quinta-feira, 25 de junho de 2015

Artrite reumatoide: tratamento pode ajudar a diminuir a progressão da doença

Aproximadamente 2% da população brasileira possui artrite reumatoide, doença autoimune que causa a degeneração de tecidos musculoesqueléticos, especialmente o articular.
A rapidez no diagnóstico aliada às inovações no tratamento pode contribuir para o retardo da progressão das lesões e, por consequência, os pacientes têm melhor qualidade de vida.
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Sintomas
A doença é mais comum em pessoas na faixa etária dos 30 aos 50 anos e o momento ideal para o início do tratamento é quando os primeiros sintomas começam a surgir.
A artrite reumatoide é caracterizada por dor e inchaço das articulações (em especial nas mãos), que são associados à rigidez, principalmente pela manhã. Além desses, é importante atentar para sintomas mais gerais como cansaço, indisposição e até mesmo febre.
Riscos
Além do risco de evolução para deformidades articulares e prejuízo funcional, os pacientes acometidos por artrite reumatoide têm mais propensão a desenvolver doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
O pronto manejo da doença aliado ao cuidado de outros fatores de risco cardiovasculares como diabetes, problemas de colesterol e triglicerídeos e hipertensão devem fazer parte da rotina destes pacientes.
Tratamento
Nos últimos anos, com a chegada de alguns medicamentos, conseguimos ter um leque maior de opções terapêuticas, que incluem medicações modificadoras de doença.
O alvo do tratamento é a remissão clínica, ou seja, um estado em que se considera a doença paralisada ou de evolução muito lenta. Entre os imunobiológicos existem opções de uso por via endovenosa e subcutânea e, recentemente, foi introduzido no país um novo medicamento que atua na sinalização inflamatória dentro da célula, oferecendo mais que um novo mecanismo de ação, uma nova opção para aqueles pacientes que não respondem completamente às outras terapias.
A fisioterapia e a terapia ocupacional são parte importante da reabilitação e existem casos em que se indica cirurgia para alinhamento da articulação. Apesar de todas as opções de tratamento disponíveis, nem sempre é possível retornar ao estágio inicial, de pleno movimento. É por isso que consideramos fundamental o diagnóstico precoce, pois, a partir dele conseguiremos mudar o curso da doença e trazer mais qualidade à vida dos pacientes.

Fonte: Dr. Nilton Salles é reumatologista do Hospital 9 de Julho

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Protegendo a pele contra o câncer

câncer de pele é o tumor maligno com maior incidência no mundo, respondendo por cerca de 25% de todos os casos ocorridos no Brasil. Isso ocorre principalmente graças ao nosso clima tropical, já que a exposição à radiação ultravioleta é a principal causa desse tipo de tumor.

O verão é um período crítico na prevenção desta doença. É a época do ano em que a incidência de exposição ao sol mais aumenta, por razões óbvias. Mas é claro que é possível aproveitar o verão sem comprometer a nossa saúde: basta utilizar filtro solar pelo menos 30 minutos antes de se expor ao sol. O objetivo é bloquear os raios ultravioleta, UVA e UVB, prejudiciais à saúde da pele.
É importante prestar atenção ao Fator de Proteção Solar (FPS) na hora da compra. Para ficar fácil de entender, o FPS mede o tempo de exposição ao sol necessário para que a pele atinja a dose eritematosa mínima (DEM). Ou seja, um produto com FPS 15 significa que a pele demora 15 vezes mais tempo para sofrer os danos causados pelo sol.
Os filtros solares são compostos por ingrediente ativo e veículo. De acordo com a natureza química e as propriedades físicas dos ingredientes ativos, os filtros solares atenuam a ação da RUV (Radiação Ultravioleta) por mecanismos de absorção (filtros orgânicos), dispersão e reflexão (filtros inorgânicos).
Eles podem ser encontrados em forma de creme, loção, gel ou spray. Sua escolha por um deles deve basear-se no tipo de pele (seca ou oleosa) e no tamanho da área aplicada.
Filtros solares em loção, por exemplo, espalham mais facilmente e são ideais para áreas extensas. Já os filtros em spray são ótimos para áreas com muitos pêlos.
Em qualquer caso, o filtro deve ser reaplicado a cada duas horas para garantir sua proteção máxima. Outros cuidados, como evitar o sol das 10:00 às 16:00hs e usar chapéus, óculos escuros e protetor labial também ajudam a prevenir essa e outras doenças na pele.
Esses conselhos valem também para pessoas de pele negra ou morena: apesar de a incidência do câncer ser menor nesses casos, elas também estão sujeitas aos riscos da doença e, portanto, devem tomar os mesmos cuidados.

Fonte: Dra. Patricia Fagundes, dermatologista do Hospital 9 de Julho

Sedentarismo – um vilão a ser combatido

Um estudo feito pelo jornal médico norte-americano “The Lancet” revelou que o sedentarismo já mata mais que o vício de cigarro. A obesidade é uma das principais consequências da falta de exercício físico, que compromete o organismo com outras doenças como o diabetes e os problemas musculoesqueléticos causados pela sobrecarga.

“Quando o corpo ganha alguns quilos, as articulações, antes acostumadas com a carga, sentem o impacto desse aumento. É como se o joelho sentisse um impacto de cerca de quatro quilos a mais a cada quilo engordado”, explica o ortopedista e traumatologista do Hospital 9 de Julho, Dr. Ricardo Barone. Além do joelho, quadril e coluna lombar estão entre as áreas mais afetadas pela sobrecarga.
Praticar exercícios físicos é essencial para fortalecer a musculatura e diminuir as dores nas articulações. A recomendação não deve ser apenas para obesos, mas também para pessoas magras, que podem apresentar os mesmos problemas pela falta de atividade e de hábitos saudáveis. “O melhor tratamento contra doenças musculoesqueléticas é a mudança de hábito. Dormir pelo menos oito horas por noite, ter uma dieta rica em verduras, frutas e legumes e fazer exercícios físicos programados para o biótipo da pessoa são recomendações fáceis de seguir e que devem ser feitas com acompanhamento de especialistas”, comenta Dr. Barone.
Intervenções cirúrgicas para tratar doenças musculoesqueléticas devem ser feitas apenas como última opção. Em obesos, estas operações não são recomendadas. Há casos em que é necessário o uso de próteses ou parafusos, que têm garantia de pelo menos 10 anos. Se a cirurgia é feita em obesos, a validade das próteses fica comprometida e, provavelmente, outro procedimento deve ser feito em pouco tempo. “Se a pessoa continua com dores, tem problemas de movimentação e a cirurgia é inevitável, primeiro é preciso que ela emagreça. Cirurgia bariátrica pode ser indicada nessa situação”, orienta o médico. Isso porque, ao perder peso, as dores podem diminuir e o procedimento cirúrgico ser adiado.
Pequenas mudanças na rotina, como trocar um doce por uma fruta, parar o carro um pouco mais longe do trabalho e ir a pé, fazem muita diferença para o corpo, que passa a responder positivamente.

