quarta-feira, 15 de abril de 2015

Alergias - alimentos isentos de níquel

A alergia ao níquel pode causar eczema persistente e outros tipos de dermatites, particularmente nas mãos e abdome. Pessoas sensíveis ao níquel, ou que suspeitam da alergia, geralmente recebem o conselho de implementarem uma dieta sem esse elemento. 

Evitar contato físico com itens que são compostos por níquel, como joias, chaves, grampos de cabelo e utensílios domésticos, em combinação com uma dieta com níveis baixos desse metal ajuda a aliviar o desconforto provocado por essa alergia

Frutas

Pêssegos, peras, bananas, mirtilos, morangos e amoras são todos considerados frutas com baixo teor de níquel. Qualquer um desses exemplos pode ser ingerido fresco ou cozido, mas não processado. Framboesa, abacaxi, figo, tâmara e ameixa devem ser evitados. Maçã, tomate, laranja, toranja e outras frutas cítricas possuem pouco níquel, porém podem exacerbar os sintomas da alergia.

Vegetais

A maioria dos vegetais são permitidos nessa dieta. Os mais recomendados são: pimentão, pepino, berinjela e crucíferos (repolho, couve flor e bok choy, o repolho chinês). Evite vegetais verdes e folhosos, como o espinafre, a couve e alface, e legumes, especialmente feijão e lentilhas. Brotos de feijão também possuem alto teor de níquel. Os vegetais podem estar frescos ou cozidos e produtos enlatados não são recomendados.

Laticínios

Todos os laticínios, como o leite, creme, queijo, manteiga e o iogurte, são permitidos. Evite leite com achocolatado e iogurte de framboesa ou cítrico.

Grãos

O trigo refinado e a maioria dos produtos de milho são permitidos nessa dieta. Macarrão, arroz branco, cereal de milho e pão comum são todos alimentos com baixo teor de níquel. Porém, trigo integral e farinhas multigrãos não são recomendadas, pois possuem altas concentrações desse metal. Evite trigo e farelo de aveia, aveia, arroz integral e semenstes de flores, como a de girassol e gergelim.

Proteína vegetal

Evite castanhas, sementes e soja.

Carne, frango e ovos

A maioria das proteínas animal contém baixo teor de níquel. Frango, peru, carne bovina e ovos são recomendados. Crustáceos, como camarão e ostras, e salmão possuem altas concentrações do metal. Não coma carnes e peixes enlatados, como o atum.

Bebibas

Bebidas alcoólicas, café e chá (com exceção dos que vêm em máquinas) são permitidos, bem como refrigerantes e sucos de frutas com baixo teor de níquel. Evite sucos cítricos e de maçã, além de bebidas com chocolate.
Fonte: ehow

terça-feira, 14 de abril de 2015

Celulite - verdades e mentiras

Verdade: celulite é quase universal em mulheres.
Ela é considerada normal pela medicina, e dificilmente uma mulher escapa dela. Mas dá para controlar o grau da celulite. Como? Mantendo uma dieta equilibrada, fazendo ginástica e realizando alguns tratamentos.

Thinkstock

Mentira: as magras não têm celulite.
Mesmo atletas magrinhas ou modelos, que praticam esportes e mantêm uma dieta saudável, podem ter celulite.

Verdade: praticar exercícios físicos diminui a aparência da celulite.
Apesar de não curar, músculos tonificados e diminuição da gordura corporal ajudam a diminuir a celulite (menos gordura, menos celulite), e também disfarçam o que resta dela.

Mentira: bronzeamento pode esconder a celulite.
Bronzear-se para esconder celulite é inútil, e é um gatilho para câncer de pele.

Verdade: alterações hormonais na adolescência, na gravidez e na menopausa podem causar celulite.
Mentira: bandagens de compressão diminuem a celulite.
Verdade: não existe tratamento que resolva definitivamente a questão da celulite.
Mas existem tratamentos que são eficazes no curto prazo. Para serem eficazes a longo prazo, eles têm que ser encarados como tratamentos de manutenção: funcionam enquanto forem mantidos.

