quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Dez dúvidas sobre seios

Símbolos da feminilidade, os seios despertam dúvidas, curiosidades e preocupação entre as mulheres. Afinal, que fatores influenciam seu crescimento? Há relação entre tamanho e o câncer de mama? 


Que fatores influenciam o crescimento e o tamanho dos seios?

As mamas femininas são compostas principalmente de tecido glandular e gordura. Seu desenvolvimento se inicia por volta dos nove anos de idade, com variação de dois até três anos, se intensificando a partir da puberdade com o amadurecimento hormonal. O crescimento geralmente se completa por volta dos 17 ou 18 anos. Mudanças hormonais podem fazer os seios se desenvolverem mais, como, por exemplo, durante a gestação. Geralmente, o tamanho das mamas obedece à genética familiar, idade, ganho ou perda de peso, histórico de gestações e lactação, além de alterações hormonais, como o uso de pílula anticoncepcional.

É comum a menina sentir dores quando o seio começa a se desenvolver, mas até que ponto isso é normal?

O início do crescimento mamário, também chamado de telarca, é acompanhado de um aumento de sensibilidade local, o que pode ser interpretado pela adolescente como dor. Para a tranquilidade da mãe e da adolescente uma boa avaliação médica julgará o benefício de se realizar alguma investigação, por exemplo, com uma ultrassonografia.

É normal ter um seio maior que o outro? Por que isso acontece?

Sim. O crescimento assimétrico é bastante comum no inicio do desenvolvimento, na puberdade, e a maioria se iguala com o tempo. No entanto, em cerca de 25% das mulheres adultas persiste uma diferença visível entre as mamas (assimetria). Durante o desenvolvimento, caso uma mama esteja crescendo muito mais que a outra, recomenda-se procurar um médico para avaliação.

Usar blusas ou sutiãs muito apertados e dormir de bruços são fatores que podem influenciar no crescimento ou até mesmo atrofiar os seios?

Não. Para reduzir o tamanho das mamas, a única maneira não cirúrgica é a perda de peso, já que um dos componentes da mama é o tecido adiposo. Os sutiãs, por sua vez, são bastante importantes para a sustentação e proteção, principalmente na fase de crescimento dos seios, quando a pele das mamas fica bastante sensível.

O que acontece com os seios durante a gravidez?

Durante a gravidez, ocorrem várias alterações nas mamas devido aos estímulos hormonais. Os seios aumentam de tamanho muito rapidamente, especialmente durante as primeiras oito semanas de gestação. A aréola escurece, os mamilos ficam maiores e mais eretos, se preparando para a produção de leite. Os vasos sanguíneos se engurgitam, o estrógeno estimula o crescimento dos ductos e a progesterona influencia a expansão do tecido glandular. Estes dois hormônios, secretados pelos ovários e pela placenta, também estimulam o desenvolvimento das glândulas secretoras de leite das mamas. Algumas semanas após a concepção, no início da gestação, as mamas e mamilos ficam doloridos. Mas, vale lembrar que tanto a gestação quanto a amamentação são fatores protetores do câncer de mama.

Por que os seios crescem quando a mulher utiliza anticoncepcional?

Esse aumento está relacionado aos hormônios contidos na pílula, e que causam edema e retenção de líquidos. O estrógeno e a progesterona contidos no anticoncepcional também podem levar ao crescimento do tecido mamário, causando um aumento mais constante dos seios.

Mulheres com seios maiores têm mais pré-disposição a desenvolver câncer de mama?

Nesse sentido, são necessários mais estudos para chegarmos a qualquer conclusão. O tamanho da mama, por enquanto, não tem impacto no risco de a mulher ter câncer nesta glândula.

Para quem a mamografia é mais dolorida: a mulher de seios pequenos ou grandes?

De fato, o que influencia o desconforto durante o exame é a sensibilidade que difere de mulher para mulher e, também, conforme a fase do ciclo menstrual. As mamas geralmente ficam mais doloridas na fase pré-menstrual, quando podem ficar mais inchadas.