Fonte: Dr. Ricardo Barone - ortopedista e traumatologista do Hospital 9 de Julho

Saiba como evitar a Hepatite A

O verão chegou trazendo aquele calorão que já conhecemos. Desde dezembro, milhares de pessoas aproveitam as altas temperaturas e as férias para viajar. Mesmo nos dias de descanso, vale não descuidar da saúde já que, há diversas doenças comuns nesta época. 
Você sabia que a Hepatite A é uma delas?

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O vírus da Hepatite A (HAV, da sigla em inglês Hepatitis A Virus) pode provocar uma inflamação aguda e intensa do fígado. A transmissão do HAV é oro-fecal, o que significa que a pessoa adquire o vírus pela boca, quando entra em contato com água e alimentos contaminados, e o elimina pelas fezes. Em locais onde o saneamento básico é precário, o esgoto pode contaminar a água e também frutos do mar, especialmente ostras.
Febre, dor abdominal, náuseas, diarreia e coloração amarelada da pele e olhos são os principais sintomas desta doença. A Hepatite A pode ser prevenida pela vacina, que pode ser aplicada em crianças e em adultos que não nunca tiveram contato com o vírus. Apesar disso, não existe um tratamento específico para a Hepatite A.
Na maior parte dos casos, a cura ocorre espontaneamente, sem tratamento específico, apenas pela reação natural do próprio sistema imunológico. Com isso, a pessoa passa a ficar protegida contra a hepatite A, isto é, não vai mais contrair a doença novamente. O processo de cura pode durar até seis meses e deve ser tratado com descanso, alimentação leve e monitorização cuidadosa por um médico.  Importante: bebidas alcoólicas são estritamente proibidas caso a doença seja confirmada.
Em alguns casos, os sintomas podem ser mais intensos e até mesmo confundidos com outro tipo de hepatite mais grave, o que exige um tratamento específico. Por isso a importância de se evitar a automedicação e sempre buscar orientação médica para um diagnóstico preciso ao surgirem os primeiros sintomas.
Além da vacina, os riscos de contágio diminuem muito com a intensificação dos hábitos de higiene, especialmente em crianças. Outras formas de manter a Hepatite A afastada e aproveitar bastante o verão são evitar o consumo de frutos do mar, especialmente se estiverem crus, e beber apenas água tratada ou embalada.

Fonte: Dra. Marta Deguti é hepatologista do H9J.

Exame que ajuda a diagnosticar incontinência urinária

A incontinência urinária é um problema bastante incômodo e muitas vezes constrangedor, que acaba comprometendo o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas que sofrem com este distúrbio. E elas não são poucas.
A Sociedade Brasileira de Urologia estima que mais de 10 milhões de pessoas no Brasil enfrentem esta condição em alguma fase da vida.

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O público feminino é o principal afetado. Trinta e cinco por cento das mulheres desenvolvem incontinência urinária, em graus variados, após a menopausa. Mas a idade não é o único fator desencadeante. As gestantes, por exemplo, também são impactadas: estima-se que 40% delas apresentem episódios variados durante a gravidez e nos dias após o parto.

Causas
Além da menopausa e dos partos, outros fatores contribuem para o surgimento da incontinência urinária, como obesidade, obstrução do trato urinário, doenças neurológicas, infecções urinárias, excesso de esforço, tumores, tosse crônica e enfraquecimento nos músculos da região pélvica.

Diagnóstico
Uma forma bastante eficaz de se detectar a incontinência urinária é por meio do exame de urodinâmica, que mede o enchimento e o esvaziamento vesical (fluxo urinário e o enchimento da bexiga), avaliando a capacidade de armazenamento vesical, tipo de perda de urina a partir da pressão de perda e também o esvaziamento vesical através do fluxo urinado.
Além da incontinência urinária, o estudo urodinâmico é de grande importância para identificar anormalidades funcionais do trato urinário inferior, como a obstrução infravesical. A avaliação ainda ajuda a identificar anormalidades estruturais como prolapsos associados à incontinência urinária de esforço, fístulas vesico-vaginais e divertículos uretrais.

Como é realizado?
Feito com equipamentos computadorizados e indolor, o estudo urodinâmico é realizado no próprio Centro de Medicina Especializado, onde também são realizadas as consultas médicas e o acompanhamento com fisioterapeuta, caso seja necessário. O exame compreende três fases:
  • Urofluxometria: etapa não invasiva, sem contato com aparelhos. Os pacientes são instruídos a urinar normalmente com a bexiga confortavelmente cheia, com privacidade e conforto máximos;
  • Cistometria: utiliza-se sonda vesical de dupla via, uma para enchimento vesical e outra para medida da pressão intravesical. Uma sonda retal é utilizada para medir a pressão abdominal. As sondas são introduzidas com gel anestésico, o que torna o exame indolor. Durante o enchimento vesical, a paciente realiza manobras de esforço para avaliar a perda de urina;
  • Estudo miccional: já sem a sonda de enchimento vesical, a paciente volta para sua posição habitual de micção e urina da forma como faria em sua própria casa.

Não há necessidade de preparo. A paciente deve chegar ao exame com a bexiga cheia, meia hora antes do agendado. É fundamental que se tenha realizado um exame de urina 1 e urocultura para garantir que não exista infecção urinária, pois isso pode afetar o resultado do exame

Fonte: Dra. Claudia Palos é uroginecologista da Clínica da Mulher do Hospital Nove de Julho.

Saiba como identificar e tratar a candidíase

Candida é um tipo de fungo comum à flora de todo o corpo humano, onde habita de forma equilibrada, especialmente nas regiões vulvovaginal e intestinal. Entretanto, quando ocorre algum desequilíbrio desta flora que protege o organismo, a Candida se prolifera em excesso podendo irritar pele e mucosas, causando a candidíase.