Tratamentos
Drenagem linfática. É uma massagem suave com movimentos que vão dos pés à cintura, acompanhando o caminho dos vasos linfáticos. A retenção de líquidos e o inchaço nas pernas diminuem e, nos casos leves de celulite, o resultado é bom. É simples, eficaz, barato e muito popular. Casos moderados ou severos de celulite requerem tratamentos mais intensos, mas a drenagem vai servir como complemento e ajudar a manter os resultados. 
Intradermoterapia. É a injeção de medicamentos diretamente na área afetada pela celulite.
Ultrassom. Pode complementar o tratamento à base de medicamentos injetáveis.
Radiofrequencia. Além de diminuir a celulite, melhora a firmeza da pele das pernas e glúteos.
Radiofrequencia + Luz infravermelha + Massagem. Ataca a gordura, suaviza o inchaço das pernas e melhora a qualidade da pele.

Fonte: Dra. Lúcia Mandel - dermatologista

O Sol da estrada faz mal?

Eu sei, você já tem muito com o que se preocupar no trânsito: motorista da frente lendo SMS, motos passando do seu lado, GPS falando sem parar. Maaaas, vou colocar mais um item para você prestar atenção enquanto dirige: o sol. Sim, porque você vive pegando sol dentro do carro através das janelas e do teto solar.

Istock

Que tipo de raios invadem o seu carro?
O sol nos atinge com dois tipos de raios ultravioleta: UVA e UVB. Cada um deles tem suas características próprias, mas ambos têm em comum o fato de provocar envelhecimento e danos à pele a longo prazo.
Será que o Sol que entra é bom para a produção de Vitamina D?
Normalmente o vidro da frente, chamado vidro laminado, bloqueia tanto UVA como UVB. Mas os vidros das janelas laterais e traseiras, chamados vidros temperados, deixam passar UVA e bloqueiam UVB. E aqui vale uma observação: se você acha que o solzinho que entra pelo vidro do carro está ajudando na produção de vitamina D (que é importante para o corpo), enganou-se. Porque são os raios UVB os responsáveis por essa síntese, bem aqueles que ficaram bloqueados por todos os vidros.
Como se proteger?
Para quem não dirige muito, o sol no carro não afeta tanto a pele. Mas vários estudos indicam que o dano causado pelos raios UV à pele é mais extenso no lado do corpo mais perto da janela do carro, principalmente em motoristas de caminhão ou em quem costuma fazer trajetos longos.
O que fazer então? Existem várias maneiras de se proteger dos raios UV no carro.
Uma delas é aplicar filtro solar com FPS de 30 ou mais no rosto, pescoço, braços e mãos. Roupas protetoras, como camisas de manga comprida, calças compridas, óculos de sol anti-UV também fazem parte importante dessa proteção solar. Até luva para dirigir existe e eu acho ótima ideia usá-la (mas sei que essa última opção é a mais difícil de convencer).
Outra opção é instalar nos vidros laterais e traseiro películas com protetor anti-UV. Algumas películas de boa qualidade bloqueiam quase 100% dos raios UV, são totalmente transparentes e podem ser escuras (dentro das normas de segurança) ou incolores.
Agora que você já sabe como se proteger do sol na estrada, boa viagem. Pena só que não tenho dicas de como evitar o trânsito.

Fonte: Dra. Lucia Mandel - dermatologista

sexta-feira, 27 de março de 2015

Lombalgia

Você vai levantar da cadeira e sente uma fisgada nas costas. Senta novamente. Ajeita-se. Toma coragem. Levanta. Sério mesmo que anda fazendo isso e “nem percebe”?
A Lombalgia é o segundo tipo de dor mais comum na população. Quem nunca sentiu uma fisgada ou ficou uns dias com dor depois de levantar peso excessivo ou sentar muito tempo de mau jeito?


O tratamento da dor lombar aguda, quando o problema começou recentemente, pode ser feito com um analgésico e um relaxante muscular receitados pelo médico. A questão é que algumas pessoas não procuram tratamento rapidamente e arrastam o quadro a ponto de a dor se tornar crônica.
Nestes casos, o ideal é procurar o quanto antes um neurologista para identificar a causa, se muscular, óssea ou por disfunção em algum nervo, e iniciar o tratamento rapidamente. “Nem sempre uma cirurgia é necessária, hoje já existem tratamentos como a neuroestimulação medular, que ajudam a reduzir a percepção de dor, quando a causa já foi tratada”, explica o especialista.
No procedimento, eletrodos são implantados na área dolorida e conectados a um gerador portátil, que é programado para produzir um estímulo elétrico que neutraliza a sensação de dor. “O procedimento é seguro e reversível. Se bem indicado, é uma boa opção terapêutica para dores resistentes a outros tratamentos”, finaliza o Dr. Corrêa.
Saber que há “remédio” para dor crônica não é motivo para ir postergando o problema. Se você se identificou com a descrição do início deste texto, pode ser que esteja na hora de falar com o seu médico.