Há como evitar ou amenizar o aparecimento de estrias nos seios?

As estrias surgem quando as fibras da pele se esticam tanto que se rompem. Durante a gravidez, usar cremes e óleos hidratantes ajuda a amenizar esse processo, mas não impede que as estrias apareçam caso as fibras da pele não sejam resistentes. Por sua vez, quando as estrias já apareceram, é possível disfarçá-las, mas não eliminá-las completamente. Para amenizá-las, a dica é procurar um dermatologista, que indicará o melhor tratamento.

Com o passar dos anos, os seios da mulher crescem e perdem sustentabilidade. Como ela pode amenizar isso?

Mantendo uma boa hidratação da pele das mamas, evitando perdas rápidas de peso e mantendo uma alimentação equilibrada. A atividade física ajuda com a manutenção de uma postura adequada e com o controle do peso.



Fontes: Maria Cláudia C. Moura e Marcia M. Aracava, médicas da área de Radiologia do Fleury, especialistas em diagnóstico por imagem da mama

Este material foi elaborado pelo Fleury, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Maneiras de proteger a pele do sol

Não proteger as crianças contra a exposição ao sol pode ser um fator desencadeador de câncer de pele na vida adulta. O ideal é que, após os seis meses de vida, a criança utilize protetor solar com fator de proteção de raios UVB de no mínimo 30 e com bloqueadores dos raios UVA, que estão presentes mesmo em dias nublados.

“O câncer de pele, principalmente o melanoma, é semeado na infância. O dano que a radiação solar faz às células é acumulativo ao longo do tempo. Por exemplo, uma queimadura solar com bolha em uma criança dobra o risco de ela ter melanoma na vida adulta”, diz o dermatologista Dr. Paulo Criado.

O Brasil é um país que praticamente tem sol o ano inteiro, e para se proteger dos danos causados pelo sol, visite anualmente um médico dermatologista, e fique tranquilo para curtir o sol com saúde.



Consuma vegetais alaranjados e verde-escuros

Alimentos como cenoura, abóbora, mamão, laranja, espinafre e brócolis são ricos em betacaroteno. Essa substância tem ação antioxidante, que previne contra o envelhecimento celular precoce, e estimula a produção de melanina, que, por sua vez, ajuda a manter o bronzeado e proteger a pele contra a incidência dos raios solares. 

Passe o repelente antes do protetor

As pessoas costumam passar mais tempo em áreas abertas e gramadas, ficando mais suscetíveis a picadas de insetos. Se usar repelente, é preciso tomar cuidado: quando aplicado junto ao protetor solar, um produto prejudica a absorção e a eficácia do outro. A recomendação é passar o repelente cerca de meia hora antes do filtro solar, e reaplicá-lo a cada duas ou três horas para manter a proteção contra os inseto.

Evite a umidade

Fungos causadores de micoses – infecções que provocam coceira e manchas brancas ou vermelhas na pele – encontram no verão as condições ideais para se reproduzir: calor e umidade. Manter o corpo seco evita o problema: procure enxugar-se bem após o banho (principalmente nas regiões das dobras, como axilas e entre os dedos dos pés), não permanecer muito tempo com roupas molhadas e vestir tecidos que favoreçam a transpiração, como o algodão.

Hidrate-se

A exposição solar pode queimar e ressecar a pele. Por isso, o uso de hidratantes é indispensável. "É melhor passar o creme depois de tomar sol, nunca antes, pois ele abre algumas células da pele, facilitando a entrada dos raios solares", explica o dermatologista Caio Castro. Tomar água — cerca de 1,5 litro por dia — também ajuda a hidratar a pele, assim como consumir alimentos com alta concentração do líquido, a exemplo de melancia, pepino e abobrinha.

