segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Suas fezes podem dizer muito sobre a sua saúde

Por incrível que pareça você pode aprender muitas coisas observando suas fezes.
Prestar atenção nas suas fezes pode ser tão útil quanto checar se está com febre ou com a pressão alta. Pelo cocô é possível descobrir alguns problemas da sua alimentação, da sua saúde, dos seus intestinos e até mesmo de seus níveis de stress e ansiedade.
No momento que o alimento entra na boca, o organismo inicia um processo ultracomplexo para transformá-lo em uma massa pastosa chamada “quimo”. A mastigação, a saliva,a peristalse (contrações involuntárias dos músculos gastrointestinais), as bactérias, o ácido clorídrico, as enzimas digestivas, a bile e outras secreções são responsáveis em transformar os diversos alimentos nessa massa com aparência de sopa de ervilha.
Enquanto acontece a absorção dos nutrientes ao longo do tubo digestivo, os “restos” continuam seu caminho em direção à saída. No intestino grosso as sobras se misturam com água e se forma o bolo fecal – o cocô. Que é constituído de água, fibra insolúvel, alimentos não digeridos (casca de milho e sementes), células mortas, bactérias vivas e mortas, secreções e bile. As células vermelhas mortas também são eliminadas pelas fezes e são as responsáveis pela coloração marrom.
Se o processo acontece como esperado o final é uma visita saudável ao banheiro. Cada pessoa possui suas particularidades quanto ao seu “hábito intestinal” com suas devidas variações de freqüência, horário, consistência, odor e cor. Mas há uma expectativa e um consenso de como os dito cujos devem se apresentar. As fezes devem ter uma consistência cilíndrica e firme, porém macias, serem “encorpadas”, variar de marrom a marrom claro e ter um cheiro característico, mas não fétido. E, devem “sair” sem muito sacrifício.
Nem sempre isso acontece. E vários tipos, formas, cores e odores de cocô podem aparecer:
O cocô pode ser bem escuro, quase preto, quando sangue já seco de um possível sangramento interno está presente. Fezes com muco e com um sangramento mais intenso podem indicar uma alteração mais séria como hemorróidas, colite ou até mesmo câncer e é melhor procurar um médico. Dor ao fazer cocô também pode ser sinal de hemorróidas ou falta de fibras.Quando você toma muito vinho tinto as fezes também podem ficar bem escuras. Alimentos industrializados com corantes muito fortes e intensos podem deixar o cocô mais “colorido”. Assim como a beterraba deixa o cocô vermelho.
Se o cocô está verde claro pode ser um sinal de excesso de açúcar, frutas e vegetais e uma falta de grãos ou sal. Fezes amareladas podem indicar uma infecção por um parasita chamado giárdia, que causa uma diarréia intensa e amarela. Quem come muitas folhas e verduras escuras faz cocô verde escuro. Cocô verde também pode ser causado por excesso de ferro na dieta, vindo de complementos alimentares, por exemplo. Fezes muito gordurosas são típicas de má absorção e se forem seguidas de muitos gases podem indicar uma má absorção de carboidratos.
Com relação ao seu formato, cocôs tipo “lápis”: finos e compridos, podem indicar que alguma coisa interna está atrapalhando sua passagem ou que há um baixo consumo de fibras. Fezes amolecidas e pastosas e com pedaços de alimentos podem indicar uma intoxicação alimentar, intolerância a lactose, uso de antibióticos e antiácidos e até situações de muita ansiedade. Se o cocô se parece com cocô de cabrito, em bolinhas pequenas e ressecadas, pode ser um sinal de intestino preso. As causas são geralmente falta de fibras, água e consumo em excesso de gordura, fast foods e alimentos industrializados. Se o cocô for muito fedido pode ser um sinal de desequilíbrio da flora intestinal (as bactérias saudáveis que moram no intestino e ajudam na digestão) ou um excesso de proteína animal que pode “putrefar”: apodrecer, dentro do intestino.
Alguns alimentos contêm compostos de enxofre, como o repolho e os puns podem ter um cheiro bem forte. Uma pessoa normal solta pum de 10 a 15 vezes durante o dia, mesmo que não os sinta.
Quando alguma coisa não vai bem certamente você vai sentir logo: dores, gases, cólicas, barriga inchada e uma sensação geral de desconforto são sintomas tanto de diarréia como de intestino preso. Nosso organismo é a máquina mais perfeita que existe e, quando pede uma coisa deve ser atendido. O organismo vai se acostumando com as “negações” e “esperas” e depois de um tempo começa a falhar, causando problemas mais sérios.  Portanto, se vier aquela vontade sobrenatural de fazer cocô, pare o que estiver fazendo e atenda seu intestino.
Teste se o seu cocô é saudável:
Ele bóia?
Afundam ( ) 1
Bóiam ( ) 2 
Com que frequência você faz cocô?
Uma vez por dia ou dia sim, dia não ( ) 1
A cada 2 ou 3 dias ( ) 2
Qual a consistência?
Macia ( ) 1
Dura ( ) 2
Qual a cor do seu cocô?
Amarelo ( ) 1
Marrom ( ) 2 
Como é o cheiro?
Muito fedido ( ) 2
Cheiro de cocô ( ) 1
Qual é o formato?
Tipo cabrito ( ) 2
Pastosa ( ) 1
Tipo banana ( ) 1
Líquidas ( ) 2
Resultados:
6 a 8 pontos – você parece bem saudável
9-10 pontos – Preste mais atenção. Aumente o consumo de frutas e vegetais
11-12 pontos – Cuidado! Talvez seja interessante procurar um médico ou nutricionista.