Fonte - Dr. Cláudio Fernandes Corrêa, do Hospital 9 de Julho

Raios ultravioletas não estão apenas no sol

Muito se engana quem pensa que a radiação ultravioleta (UV) é encontrada apenas no sol. Mas um subtipo deste raio também é emitido, por exemplo, por máquinas de bronzeamento artificial.

Antes de mais nada, você conhece os tipos de raios ultravioleta? São três:
  • O UVA, que consegue passar barreiras da atmosfera como a camada de ozônio e possui capacidade para entrar profundamente na pele. Quando não se usa protetor solar, este raio é responsável pelas manchas, envelhecimento precoce e câncer de pele quando há exposição prolongada por anos.
  • Já os raios UVB atingem as camadas superficiais da pele porque são mais absorvidos pela camada de ozônio. São eles os responsáveis pelas queimaduras e vermelhidão, além de também estimularem o desenvolvimento de câncer de pele.
  • Os raios UVC são os mais bem filtrados pela camada de ozônio e, por isso, a maioria dos protetores solares refere bloqueio apenas à UVA e UVB.
Nas câmaras de bronzeamento artificial são emitidos raios ultravioleta. “Há quem pense que este tipo de bronzeamento evita os danos da exposição ao sol, mas isso não é verdade, já que há exposição ao mesmo raio que lesiona a pele quando exposta ao sol”, salienta a Dra. Patrícia Fagundes, que contraindica a técnica.
A melhor forma de proteção contra o envelhecimento precoce, queimaduras ou mesmo o câncer é o uso de protetor solar nos horários de maior intensidade de radiação, das 10h às 16h.
Um dos indicadores de problemas relacionados ao sol é a mudança ou aparecimento de pintas. Veja o post da semana passada e saiba mais.

Fonte - Hospital 9 de Julho

Calculose renal: dor intensa é o principal sintoma

Ao longo da vida, todos nós temos um risco de 10 a 15% de desenvolver pedras nos rins. A calculose renal, como também é chamada, é mais comum entre os 20 e 50 anos, mais frequente entre homens, mas o problema também pode acometer crianças e idosos.

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Quando os rins filtram o sangue, alguns cristais podem se formar e se juntar, devido a substâncias presentes em excesso na urina, formando os cálculos.  Há outros fatores que podem contribuir para as famosas pedras nos rins, o principal é a pouca ingestão de água, com a consequente pouca produção de urina.
A má alimentação também contribui. Muito sal ou uma dieta rica em proteínas podem favorecer a formação de cálculos. Mudanças nos hábitos alimentares podem ajudar a eliminar e prevenir pedras.
Mais do que beber dois litros por dia, é importante urinar bastante para eliminar as impurezas. Em dias quentes ou durante a prática esportiva, a água é mais eliminada pela transpiração, portanto, a atenção deve ser redobrada. Para saber se você está bem hidratado veja a coloração da urina, que deve ser amarela bem clara.
O principal sintoma da calculose renal é a cólica renal, uma dor muito intensa, que vai das costas, na região lombar, em direção à bexiga. Podem ocorrer também náuseas, vômitos, infecção urinária e sangramento em alguns casos.
Os tratamentos para os cálculos são vários e dependem principalmente do tamanho e da localização de cada pedra. Cálculos pequenos podem ser eliminados na urina espontaneamente, enquanto as opções para cálculos maiores são a litotripsia extracorpórea, que consiste em quebrar as pedras com ondas de choque, a ureteroscopia (cirurgia endoscópica pelo canal que liga o rim à bexiga) ou a cirurgia percutânea, para os cálculos muito grandes, em que o médico usa um aparelho diretamente no rim, através de um pequeno corte nas costas, quebra as pedras e retira os fragmentos.
Vale ressaltar que quem já sofreu com calculose renal deve continuar monitorando o quadro, pois a chance de reincidência é de até 50% se nenhum tratamento de prevenção for feito.
Água é muito gostosa e faz bem à saúde. Aproveite-a!