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Os sintomas mais comuns são prurido, inchaço vulvar, inflamação, escoriações (resultantes do ato de coçar), dor durante a relação sexual e ao urinar, infecções secundárias e corrimento denso, mas sem odor.
Este é um problema comum entre mulheres e costuma ser mais frequente nos períodos caracterizados pelo aumento da produção do hormônio estrogênio: período pré-menstrual, na gravidez e durante tratamento com hormônios. Isso ocorre porque o estrogênio faz com que o conteúdo vaginal fique mais ácido. Apesar de comum, apenas 10% dos casos de candidíase são recorrentes.
Algumas situações tipicamente favorecem a proliferação da Candida:

  • Duchas vaginais, sabonetes íntimos de uso diário, protetores diários de calcinha, roupas sintéticas apertadas, biquínis molhados.
  • Uso de antibióticos, em especial os de amplo espectro, que acabam por alterar a flora vaginal, diminuindo o número de lactobacilos vaginais e consequentemente alterando o pH vaginal
  • Infecções locais
  • Atividade sexual intensa
  • Diabetes descompensado
  • Baixa imunidade, situações de stress

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito principalmente pelo quadro clínico. Algumas ocasiões exigem exames mais específicos, como é o caso de alergias e eczemas que podem apresentar sintomas semelhantes.
Como a candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível, o parceiro somente é tratado se apresentar os sintomas. O tratamento consiste em afastar os fatores de risco para evitar a reincidência, por isso, é preciso suspender as relações sexuais para restabelecimento da pele e da mucosa durante o tratamento.
Além disso, são ministrados medicamentos antifúngicos por via oral e/ou cremes para tratamento local. O tempo de tratamento varia conforme a gravidade dos sintomas. Nos casos de infecções que tendem a se repetir várias vezes ao ano, que são mais raros, o médico pode optar pelo uso de antifúgico oral por um tempo mais prolongado.
Porém, tanto o diagnóstico como a determinação do melhor tratamento depende da avaliação de um especialista. Por isso, evite se automedicar e, ao aparecerem os primeiros sinais, busque ajuda médica.

Fonte: Dra. Maria Carolina Madi, ginecologista da Clínica da Mulher do H9J.

9 dicas para se proteger contra doenças respiratórias

Todos os anos a situação se repete: basta que a temperatura baixe e o tempo fique mais seco para que ácaros, vírus, fungos e bactérias entrem em ação causando doenças comuns ao outono/inverno. E o sistema respiratório é o principal alvo: casos de asma, sinusite e rinite alérgica são muito mais comuns neste período.

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Estima-se que cerca de 10% dos brasileiros apresentem quadros variados de asma, enquanto 30% sofram com rinite alérgica. Sintomas como espirro, coriza, congestão nasal e dores de cabeça podem facilmente ser confundidos com os de um resfriado, dificultando o diagnóstico e tratamento adequado, essencial para se evitar infecções oportunistas.
Isso porque o tempo seco aumenta a poluição no ar e deixa o muco mais espesso, fazendo com que vírus e bactérias permaneçam mais tempo no organismo e se proliferem. Além disso, quando está desidratada, a mucosa nasal não cumpre devidamente o papel de filtrar o ar e impedir a entrada de micro-organismos.
Um fator agravante é o aumento da poluição, intensificada pelo tempo seco, que pode causar ainda mais irritação ao nariz, pele e olhos. Evitar a exposição ao ar poluído e aos agentes infecciosos e alergênicos é impossível, mas algumas medidas ajudam a reduzir o contato, diminuindo os riscos de doenças respiratórias e, ao mesmo tempo, aliviar o mal-estar causado pela baixa umidade.
Confira abaixo nove dicas para se cuidar bem nesta estação.
  1. Beba bastante água: o ideal é ingerir dois litros de água por dia para manter o organismo hidratado e as vias respiratórias devidamente umedecidas;
  2. Faça limpeza nasal com solução fisiológica ao menos duas vezes ao dia;
  3. Troque a roupa de cama a cada semana;
  4. Evite usar tapete em casa; em caso de ambientes acarpetados e móveis estofados, faça limpeza com soluções bactericidas;
  5. Guarde brinquedos de pelúcia em embalagens a vácuo depois de devida higienização;
  6. Evite ambientes fechados e aglomerações;
  7. Mantenha a casa limpa – de preferência com aspirador de pó e panos úmidos – e os ambientes sempre arejados de forma a permitir ventilação e entrada de luz solar, o que evita a formação de fungos;
  8. Evite fumar, principalmente em ambientes fechados;
  9. Pratique atividades físicas preferencialmente antes das 10h e após as 16h quando o tempo está menos seco.
E atenção: caso os sintomas apareçam, é importante se consultar com um médico para se fazer um diagnóstico preciso e seguir o tratamento mais adequado.

Fonte: Dr. Alexandre Kawassaki -  pneumologista do Hospital 9 de Julho.

Como evitar lesões ao usar salto alto

No Brasil, é quase unanimidade: mulheres e homens concordam que saltos altos são sinônimos de beleza e elegância para a silhueta feminina. Mas são as mulheres as que mais sofrem com eles – e elas já perceberam que o conforto não é um dos atributos do calçado.
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Apesar de não ser prioridade na hora da compra, o conforto precisa, sim, ser levado em consideração. Sabemos que a brasileira é muito vaidosa e não vive sem o salto, mas vale ficar atenta: se aos 30 anos, a mulher que o utiliza com frequência começar a sentir uma dorzinha chata e não der a devida atenção, aos 50 ela pode acabar com uma lesão permanente.
Para evitar este problema, não é necessário parar de usar salto, mas é importante entender como é o formato do pé e escolher o calçado mais confortável o seu biótipo.
Conheça abaixo os principais tipos de pé e suas lesões mais comuns:
Pés planos: quando pessoas com este tipo de pisada usam salto, a carga fica na parte de dentro do pé e tornozelo, sobrecarregando a musculatura nestas regiões. Por vezes, o uso de uma palmilha é suficiente para corrigir a pisada, mas nem sempre é possível utilizá-la com um salto.
O uso de saltos mais largos, com meia pata na frente arredondada, ou seja, que permitam um equilíbrio maior entre a parte frontal e traseira do calçado, costuma ser uma boa opção. A estrutura interna do sapato, chamada de “alma”, deve ser rígida para neutralizar o perfil mais flexível da pisada e manter uma boa relação biomecânica.
Sinal de alerta: a dor mais comum neste tipo de pé é na região interna do tornozelo e pé, devido a uma fraqueza muscular. O desconforto pode evoluir com a queda do arco do pé, piorando o aspecto plano e, em casos mais graves, pode haver o rompimento do tendão.
Pés cavos: são mais arqueados e rígidos do que os planos, sobrecarregando sua parte lateral externa. No salto, ele fica muito mais predisposto a entorses, tanto pela parte mecânica, quanto por causa da ativação muscular e rigidez.
Sinal de alerta: dor na parte da frente do pé, principalmente na parte de fora, ou seja, quarto ou quinto dedo. Este pé fica mais predisposto a fraturas por estresse nesta região. Saltos que deixam o pé inclinado para dentro podem prejudicar a pisada, facilitando o desequilíbrio e lesões.
Deformidades do antepé: Nem todas as mulheres têm predisposição a joanetes ou dedão rígido, algumas das lesões permanentes mais comuns. Porém, anos de falta de cuidado podem desencadear o problema. Mulheres com predisposição, que já têm casos na família, precisam de atenção redobrada. Hoje as cirurgias evoluíram muito e a recuperação não é mais traumática e demorada, mas, se podemos evitar, por que correr o risco, não é?