Use filtro solar

Se o protetor precisa ser aplicado no ano inteiro, no verão o cuidado deve ser redobrado. O ideal é passar o produto meia hora antes da exposição solar, para o corpo absorvê-lo adequadamente, e reaplicar de uma em uma hora. "Suor e água do mar ou da piscina removem o protetor da pele rapidamente", explica o dermatologista Caio Castro. Para aqueles que não vão à praia ou outro lugar de exposição intensa, aplicar o filtro de manhã e após o almoço é o bastante.

Quem quer se bronzear deve ficar atentos aos sinais: quando a pele começa a ficar vermelha, é hora de procurar a sombra – nesse momento, o limite de proteção da pele está sendo ultrapassado. "Os danos provocados pelos raios solares são cumulativos e podem aparecer depois de muitos anos, quando a geração que hoje tem 20 anos chegar aos 40", diz Caio Castro.

O ideal, segundo os dermatologistas, é passar o protetor solar 20 minutos antes da exposição ao sol e reaplicá-lo a cada duas horas. O cuidado deve ser redobrado em caso de esportes ao ar livre e se a criança frequenta locais como praia e piscina. O uso de camiseta e boné, por exemplo, também funciona como barreiras para proteger a pele.

Coloque óculos escuros

 Pele fina da pálpebra é um dos alvos mais comuns do câncer de pele. A doença pode ser prevenida com o uso de óculos escuros, de preferência modelos de armações largas. Na compra, é recomendável checar se as lentes possuem proteção contra raios UVA e UVB.

Aposte em chapéus e bonés
Bonés e chapéus de abas largas ajudam a proteger o rosto contra a incidência de raios solares. Os acessórios são obrigatórios para pessoas calvas. "A incidência de lesões pré-cancerígenas no couro cabeludo dos calvos é muito maior do que nas pessoas que têm cabelo", afirma o dermatologista Caio Castro. Chapéus feitos com tecidos especiais, que protegem contra raios ultravioleta, também são boas opções.

Escolha os horários de exposição
Quem quer se bronzear deve seguir alguns cuidados. Os melhores horários para exposição são aqueles em que o sol ainda está fraco, antes das 10 horas de manhã e depois das 3 horas da tarde. O uso de filtro solar com fator de proteção 30 ou maior continua essencial – eles protegem contra a formação de manchas, rugas e câncer de pele. 

Tome cuidado com frutas cítricas

O contato entre a pele e o suco de algumas frutas cítricas, como limão e maracujá, somado à exposição solar, pode ocasionar queimaduras com manchas ou bolhas escuras que levam meses para desaparecer. Após tocar essas frutas, é necessário lavar bem a área antes de se expor ao sol.

Fontes: Drs. Caio Castro e Paulo Criado - dermatologistas

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Dor crônica, que tipo de pessoa sente mais dor?

Aposentados e pessoas que trabalham em casa ou por conta própria – tanto autônomos quanto donas de casa – são os grupos que mais sofrem com a dor crônica na cidade de São Paulo, revela uma pesquisa divulgada pela Faculdade de Saúde Pública da USP.


Os cientistas ouviram 2.446 paulistanos por telefone, e descobriram que 28% da população com mais de 18 anos se queixa de dores – ou sensações estranhas, como choques, pontadas ou formigamentos – que persistem por mais de três meses.

Segundo a pesquisadora da USP Maria do Rosário Latorre, que liderou o estudo, quem trabalha por conta própria corre mais risco de sentir dores porque não tem orientação sobre posturas corretas.
“Uma das hipóteses que levantamos é que essas pessoas exercem atividades que exigem muito esforço físico, mas não estão preparados para isso. É o caso dos pedreiros, mecânicos, encanadores”.
De acordo com ela, o mesmo ocorre com a dona de casa, que tem que carregar peso ou trabalhar em situações desconfortáveis, como na hora de estender a roupa. Já entre os aposentados, o desgaste natural do corpo, somado a muitos anos de atividades prejudiciais, são causadores de dor.
Escolaridade

A pesquisa também constatou que a dor crônica é menor em quem tem estudou mais. Enquanto o problema atinge 33,7% dos adultos analfabetos, apenas 23,5% dos que estudaram 15 anos ou mais sofre com dores crônicas.

