localização e, indiretamente, a avaliar a gravidade ou a ocorrência de complicações, se houver. Quando necessários são também realizados exames tais como hemograma, glicose, ureia, creatinina, eletrólitos, proteínas totais, pH, gasometria arterial, entre outros. Exames das secreções podem ser realizados para identificar o agente infeccioso. Isso pode também ser feito pela hemocultura, aspirado traqueal, exames sorológicos e pesquisa de antígenos urinários.

Como o médico trata a pneumonia na infância?

O tratamento da pneumonia na infância varia de acordo com sua severidade e o tipo de agente que está causando a doença. Muitas pneumonias na infância podem ser tratadas em casa, mas algumas precisam de hospitalização de três ou quatro dias, pelo menos. Após esse período, na maioria das vezes, o tratamento pode ser completado em casa. Os antibióticos, se for o caso, devem ser escolhidos pelo médico de acordo com a ideia dos agentes etiológicos mais incidentes em cada faixa etária. Eles são capazes de tratar a maioria das formas de pneumonias bacterianas, mas a resistência das bactérias aos antimicrobianos tem aumentado principalmente pelo uso incorreto de medicamentos. Depois de apurada em laboratório a natureza do agente infeccioso e a sua sensibilidade aos diferentes antimicrobianos, o que demora alguns dias, o antibiótico inicial pode ser trocado.

Além da antibioticoterapia, deve-se:

Evitar alimentar excessivamente a criança com desconforto respiratório pela possibilidade de vômitos e aspiração.
Manter a permeabilidade das vias aéreas através da aspiração frequente de secreções e desobstrução nasal.
Promover a hidratação.
Ministrar oxigênio, se necessário.
Fazer fisioterapia respiratória, quando indicada.
Na criança, os cuidados com a hidratação assumem especial importância porque elas se desidratam com mais facilidade que os adultos.

Como evolui a pneumonia na infância?

A quase totalidade das pneumonias cura-se sem deixar sequelas. No entanto, há pneumonias graves e inclusive fatais.

Quais são as complicações possíveis da pneumonia na infância?

Algumas raras pneumonias podem ser complicadas por septicemia (infecção generalizada), derrame pleural, abscesso pulmonar ou dificuldade respiratória aguda, exigindo cuidados especiais.

Fonte: ABCMEDBR

Constipação Infantil

A constipação é um problema muito comum na infância. Geralmente ocorre quando a dieta não inclui uma quantidade suficiente de líquidos e fibras, podendo também ter relação com fatores ambientais.

Uma criança constipada é aquela que apresenta menos de três evacuações por semana, fezes endurecidas, de grande volume, ou quando os movimentos intestinais são muito desconfortáveis para a criança.

A constipação é prevenível. Na maioria dos casos, pode ser remediada com mudanças de hábitos alimentares e com a prática regular de atividades físicas.


Quais são as causas da constipação?

Na maioria das vezes, a constipação em escolares está relacionada a uma dieta que não inclui quantidade suficiente de água e de alimentos ricos em fibras, os quais ajudam nos movimentos intestinais. As crianças que se alimentam de fast-foods - ricos em gordura (hamburguer, frituras, milk shakes) e açúcares processados (tortas, bolos, bebidas ricas em açúcar) - podem ser mais constipadas.

Algumas vezes, medicamentos como anti-depressivos e medicações usadas para tratar a deficiência de ferro podem levar à constipação.

Em bebês, a constipação pode ocorrer na fase da transição do aleitamento materno para fórmulas infantis, ou dos alimentos mais líquidos para os sólidos. Algumas fórmulas de alimentação completa e balanceada também podem influenciar no funcionamento do intestino, podendo causar constipação.

Tenha em mente que as crianças tendem a evitar ir ao banheiro, mesmo quando elas têm o desejo de ir. Freqüentemente elas ignoram os desejos internos pois não querem parar de brincar para usar um banheiro que esteja longe delas e pedir a um adulto para levá-las. Quando ignoram este momento em que estão com vontade de ir, torna-se mais difícil ir mais tarde.