sábado, 9 de agosto de 2014

Exercícios que salvam os seus olhos

Tape, durante um momento, com a mão, um dos seus olhos. Sente a parte óssea que o rodeia? É o osso chamado órbita. Os seus músculos permitem-nos pestanejar, olhar para os lados, levantar as sobrancelhas em admiração e mostrar emoção. Quando esses músculos são trabalhados em excesso, a pressão pode levar a dor aguda, tremor nas pálpebras, visão temporariamente enevoada e dores de cabeça.
Surpresa!
Há duas maneiras de libertar a pressão e o cansaço de qualquer grupo muscular – alongamento e massagem.

Levantar as sobrancelhas como se estivesse surpreendido, é a maneira mais simples de alongar estes músculos. Levante-as tanto quanto puder, quase como se estivesse a tentar mudá-las para o topo da sua cabeça. Este alongamento pode ser feito a qualquer altura e em qualquer lugar. Em breve formará o hábito de manter as suas sobrancelhas sempre levemente levantadas, o que ajudará bastante para prevenir futuros casos de fadiga ocular.

Enquanto este alongamento faz trabalhar os músculos superiores das órbitas, a tensão que causa fadiga pode estar a esconder-se nos músculos debaixo dos olhos. Para alongar os músculos da parte superior e inferior das órbitas, levante as sobrancelhas enquanto baixa o maxilar inferior com os lábios fechados – como se estivesse a abafar um bocejo. Isto irá repuxar, suavemente, os músculos superiores e inferiores das órbitas. Ninguém saberá o que está a fazer e, no entanto, os benefícios são imensos.

Para um alongamento maior, coloque o dedo indicador imediatamente abaixo da sobrancelha e o polegar em cima da maçã do rosto. Os seus dedos deverão estar, agora, posicionados directamente acima e abaixo do globo ocular. Feche os olhos e, suavemente, separe os dedos. Mantenha o alongamento por tanto tempo quanto for confortável. Mova os dedos em direcção ao saco lacrimal no canto interior do olho e repita. Finalmente, mova os dedos em direcção à têmpora e volte a repetir.

Manipulação muscular
Massajar os músculos é uma boa maneira de libertar a tensão profunda de qualquer músculo. Há dois tipos básicos de massagem para os músculos orbitais. Se só tiver uns momentos livres, esfregue as mãos uma na outra até ficarem quentes (ou coloque-as à volta de uma chávena de tisana). Depois, pressione a base da palma das mãos contra as órbitas e esfregue em movimentos circulares. O calor fará com que os músculos relaxem levemente, enquanto os movimentos desfarão qualquer ponto de tensão que teime em manter-se.

