quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Doenças cibernéticas

Já parou pra pensar o que seria de você sem acesso wi-fi, sem smartphone, sem mensagem instantânea, sem o Facebook, sem a atualização do Twitter, e tudo o que está relacionado a nova vida digital? 

À medida que esses itens se tornam indispensáveis para as pessoas, uma série de complicações e novas doenças vem junto com eles.

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Alguns distúrbios são formas modificadas de outros já conhecidos, porém adaptados à nova realidade digital. “Interagir com a nossa tecnologia pode fazer-nos exibir sinais e sintomas diversos, que vão desde depressão, narcisismo ou voyeurismo”, afirma o Dr. Larry Rosen. Ao mesmo tempo, outras doenças totalmente novas surgem intimamente ligadas a este universo cibernético. Embora algumas doenças ainda estejam sendo pesquisadas, muitas já foram catalogadas oficialmente.

Separamos uma lista com oito delas. Não se assuste se você se encaixar em uma ou mais. Em todo caso, se notar que os níveis são alarmantes, a dica é procurar um especialista. Confira!

Síndrome do toque fantasma - Trata-se daquela sensação de que o seu celular está vibrando no seu bolso, fazendo com que você o pegue de cinco em cinco minutos para conferir. A síndrome é mais comum do que imaginamos, de acordo com o Dr. Larry Rosen. Segundo ele, pelo menos 70% das pessoas que assumem usar muito o celular sofrem este tipo de “delírio”. Para o professor, a sensação está relacionada aos mecanismos de resposta do nosso cérebro.

Nomophobia - Nada mais é do que aquela terrível sensação de ansiedade ao ficar sem celular. A palavra nomophobia é uma abreviatura de “no-mobile phobia”, ou seja, medo de ficar sem o telefone móvel. Para algumas pessoas, quando o celular fica sem bateria e não tem nenhuma tomada por perto, há aquela desconfortável sensação de privação e distanciamento do mundo. Segundo o professor, por conta do acesso que a maioria dos celulares tem às redes sociais, ficar sem o aparelho pode causar a sensação de solidão e abandono.

Náusea Digital (Cybersickness) - Trata-se da vertigem que algumas pessoas sentem quando interagem com alguns ambientes digitais. Em tempos de Gifs, sites em flash e um sem número de experiências em 3D, torna-se cada vez mais comum pessoas sentirem-se tontas e nauseadas ao interagirem com este universo fora do comum. Essas tonturas e náuseas resultantes de um ambiente virtual foram apelidadas de Cybersickness. O termo surgiu na década de 1990 para descrever a sensação de desorientação vivida por usuários iniciais de sistemas de realidade virtual. É basicamente o nosso cérebro sendo enganado e ficando enjoado por conta da sensação de movimento quando não estamos realmente nos movimentando.

Depressão do Facebook -  Enquanto acreditamos que as redes sociais, ao aumentarem as possibilidades de interação entre as pessoas torna-as mais felizes, um estudo da Universidade de Michigan mostra que não. O estudo aponta que a depressão entre os jovens está diretamente ligada ao tempo que passam no Facebook. Aquela história de que o Facebook é o mundo ideal, onde todos são felizes, bem sucedidos, engajados e populares, pode levar o usuário a crer que todo mundo tem uma vida melhor que a dele, causando a depressão. Outro ponto é, justamente quando o usuário faz postagens que não repercutem como ele imaginava que aconteceria, causando profunda frustração. O experimento realizado por Rosen mostrou que os usuários que têm muitos amigos na rede social mostraram ter menor incidência de problemas emocionais, quando o uso da mídia social é associado a outras formas de contato, como o telefone, por exemplo.

Transtorno de Dependência da Internet - Diz respeito ao uso excessivo e irracional da internet com interferência direta no dia a dia. A utilização compulsiva é frequentemente vista com sintoma de alguma doença maior, como depressão, TOC, Transtorno de Déficit de Atenção e ansiedade social, como afirma a Dra. Kimberly Young, médica responsável pelo Centro de Dependência da Internet, que trata de inúmeras formas de dependência à rede. Segundo ela, as formas de vício em internet geralmente estão ligadas a “baixa autoestima, baixa autossuficiência e habilidades ruins”.