Estresse também pode levar à constipação. As crianças podem ficar constipadas quando elas estão preocupadas com alguma coisa, como iniciar aulas em uma nova escola ou problemas em casa. Pesquisas já mostraram que fatores emocionais podem afetar as funções intestinais e causar constipação ou diarreia.
A constipação pode estar associada a uma condição conhecida como Síndrome do Intestino Irritável (SII), a qual ocorre quando ela está estressada ou pode ser desencadeada por certos alimentos gordurosos ou picantes. Uma criança com SII pode ter constipação ou diarreia, dor no estômago e prisão de ventre.

Em casos raros, a constipação é um sinal de outras condições médicas, por isso é importante manter o pediatra do seu filho informado sobre a persistência dos sintomas, ou se ele fica mais de 2 a 3 semanas sem evacuar.

Quais são os sintomas relacionados à constipação?

Lembre-se que cada criança tem seu hábito intestinal, uma diferente da outra. Aquelas que não vão ao banheiro diariamente não são necessariamente constipadas. Uma criança pode ir ao banheiro três vezes ao dia, enquanto outra pode ir uma vez a cada três dias. Geralmente uma criança está constipada quando vai ao banheiro em uma freqüência menor que o usual.
Seu filho pode queixar-se de plenitude, dor ao evacuar, esforço evacuatório ou de que há uma pequena quantidade de sangue no papel higiênico após as evacuações.

 Quais passos devo seguir para prevenir ou tratar a constipação?

Priorize a amamentação exclusiva até os 6 meses de idade. Mantenha um ritmo para amamentar, com intervalos de 2 ou 3 horas entre as mamadas. A mãe que amamenta deve ingerir cerca de 3 a 4 litros de líquidos por dia.

Se o seu filho está constipado durante a transição do aleitamento materno para fórmulas lácteas ou para alimentos sólidos, você pode ofertar pequenas quantidades de suco de mamão ou de ameixa preta algumas vezes ao dia. Caso a constipação persista ou cause desconforto ao seu filho, ela pode estar relacionada com alergias alimentares. Você deve consultar um médico.

Ofereça ao seu filho mais líquidos durante o dia. Beber uma boa quantidade de água e sucos de frutas naturais ajuda a movimentação das fezes no intestino. A quantidade varia de acordo com a idade e o peso. Mas a maioria dos escolares precisam de 3 a 4 copos de água a cada dia e 1 ou 2 copos de sucos de frutas todos os dias. Dê preferência para as frutas ricas em fibras como laranja, mexerica, manga, morango, ameixa preta, kiwi, mamão ou abacate.

Use mais fibras na dieta das crianças. Alimentos ricos em fibras como frutas, vegetais, cereais e pães integrais podem prevenir a constipação. As fibras não são digeridas e por isso ajudam a limpar o intestino, enquanto uma dieta rica em gorduras, açúcares e comidas pesadas pode lentificar o trânsito intestinal. As fibras não precisam aborrecer o seu filho: tente maçãs, farinha de aveia, granola, laranja, banana, milho cozido ou pipoca. São comidas que as crianças geralmente aceitam com facilidade.

Estimule o seu filho a praticar alguma atividade física prazerosa. Os exercícios físicos estimulam o intestino e toda criança gosta de exercitar-se. Pode ser alguma atividade simples como brincar de pique, andar de bicicleta ou nadar. As atividades físicas, principalmente aquelas realizadas ao ar livre, reduzem o estresse e colaboram para aprimorar o desenvolvimento infantil e a socialização.

Faça um planejamento regular das refeições. A ingestão alimentar em horários regulares ajuda a criar uma rotina no ritmo intestinal. Se necessário, ofereça o café da manhã um pouco mais cedo para dar a chance do seu filho visitar o banheiro de forma relaxada antes de ir para a escola.

Caso o seu filho esteja evitando ir ao banheiro mesmo que tenha vontade, você pode levá-lo e pedir que fique sentado no vaso sanitário por aproximadamente 10 minutos na mesma hora todos os dias, preferencialmente após uma refeição. Isto facilita a criar o hábito de evacuar mais ou menos no mesmo horário todos os dias.

A higiene da região genital é importante para evitar possíveis afecções ano-retais, tais como fissuras e assaduras, as quais aumentam as dificuldades de evacuação.