Quando observaram as regiões de São Paulo onde há mais registro de dor, os cientistas descobriram que as regiões mais próximas à periferia são mais atingidas. O bairro onde há mais reclamações é Aricanduva (67,4% dos adultos), seguido de Socorro (65,9%) e Cachoeirinha (52,1%).
De acordo com a pesquisadora, além de serem locais onde há uma porcentagem maior de pessoas com menor escolaridade, o desconforto do transporte público, utilizado por períodos mais longos para chegar ao trabalho, pode ser um dos causadores da dor.

Obesidade
A maior parte das pessoas ouvidas pela pesquisa reclamou de dores nas pernas e pés (22%), nas costas (21%), no peito (17%) e na cabeça (15%). Segundo os cientistas, esses números são efeito da obesidade. “Mais da metade das pessoas que reclamaram de dores nos membros inferiores tinham sobrepeso”, explica Maria.

Entre os obesos entrevistados, 32,6% sofria de dores crônicas, enquanto o problema atingia 21,6% das pessoas consideradas desnutridas.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Proteja as suas crianças online

Um inquérito feito nos Estados Unidos mostra que 30% dos pais deixam os seus filhos com 10-12 anos ter uma conta no Facebook. O questionário mostra ainda que 80% das crianças com menos de 10 anos brincam na internet pelo menos uma vez por semana.

Com o aumento do uso das novas tecnologias por parte das crianças, existe uma maior preocupação em protege-las dos perigos. A proibição não é a melhor solução, mas sim a informação. Ficam aqui alguns conselhos de como ensinar as crianças a protegerem-se online.
Conheça os sites e apps que os seus filhos usam: perceba como funcionam, se são agressivos, se existe a possibilidade de contactar com outras pessoas. Ensine-lhes que por alguém os contatar e afirmar que é um amigo, não significa que o seja. Explique-lhes o perigo de falar com estranhos online e que devem sempre avisá-lo quando forem contatados por desconhecidos.
Ensine-os a criar palavras-passe fortes: Uma palavra-passe com letras, números e símbolos é a melhor opção para se manter protegido online. Experimente o método da primeira letra, combinando a primeira letra de um verso de uma música, do filme ou livro preferido. Por exemplo, ‘sobe sobe balão sobe’, dá SSBS. Não se esqueça de os alertar para o perigo de partilhar palavras-passe com outras pessoas, mesmo amigos, para além de si.
Acompanhe as novidades de  segurança tecnológica: A leitura de impressões digitais é a mais recente novidade de segurança, impedindo que qualquer outra pessoa aceda ao seu telemóvel, por exemplo.
Controle, mas não exagere: Use software de restrições e filtros de aplicações, sites e música a que eles podem aceder. Pode também limitar o tempo que eles têm por dia de telemóvel, tablet ou computador e, em caso dos mais pequenos, apenas poderem utilizá-los na presença de um adulto. À medida que mostram responsabilidade, vá diminuindo as restrições.
Aprenda com os erros: Os acidentes acontecem, e os seus filhos podem cometê-los. Mas se se mantiver atento e controlar o acesso que eles têm à internet, o impacto será menor.
Proteja-se: Sabemos como os mais pequenos gostam de pedir os telemóveis dos adultos para brincar. Evite tragédias de fotos e documentos importantes apagados sem intenção. Faça um back-up regular aos seus dados e confira se o seu telemóvel tem um modo ‘Privado’ que impeça o acesso a determinados ficheiros que protegeu previamente. Para além disso, proteja-o também de quedas com uma boa capa protetora.