Se tiver um pouco mais de tempo, poderá querer uma massagem mais profunda. Comece por esfregar a cara toda. Faça-o em círculos, com a palma das mãos aberta, sobre cada centímetro do rosto. Isto cuidará de pequenos pontos de tensão perto da superfície muscular.
Usando apenas os dedos, comece a massajar toda a área à volta dos olhos, das têmporas e das bochechas. Agora, pressione, com os polegares, a parte superior das órbitas. Faça uma pressão suficiente para que a sinta, mas não cause dor. Em pequenos círculos estreitos, comece a massajar à volta dos olhos. Repita por quanto tempo quiser (normalmente faço isso enquanto ouço uma boa canção no rádio), e depois inicie os exercícios de alongamento acima mencionados. Para resultados ainda maiores, comece e termine a massagem com uma toalha morna colocada sobre os olhos durante alguns minutos.
Provavelmente, o maior benefício destes exercícios é que, dentro de poucas semanas, terá treinado o seu corpo ao ponto de que a fadiga ocular se torne mínima e, em alguns casos, não existente.

Notará que haverá uma diminuição significativa na irritação, vermelhidão e no ardor dos seus olhos, bem como nas dores de cabeça e no tremor das pálpebras.

Mudanças de ambiente
Agora chegou a altura de fazer algumas pequenas mudanças no seu ambiente, de forma a eliminar algumas das principais causas de fadiga ocular. Em primeiro lugar, não veja televisão em completa escuridão. O contraste resultante do ecrã brilhante com a escuridão da sala põe uma pressão incrível nos seus olhos. O mesmo acontece com o monitor do computador. O ideal é que a luz que rodeia o ecrã seja pelo menos de metade da intensidade da do próprio ecrã.

Em segundo lugar, quando a trabalhar ao computador, há pequenas modificações que eliminam a fadiga ocular. Quando estiver a teclar, enquanto usa um documento como referência, certifique-se de que este está a uma distância equivalente à do monitor.
Coloque o seu monitor de forma a que olhe directamente em frente ou levemente para baixo. Isso permitirá que use mais da superfície dos seus olhos o que se traduz em menos fadiga. Qualquer coisa que canse menos os seus olhos é um verdadeiro tesouro.
C. M. Havens
Professor de Ciências

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Soluço

O soluço é provocado por um espasmo do diafragma, um músculo que separa o tórax do abdômen e está diretamente relacionado com a respiração. Esse espasmo é acompanhado simultaneamente pelo fechamento da glote, o que prejudica a passagem de ar para os pulmões e produz o som típico e característico do soluço. Bebês estão sujeitos a crises mais frequentes de soluço, uma vez que seu sistema nervoso ainda imaturo não atua adequadamente sobre o diafragma.


Causas

O soluço pode ser benigno. Nesse caso, apesar de incômodas e desagradáveis, as crises costumam ser passageiras e autolimitadas. Elas podem ter como causa a distensão do estômago provocada pela ingestão de grande quantidade de alimentos, de bebidas carbonatadas, como os refrigerantes, ou pela deglutição de ar.

Mudanças bruscas de temperatura, tabagismo, álcool, ansiedade e estresse estão entre as outras causas possíveis do distúrbio.

No entanto, as crises de soluço podem ser recorrentes ou persistentes e terem como causa problemas ligados ao sistema nervoso central, ao metabolismo, à irritação do nervo vago ou frênico, a procedimentos cirúrgicos e pós-operatórios ou a fatores emocionais.

Diagnóstico e tratamento

Existe uma série de manobras simples, que podem ser úteis no controle das crises de soluço benigno. Algumas, de fato funcionam. É o que acontece quando o paciente interrompe a respiração ou respira dentro de um saco de papel por alguns segundos, pressiona os joelhos dobrados contra o peito ou puxa a língua para provocar vômitos e eructações, a fim de aliviar a pressão dentro do estômago.

Nos casos de soluço persistente, a preocupação deve voltar-se para  a identificação e tratamento das causas. Para tanto, existem diversos tipos de medicamentos que ajudam a debelar as crises. Para os quadros mais renitentes, há ainda o recurso do bloqueio do nervo frênico.

Recomendações

Como a maior parte dos ataques de soluço dura apenas alguns minutos, é grande o número de tratamentos caseiros indicados. É muito difícil avaliar a eficácia de medidas tão empíricas, mas como são inócuas, vale a pena tentá-las no início da crise. Todavia, procure o médico se as crises durarem mais de 24 horas, principalmente se interferirem com o sono. Soluço crônico usualmente requer acompanhamento neurológico.