Fonte: Dra. Fernanda Catena é ortopedista especialista em pés, do Centro de Ortopedia do Hospital 9 de Julho.

Pneumonia: conheça os sintomas e tratamento

As temperaturas amenas e a baixa umidade, quando associadas à maior permanência de pessoas em ambientes fechados, contribuem para o aumento de casos de doenças respiratórias. Uma das mais graves é a pneumonia, geralmente causada pela bactéria pneumococo (Streptococcus pneumoniae), mas que também pode ser causada por fungos, vírus ou ainda outras bactérias.

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A pneumonia é caracterizada pela infecção dos alvéolos pulmonares, estruturas responsáveis pela oxigenação do sangue. A transmissão dos agentes infecciosos não é tão intensa quando comparada à da gripe, mas, uma vez em contato, a doença pode ser transmitida. A probabilidade aumenta quando o corpo está debilitado, como nos casos de gripe e resfriado.

Sintomas
Alguns dos sintomas da pneumonia são muito semelhantes aos da gripe, como tosse, dor no peito, dores musculares e febre alta. Em geral os sintomas são insidiosos, mas podem ter início súbito.
Outras características típicas da doença são falta de ar, dificuldade de respirar e, principalmente, aumento na expectoração e alteração na coloração do muco, que pode variar entre verde, amarelado ou ainda acinzentado.

Fatores de risco
Crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade formam o grupo de risco, pois neles a doença pode ter consequências mais graves, o que resulta em altas taxas de internação e mortalidade. A vacina antipneumocócica já faz parte do calendário de imunização de crianças de até 2 anos e também é indicada para maiores de 60 anos e portadores de doenças crônicas que predisponham ao surgimento da pneumonia.

Tratamento
Devido à gravidade da doença, o tratamento deve ser levado muito a sério e precisa ser iniciado o quanto antes, neste caso o diagnóstico precoce é importante, por isso é preciso procurar ajuda médica logo ao surgirem os sintomas. Em alguns casos, a internação é necessária, em outros, o tratamento pode ser feito em casa, com prescrição de medicamentos, repouso e hidratação.

Fonte: Dr. Alexandre Kawassaki - pneumologista do Hospital 9 de Julho.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

CUIDADOS PARA OS DIAS MAIS FRIOS

Com a chegada do outono, as temperaturas começam a baixar e, como consequência, aumenta a incidência de doenças respiratórias, como a rinite, gripes e resfriados. Também há a necessidade de proteger a pele que tende a ficar mais ressecada. A boa notícia é que é possível se prevenir e atravessar essa temporada com tranquilidade e saúde.  



Para respirar aliviado

Além de temperaturas mais baixas, no outono também começa a cair a umidade do ar. O tempo mais seco favorece o aparecimento das doenças respiratórias, como rinite, gripes e resfriados. “As pessoas ficam mais tempo em lugares fechados, o que amplia o risco de desencadear as gripes e ficar mais em contato com os desencadeadores das alergias respiratórias”, afirma a médica Ana Paula Moschione Castro, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). O ar seco também contribui para ressecamento da mucosa do nariz, que funciona como uma proteção natural para barrar agentes irritantes.

Para se proteger, Ana Paula indica medidas simples, como manter a casa sempre arejada. “Com o frio, a tendência é fechar tudo, o que deve ser evitado”, diz ela. Prefira programas em lugares abertos e ao ar livre, com pouca aglomeração de pessoas, também é uma boa ideia.

Outra medida recomendada por Ana Paula é manter sempre à mão o soro fisiológico para aplicar no nariz, que ajuda a manter a mucosa sempre limpa e hidratada. Os umidificadores de ar também são aliados para combater o ar seco dentro de casa.

Também devemos manter a atenção redobrada com a pele, alerta Maurício Pupo, farmacêutico e professor de cosmetologia. “Suamos menos e a produção das glândulas sebáceas também diminui e, por isso, é comum que a pele fique mais ressecada. Outro problema é que nessa época as pessoas tomam banhos mais quentes, por isso, removem a gordura natural da pele”, explica Maurício.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ressalta que, com o clima mais frio e seco, a pele fica com o aspecto esbranquiçado, sinalizando desidratação. Para evitar essa condição, invista em hidratações profundas, em uma alimentação saudável e beba bastante água.

Recomenda-se também o uso de sabonetes suaves e à base de glicerina para manter a hidratação, pois agridem menos a camada de proteção da pele.

Ainda no chuveiro e com a pele molhada, aplique óleos corporais e hidratantes próprios para uso durante o banho, pois são produtos que hidratam facilmente e deixam a pele macia e sedosa.

Caso precise de um reforço na hidratação, use após o banho, cremes hidratantes corporais a base de óleo manteiga de karitê, que formam uma camada protetora sobre a pele.

Em relação ao rosto, aplique o protetor solar pela manhã e reaplique pela tarde, se necessário. Além de proteger a pele contra os raios ultravioleta, também garante a hidratação necessária para a face.

Para evitar lábios rachados e ressecados, o ideal é usar produtos como manteiga de cacau ou batons hidratantes a base de cera de carnaúba. Batons com protetor solar também são bem-vindos, uma vez que o sol também pode ressecar a pele dos lábios.

O couro cabeludo também pede atenção especial nessa época do ano, pois também sente a queda da secreção sebácea. “Esse fator associado a banhos mais quentes pode levar ao aparecimento da caspa”, explica Maurício. Para combatê-la, o indicado é usar xampus próprios para esse fim associados à aplicação de máscaras hidratantes.

Siga as dicas e converse com o seu médico sobre o tratamento mais adequado para as suas necessidades.


Fontes: Dra. Ana Paula Moschione Castro, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Maurício Pupo, farmacêutico e professor de cosmetologia.
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terça-feira, 28 de abril de 2015

7 frutas para aproveitar o melhor do outono

Engana-se quem pensa que as frutas são a cara do verão: veja como manter a saúde em dia nos meses mais frios do ano.

O consumo de frutas frescas como hábito saudável é geralmente associado à primavera e ao verão, por isso, a qualidade da alimentação de algumas pessoas costuma diminuir bastante nos meses mais frios. Somada a isso, está a velha desculpa de que no outono e no inverno a fome, especialmente por doces e alimentos calóricos, aumenta.

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O resultado? Meses de alimentação balanceada e saudável são deixados de lado. Além de uns quilinhos a mais, este hábito pode comprometer a boa saúde conquistada nos meses mais quentes.

Mas este é apenas o cenário menos animador. A boa notícia é que é possível, sim, aproveitar as temperaturas mais amenas para cuidar bem da saúde. Engana-se quem pensa que o outono não oferece boas opções para uma alimentação saudável. E para comprovar, listamos sete opções saborosas e saudáveis das melhores frutas da estação.