Vício de jogos on-line - Embora não seja reconhecido oficialmente como uma doença, o vício em jogos on-line se manifesta como qualquer outro. Existem vários grupos de apoio espalhados pelo mundo, tal como os “Alcoólicos Anônimos”, ajudando pessoas a lidar com o problema. “Quando você é dependente de algo, seu cérebro basicamente está informando que precisa de certas substâncias neurotransmissoras, particularmente a dopamina e a serotonina, para se sentir bem”, diz o Dr. Larry Rosen. Segundo ele, esta regra se aplica em qualquer caso de vício, em que o cérebro sente a necessidade receber os neurotransmissores exige que você faça repetidamente a atividade para se sentir bem.

Cibercondria, ou hipocondria digital - Trata-se da tendência de o usuário acreditar que tem todas as doenças sobre as quais leu na internet. Grande parte deste problema está justamente na quantidade infindável de informações relacionadas a doenças -nem sempre confiáveis- disponíveis na rede. Pessoas recorrem ao “médicos virtuais” para identificar a causa de pequenos problemas, como dores de cabeça por exemplo. A partir daí, com um pouco de informação e muita imaginação, o usuário passa a pensar que tem algo grave. 

O efeito Google - É quando, por conta da facilidade em encontrar todo tipo de informação na internet, nosso cérebro passa a reter uma quantidade menor de informações. O cérebro passa agir como se não mais necessitasse memorizar certas informações, já que as conseguiria com facilidade na rede. Segundo o Dr. Larry Rosen, esta mudança não é necessariamente ruim, uma vez que marca uma mudança social que apontaria para uma geração mais esperta e bem informada. O perigo, no entanto, reside justamente em conhecimentos que precisamos memorizar (matérias de prova, por exemplo), mas não o fazemos pela facilidade em encontrá-lo no Google.


Fonte: Dr.Larry Rosen, professor de psicologia na Universidade Estadual da Califórnia e  Dra. Kimberly Young, médica responsável pelo Centro de Dependência da Internet.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Rinite Alérgica como tratar

A rinite alérgica é uma daquelas doenças que as pessoas dizem que tem, mesmo sem nunca terem buscado um diagnóstico médico.
Rinite: como evitar reações alérgicas dentro de casa
Para quem sofre com alergias ou irritações – geralmente no nariz, nos olhos, na garganta ou na pele – a indicação é realmente a visita a um profissional, que terá condições de diagnosticar corretamente o tipo de doença que o paciente precisa tratar.
No caso da rinite alérgica, o tratamento clínico compõe-se de terapia com medicamentos, imunoterapia específica (que é a indução de tolerância), higiene nasal com solução salina e higiene ambiental.
A higiene ambiental é muito importante para o sucesso do tratamento e pode reduzir consideravelmente aquela irritação desagradável que persegue os alérgicos.
Listamos algumas práticas simples - para serem realizadas em casa e no dia-a-dia - com o objetivo de facilitar a vida e o humor de quem sofre com alergias.

Dicas de higiene ambiental:

  • Colchões e travesseiros devem ser de espuma, fibra ou látex. Evite os de pena ou pluma.
  • No quarto de dormir devem ser evitados bichos de pelúcia, livros e revistas.
  • Colchões e travesseiros podem ser envolvidos em capas impermeáveis aos ácaros.
  • Evitar tapetes, carpetes, cortinas e almofadas. Recomendam-se pisos laváveis, como cerâmica, vinil e madeira.
  • Cortinas devem ser do tipo persiana ou de material que possa ser limpo com pano úmido.
  • Combater mofo e umidade no quarto de dormir. Além de aparelhos anti-mofo, existem soluções para serem aplicadas nos locais embolorados.
  • Evitar uso de vassoura, aspiradores de pó comum e espanadores. Existem aspiradores de pó com filtros especiais.
  • Evitar produtos de limpeza com odor forte, inseticidas, perfumes e desodorantes em forma de spray e talcos.
  • Evitar fumaça de cigarro direta ou indiretamente, dentro de casa ou em lugares fechados.
  • No início do inverno, lavar antes do uso: os agasalhos de lã, as roupas de frio, cobertores e mantas.
Fonte: Dra. Estelitta Betti, otorrinolaringologista do Hospital Albert Einstein

Como o consumo de bebida alcoólica afeta seu organismo

Vários são os órgãos que podem sofrer danos pelo consumo excessivo de álcool etílico, seja esse consumo feito de forma aguda ou crônica. O consumo agudo é aquele caso em que o indivíduo ingere grandes quantidades de bebida alcoólica de uma só vez, o famoso "porre". E o consumo crônico - que caracteriza o alcoolismo - pressupõe a ingestão constante durante vários anos. Conversamos com um cardiologista que nos contou as formas como este vício afeta o organismo, provocando outras doenças e até mesmo a morte. 