Manobras caseiras;

* Prenda a respiração por alguns segundos;

* Engula uma porção de açúcar cristal (uma colher de chá), miolo de pão ou gelo moído;

* Chupe uma fatia de limão;

* Respire repetidamente dentro de um saco de papel;

* Faça gargarejos com água;

* Puxe sua língua para provocar reações de vômito;

* Coce o céu da boca com um cotonete de algodão;

* Suspenda a úvula (campainha da garganta) com uma colher de chá;

* Erga os joelhos até o peito e incline-se sobre eles.


Fonte: Dr. Drauzio Varella - oncologista, cientista e escritor brasileiro

sábado, 2 de agosto de 2014

Enurese Noturna Infantil

Enurese noturna infantil é a falta de controle da micção noturna em idade em que isto já deveria ter ocorrido, ou seja, por volta dos cinco ou seis anos. Até essa idade, o fato de uma criança, sem querer, molhar a cama no máximo uma vez por semana é aceitável, já que o mecanismo urinário da criança ainda está em amadurecimento. 

O importante é que não tenham outros sintomas associados; tais como, dor ou urgência para urinar, febre, perdas involuntárias de urina durante o dia, sangue na urina, etc. Após essa idade já se pode falar de uma condição chamada enurese noturna infantil.


Teoricamente, a enurese noturna primária monossintomática pode ser definida como “ato involuntário de molhar a cama duas ou mais vezes por semana, em crianças saudáveis, após os cinco ou seis anos de idade.”

A incidência da enurese noturna é maior no sexo masculino, na proporção de 2:1. Aos cinco anos de idade ocorre em 15% das crianças; aos 10 anos, em 3% delas e em 1% dos adultos acima de 20 anos. Há crianças que já haviam conseguido o controle da bexiga e que o perdem, posteriormente, tornando-se enuréticas.

Também existe uma enurese diurna, mas ela é mais rara. Normalmente ocorre quando a criança segura o xixi para continuar brincando ou tem alguma alteração na bexiga.

Quais são as causas da enurese noturna infantil?

A enurese noturna infantil tem uma incidência familiar. As chances de um filho ser enurético são de 40% se um dos pais também o foi e de 75-80% se ambos os pais o foram.

Outros fatores que podem colaborar são:

O atraso da maturidade vesical.
A produção inadequada de hormônio antidiurético durante a noite.
O sono muito profundo.
Infecções do trato urinário.
Lesões obstrutivas do trato urinário.
Problemas da espinha dorsal.
Problemas emocionais.
As crianças diabéticas ou aquelas com anemia perniciosa produzem maiores quantidades de urina e por isso têm mais tendência a fazer xixi na cama à noite. Uma sensibilidade aumentada a certos alimentos também pode causar enurese.

Dentre as causas emocionais encontram-se, por exemplo, a mudança de casa, o nascimento de um irmão, a separação dos pais, coisas que podem fazer com que a criança regrida a um padrão anterior de comportamento. Essa enurese geralmente é temporária.

Outra condição necessária para controlar a micção é o desenvolvimento neuromuscular da bexiga.

Todas essas situações devem ser pesquisadas pelo pediatra do seu filho, para que seja feito um diagnóstico correto e a criança possa ser tratada adequadamente. Sempre que necessário, o pediatra encaminhará a criança para ser avaliada por um especialista (nefrologista pediátrico, urologista pediátrico ou cirurgião pediátrico).

Quais são os sinais e sintomas da enurese noturna infantil?

O principal sintoma da enurese noturna se caracteriza pela emissão noturna e involuntária de urina na cama, de forma inconsciente, embora durante o dia a criança não tenha problema em reter a urina e ir ao banheiro de maneira apropriada. Muitas crianças que sofrem de enurese noturna possuem um sono muito profundo e têm dificuldade para acordar enquanto fazem xixi na cama.

Como o médico diagnostica a enurese noturna infantil?

O diagnóstico mais importante aqui é quanto às causas da enurese noturna. Ele deve ser feito por meio de um exame clínico detalhado, que assegure tratar-se de uma verdadeira enurese noturna e não de outra afecção do sistema urinário.