Fonte - Dr. Fabio Vicentini é urologista do Centro de Cálculo Renal do Hospital 9 de Julho

Dor nos dedos? Você deve estar teclando demais…

A tecnologia facilita nossas vidas em muitos aspectos. É comum passarmos o dia conectados, utilizando o celular para enviar mensagens e e-mails, navegar na internet ou realizar tarefas do cotidiano que antes exigiam o uso do computador. Mas passar o dia inteiro teclando em aparelhinhos como os smartphones e tablets pode causar lesões nos tendões (estruturas que ligam o osso ao músculo) das mãos pelo movimento repetitivo que se faz com os dedos, principalmente o polegar.

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Como este é um dedo bem versátil, acaba sendo utilizado não apenas para digitar, mas também para segurar o aparelho. Isso faz com que o esforço nos movimentos de extensão seja maior do que o normal, o que pode provocar microlesões do tendão e inflamá-lo, causando dor e sensibilidade na região.
Para amenizar o problema e prevenir a tendinite, é bom evitar longos períodos de digitação em telas muito pequenas, relaxar e descansar as mãos se uma hora ou outra isso for inevitável, além de fazer alongamentos nos dedos e punho periodicamente. Ao segurar o telefone, é preferível não utilizar a mesma mão para digitar. Outras boas dicas são fazer um revezamento dos dedos de digitação e apoiar o aparelho em uma mesa, reduzindo a sobrecarga do tendão.
Caso os sintomas da tendinite já estejam presentes, o ideal é procurar um médico. Repouso e imobilização dos tendões afetados costumam ser indicados e ajudam na recuperação. Em alguns casos, é necessário o uso de anti-inflamatórios para reduzir a dor e a inflamação, e fisioterapia, para agilizar a cura e evitar lesões futuras, fortalecendo os tecidos.
O uso consciente da tecnologia faz dela nossa aliada e não traz prejuízos à saúde. Fica a dica.

Fonte - Dr. Nilton Salles é reumatologista do Hospital 9 de Julho.

A maioria das queimaduras poderia ser evitada?

A palavra acidente nos remete ao que não foi intencional, mas, em certo ponto, também ao que pode ser evitado. É o que acontece com as queimaduras.

Apenas no Brasil, um milhão de pessoas por ano sofre com o problema, segundo dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras. É desta entidade também a estimativa de que 80% dos casos poderiam ser evitados.

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É em casa que estão algumas das principais causas deste tipo de acidente. Sempre falo que devemos ter cuidado redobrado com a preparação de alimentos quando há crianças em casa para se evitar o escaldo. O mesmo conselho deve ser seguido para caixas de fósforos ou isqueiros, que devem ficar completamente fora do alcance dos pequenos.
Além disso, para que aquele churrasco acabe bem, só deve ser utilizado álcool em gel no acendimento da churrasqueira. O álcool líquido é um dos grandes vilões dos acidentes, porque, ao acender o fogo, a chama pode “seguir” o caminho inverso e atingir o corpo de quem utilizou o produto. O problema é mais comum do que parece, por isso, vale o alerta.
Em caso de uma emergência, não podemos cobrir o ferimento, nem colocar produtos como borra de café ou pasta de dente, uma crença ainda relativamente comum. A pessoa deve ser encaminhada imediatamente para um atendimento de emergência. O socorro rápido e especializado é fundamental para minimizar futuras sequelas e evitar o risco de infecções, já que o corpo fica muito fragilizado pelos ferimentos.
A informação é uma ferramenta muito importante. Compartilhe e ajude a mais pessoas a evitarem o problema.

Fonte - Dr Luiz Philipe Molina é cirurgião plástico especializado em queimaduras do Hospital 9 de Julho.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Capsulite Adesiva - Ombro congelado

A Capsulite Adesiva é uma doença que gera dor e restrição da mobilidade do ombro. Suas causas são desconhecidas e o diagnóstico é clínico. O tratamento é fundado na fisioterapia de longo prazo.

A Capsulite Adesiva também é chamada de Ombro Congelado. É uma condição dolorosa associada a uma perda severa de movimento no ombro. Pode estar associada a uma lesão ou pode ocorrer gradualmente sem causa aparente.


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A capsula articular da articulação do ombro (glenoumeral) funciona como uma bolsa que contém o líquido articular, responsável pela nutrição da cartilagem e pela lubrificação desta articulação. A cápsula articular tem uma quantidade considerável de folga, apresentando um tecido mais frouxo que permite o ombro realizar todos os movimentos e ajuda a estabilizar esta articulação.

No ombro congelado existe uma inflamação da cápsula articular que se "enruga, diminui de tamanho e fica mais rígida. Isto limita seriamente a capacidade do ombro se movimentar, e faz com que o ombro "congele" causando muita dor.