1- Cérebro 
De forma aguda, uma ingestão intensa de álcool pode levar a uma intoxicação e ao estado de "coma alcoólico", com perda de consciência e até morte. Eventualmente, pode ocorrer traumatismo crânio-encefálico, como conseqüência de quedas. O consumo crônico leva à destruição progressiva das células nervosas (neurônios), com conseqüente perda de memória, tremores, déficit de inteligência e raciocínio, que pode resultar em uma grave demência. 

2- Coração 
Logo após uma ingestão excessiva de bebida alcoólica, geralmente no dia seguinte, ocorre uma lesão direta no músculo cardíaco, com o possível aparecimento de arritmias. Esse fenômeno foi descrito pelos americanos como Holiday Heart, também conhecido no Brasil como "coração da segunda-feira". 

Já quando o indivíduo faz uso durante meses ou anos seguidos de álcool, pode ocorrer um aumento no tamanho do coração, levando a uma miocardiopatia dilatada alcoólica. A conseqüência é a insuficiência cardíaca, com falta de ar, inchaço nas pernas, acúmulo de líquido no abdômen, aumento no tamanho do fígado e, nessa fase, a morte em poucos meses, caso o tratamento não aconteça. Mesmo com o tratamento correto, é difícil reverter esse quadro, devido à sua gravidade. 

3- Fígado 
Mais uma vez, existem conseqüências em curto e longo prazos. O consumo agudo pode levar a uma hepatite alcoólica, cujos sintomas principais são mal-estar, dor abdominal e icterícia (caracterizada por uma coloração amarela nos olhos e sob a língua). "Mas o fígado talvez seja o órgão mais atingido pelo consumo crônico de bebidas alcoólicas. A cirrose, com conseqüente insuficiência hepática, ou seja, a perda da função do fígado, é desastrosa", analisa o cardiologista Charles Garcia. "Ocorre atrofia muscular generalizada. No início, há o crescimento do fígado, e depois uma redução no seu tamanho, ascite (conhecida como barriga d`água), impotência sexual, perda dos pelos do corpo, crescimento das mamas e uma espécie de "feminilização" do homem. Geralmente leva à morte em um quadro muito grave e triste, chamado de encefalopatia hepática, quando a pessoa tem falência total do fígado e não controla mais os seus pensamentos e atitudes", explica. 

4- Pâncreas 
Algumas células do pâncreas são responsáveis pela produção de insulina, o hormônio que controla a quantidade de açúcar no sangue e nas células de todo o corpo. Aí também o álcool causa destruição, podendo levar a um quadro de diabetes. 

O Dr. Charles lembra que, além desses citados, vários outros órgãos do nosso corpo são atingidos pelo consumo excessivo de álcool, como estômago, intestino etc. Também o consumo durante a gravidez pode causar sérios danos ao feto. A ajuda de um profissional competente para corrigir cada um desses problemas é muito importante, bem como uma psicoterapia de apoio para vencer o alcoolismo. 

Fonte: Dr. Charles Garcia de Oliveira 
Fone: (11) 3171-3509

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Veja como fazer o descarte correto de medicamentos

Grande parte das pessoas jogam os remédios que já perderam a validade no lixo ou no vaso sanitário. Esse é um péssimo hábito, pois o descarte de medicamentos, quando feito de modo incorreto, causa riscos graves ao meio ambiente. 

Mesmo que o Brasil ainda não tenha uma regulamentação específica no âmbito nacional sobre a destinação adequada desse tipo de resíduo, este é um problema de todos.


Por que descartar corretamente?

"O descarte de medicamentos em locais apropriados evita que o solo, a água, plantas e animais sejam contaminados, tanto pelo princípio ativo do medicamento quanto pelos resíduos tóxicos que podem ser gerados durante a sua decomposição. Os antibióticos, por exemplo, podem provocar a resistência de alguns micro-organismos, fazendo com que algumas doenças facilmente combatidas se tornem difícil de curar. Já os hormônios, principalmente os estrógenos, podem provocar a feminilização de peixes machos, impedindo sua reprodução. Descartar remédios no lixo comum também coloca em risco a saúde e provoca intoxicações em crianças ou adultos carentes que possam reutilizá-los", comenta Tatiana Clemente, farmacêutica do Hospital Santa Catarina.

Qual o destino dos medicamentos?