Como é o tratamento da enurese noturna infantil?

A enurese noturna não é, propriamente falando, uma doença. Melhor seria falar-se em “solução” ao invés de tratamento. Nenhum recurso soluciona 100% dos casos. Há vários tipos deles, com sucesso de 60 a 80% dos casos, tais como terapias medicamentosas e terapias psicológicas.

Há remédios que podem ser úteis. O acetato de desmopressina é usado sob a forma de spray nasal para aumentar a produção do hormônio antidiurético e ajudar o organismo a reabsorver água. A imipramina também é utilizada, mas não é recomendada para crianças com menos de seis anos e não há nenhuma garantia de que a criança se livrará da enurese depois que parar de tomá-la.

A modificação comportamental compreende uma série de técnicas diferentes e cabe ao profissional definir qual a mais conveniente em cada caso.

O que pode ser feito para diminuir a enurese noturna infantil?

Evitar a consumo de bebidas e água à noite.
Esvaziar a bexiga antes de deitar.
Lavar as mãos em água fria, antes de deitar-se, porque isso estimula o ato de urinar.
Fazer um calendário para assinalar as noites “secas” e “molhadas” da criança. As noites “secas” devem ser elogiadas.
Evitar dramatizar a situação. As brigas e castigos muitas vezes pioram a situação. A criança não faz xixi na cama por querer, trata-se de um ato involuntário, não devendo ser punida por isso.
Fazer uso regular de algum remédio que tenha sido receitado.

Fonte: ABCMEDBR

Hipertensão arterial na infância

A hipertensão arterial essencial de adultos é a doença crônica de maior prevalência em todo o mundo e um importante fator de risco para doenças graves, cardiovasculares, renais e acidentes vasculares cerebrais. Contudo, apenas nos últimos anos a hipertensão arterial passou a ter a devida atenção da pediatria.

 A mudança desfavorável dos hábitos de vida da criança (alimentação rica em gordura e pobre em fibras, grandes períodos de tempo frente à televisão e ao computador, impossibilidade de sair de casa por causa da violência, etc.) está tornando a obesidade na infância (uma das causas da hipertensão na infância) uma verdadeira epidemia.


A Sociedade Brasileira de Hipertensão estima que 5% da população com até 18 anos tem níveis pressóricos elevados. A incidência de pressão arterial alta em crianças varia de 1 a 11% em diversas estatísticas, dependendo dos critérios usados na pesquisa. Hoje sabemos que muitas hipertensões arteriais em crianças são secundárias a alguma outra doença, mas podem também ser o início precoce da hipertensão essencial do adulto.

Quais são as causas da hipertensão arterial na infância?

A hipertensão arterial na infância parece ter causas tanto genéticas como ambientais e essa concorrência de fatores genéticos e ambientais inicia-se muito precocemente, ainda no período pré-natal. Os fatores genéticos resultam de anormalidades em um conjunto de sistemas orgânicos, como o transporte de eletrólitos e os mecanismos de controle endócrino e simpático e contribuem com pelo menos 20 a 50% da variação da pressão arterial. Entre os fatores ambientais pode-se apontar uma dieta rica em sódio e/ou pobre em potássio, a obesidade, o estresse e o sedentarismo. Algumas hipertensões infantis são essenciais ou iatrogênicas, mas outras são secundárias a doenças renais, vasculares ou a algumas enfermidades endócrinas. A hipertensão constatada no primeiro ano de vida deve ser vista como potencialmente secundária, mas já na idade escolar e, em particular, nos adolescentes, a hipertensão pode ser primária ou essencial.

Como o médico diagnostica a hipertensão arterial na infância?

A medida da pressão arterial deve ser tomada em toda consulta pediátrica, pelo menos a partir dos três anos de idade e mesmo ainda antes. Níveis elevados e permanentes da pressão arterial advertem quanto ao diagnóstico, que muitas vezes é sugerido por sintomas como cefaleia, vômitos, escotomas ou outros, mas por vezes ficam assintomáticos por muito tempo. Uma vez constatados os aumentos dos níveis tensionais, o médico deve procurar determinar as causas dessa elevação. Para isso contribuirão uma história clínica detalhada e um exame físico cuidadoso que procurem detectar sinais e sintomas das enfermidades que possam causar hipertensão arterial na infância.