Causas
Por que meu ombro congela ?

A causa do ombro congelado é um grande mistério. Uma teoria é a de que ela pode ser causada por uma reação auto-imune. Em uma reação auto-imune o sistema de defesa do organismo, que normalmente protege das infecções, por engano começa a atacar os tecidos normais do próprio corpo. Isso provoca uma intensa reação inflamatória no tecido que está sob ataque.

Ninguém sabe por que isso ocorre tão de repente. Ombro congelado pode começar depois de uma lesão no ombro, fratura ou cirurgia. Ele também pode iniciar após período de imobilização, mesmo em ombros normais. Isso pode acontecer após uma fratura no punho, quando o braço é mantido em tipóia por várias semanas. Por alguma razão, imobilização de uma articulação após uma lesão parece desencadear a resposta auto-imune em algumas pessoas.

Ombro congelado também tem sido associado pós-cirurgias não relacionadas com o ombro, e até mesmo após um ataque cardíaco. Outros problemas do ombro como bursite, lesões do manguito rotator ou síndrome do impacto podem acabar causando um ombro congelado. 

Sintomas
Quais são os sintomas do ombro congelado?

Os sintomas do ombro congelado são principalmente dor no ombro e uma redução muito grande dos movimentos na articulação. O ombro também pode ser muito doloroso à noite.  A rigidez no ombro pode tornar difícila execução de atividades regulares como se vestir, pentear o cabelo, atingir o bolso de trás da calça ou abotoar o soutien.

Diagnóstico
Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de ombro congelado é geralmente feito com base na sua história clínica e exame físico. Uma diferenciação com a lesão do manguito rotador deve ser feita pelo seu médico.O diagnóstico é clínico!!! Não há necessidade de nenhum método de imagem para realizar o diagnóstico. Entretando, algumas vezes lançamos mão de métodos complementares como Rx, Ultrassonografia e Ressonância magnética para afastar outras causas de dor no ombro e identificar se há lesões associadas.

Tratamento
O tratamento da Capsulite Adesiva (Ombro Congelado) é principalmente conservador, sem necessidade de cirurgia. 

Tratamento do ombro congelado pode ser frustrante e lento. A maioria dos pacientes melhora muito, mas o processo pode levar meses. O objetivo do tratamento inicial é diminuir a inflamação e aumentar a amplitude de movimento do ombro. O seu médico provavelmente irá recomendar inicialmente medicamentos antiinflamatórios para aliviar os sintomas.

Fisioterapia é a chave do tratamento para recuperar o movimento e a função de seu ombro. Os tratamentos são direcionados no sentido de conseguir relaxar os músculos e diminuir a inflamação. Os terapeutas usam o calor e exercícios para alongar a cápsula articular e tecidos musculares do ombro. Você também receberá como parte de um programa de reabilitação exercícios e alongamentos para fazer em casa. Você pode precisar de tratamento por três a quatro meses antes da melhora do movimento e da função do ombro.

Em alguns casos podemos lançar mão de bloqueios anestésicos do nervo supra-escapular, que podem ser realizados de forma seriada (semanalmente) para ajudar a reduzir a dor e permitir uma fisioterapia adequada.

Cirurgia
Manipulação sob anestesia
Se o progresso na reabilitação é lento, o médico pode recomendar a manipulação sob anestesia. Você será levado ao centro cirúrgico e sob anestesia geral, será realizada uma manipulação para soltar estes tecidos encurtados. Este é um procedimento que não envolve cortes mas como todos procedimento não é isento de riscos e deve ser sempre indicado após um tratamento adequado e ser realizado por um cirurgião experiente.

Liberação Artroscópica
Quando se torna claro que a fisioterapia e a manipulação sob anestesia não melhoram o movimento do ombro, liberação artroscópica pode ser necessária. O cirurgião utiliza um artroscópio para ver o interior do ombro. Durante o procedimento, o cirurgião corta o tecido cicatricial e algumas partes da cápsula articular para ajudar a "soltar" este ombro.

Reabilitação

Reabilitação não-cirúrgica
O principal objetivo da fisioterapia é obter movimento completo no ombro. Se a sua dor é muito forte no início, o terapeuta pode iniciar com terapias para ajudar o controle da dor. Tratamentos para aliviar a dor incluem gelo, calor, ultra-som e estimulação elétrica. 
Quando o seu ombro estiver pronto, a terapia irá focalizar na recuperação do movimento do seu ombro.