Fonte: Jornal Correio da Manhã - Portugal

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Cãibras podem ser falta de nutrientes

Você sabia que a cãibra pode ser um indício de que o seu corpo precisa de água e nutrientes? Pois é, essa contração involuntária dos músculos – que vem junto com uma dor intensa, pode acontecer a qualquer hora e é sinal de desequilíbrio no organismo.

caibras-revista-pilates

A desidratação e a falta de sais minerais (potássio, cálcio e magnésio) na dieta estão entre as causas mais comuns das cãibras. Normalmente, quem toma diuréticos perde muito potássio. Outros fatores que contribuem para as contrações, segundo o Dr. Drauzio Varella, são a má circulação, a anemia, as baixas temperaturas e a sobrecarga dos músculos na hora do exercício ou por movimentos repetitivos.

É o nosso corpo dizendo que precisa repor a água e os sais minerais. Isso ocorre principalmente na região dos pés, dedos e panturrilha, pois são áreas de maior desgaste, explica o fisiologista da Unifesp Raul Santo, para o portal Minha Vida. Como estão em movimento constante, perdem os nutrientes mais rápido.

Nas crises de cãibra, que costumam durar menos de um minuto, a melhor medida é alongar o músculo na hora da contração, para estimular o relaxamento e a circulação. Segundo o especialista, quando esticamos a panturrilha ou puxamos os dedos, alongamos os músculos desnutridos e irrigamos o sangue, repondo os minerais. Para prevenir a dor, uma dieta equilibrada, hidratação e condicionamento físico são fundamentais.

DICAS PARA EVITAR A CÃIBRA
- Beba muita água
- Se aqueça antes de praticar exercícios e alongue-se
- Evite bebidas muito diuréticas, para não perder muitos nutrientes
- Use sapatos confortáveis
- Tenha muitas vitaminas e minerais no cardápio. DICA: a banana é rica em potássio e ajuda na prevenção da cãibra. Mas você precisa de outros nutrientes.
- Procure um médico se as contrações forem frequentes.


Fonte: Revista Pilates

domingo, 21 de setembro de 2014

Saúde do Intestino

Fundamental para o funcionamento de praticamente todo o organismo, o intestino é a porta de entrada dos nutrientes para o corpo. Daí a importância de avaliá-lo bem, em todo e qualquer tratamento de saúde, conhecendo os fatores de risco e os alimentos naturais mais indicados para mantê-lo saudável.

Sem dúvida este é um dos órgãos vitais que mais influencia em nossa saúde. Participante do sistema digestório, o intestino de um adulto tem cerca de 250 m2 de área (para se ter uma ideia, este tamanho de área é maior do que uma quadra de tênis!). Tudo isso para que ele exerça da melhor maneira os papéis fundamentais que tem sobre a digestão  (1).

É subdividido em dois tipos, de acordo com suas funções (1, 2): 
- o intestino delgado, que libera enzimas para digestão e absorve os nutrientes;
- o intestino grosso, que absorve água e outros nutrientes restantes, que não foram absorvidos no delgado, ao mesmo tempo em que forma as fezes (que nada mais são do que uma mistura de água, fibras, restos alimentares, bactérias e toxinas).

Se pensarmos com calma nesse assunto, vamos ver que o papel do intestino vai muito além de uma simples digestão. Ele é a porta de entrada dos nutrientes que serão distribuídos por todo o organismo. Daí a importância de que ele esteja sempre saudável, e para isso, a alimentação natural e integral é fundamental. 

Conheça melhor os principais fatores que afetam a saúde do intestino (2, 3): 

- falta de alimentos à base de fibras, como grãos integrais por exemplo: sem eles, não há estímulo suficiente para formação das fezes e nem para a manutenção dos probióticos (bactérias “saudáveis”) do intestino;

- poucas verduras, legumes e frutas frescas na alimentação: além desses alimentos serem ricos em fibras, a maioria deles contém prebióticos e substâncias bioativas capazes de manter a microbiota equilibrada e a integridade da parede intestinal;

- excesso de alimentos refinados (à base de açúcar e/ou farinha de trigo branca, como pães, bolos e massas refinadas, doces convencionais etc): eles estimulam o crescimento de fungos, leveduras e bactérias maléficas no intestino, causando problemas como constipação (que pode trazer doenças como o câncer de cólon);