É importante que o diagnóstico não seja fechado com apenas uma medida da pressão arterial. Os pacientes devem ser avaliados pelo menos em três ocasiões diferentes, com a pressão arterial medida por um aparelho devidamente calibrado e adequado ao tamanho do braço da criança.

Como o médico trata a hipertensão arterial na infância?

O tratamento da hipertensão arterial na infância objetiva diminuir os níveis tensionais e prevenir eventuais complicações tardias da hipertensão, envolvendo medidas medicamentosas e não medicamentosas. Uma dificuldade e incerteza quanto ao tratamento farmacológico é que as medicações utilizadas geralmente não foram testadas especificamente em crianças e suas doses são extrapoladas do conhecimento que se tem sobre o uso delas em adultos. Se há uma enfermidade causal reconhecida, os medicamentos devem envolver as drogas necessárias para tratá-la. Não há também um consenso sobre a idade em que se deve começar o tratamento medicamentoso numa criança com hipertensão essencial. Os tratamentos não medicamentosos envolvem a prevenção da obesidade, a redução da ingestão do sal, a prática regular de exercícios físicos e a não utilização de medicamentos que elevam a pressão arterial, tais como descongestionantes nasais, corticoides e anticoncepcionais. Além do aumento do consumo de frutas, verduras, fibras e a redução da ingestão de gorduras.

Quais são as complicações da hipertensão arterial na infância?

Hoje se sabe que a pressão arterial elevada do adulto começa já na idade infantil.

A aterosclerose (alteração típica dos adultos) pode iniciar-se precocemente, em crianças hipertensas.

Outra complicação da hipertensão arterial na infância é a hipertrofia ventricular esquerda, com aumento do tamanho do coração e suas consequências.

Surgimento tardio de doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio, derrame cerebral etc.

Fonte: ABCMEDBR

Pneumonia na infância

Pneumonia é uma inflamação nos pulmões, geralmente causada por uma infecção por bactérias, vírus ou fungos. 

Esta doença pode ocorrer em qualquer idade, mas merece uma preocupação particular na infância e em pessoas com mais de 65 anos, em virtude das características específicas que assume em cada uma dessas faixas etárias. As pneumonias são mais incidentes em crianças, especialmente em bebês, do que em qualquer outra idade. Pacientes com pneumonia são muitas vezes internados e as pneumonias representam 30% das hospitalizações de crianças.


Quais são as causas da pneumonia na infância?

Embora a causa da pneumonia seja principalmente infecciosa, ela também pode ser devida à irritação química decorrente da aspiração de líquido amniótico ou gástrico, da aspiração de corpo estranho ou de migração larvária ou parasitária. O mecanismo mais frequente implicado nas pneumonias bacterianas da infância é a aspiração de bactérias da orofaringe para os pulmões. Os agentes infecciosos podem ser vários, cada um mais ou menos próprios de uma idade específica, cabendo ao médico fazer a primeira suposição. A pneumonia ocorre quando as defesas orgânicas falham ou a carga de agentes infecciosos é tão intensa que as suplanta.

Quais são os principais sinais e sintomas da pneumonia na infância?

Os sintomas mais frequentes da pneumonia são febre, tosse, taquipneia (respiração rápida), sudorese, calafrios, perda de apetite e vômitos. Em crianças muito pequenas nem todos os sintomas são detectáveis devido à dificuldade que elas têm de expressarem sintomas como dores e náuseas, por exemplo. Os dados que levam a suspeita diagnóstica têm que ser percebidos e interpretados pelos familiares e/ou pelo pediatra.

Como o médico diagnostica a pneumonia na infância?

A primeira suposição diagnóstica é feita pela observação dos sinais e pelas queixas, se a criança já consegue se expressar. Se a criança é muito pequena ou ainda um bebê deve ser constantemente observada para detecção de sinais e sintomas, como febre, tosse, taquipneia, etc. Em seguida, uma radiografia do tórax ajuda a confirmar ou excluir o diagnóstico e a determinar sua extensão e localização e, indiretamente, a avaliar a gravidade ou a ocorrência de complicações, se houver. Quando necessários são também realizados exames tais como hemograma, glicose, ureia, creatinina, eletrólitos, proteínas totais, pH, gasometria arterial, entre outros. Exames das secreções podem ser realizados para identificar o agente infeccioso. Isso pode também ser feito pela hemocultura, aspirado traqueal, exames sorológicos e pesquisa de antígenos urinários.