O destino correto do xarope para tosse que venceu não é ser jogado no vaso sanitário ou na pia da cozinha. Todos os medicamentos, sejam líquidos, comprimidos, pomadas ou sprays, devem ser levados até um ponto de coleta credenciado, onde serão encaminhados para incineração em usinas preparadas ambientalmente.

Onde encontro pontos de coleta?

Em são Paulo, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) fazem a coleta de medicamento. Clique Aqui para ver qual é a mais próxima da sua casa.

Clique Aqui para consultar os supermercados, farmácias e outros locais que recebem os medicamentos na cidade de São Paulo.

Para conhecer pontos de coleta em outros Estados, acesse www.descarteconsciente.com.br.

Utilização de medicamentos na terceira idade

Quando o assunto é medicação na terceira idade, é preciso estar muito atento e ter uma série de cuidados para evitar alguns problemas. Veja as várias dicas para evitar problemas com remédios e, assim, conseguir aproveitar tudo o que a "melhor idade" tem de bom.


Automedicação
Quando vão à farmácia, muitas pessoas compram medicamento por impulso. São aquelas que aproveitam para levar o analgésico que está com preço mais baixo ou compram xarope para tosse e pastilhas para a garganta porque está acabando o que tem em casa. 

"Na terceira idade, o metabolismo do idoso é mais lento. Por ter uma tendência maior a apresentar determinadas doenças, eles tomam uma quantidade maior de medicamentos. Nestes casos, os riscos da automedicação ocorrem principalmente com os remédios que não precisam de receita médica, justamente porque não houve orientação de um profissional. Se consumidos por conta própria e de forma inadequada, podem oferecer riscos à saúde", explica Gabriela. Em caso de dúvidas, consulte o médico ou o farmacêutico, pois darão todas as informações necessárias de dosagem, o horário e o modo como devem ser ingeridos.

Leia a bula!
A maioria das pessoas não dá atenção às bulas de remédio. Para os idosos, isso pode ser mais complicado, já que as letras são bem pequenas. Mas é importante saber o remédio que está tomando e quais as possíveis reações adversas (são aquelas reações desagradáveis e que, muitas vezes, já estão descritas em bula, como mal-estar, dores de cabeça, entre outros). É importante saber quando a reação não se trata de alergia, uma resposta do sistema imunológico e que pode se caracterizar como vermelhidão no corpo, coceira, inchaço e/ou fechamento da glote.

Conservação
"É importante manter sempre os medicamentos na embalagem original. Como os pacientes idosos tomam muitos remédios, é comum o uso das pillbox, aquelas caixinhas que acomodam juntos todos os remédios da semana. Isso provoca alteração na data de vencimento, pois o medicamento fica em contato com o ar. 

Também pode levar a pessoa a tomar o remédio errado e no horário errado, pois os comprimidos soltos ficam sem identificação", comenta Gabriela. Ela explica que o ideal é conservar em lugares secos e onde não tenha exposição direta à luz. Evite as gavetas em armários da cozinha e banheiro, por serem locais úmidos. Prefira gavetas na sala ou no quarto, por exemplo.

Farmácia Popular
O Programa Farmácia Popular, desenvolvido pelo Governo Federal, oferece medicamentos mais baratos para a população que sofre de doenças crônicas com tratamentos que necessitam do uso diário de remédios. Os medicamentos que estão inclusos no programa podem ser vendidos com desconto de até 90%. Alguns medicamentos, como os que tratam diabetes e hipertensão, podem ser adquiridos gratuitamente.

Medicamentos de alto custo 
Muitos medicamentos são disponibilizados gratuitamente pela Secretaria de Saúde do Estado ou vendidos com preços muito mais baratos na Farmácia Popular. Remédios para tratar doenças de maior complexidade como hepatite, esclerose múltipla ou esquizofrenia, por exemplo, podem ser retirados sem nenhum custo. Para isso, é preciso que o médico seja cadastrado no SUS (mesmo que a consulta seja particular ou pelo convênio), preencha um formulário e solicite os exames necessários. Depois, o corpo clínico da farmácia de alto custo analisará o processo e dará um parecer se o medicamento será liberado ou não. "A cada três meses é necessário fazer a renovação deste processo, pois o médico precisa acompanhar a resposta do paciente ao tratamento" comenta Gabriela.

Saiba mais!
Farmácia Popular: confira a lista de medicamentos que são vendidos com descontos, os preços e a ficha de cadastro no site da Farmácia Popular.