- excesso de proteínas como as de carnes vermelhas, leite e derivados: em grande quantidade no intestino, eles podem sofrer putrefação e desequilibrar a microbiota intestinal;

- excesso de alimentos gordurosos (frituras, folheados, frango com pele, carnes gordurosas, doces à base de cremes e outros): também afetam a microbiota intestinal;

- bebidas alcoólicas: causam inflamação na mucosa do intestino, prejudicando a absorção dos nutrientes e a eliminação de toxinas;

- pouca mastigação: faz com que o alimento chegue ao intestino em tamanho muito grande, agredindo assim a parede intestinal. Isso aumenta o risco de má absorção e de alergias alimentares;

- excesso de líquidos durante as grandes refeições (como almoço e jantar): afeta a digestão estomacal (dilui o suco gástrico), fazendo com que o alimento chegue ao intestino mal digerido e se torne um “agressor”, causador de alergias alimentares e má absorção;

- pouca ingestão de líquidos ao longo do dia, longe das principais refeições: dificulta a formação do bolo fecal.

Além de avaliar esses fatores de risco, é fundamental que os tratamentos de saúde sejam sempre orientados por um nutricionista clínico, que terá como ferramentas para a manutenção e a melhora da saúde do intestino os alimentos naturais, como (2, 3, 4): 

- grãos integrais (arroz integral, quinua, linhaça, feijão, soja, lentilha, grão de bico etc), frutas, verduras e legumes frescos: como vimos acima, eles têm papel fundamental na integridade da parede intestinal, no equilíbrio da microbiota e na formação das fezes;

- alimentos ricos em prebióticos (substâncias participam do crescimento dos probióticos no intestino): banana verde, chicória, cebola, aspargos;

- inibidores de crescimento de fungos, leveduras e bactérias maléficas: alho, semente de abóbora, alecrim, gengibre, canela;

- alimentos orgânicos em geral: para diminuir a exposição do intestino a toxinas como os agrotóxicos;

- ingestão adequada de água mineral.

Para ilustrar melhor nossa conversa, confira a figura abaixo (Fig. 1). Nela você poderá perceber o quanto uma alimentação ruim pode afetar na saúde intestinal, ao mesmo tempo em que os bons hábitos são parceiros da saúde intestinal.


E mais uma vez vale a pena reforçar: o cuidado com o intestino é essencial e reflete na saúde de todo o organismo. Por isso, esperamos que essas dicas ajudem a tornar suas orientações ainda mais práticas e efetivas.


Referências bibliográficas: 
1. CARREIRO, D.M. Entendendo a importância do processo alimentar. 2ª edição, Referência, 2007.
2. DAVIDSON, P.B. Gastroenterologia Funcional. VP Consultoria Nutricional, 2006
3. CARVALHO, G e PERUCHA, V. Doença inflamatória intestinal. Nutrição, Saúde e Performance. n. 29, 2006
4. CARDENETTE, G. H. L. Produtos derivados de banana verde (Musa ssp.) e sua influência na intolerância à glicose e na fermentação colônica. Tese de doutorado – Faculdade de Ciências Farmacêuticas / USP. 2006

Alimentos para ajudar a prevenir Mal de Alzheimer

O Mal de Alzheimer é uma disfunção que afeta principalmente idosos, causando perda gradativa da memória e alterações comportamentais importantes. Os índices de casos da doença têm crescido no mundo todo, o que preocupa muito os profissionais de saúde (hoje já existem mais de 15 milhões de casos em todo o mundo) (1).


As causas da doença ainda não estão totalmente esclarecidas, mas já se sabe que ela pode ter relação com: fatores genéticos, deficiências nutricionais, aumento de homocisteína sérica, intoxicação por metais pesados ou alterações hormonais (2). Estudos recentes mostram que a alimentação tem um papel importante, tanto no tratamento quanto na prevenção do Mal de Alzheimer. Veja alguns exemplos:

Guaraná (Paullinia cupana)
Ajuda na melhora da memorização do paciente com Mal de Alzheimer (graças à melhora da ação da acetilcolina) (3). Mas atenção: gestantes, hipertensos e cardiopatas não podem consumi-lo, devido à alta concentração de cafeína.