Como o médico trata a pneumonia na infância?

O tratamento da pneumonia na infância varia de acordo com sua severidade e o tipo de agente que está causando a doença. Muitas pneumonias na infância podem ser tratadas em casa, mas algumas precisam de hospitalização de três ou quatro dias, pelo menos. Após esse período, na maioria das vezes, o tratamento pode ser completado em casa. Os antibióticos, se for o caso, devem ser escolhidos pelo médico de acordo com a ideia dos agentes etiológicos mais incidentes em cada faixa etária. Eles são capazes de tratar a maioria das formas de pneumonias bacterianas, mas a resistência das bactérias aos antimicrobianos tem aumentado principalmente pelo uso incorreto de medicamentos. Depois de apurada em laboratório a natureza do agente infeccioso e a sua sensibilidade aos diferentes antimicrobianos, o que demora alguns dias, o antibiótico inicial pode ser trocado.

Além da antibioticoterapia, deve-se:

Evitar alimentar excessivamente a criança com desconforto respiratório pela possibilidade de vômitos e aspiração.
Manter a permeabilidade das vias aéreas através da aspiração frequente de secreções e desobstrução nasal.
Promover a hidratação.
Ministrar oxigênio, se necessário.
Fazer fisioterapia respiratória, quando indicada.
Na criança, os cuidados com a hidratação assumem especial importância porque elas se desidratam com mais facilidade que os adultos.

Como evolui a pneumonia na infância?

A quase totalidade das pneumonias cura-se sem deixar sequelas. No entanto, há pneumonias graves e inclusive fatais.

Quais são as complicações possíveis da pneumonia na infância?

Algumas raras pneumonias podem ser complicadas por septicemia (infecção generalizada), derrame pleural, abscesso pulmonar ou dificuldade respiratória aguda, exigindo cuidados especiais.

Fonte: ABCMEDBR

Constipação Infantil

A constipação é um problema muito comum na infância. Geralmente ocorre quando a dieta não inclui uma quantidade suficiente de líquidos e fibras, podendo também ter relação com fatores ambientais.

Uma criança constipada é aquela que apresenta menos de três evacuações por semana, fezes endurecidas, de grande volume, ou quando os movimentos intestinais são muito desconfortáveis para a criança.

A constipação é prevenível. Na maioria dos casos, pode ser remediada com mudanças de hábitos alimentares e com a prática regular de atividades físicas.


Quais são as causas da constipação?

Na maioria das vezes, a constipação em escolares está relacionada a uma dieta que não inclui quantidade suficiente de água e de alimentos ricos em fibras, os quais ajudam nos movimentos intestinais. As crianças que se alimentam de fast-foods - ricos em gordura (hamburguer, frituras, milk shakes) e açúcares processados (tortas, bolos, bebidas ricas em açúcar) - podem ser mais constipadas.

Algumas vezes, medicamentos como anti-depressivos e medicações usadas para tratar a deficiência de ferro podem levar à constipação.

Em bebês, a constipação pode ocorrer na fase da transição do aleitamento materno para fórmulas infantis, ou dos alimentos mais líquidos para os sólidos. Algumas fórmulas de alimentação completa e balanceada também podem influenciar no funcionamento do intestino, podendo causar constipação.

Tenha em mente que as crianças tendem a evitar ir ao banheiro, mesmo quando elas têm o desejo de ir. Freqüentemente elas ignoram os desejos internos pois não querem parar de brincar para usar um banheiro que esteja longe delas e pedir a um adulto para levá-las. Quando ignoram este momento em que estão com vontade de ir, torna-se mais difícil ir mais tarde.

Estresse também pode levar à constipação. As crianças podem ficar constipadas quando elas estão preocupadas com alguma coisa, como iniciar aulas em uma nova escola ou problemas em casa. Pesquisas já mostraram que fatores emocionais podem afetar as funções intestinais e causar constipação ou diarreia.
A constipação pode estar associada a uma condição conhecida como Síndrome do Intestino Irritável (SII), a qual ocorre quando ela está estressada ou pode ser desencadeada por certos alimentos gordurosos ou picantes. Uma criança com SII pode ter constipação ou diarreia, dor no estômago e prisão de ventre.