Abacate

Se você evitava esta fruta pelo alto teor de gordura, não se preocupe. O abacate é rico em gordura boa que aumenta o colesterol bom e ajuda a combater o ruim. Esta propriedade ainda confere mais viço e elasticidade à pele. Outras vantagens da fruta, que pode ser consumida como sobremesa ou parte da salada, são a alta concentração de ferro e magnésio, além de vitamina C.

Banana

Fruta símbolo do Brasil, a banana é também a mais consumida pelos brasileiros. Fonte de potássio, é excelente para a saúde dos músculos e do coração. Além disso, seu alto valor calórico funciona como uma saudável fonte de energia.

Caqui

Esta é uma das preferidas da estação. Seu sabor doce agrada a diversos paladares e cai muito bem como uma sobremesa bastante saudável. Apesar de doce, é pouco calórico e fonte de ferro, cálcio e vitaminas A, B1, B2 e C. Suas principais vantagens são a saúde da pele e dos olhos.

Carambola

Esta fruta altamente refrescante e hidratante é também bastante diurética e por isso deve ser evitada apenas por pessoas que têm problemas renais. Se este não é seu caso, aproveite o alto teor de vitaminas A, C e do complexo B.

Figo

Fonte de zinco e fibras, o figo contém alto teor de antocianidina, substância de poder antioxidante presente em alimentos de coloração roxa. Porém a fruta deve ser consumida com moderação devido ao alto índice glicêmico. Além disso, prefira a variedade orgânica, já que as produzidas em larga escala têm alta concentração de agrotóxicos em sua casca.

Goiaba

Seja na variedade vermelha ou branca, a goiaba possui alta concentração de cálcio, fósforo e ferro, além de muita fibra. E o melhor: contém pouco açúcar e gordura. A fruta é ideal para cuidar da saúde dos dentes e dos ossos, além de ser benéfica para o coração.

Tangerina

Riquíssimo em vitamina C e vitamina A, o suco de tangerina é um ótimo aliado contra gripes e resfriados e costuma fazer muito sucesso nesta época do ano. Mas, assim como a laranja, é preciso ser consumido com moderação devido ao alto teor de açúcar.

Bom apetite!

Fonte: Alta Medicina Diagnóstica

Depressão Masculina

No caso dos homens, eles tendem a se retrair e buscar o isolamento. Por isso, a ajuda dos familiares é essencial na detecção da doença e no apoio ao tratamento. O total de homens que sofrem deste mal não é pequeno: estima-se que eles representem um terço dos casos diagnosticados.

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Abaixo listamos alguns dos sinais que podem ser identificados entre os homens – mesmo que eles tendam a esconder os sintomas.

Fadiga

Pessoas em depressão passam por uma série de alterações físicas e emocionais e uma delas é o cansaço físico que, na maioria das vezes, é reportado como uma consequência da rotina de trabalho.

Alterações no sono

Muitas vezes confundidas como uma preocupação excessiva com o trabalho – à vezes até pelo próprio paciente – o excesso ou falta de sono podem indicar um quadro depressivo. É preciso prestar atenção a indivíduos que passam a dormir mais do que o usual e ainda assim apresentam sinais de cansaço.

Irritação e estresse

Ao invés de demonstrarem tristeza, homens tendem a transformar a depressão em raiva, porém de forma inconsciente. Esta irritabilidade costuma ser mais comum no ambiente familiar com episódios cada vez mais frequentes e por motivos pouco significativos.

Hostilidade

Da mesma forma que a crescente irritação, alguns episódios de hostilidade, como estresse no trânsito, podem indicar um quadro depressivo. Eles resultam da pressão que o paciente se auto impõe.

Dificuldade de concentração

Este é um sinal mais facilmente notado entre colegas de trabalho, já que a dificuldade de concentração costuma diminuir a produtividade. Para o paciente, este problema se apresenta como um ciclo vicioso: ele passa a ser mais um motivo de preocupação que pode agravar alterações de sono e humor, o que, por sua vez, tendem a piorar a capacidade de concentração.

Aumento no consumo de bebidas

Homens são mais propensos a buscar conforto em bebida alcoólica, por isso é preciso se atentar às pequenas variações como o consumo em um dia a mais na semana ou o aumento do consumo em um mesmo dia. Além disso, estes momentos costumam melhorar o humor: por isso há sinais de que algo vai errado quando eles estão mais felizes apenas ao ingerirem uma taça ou duas de vinho.

O apoio familiar é muito importante para incentivar o paciente a buscar e dar continuidade ao tratamento. Com acompanhamento profissional, os quadros acima descritos poderão ser resolvidos de forma bastante eficaz.

Fonte: Alta Medicina Diagnósticos

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Dores na coluna

Estresse e sedentarismo são algumas das principais causas de dores na coluna.

Dores nas costas são uma queixa muito comum que pode ter origens que vão de noites mal dormidas e má postura a problemas mais graves como, por exemplo, doenças que atingem os rins e ovários. Em geral, dores deste tipo costumam ser passageiras. Caso persistam, consultar um especialista é fundamental.

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Dentre as causas mais comuns de dores nas costas estão o estresse, o sedentarismo e a postura inadequada. O estresse causa tensão muscular que reduz a circulação sanguínea para os tecidos e acaba provocando dor, especialmente na região da lombar e do pescoço. Já a falta de exercícios físicos dificulta o fortalecimento muscular, prejudica a flexibilidade e acaba fazendo mal à coluna.

Existem muitos tipos de tratamentos voltados para dores nas costas, o que tem feito da automedicação um hábito cada vez mais comum. Antiinflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares podem até diminuir a dor, entretanto, se não forem consumidos da maneira correta, podem mascarar a origem do problema e até agravá-lo com o passar do tempo, representando um grande risco para a saúde.

Confira algumas dicas para evitar dores nas costas:

1. Sente corretamente. O ideal é manter a coluna encostada na cadeira, os pés apoiados no chão e os joelhos acima do nível do quadril. Caso seja necessário, utilize um apoio para os pés.

2. Dobre os joelhos e fique de cócoras sempre que tiver que pegar algo no chão. Assim, o impacto na sua coluna será bem melhor.

3. Durma de lado – é a posição em que a coluna fica mais alinhada. E invista em um bom travesseiro que seja exatamente da altura do sem ombro, assim, não haverá nenhum desvio.

4. Divida bolsas e sacolas entre os dois lados do seu corpo. Assim, nenhum deles é sobrecarregado pelo peso.

5. Pratique exercícios físicos regularmente e procure dar preferência a atividades que fortaleçam a região abdominal. Pilates, Yoga e danças em geral são ótimos para isso! Para quem sofre com dores, o acompanhamento de um especialista é fundamental para evitar complicações.