Fontes de ômega 3
Presente na linhaça, na prímula e em peixes, esse ácido graxo é um antiinflamatório que ajuda a preservar o sistema nervoso, por isso, é importante tanto no tratamento como na prevenção da doença (4).

Ginko biloba (Ginkgoaceae)


Estudos mostram que, quando administrada sob prescrição médica ou de nutricionista, pode atuar na melhora da memória durante os primeiros estágios da doença (1, 2).


Cúrcuma 
Além de ter propriedades antioxidantes e antiinflamatórias que ajudam a preservar o sistema nervoso, ela ajuda a reduzir a produção do peptídeo beta-amilóide (que tem efeito tóxico no sistema nervoso no paciente com Mal de Alzheimer) (2).


Frutas, verduras e legumes
O Mal de Alzheimer causa produção excessiva de radicais livres no sistema nervoso. Para tratar esse problema, é importante que o paciente mantenha uma dieta rica em alimentos fontes de antioxidantes, como as frutas, verduras e legumes frescos (de preferência, orgânicos) (5).


Fontes de vitamina E
Muitos experimentos mostram que a vitamina E em especial tem efeito antioxidante importante na diminuição dos radicais livres no tratamento do paciente. Apesar da maioria dos experimentos administrar esta vitamina em forma de suplemento, é importante saber que ela é naturalmente encontrada no gérmen de trigo, em nozes e sementes como a de girassol (2, 5, 6).



Conheça agora alguns fatores de risco para o desenvolvimento do Mal de Alzheimer (2, 4, 7):


excesso de gorduras saturadas e trans, presentes nas carnes gordurosas, no leite integral e seus derivados, e em produtos industrializados como sorvetes, bolachas recheadas e outros (respectivamente);

deficiência de vitaminas do complexo B, especialmente a B1, B6, B9, encontradas nos grãos integrais e nas folhas verde-escuras, além da B12 encontrada nos ovos e outros alimentos de origem animal;

falta de acetilcolina, neurotransmissor que participa da memória. É produzido a partir da colina, encontrada em alimentos como a soja e o ovo;

- jejum prolongado: a glicose é a única fonte de energia do cérebro. Por isso, jejuns por mais de 3 horas podem gerar hipoglicemia, o que é extremamente prejudicial ao cérebro, principalmente se este jejum for um hábito de muitos anos.

O Mal de Alzheimer é uma doença que exige um acompanhamento multidisciplinar, e o nutricionista deve ficar atento ao seu papel neste quadro. Uma alimentação adequada é importante para melhorar a qualidade de vida do paciente, até mesmo potencializando o efeito da medicação e das outras terapias a que ele aderir.


Referências bibliográficas:
1. VIEGAS, C e col. Produtos naturais como candidatos a fármacos úteis no tratamento do Mal de Alzheimer. Quim. Nova, 27 (4), 655-60, 2004.
2. MORITZ, B. Cérebro. CVPE, 2007. 
3. TREVISAN, MTS e MACEDO, FVV. Seleção de plantas com atividade anticolinesterase para tratamento da doença de Alzheimer. Quim. Nova, 26(3), 301-4, 2003.
4. KALLUF, L. Nutrição funcional nos ciclos da vida. CVPE, 2007.
5. CHRISTEN, Y. Oxidative stress and Alzheimer disease. Am J Clin Nutr, 71, 621-9, 2000.
6. GRUNDMAN, M. Vitamin E and Alzheimer disease: the basis of additional clinical trials. Am J Clin Nutr, 71, 630-6, 2000.
7. SNOWDON, DA e col. Serum folate and the severity of atrophy of the neocortex inAlzheimer disease: findings from the Nun Study. Am J Clin Nutr, 71, 993-8, 2000.