Em casos raros, a constipação é um sinal de outras condições médicas, por isso é importante manter o pediatra do seu filho informado sobre a persistência dos sintomas, ou se ele fica mais de 2 a 3 semanas sem evacuar.

Quais são os sintomas relacionados à constipação?

Lembre-se que cada criança tem seu hábito intestinal, uma diferente da outra. Aquelas que não vão ao banheiro diariamente não são necessariamente constipadas. Uma criança pode ir ao banheiro três vezes ao dia, enquanto outra pode ir uma vez a cada três dias. Geralmente uma criança está constipada quando vai ao banheiro em uma freqüência menor que o usual.
Seu filho pode queixar-se de plenitude, dor ao evacuar, esforço evacuatório ou de que há uma pequena quantidade de sangue no papel higiênico após as evacuações.

 Quais passos devo seguir para prevenir ou tratar a constipação?

Priorize a amamentação exclusiva até os 6 meses de idade. Mantenha um ritmo para amamentar, com intervalos de 2 ou 3 horas entre as mamadas. A mãe que amamenta deve ingerir cerca de 3 a 4 litros de líquidos por dia.

Se o seu filho está constipado durante a transição do aleitamento materno para fórmulas lácteas ou para alimentos sólidos, você pode ofertar pequenas quantidades de suco de mamão ou de ameixa preta algumas vezes ao dia. Caso a constipação persista ou cause desconforto ao seu filho, ela pode estar relacionada com alergias alimentares. Você deve consultar um médico.

Ofereça ao seu filho mais líquidos durante o dia. Beber uma boa quantidade de água e sucos de frutas naturais ajuda a movimentação das fezes no intestino. A quantidade varia de acordo com a idade e o peso. Mas a maioria dos escolares precisam de 3 a 4 copos de água a cada dia e 1 ou 2 copos de sucos de frutas todos os dias. Dê preferência para as frutas ricas em fibras como laranja, mexerica, manga, morango, ameixa preta, kiwi, mamão ou abacate.

Use mais fibras na dieta das crianças. Alimentos ricos em fibras como frutas, vegetais, cereais e pães integrais podem prevenir a constipação. As fibras não são digeridas e por isso ajudam a limpar o intestino, enquanto uma dieta rica em gorduras, açúcares e comidas pesadas pode lentificar o trânsito intestinal. As fibras não precisam aborrecer o seu filho: tente maçãs, farinha de aveia, granola, laranja, banana, milho cozido ou pipoca. São comidas que as crianças geralmente aceitam com facilidade.

Estimule o seu filho a praticar alguma atividade física prazerosa. Os exercícios físicos estimulam o intestino e toda criança gosta de exercitar-se. Pode ser alguma atividade simples como brincar de pique, andar de bicicleta ou nadar. As atividades físicas, principalmente aquelas realizadas ao ar livre, reduzem o estresse e colaboram para aprimorar o desenvolvimento infantil e a socialização.

Faça um planejamento regular das refeições. A ingestão alimentar em horários regulares ajuda a criar uma rotina no ritmo intestinal. Se necessário, ofereça o café da manhã um pouco mais cedo para dar a chance do seu filho visitar o banheiro de forma relaxada antes de ir para a escola.

Caso o seu filho esteja evitando ir ao banheiro mesmo que tenha vontade, você pode levá-lo e pedir que fique sentado no vaso sanitário por aproximadamente 10 minutos na mesma hora todos os dias, preferencialmente após uma refeição. Isto facilita a criar o hábito de evacuar mais ou menos no mesmo horário todos os dias.

A higiene da região genital é importante para evitar possíveis afecções ano-retais, tais como fissuras e assaduras, as quais aumentam as dificuldades de evacuação.

Fale com o pediatra antes de dar qualquer tipo de medicação para constipação para o seu filho. Não faça uso de laxantes ou supositórios sem o conhecimento de um médico.

Na maioria dos casos, estas pequenas mudanças resolvem o problema. Elas ajudam a regular o funcionamento intestinal, permitindo que seu filho sinta-se melhor.

Fonte: ABCMEDBR