Após a cirurgia
O objetivo do tratamento fisioterápico após a liberação cirúrgica do ombro é o mesmo acima, manter o alongamento e diminuir a inflamação.


Fonte: eorthopod




terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O que você mais gosta de passar no pão?

Margarina, manteiga e creme vegetal. Para grande parte dos brasileiros, estes três tipos de alimentos são os preferidos para passar no pão durante o café da manhã.
O que você mais gosta de passar no pão?
Esta afirmação tem como base uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), que apontou ainda, a margarina como a favorita entre todas as alternativas — ela é consumida com o pão por 32,2% da população.
Mas qual seria a melhor opção para o corpo? Dentre os três tipos de alimentos citados, o creme vegetal seria o mais saudável. Ele contém componentes naturais (os fitosteróis) que atuam reduzindo os níveis de colesterol ruim no sangue. Além disso, o teor de gordura deste tipo de alimento é menor quando comparado à manteiga e à margarina, sendo um auxílio na dieta.
Outras opções
Requeijão, mel, geleia e maionese são outras opções comumente encontradas na mesa de café da manhã dos brasileiros. No entanto, é preciso ficar atento ao consumo exagerado de alguns alimentos, que podem ser menos saudáveis do que se imagina.
Maionese: o consumo deste alimento deve ser moderado, especialmente para quem sofre de hipertensão. No caso, tanto a versão normal quanto a light apresentam uma maior quantidade de sódio.
Requeijão: assim como a maionese, o requeijão deve ser consumido com moderação e em pequena quantidade. Ele é uma das opções mais calóricas para se passar no pão e ainda possui uma grande concentração de sódio.
Geleia: diabéticos ou pessoas que querem controlar a ingestão de calorias em sua dieta devem evitar as geleias, que possuem uma grande adição de açúcar em suas composições (o que é minimizado com as geleias diet, mas, mesmo assim, deve-se ingerir este tipo de alimento de forma comedida).
Ricota: de todas as opções listadas, a ricota é a mais saudável. Ela possui poucas calorias, pouco sódio e ainda é fonte de cálcio. 
Mel: mel também é outra opção bem saudável, mas para aproveitar bem os seus benefícios, deve ser consumido com moderação. Quando consumido em excesso pode contribuir para o aumento de peso.

Fonte: Unimed Londrina

Chega de inchaço no corpo!

O inchaço pode ter várias causas, mas uma coisa é unânime: ele incomoda muito! Se você chega em casa no fim do dia com os pés, tornozelos, pernas, barriga e braços inchados é melhor ficar atento.
Na maioria dos casos o inchaço aparece em decorrência à retenção de líquidos e/ou maus hábitos alimentares. Sabe aquela barriguinha indesejada, que fica um pouco dura às vezes, e incomoda até não querer mais? Saiba que isso pode ser acúmulo de gases no corpo.
Pequenas mudanças que você poderá testar durante essa semana, se você notar a diferença, já sabe o que fazer: adote melhores hábitos para sua saúde.
Beba mais água e diminua o consumo de bebidas gasosas: A retenção de líquido acontece quando o corpo começa a estocar água, pois percebe que não está recebendo a quantidade ideal para o bom funcionamento do organismo. Por isso, ingira ao menos 2L de água por dia. Tente ir se acostumando aos poucos com essa quantidade de água.
Os refrigerantes e água com gás também prejudicam quem sofre com inchaço: Os gases presentes nestas bebidas dilatam o estômago, trazendo uma falsa sensação de saciedade, como se estivéssemos estufados. Evite o consumo, principalmente nas refeições.
Diminua o consumo de alimentos que causam gases: repolho, ovo, couve-flor, couve-manteiga, couve de bruxelas, brócolis, batata doce, feijão, leite e alimentos ricos em açúcar refinado.
Diminua o consumo de sódio, pois ele é um grande vilão do combate ao inchaço: Ele contribui para o acúmulo de líquidos no organismo, além colaborar para o aumento da pressão arterial se consumido em excesso.
Adicione mais fibras nas refeições diárias: Sozinhas as fibras podem ter o efeito inverso: causar uma constipação acompanhada de inchaço. Por isso, sempre que for consumir mais fibras, consuma mais água junto. Isso porque a água hidrata as fibras, o que faz com que elas funcionem direitinho no intestino. Aposte nessa combinação!
Tome mais chá! Essa dica básica da vovó é muito eficaz para quem quer eliminar de vez o inchaço. Os chás ricos em cafeína dão vontade de urinar com mais frequência, ajudando a eliminar o excesso de líquido e toxinas no organismo. Para esta finalidade, consuma chá branco, verde, cavalinha, cabelo de milho, alfafa, hibisco, quebra-pedra ou dente-de-leão.
Para prepará-los é bem simples: basta colocar a água para esquentar, quando começar a levantar fervura, desligue o fogo e adicione as ervas da sua preferência. Após isso, faça a imersão e aguarde de 5 a 10 minutos. Em seguida você decide se prefere consumi-lo quente ou esperar esfriar na geladeira. Não tem erro!
Agora que você já sabe como amenizar os incômodos do inchaço em seu corpo, faça o teste!
Fonte: Unimed Londrina