Fale com o pediatra antes de dar qualquer tipo de medicação para constipação para o seu filho. Não faça uso de laxantes ou supositórios sem o conhecimento de um médico.

Na maioria dos casos, estas pequenas mudanças resolvem o problema. Elas ajudam a regular o funcionamento intestinal, permitindo que seu filho sinta-se melhor.

Fonte: ABCMEDBR

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O que provoca câimbra?

Aquela sensação do músculo que se contrai involuntariamente, acompanhado de uma dor intensa que incomoda. Muito comum em jogadores de futebol e atletas, a câimbra  pode acontecer quando menos se espera.

As contrações se instalam geralmente nos membros inferiores e ocorrem os espasmos, repentinos ou prolongados. Os músculos e tendões se contraem e se tornam visíveis.


O que causa a câimbra?
 
Acomete tanto em quem pratica esportes ou outro tipo de atividade. As cãimbras noturnas na perna, muitas vezes sugerem uma associação a doenças sistêmicas.

As causas mais comuns são:
 
Desidratação - a falta de água deixa as fibras musculares sujeitas a sofrerem espasmos.
 
Má circulação - nos idosos, o estreitamento das artérias que irrigam os membros inferiores causado pela aterosclerose, provoca cãimbras. Pessoas que permaneceram longos períodos em repouso - para uma cirurgia, por exemplo - quando voltam a fazer atividades físicas, tem mais episódios.
 
Frio - as baixas temperaturas propiciam a câimbra, uma vez que a musculatura fica mais tensa e contraída, ocasionando os espasmos das fibras musculares.
 
Uso intenso da musculatura - acomete mais frequentemente atletas de alta performance, que sobrecarregam os músculos. Podendo também ocorrer no pescoço, mãos e braços, como resultado de atividades repetitivas como escrever e digitar sempre na mesma posição por um longo período.
 
Deficiência de sais minerais - a carência de cálcio, potássio ou magnésio na alimentação, facilita o aparecimento da cãimbra.
 
Portadores de anemia, insuficiência renal, diabetes, doenças de tireoide e mulheres grávidas, estão mais sujeitos a terem este tipo de episódio.

Como me prevenir?
  
Hidratação regular - tomar bastante líquido, principalmente antes de praticar exercícios, pois os músculos dependem da água para se contrair e relaxar.
 
Alongamento -Exercícios de alongamento combatem o excesso de ácido lático, que provoca as dores musculares. 

Alimentação equilibrada - verduras e frutas são ricas em sais minerais, nutrientes fundamentais para o bom funcionamento dos músculos. A banana é uma fruta rica em potássio, mas não é comprovado que seja altamente eficaz na prevenção dos episódios de cãimbra.
 
Como forma de tratamento, o alongamento e massagens pontuais, além da aplicação de calor no local, favorecem o relaxamento dos músculos.

Fonte: EMS

Sinusite Aguda ou Crônica

Aquela dor de cabeça que incomoda, sensação de pressão ou peso seguido por obstrução nasal, são sintomas de sinusite. É uma inflamação das mucosas, localizada na região do crânio que é formada por cavidades ósseas, ao redor do nariz, rosto e olhos.

As mucosas são compostas por glândulas produtoras de muco e cílios, que eliminam todo e qualquer material estranho. Esta região da face é responsável por dar ressonância à voz, aquecer o ar inspirado.

 
O impedimento da drenagem dos materiais estranhos (secreção) ocorre por infecções e alergias que provocam inflamação das mucosas e propiciam a instalação de germes. Inalação com soro fisiológico, vapor de água quente ou solução salina (soro caseiro) ajudam a melhorar a respiração. 

Sinusite aguda e crônica

Denominada de sinusite aguda, possui como sintomas: febre, cansaço, tosse, coriza, dor muscular e perda de apetite. É comum o paciente se queixar de forte dor na região do rosto (seio frontal e maxilar). A dor é forte e na maioria dos casos provoca obstrução nasal, seguida por secreção amarela, dificultando a respiração.
 
A sinusite crônica tem os mesmos sintomas, mas com intensidade diferente.
A tosse costuma ser preponderante e geralmente noturna, aumentando de intensidade quando a pessoa se deita.