6. Respire mais. Sempre que estiver estressado e notar que os músculos do seu pescoço estão mais contraídos, tente fechar os olhos e relaxar por alguns instantes. Pode parecer pouco, mas fará uma grande diferença no final do dia.

Fonte: Delboni Auriemo

Doença Celíaca

Cresce diagnóstico da doença em adultos.

A população brasileira tem cerca de 1% de portadores da doença celíaca, também chamada de intolerância ao glúten, proteína presente no trigo, na cevada, na aveia e no centeio. Entre os mais atingidos estão as mulheres e o diagnóstico da doença em adultos vem crescendo nos últimos anos.
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Segundo um estudo realizado pela Associação dos Celíacos do Brasil, com cerca de 500 associados, em 28,7% dos participantes os exames confirmaram a doença, sendo a maioria do sexo feminino – proporção de 2 mulheres para 1 homem. A idade média do diagnóstico foi a faixa dos 16 anos para o sexo masculino e 26,7 para o sexo feminino. Estes resultados apontam para uma tendência de diagnóstico da doença celíaca em idades mais avançadas, especialmente entre as mulheres, e sugerem a necessidade de mais esclarecimentos para o público e classe médica quanto ao seu correto diagnóstico.
Ao ingerir um alimento com glúten, o celíaco desenvolve uma reação imunológica no intestino delgado que causa a destruição das vilosidades da mucosa, dobras responsáveis pela absorção de nutrientes, vitaminas, sais minerais e água. 
Sintomas - Os sintomas da doença celíaca são diarreia crônica acompanhada de distensão abdominal, perda de peso, alteração do humor e anemia. A doença nem sempre é facilmente diagnosticada, já que os sintomas podem aparecer de forma branda ou agressiva e, por se tratarem de reações comuns a outras doenças.
A retirada dessa proteína da dieta pode melhorar o quadro e/ou contribuir para o desaparecimento dos sintomas. O consumo de alimentos que contenham glúten por paciente que ainda não foi diagnosticado com a doença celíaca pode desencadear um processo inflamatório. Por isso, os sintomas não podem ser desprezados.
Como o diagnóstico nos casos com poucos sintomas é considerado difícil, a investigação da doença deve ser criteriosa. É preciso se submeter a exames precisos para que haja comprovação suficiente. Entre os métodos de diagnóstico, estão a sorologia para antitransglutaminase IgA, anticorpo antiendomísio IgA e anticorpo antigliadina, além de biópsia do intestino.

Fonte: Delboni Auriemo

Saúde dos Diabéticos

Antes de viajar, faça uma lista de tudo que é indispensável para o seu cuidado pessoal.


É possível viver bem com diabetes e ter dias de descanso ou férias muito tranquilos.  Pensando no bem estar deles, a Dra. Yolanda Schrank elaborou algumas dicas para os diabéticos passarem dias agradáveis sem nenhum contratempo ou stress durante a viagem.

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Para os diabéticos que vão dirigir:

- É muito importante fazer um teste de glicemia antes de pegar estrada para saber como está sua dose de glicose no sangue e corrigi-lo caso necessário;

- Não se esqueça de levar seu glicosimetro, as tiras reagentes, o lancetador e alguns saches de álcool para realizar os testes durante a viagem;
- O ideal seria, para cada três ou quatro horas de viagem, parar e fazer o teste de glicemia. Aproveite esta parada para esticar as pernas e fazer uma curta caminhada;
- Mantenha por perto um suprimento de lanches para não atrasar sua rotina alimentar. Dê preferência aos carboidratos e proteínas;
- Caso você sinta algum sintoma de hipoglicemia, saia imediatamente da estrada e espere até que os níveis de açúcar em seu sangue voltem ao normal e você esteja seguro de voltar à estrada.
Já para os que vão de avião:

- O ideal é fazer um plano de viagem para o tempo da sua insulina, lanches, exercícios e refeições não sair do controle;
- Converse com o seu médico sobre o fuso horário a ser enfrentado, o tempo de viagem e algumas peculiaridades da região escolhida para a viagem;
- Leve com você um relatório do seu médico explicando que você tem diabetes e que estará com medicamentos e insumos como: insulina, seringas, canetas de aplicações de insulina contigo para controle da doença. Por fim, peça ao seu médico para destacar o CID (Código Internacional de Doenças);
- Tenha na bolsa de mãos a receita dos seus medicamentos e cópias duplicadas da receita e do relatório do seu médico. Além de glicosimetro, tiras reagentes, lancetador, lancetas, álcool sache, pilhas extras para o glicosimetro, bolachas, barras de cereal, saches de glicose;
- Sua lista de medicações deve estar com você junto com o seu passaporte, isso pode ajudar na hora de passar pela alfândega;
- Leve os medicamentos e material reserva, de preferência o dobro do que estima usar;
- Lembre-se de beber muita água;
- Se possível, evite ficar sentado por longos períodos. Dê preferência a um assento no corredor para você poder esticar as pernas e sempre que possível, caminhe pelo corredor.
E por fim, lembre-se: respeitar os sinais e limites do seu corpo é a melhor maneira de evitar indisposições e problemas de saúde.

Boa viagem a todos!

Fonte: Delboni Auriemo

Vitaminas para a pele

Algumas ajudam na coagulação do sangue outras auxiliam na produção do famoso colágeno. Entenda a importância delas para a beleza e juventude da pele.

Apenas os cuidados comuns, como passar protetor solar a cada três horas, pode não ser o suficiente para deixar a pele jovem e saudável, afinal, assim como nosso sistema interno a pele também precisa de nutrição, principalmente quem já teve histórico de problemas dermatológicos, como acne, espinhas e cravos. Dentre todos os nutrientes, as vitaminas são as que mais ganham destaque, já que o consumo de algumas delas deixam a pele mais saudável e protegida da ação do tempo.