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Os benefícios do alecrim na sua saúde

Originário do Mediterrâneo, o alecrim geralmente é utilizado na culinária para temperar alimentos como carnes, legumes e molhos. Porém, as propriedades bioativas o tornam uma erva benéfica à saúde, podendo ser utilizada no combate a diversas enfermidades.
As propriedades do alecrim podem ser obtidas por meio de chá, óleo aromático, tinturas ou em compressas. É também chamada de erva da alegria, pois seus óleos essenciais favorecem a produção de neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar. Na sequência, veja 11 benefícios do alecrim para a saúde:
Pressão arterial: Entre os diversos nutrientes contidos na erva estão o potássio, magnésio, cálcio, fósforo e várias vitaminas, que quando em contato com o organismo, estimulam substâncias que auxiliam na circulação sanguínea, equilibrando a pressão arterial.
Problemas respiratórios: Por ser estimulante, o alecrim é indicado para controle de tosse, gripe e crises de asma.
Alívio da dor: O óleo essencial de alecrim ajuda a aliviar a dor da enxaqueca. Também pode ser aplicado para tratamento natural de artrite, dores musculares e outras dores como, articulares e musculares.
Ação digestiva: O chá do alecrim tem ação diurética, alivia os sintomas da má digestão, reduz os gases intestinais e auxilia na limpeza do fígado.
Auxilia a menstruação: por meio do chá, o alecrim facilita a menstruação e alivia as cólicas menstruais.
Memória: Conhecido por relaxar os nervos e acalmar os músculos, o alecrim aumenta o fluxo sanguíneo estimulando o cérebro e a memória.
Combate o stress: Por conter ácido carnósico, um ácido com propriedades antioxidantes essencial para o sistema nervoso, ajuda a lidar com situações de stress.
Cabelo: O alecrim ainda é indicado como fortificante do couro cabeludo, anticaspa e também contra a queda de cabelo.
Reduz o mau hálito: A tintura diluída em água serve para bochechos contra o mau hálito, aftas, estomatites e gengivites.
Tratamento de hemorroidas: O consumo da tintura do alecrim, por dez dias, pode ser eficaz no tratamento via oral de hemorroidas inflamadas.
Antienvelhecimento: Alecrim é um ingrediente popular em antienvelhecimento da pele, pois ajuda a reduzir o inchaço, estimula a regeneração celular, aumenta a firmeza e melhora o tônus da pele em geral.
Fonte: Pensamentoverde

sábado, 24 de janeiro de 2015

Medicamentos que afetam os rins

Os rins são os principais responsáveis pela filtração e eliminação de substâncias tóxicas do sangue. Entretanto, alguns medicamentos usados frequentemente na prática médica podem causar lesão nesses órgãos se forem administrados de modo inapropriado.

Além da lesão direta das drogas nefrotóxicas – aquelas que apresentam potencial risco de prejudicar os rins -, existe também um grupo de drogas que são seguras em pessoas sadias, mas que se tornam perigosas em pacientes com doenças renais, fazendo com que haja piora do quadro.
“Muitos desses medicamentos são extremamente comuns e vendidos sem prescrição. Por isso, é importante sempre seguir a recomendação do médico”, alerta o Dr. Cesar Camara, urologista do Instituto da Próstata e Doenças Urinárias.

Conheça abaixo quais são as principais drogas nefrotóxicas.