Rename: A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) é a lista oficial de medicamentos distribuídos pelo SUS. Clique aqui e confira a lista.

Fonte:  Dra. Gabriela Kurita, farmacêutica clínica e membro da Comissão de Geriatra do Hospital Santa Catarina.

Estar relaxado é fundamental para uma vida saudável

É tão comum viver com agendas e mentes lotadas que soa estranho afirmar que em seu estado natural, o ser humano é relaxado. O equilíbrio entre o sistema nervoso autônomo simpático e o parassimpático é fundamental para uma vida saudável.


Apesar do nome, nem sempre o sistema simpático é amigável. Ele libera hormônios que ativam o metabolismo e aumentam a freqüência respiratória e a cardíaca. "Nosso modo de vida estimula em excesso o sistema simpático gerando estresse, o que cria ou acentua problemas de saúde".

O relaxamento regula o sistema nervoso autônomo, gerando bem estar, equilíbrio global e melhor funcionamento do organismo. “Relaxados, dormimos, respiramos e vivemos melhor se praticados com regularidade”.

A resposta de relaxamento é definida como uma calma corporal, um estado em que cai a pressão sanguínea, e diminuem a freqüência cardíaca, o ritmo respiratório e as taxas metabólicas, efeitos opostos à resposta de luta ou fuga. "A resposta de relaxamento produz benefícios a longo prazo, tanto para a saúde especificamente quanto para o bem estar geral, e pode ser atingida através de práticas como meditação, orações, treinamento autogênico, relaxamento muscular progressivo, jogging, natação, exercícios respiratórios de Lamaze, Yoga, Tai Chi Chuan, Chi Kung e até mesmo tricô e crochê".

É possível evocar essa resposta de relaxamento no dia a dia. “Não vivemos na montanha. É na cidade que temos de encontrar nosso estado natural e evitar o estresse,” diz. Como? “Observando sua própria respiração, voltando a atenção para si mesmo, para o próprio corpo. Além disso, crie pausas ao longo do dia e mantenha seu foco em uma atividade de cada vez. Esteja presente em cada momento e em cada ação. Atitudes simples como essas podem trazer calma, relaxamento e bem estar."

Fonte:  Plínio Cutait, coordenador do Núcleo de Cuidados Integrativos

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Saúde da mulher e exames preventivos

Para manter a saúde da mulher sempre sob controle, elaboramos um guia dos principais exames de prevenção, de acordo com cada fase da vida. 


Para o médico é importante acompanhar todos os dados relevantes, desde eventuais sintomas, até o monitoramento total de todos os exames realizados ao longo do período. O histórico da paciente, determina como a sua saúde está e permanecerá no futuro.

Durante as consultas e a realização dos exames de prevenção e de rotina, pode-se identificar precocemente algum sintoma anormal, bem como iniciar o tratamento tão logo for diagnosticado um quadro de doença.

Tabela de exames de acordo com idade da mulher

A partir dos 20 anos - A partir desta faixa etária e/ou ao iniciar a vida sexual, é importante a realização do exame de Papanicolau, anualmente. Este procedimento pode prevenir o câncer de colo uterino. Se o resultado do exame permanecer negativo por três anos seguidos, a mulher é orientada a fazê-lo de três em três anos.

Após 35 anos - A partir da faixa etária dos 35 a 40 anos é necessário mais atenção e maior cuidado com a mama. Aos 35 anos é indicada a realização da primeira mamografia. Após os 40 anos, a recomendação é que o exame seja feito anualmente.

De 45 a 50 anos - Durante este período é indispensável o controle de glicemia para evitar a indesejável diabetes. O controle da pressão arterial e tireoide também seguem como exames de prevenção. Mesmo o hormônio feminino sendo um protetor do sistema cardiovascular, é importante ficar alerta, pois algumas doenças cardiovasculares atingem as mulheres principalmente após a menopausa.

Terceira idade -  O principal exame recomendado é a densitometria para controle da massa óssea. A maior preocupação dos médicos durante essa fase está ligada à osteoporose.

Mesmo com a rotina de tarefas diárias, o acompanhamento e controle da saúde da mulher deve ser prioridade. Cultivar bons hábitos, ter tempo para relaxar, equilibrar a dieta, manter atividades físicas regulares e sobretudo, conviver em sociedade, contribuem para manter o bem estar e qualidade de vida por mais tempo.

Fontes: EMS e Dr. Luiz Eduardo de Souza, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz em São Paulo.