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Confira algumas das vitaminas que podem ajudar a deixar sua pele jovem e com vida:

Vitamina A ou Retinol: consagrado como um dos mais poderosos anti-envelhecimento do mundoExistem mais de 700 estudos comprovando que os ácidos retinóicos são eficazes nos tratamentos estéticos.  A vitamina ajuda na saúde da pele, pois tem ação antioxidante e auxilia na restauração de danos sofridos pela pele.
Principais fontes naturais: Pode ser encontrada em alimentos como: abacate, brócolis, cenoura, espinafre e outros legumes verdes.  
Vitamina B2 ou riboflavina: A ausência desta vitamina pode provocar lesões na pele, dermatite entre outras inflamações. Também pode ser responsável pela fraqueza das unhas e do cabelo. Além disso, a vitamina promove uma renovação celular mais acelerada, deixando a pele firme e saudável, o que combate rugas e marcas de expressão no rosto.
Principais fontes naturais: a maior fonte de vitamina B2 que encontramos em elementos naturais é o leite. Derivados do leite como queijo e iogurte, também são boas fontes de B2.
Porém as pessoas quem são intolerantes ou alérgicas a lactose, outras boas fontes da vitamina B2 são: fígado e folhas verdes.
Vitamina C: Famosa na prevenção de gripe e resfriado, a vitamina C também traz benefícios às células da pele. Um estudo divulgado no American Journal of Clinical Nutrition examinou as relações entre a ingestão de nutrientes e o envelhecimento da pele de quatro mil mulheres, com idade entre 40 e 74 anos. Foi verificado que a ingestão de vitamina C estava associada a uma menor probabilidade do aparecimento de rugas e ressecamento da pele. Isso acontece porque a vitamina é um antioxidante natural que ajuda na formação do colágeno, principal responsável pela elasticidade e firmeza da pele.
Principais fontes naturais: A vitamina C pode ser encontrada em frutas cítricas, como laranja, limão, abacaxi e morango, além de vegetais, como repolho, cebola e pimentão. Já em verduras podemos encontrar em alfaces, agrião, espinafre e couve.
Vitamina E: tem o poder de proteger as células do organismo, pois é uma vitamina antioxidante que facilita no processo da absorção cutânea e reforça a defesa contra os raios. Além de prevenir o envelhecimento celular, participar na formação dosglóbulos vermelhos e ajuda na prevenção de doenças como o câncer.
Principais fontes naturais: são, na sua maioria, alimentos de origem vegetal, como cereais integrais, óleos vegetais e sementes. Porém, a gema do ovo, o fígado e a gordura que envolve a carne também são ricos nesta vitamina.
Vitamina K (aka fitonadiona)a vitamina auxilia no clareamento de manchas amarronzadas nas pálpebras, as famosas olheiras. Vasos capilares frágeis que permitem que o sangue vaze para dentro da pele são considerados uma das causas de olheiras, e a vitamina K pode ajudar no controle desta infiltração por conta da coagulação do sangue.
Principais fontes naturais: podemos encontrar a vitaminas nas folhas do nabo, brócolis, couve, alfaces e espinafres. Também encontramos em outras fontes como sementes de soja, fígado de vaca de chá verde.

Fonte: Delboni Auriemo

Saúde da Criança - Exames até os dez anos de idade

Conheça os principais exames que devem ser feitos desde o nascimento.

Muitas pessoas, em vez de fazer exames preventivos regularmente, só procuram o médico quando estão muito incomodadas com alguma questão de saúde. A maioria das doenças mais incidentes na população poderia ser evitada, ou ter seus sintomas controlados, com mudanças simples no cotidiano.

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Existem três variações de práticas preventivas: A primária é evitar ou remover o fator de risco, como fazer exercícios físicos, dietas adequadas, vacinação e sexo seguro. Na secundária a ênfase está no check-up. A combinação de exames com a avaliação médica aumenta a chance de detecção precoce de doenças. A terceira é quando já existe algum problema e os médicos buscam formas de evitar seu avanço, garantindo mais qualidade de vida ao paciente.
Hoje começamos uma série de posts no blog e no Facebook sobre os exames mais importantes que devemos fazer ao longo da vida. Abaixo, você vai conhecer quais exames são indicados para crianças, desde o nascimento até os dez anos de idade:
- Tipagem sanguínea: Exame de sangue que identifica o tipo sanguíneo e o fator Rh.
- Teste do pezinho: Colhido a partir do 3º dia de nascimento, o teste do pezinho visa a avaliação de risco do recém-nascido para algumas doenças que podem trazer prejuízo para o seu desenvolvimento futuro. Atualmente existem várias subdivisões de exames com as mais variadas denominações, como Plus, Completo, Ampliado, Máster e etc.
- Vacina contra hepatite B: A vacinação contra a hepatite B já pode ser feita durante o período neonatal, após as primeiras 12h de vida. São dadas três doses intramusculares. A segunda dose dada um mês após a primeira e a 3ª dose com seis meses após a 1ª dose, sendo que o intervalo mínimo entre a 2ª e a 3ª dose deve ser de dois meses.
- Teste do ouvido: O teste do ouvido é realizado com o intuito de se descobrir o nascimento de crianças que tenham algum tipo de deficiência auditiva e permitir que se tomem atitudes de forma mais rápida para que o prejuízo no desenvolvimento cognitivo e de linguagem seja o menor possível. É um exame totalmente indolor, realizado durante o sono do recém-nascido, e logo nos primeiros dias de vida.
- Teste do olhinho: O teste do olhinho, ao contrário do teste do pezinho e da orelhinha, ainda não é obrigatório e pouco conhecido. É feito através da avaliação da retina do bebê por oftalmoscópio, para verificar a possibilidade de alguma doença oftalmológica do recém-nascido.
Análises clínicas e diagnóstico por imagem em geral: De acordo com a necessidade ou a indicação médica.

Fonte: Delboni Auriemo

Saúde Infantil - Teste da linguinha

Teste da linguinha passa a ser obrigatório para recém-nascidos em todo país.

Um procedimento simples que verifica se o bebê terá dificuldades para amamentar, mastigar e até falar.
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Uma nova lei federal (Lei 13.002/2014) obriga hospitais e maternidades das redes publica e privada a fazer o chamado teste da linguinha em recém-nascidos. O objetivo do exame é detectar se existe alguma alteração no frênulo da lingua, membrana que liga a língua à parte inferior da boca, também conhecida como freio lingual. A alteração pode gerar a popular língua presa. Através  da avaliação é possível identificar se o frênulo lingual limita os movimentos da língua, que são importantes para sugar, mastigar, deglutir e falar.
A lei pode ser considerada um avanço em alguns aspectos, porém é preciso considerar alguns pontos em relação ao tratamento. Existem graus diferentes de língua presa e, por isso, o tratamento varia de acordo com o problema apresentado pelo bebe. Contudo, o diagnóstico do teste não significa que o bebê terá necessariamente que ser submetido a um procedimento para correção do problema.
A avaliação do frênulo da língua deve ser feita por profissional da saúde experiente e deve seguir um protocolo bem definido que deve consistir da avaliação de informações importantes, desde a historia clinica do bebe, antecedentes familiares, questionamentos sobre a amamentação, além do exame físico constituído por avaliação morfofuncional da língua e avaliação das funções orofaciais. Uma avaliação bem realizada é fundamental para decisões sobre futuras condutas.
O procedimento para tratamento, quando realizado em recém-nascidos é bem simples e indolor. Porém, quanto maior a idade a criança, mais dor e cuidados pós-operatórios ela poderá ter, já que a pele (ou membrana) que constitui o freio da língua vai engrossando e ficando resistente com o tempo.
Um profissional da saúde deve ser responsável pela avaliação inicial do frênulo lingual. Caso exista alguma variação expressiva, uma avaliação fonoaudiologia é indicada durante a internação do recém-nascido. Ela é necessária, pois avalia também os aspectos funcionais da amamentação, fundamental para decisões sobre futuras condutas.