Anti-inflamatórios
Os grandes vilões para os rins são os anti-inflamatórios não esteroides (AINES). O principal efeito é a redução da filtração renal, ou seja, da capacidade dos rins em filtrar o sangue. 
Pessoas sadias toleram essa alteração sem maiores complicações. O problema ocorre naqueles que têm insuficiência renal (principalmente em fases avançadas) e já apresentam a filtração renal de base diminuída. Esse grupo apresenta grande risco de falência renal aguda e, muitas vezes, necessita de hemodiálise de urgência. O risco cresce a partir do terceiro dia de uso. O anti-inflamatório é, portanto, uma droga contraindicada em pacientes com insuficiência renal.
Outra lesão relacionada aos anti-inflamatórios é a nefrite intersticial, uma espécie de reação alérgica localizada no rim. A nefrite intersticial pode ser causada por várias drogas além dos anti-inflamatórios e se apresenta principalmente como uma insuficiência renal aguda, com rápida elevação da creatinina. No caso da nefrite intersticial por anti-inflamatórios, é apresentada uma característica especial: a presença concomitante de proteinúria e síndrome nefrótica.
É importante esclarecer que a nefrite intersticial não é uma reação comum, principalmente se levarmos em conta a quantidade de pessoas que tomam anti-inflamatórios no mundo.
Um terceiro tipo de lesão, mais incomum ainda, é o induzido por uso crônico de anti-inflamatórios. Para pessoas com rins saudáveis desenvolverem lesão renal pelo uso prolongado de AINES, são necessários no mínimo 5.000 comprimidos ao longo da vida. Isso equivale a sete anos consecutivos de uso de anti-inflamatórios diariamente, em um regime de doze em doze horas.
O AAS (aspirina) também é um anti-inflamatório e deve ser usado com cautela em pacientes com doenças renais.

Antibióticos
Os antibióticos também são causa de nefrite intersticial. Neste caso, a proteinúria é pequena, mas outros sintomas, como febre e manchas vermelhas pelo corpo associadas à insuficiência renal aguda, ocorrem com maior frequência.
Vários antibióticos podem causar nefrite intersticial, principalmente as penicilinas, rifampicina, ciprofloxacino e trimetoprim/sulfametoxazol (Bactrim®).
Alguns dos medicamentos são nefrotóxicos por natureza e devem ser evitados em doentes renais crônicos. São eles:
  • - Aminoglicosídeos: Gentamicina, Amicacina, Estreptomicina, Tobramicina e Neomicina
  • - Anfotericina B
  • - Pentamidina


Analgésicos
A lesão renal pelo uso prolongado de analgésicos era muito comum até a década de 80, e caiu vertiginosamente após a retirada da Fenacetina do mercado. Hoje as lesões relacionadas aos analgésicos são causadas pelo uso diário e prolongado do Paracetamol (acetaminofeno), principalmente se associado ao ácido acetilsalicílico (AAS). São lesões raras, mas que existem.
A Dipirona é muito pouco usada na Europa e nos EUA, por isso, existem poucos estudos sobre seu grau de toxicidade renal.

Contraste de Exame Radiológico
Doentes com insuficiência renal devem evitar contrastes radiológicos sempre que possível. Se o exame for imprescindível, deve-se realizar uma preparação do paciente para minimizar os efeitos. Os principais exames que usam contrastes nefrotóxicos são:
  • - Tomografia computadorizada
  • - Cateterismo cardíaco
  • - Urografia excretora
  • - Angiografia
  • - Ressonância magnética


Outras drogas
  • - LÍTIO: usada principalmente no distúrbio bipolar (antigo distúrbio maníaco-depressivo)
  • - ACICLOVIR: antiviral
  • - INDINAVIR: antirretroviral usado na SIDA (AIDS)
  • - CICLOSPORINA: imunossupressor usado em transplantes e doenças autoimunes
  • - TACROLIMUS: igual à ciclosporina
  • - CICLOFOSFAMIDA: imunossupressor usado em doenças autoimunes e algumas neoplasias

Existem cada vez mais relatos sobre casos de lesão renal induzidos pelas chamadas ervas chinesas tradicionais. Já são mais de 150 casos de pessoas que usavam essas ervas para emagrecer e desenvolveram insuficiência renal aguda com necessidade de hemodiálise.
Poucos são os procedimentos médicos isentos de riscos. A automedicação é perigosa e é importante conhecer os principais efeitos colaterais para poder detectá-los precocemente. Não é a toa que grande parte dos médicos passa por uma formação de pelo menos 10 anos, de forma a garantir a correta aplicação e os cuidados ao prescreverem os remédios aos pacientes.

Fonte: Dr. Cesar Camara, urologista do Instituto da Próstata e Doenças Urinárias do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.