Recomendações
 
Beber bastante água é fundamental para diluir a secreção (2 litros por dia), principalmente se existir gripe ou resfriado, quadros que facilitam o aparecimento de sinusite.
 
Inalação com soro fisiológico, vapor de água quente ou solução salina, ajudam a melhorar a respiração. O ideal é gotejar de duas a três gotas de soro caseiro nas narinas. A solução salina pode ser preparada da seguinte forma: para cada litro de água fervida, acrescente uma colher de chá de sal e uma de açúcar;
 
Ambientes com ar-condicionado devem ser evitados, pois podem ressecar as mucosas e dificultar a drenagem de secreção, além de disseminar agentes como fungos;

O ideal é manter uma alimentação equilibrada para combater gripes e na ocorrência de qualquer sintoma, procurar um médico, pois o tratamento inadequado da sinusite aguda pode transformá-la em uma doença crônica.

Fonte: EMS

Cuidados com infecções respiratórias em crianças

As infecções respiratórias, são o maior grupo de doenças com prevalência em crianças, cujo quadro acontece geralmente nos primeiros anos de vida, momento no qual o organismo está se fortalecendo. Para cada criança, os quadros de infecção podem se repetir de 9 a 10 vezes por ano. Idosos também são mais vulneráveis.

 

Apesar disso, é uma enfermidade que pode atingir pessoas de qualquer faixa etária. Sintomas como febre, mal estar, dor torácica e principalmente tosse, sinalizam que o organismo precisa de cuidados. Muito comum no inverno, estas infecções acompanham outros sintomas típicos como tosse com chiado, catarro, dor de ouvido e dor abdominal.
 
Outro sintoma é o famoso "chiado" (sibilo ao respirar). Em aproximadamente 20% de dos casos, a infecção acompanha o chiado, o que pode levar à possibilidade de asma.  O diagnóstico da asma só poderá ser concreto com a realização de exames e acompanhamento do quadro da criança.
 
Dentre as causas pode-se citar infecções virais, por fungos ou bactérias que se não tratadas no início, podem provocar doenças como faringite, pneumonia, bronquiolite, rinite, sinusite e até rinossinusite. Os vírus são responsáveis por resfriados comuns, as bactérias podem ocasionar infecções mais graves como pneumonia e sinusite, por isso precisam de atenção especial. Os agentes da infecção mais comuns são o adenovírus e o rinovírus, cujo tratamentos são de suporte sintomático.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 90% das infecções respiratórias em crianças é de origem viral. Desnutrição infantil e em alguns casos, a falta de amamentação materna são fatores que tornam as crianças mais suscetíveis a desenvolverem infecções respiratórias.
 
Causas
 
Fatores hereditários, somados a fatores ambientais como poluição, até a ingestão de alimentos com corante e conservante, podem favorecer o aparecimento de alergias respiratórias. Outros fatores principais que determinam as crises são:
 
- Atopia (tendência à alergias);
- Qualidade do ar;
- Exposição a poluentes do ar;
- Permanência em ambientes sem ventilação;
- Fumaça de cigarro;
- Imunodeficiência primárias.
 
Tratamentos
 
Através de um raio-x do tórax, hemograma e a ausculta pulmonar, além do teste do escarro, o médico consegue identificar o microorganismo causador da infecção e prosseguir com o tratamento adequado.
 
A chamada fisioterapia respiratória inclui técnicas de desobstrução brônquica e trabalha os músculos respiratórios, como resultado alivia os sintomas e melhora a respiração.
 
Prevenção
 
Algumas medidas preventivas podem ser adotadas:
 
- Lavar os brinquedos com regularidade;
- Não compartilhar talheres e copos;
- Lavar as mãos com frequência;
- Higienizar as mãos após tocar o nariz ou assoar;
- Evitar que a criança tenha o hábito de levar a mão ao nariz e boca;
- Principalmente no inverno, evite a permanência em lugares fechados e pouco ventilados;
- Areje a casa todos os dias.
 
Incentivar a prática de atividades físicas regulares, a conscientização da importância em manter uma dieta equilibrada, além de não fumar perto das crianças, trazem muitos benefícios à saúde do seu filho.

Fonte: EMS