Fonte: Delboni Auriemo

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Colesterol alto sob controle


A dupla hábitos alimentares saudáveis e prática regular de exercícios físicos é capaz de manter as taxas de colesterol bom (HDL) e ruim (LDL) em perfeito equilíbrio, afastando de perto o risco de infarto e derrame cerebral, além de outras doenças como o Mal de Alzheimer. 

Quem sofre com o problema sabe bem que a solução para este mal não está nas pílulas. Nem que você siga à risca os horários e as doses dos remédios, sem controlar a alimentação, as taxas de colesterol jamais entram nos eixos. Mas o contrário até pode acontecer: há quem aprenda a montar pratos saudáveis e, desta forma, passe longe da farmácia. 

Esta turma equilibra as taxas e mantém longe as doenças do coração.
salmão com batatas - Foto: Getty Images
Peixes

Eles são excelente fonte de ácido graxo ômega 3, um tipo de gordura boa, do tipo insaturada, encontrada nos peixes de água fria, como salmão, atum e truta. “A gordura insaturada ajuda na redução dos níveis de triglicerídeos e colesterol total do sangue; reduz o risco de formação de coágulos, além de tornar o sangue mais fluido; sendo, portanto, importante aliada na prevenção das doenças cardiovasculares”, explica nutricionista da Unifesp Ana Maria Figueiredo Ramos.

Aveia

Além das fibras insolúveis, a aveia contém uma fibra solúvel chamada betaglucana, que exerce efeitos benéficos ao nosso organismo. Ela retarda o esvaziamento gástrico, promovendo maior saciedade, melhora a circulação, controla a glicemia (açúcar no sangue) e inibe a absorção de gordura (colesterol). “A aveia diminui as concentrações de colesterol total, lipídios totais e triglicerídios de forma significativa e aumenta a fração do bom colesterol (HDL)”, explica nutricionista da Unifesp Ana Maria Figueiredo Ramos.

Oleaginosas

Oleaginosas: Nozes e castanhas apresentam grande quantidade de antioxidantes, responsáveis por combater o envelhecimento celular e prevenir doenças coronárias, além de diversos tipos de câncer. A arginina, também presente em quantidades interessantes nas oleaginosas, atua como importante vasodilatador, contribuindo para a redução do risco de desenvolvimento de doenças do coração.

Chocolate amargo

O leite e a manteiga de cacau acrescentam doses de gordura saturada na guloseima que provoca arrepios de desejo, principalmente nas mulheres. Mas o chocolate amargo pode fazer parte da sua dieta, porque é rico em flavonóides (substâncias que diminuem o LDL). Diariamente, inclua 30g do doce como sobremesa. Só não vale compensar: a porção de hoje não fica acumulada para amanhã, ou seu organismo não dá conta de aproveitar os benefícios.

Azeite

É fonte de ácido oléico, que regula as taxas de colesterol e protege contra doenças cardíacas. Faz bem ao aparelho cardiocirculatório e para controlar o diabetes do Tipo 2, reduzindo a taxa glicêmica. É também uma grande fonte de antioxidantes, como a vitamina E.

Alcachofra

Suas fibras são resistentes à ação de enzimas e por isso apresentam muitas vantagens, entre as quais: diminuição dos níveis de colesterol e triglicérides sanguíneos ; redução do risco de obesidade e diabetes, fatores de risco para a saúde do coração. Uma porção de 100 g possui apenas 50 calorias. “Como ela ajuda na quebra de gorduras e no controle do colesterol, é bastante recomendada para prevenir doenças cardíacas”, explica a nutricionista nutricionista da Unifesp Ana Maria Figueiredo Ramos.

Laranja

Ela não é boa só para gripes e resfriados. Um estudo realizado pela Universidade de Viçosa, em Minas Gerais, e publicado na revista American Heart Association, concluiu que os flavonoides, substâncias antioxidantes presentes na fruta, diminuem os níveis de LDL (colesterol ruim) no organismo, pois limitam a absorção do colesterol no intestino.

Vinho

A ingestão moderada da bebida (uma a duas doses por dia) promove elevação de aproximadamente 12% nos níveis de HDL, colesterol bom, semelhante à encontrada com a prática de exercícios. “A maioria dos efeitos protetores do vinho tinto são atribuídos aos flavanoides, que possuem propriedades antioxidantes, vasodilatadoras e anti-coagulante plaquetária”, diz Ana Maria.

Linhaça

A semente é um dos alimentos mais ricos em ômega 3, por isso, é responsável por prevenir doenças cardiovasculares, e evitar coágulos ao diminuir as taxas de colesterol total e de LDL colesterol (ruim) e aumentar as de HDL colesterol (bom). Os benefícios da linhaça se potencializam quando a semente é moída ou triturada, já que sua casca é resistente à ação do suco gástrico e passa sem sofrer digestão no trato gastrointestinal.

Canela

Pesquisadores da Kansas State University, nos Estados Unidos, constataram que consumir meia colher de sopa por dia desta especiaria tem papel importante no combate ao colesterol ruim (LDL). Os pesquisadores acreditam que tal redução é resultado da ação dos antioxidantes presentes na canela.

Soja

Além de ajudar a controlar problemas hormonais para as mulheres que estão na menopausa, a soja é uma excelente opção para quem quer proteger o coração: “ela ajuda a diminuir o colesterol ruim (LDL), aumenta o colesterol bom (HDL) e fortalece o organismo de infecções”, explica nutricionista da Unifesp Ana Maria Figueiredo Ramos.

Açaí

Apesar do alto teor de gordura do açaí, trata-se em grande parte de gorduras monoinsaturadas (60%) e poli-insaturadas (13%). Estas gorduras são benéficas e auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL) e melhoram o HDL, contribuindo na prevenção de doenças cardiovasculares, como o infarto. Cada 100g do fruto tem 262 calorias. “O açaí tem gorduras que fazem bem para a saúde e por isso deve ser incluído no cardápio, porém, o ideal é consumi-lo sem adição de complementos muito calóricos, isso ajuda a manter a dieta”, sugere Robert Stella. Gorduras: 52%, Fibras: 25%, Proteínas: 10%.

Chá

Principalmente o chá verde, pois os flavonoides, encontrados nesse tipo de chá, funcionam como antioxidantes e ajudam a prevenir a inflamação dos tecidos. Estas substâncias também podem proteger contra a formação de coágulos, que são as principais causas de ataques do coração.