quarta-feira, 2 de outubro de 2013

SAÚDE MASCULINA - ANDROPAUSA

O hormônio masculino tem uma grande influencia na vida sexual do homem e esse hormônio é a testosterona,  que é responsável pelas características relativas ao homem como, por exemplo, o grave da voz e o crescimento de pelos pelo corpo e, a Andropausa está também diretamente relacionada a esse tipo de hormônio.
 

Entenda o que é a Andropausa

Recentemente, a medicina descobriu que alguns homens após, os 45 anos de idade, sofrem uma queda brusca de testosterona, que é o que caracteriza a andropausa, entretanto, um fato curioso acerca da descoberta é que nem todos os homens passam por essa situação. Estima-se que apenas 25% da população masculina sofram com esse mal, algo diferente do que ocorre às mulheres, visto que todas elas, em determinado momento da vida, tendem a conviver com os sintomas da Menopausa.

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Os sintomas da Andropausa
 
A Andropausa vai ocorrendo aos poucos, à medida que a redução de testosterona vai se tornando mais acentuada, tornando, assim, também mais difícil o diagnóstico, entretanto, de modo geral, os sintomas passam por mudança de humor, fadiga, perda de energia e perda de libido.
 
Existem ainda estudos que mostram que esta perda gradativa de hormônios pode acarretar outros tipos de patologias como doenças cardíacas e ossos frágeis, o que eleva o nível de necessidade de realizar um diagnostico o quanto antes a fim de proceder o tratamento para amenizar os sintomas.
 

Como é feito o diagnóstico da Andropausa

Para diagnosticar a andropausa é necessário um exame de sangue para medir o índice de testosterona e o nível de prolactina que, se estiverem em um nível alto, reduz a testosterona, além de avaliar os relatos do próprio paciente em relação aos sintomas adquiridos.
 

Tratamento para Andropausa

O tratamento é feito à base de reposição hormonal, que só é realizado quando o nível de testosterona está muito baixo, a fim de evitar efeitos colaterais como problemas cardiovasculares.
 
Com a reposição hormonal, o paciente pode voltar a ter força muscular e estrutura corporal revigorada, ao passo que também voltar a ter desejo e um bom desempenho sexual.
 
Para evitar as chances de sofrer com a Andropausa, é aconselhável manter uma vida sexual ativa, alimentação balanceada rica em fibras, exercícios de aeróbica diariamente e evitar consumir muita gordura e carboidrato.
 

SAÚDE FEMININA - FITOHORMÔNIOS

Muito se fala sobre fitohormônios atualmente, mas é possível perceber que ainda existe bastante desinformação, seja no meio médico ou leigo. Vale, portanto, fazer uma pequena retrospectiva sobre o assunto. 


            
A primeira evidência que elementos da alimentação poderiam ter alguma ação hormonal foi feita num estudo epidemiológico realizado no Japão, quando evidenciou-se que um grupo de mulheres que tinham hábitos de vida tradicionais, possuíam uma incidência muito baixa de síndrome da menopausa. A primeira reação dos pesquisadores foi atribuir esse resultado a fatores raciais.
 
Entretanto, numa segunda pesquisa feita com mulheres japonesas com hábitos de vida ocidentais, revelou uma incidência de sintomas da menopausa semelhante aos observados no ocidente. Ou seja, a baixa incidência dos sintomas da menopausa deveria estar associada a algum hábito de vida.
 
"Estudos epidemiológicos mostram que as populações que ingerem grandes quantidade de soja e produtos da soja, possuem uma baixa incidência de câncer de mama e de próstata"Análises regressivas feitas com os dados da pesquisa mostraram que um dos aspectos mais diferenciados das mulheres que não tinham sintomas da menopausa, era ingerir quantidades significativas de soja em produtos de soja (em geral mais de 100g) diariamente. Esse resultado fez vários pesquisadores buscarem na soja uma substância que pudesse ter efeito hormonal.

 
Assim foram isoladas substâncias chamadas isoflavonas, que hoje em dia, têm sido propostas no tratamento da menopausa. Essas substâncias têm capacidade de se ligar a receptores estrogênicos, estimulando-os, o que explicaria seu efeito
 
Entretanto, com o avanço das pesquisas com plantas medicinais, foi sendo descoberto que a soja não era a única fonte de substâncias com capacidade de atividade hormonal. Um inhame, nativo da América do Norte, usado pelos índios no tratamento de problemas femininos, revelou conter uma saponina chamada diogenina que exibe efeito semelhante à progesterona. Durante muito tempo esse inhame foi usado como base para a síntese de hormônios convencionais pela industria farmacêutica.
 
 
Linhaça
Da linhaça isolou-se outro grupo de substâncias chamadas de lignanas com o mesmo tipo e ação. Foi igualmente pesquisada uma planta, conhecida nos Estados Unidos como “black cohosh” (cimicífuga), que os índios usavam no tratamento de problemas femininos. Essa planta se revelou efetiva em combater especificamente as ondas de calor que ocorrem na menopausa. Existem indícios de que muitas outras plantas medicinais ou mesmo vegetais usados na alimentação possuam substâncias com essas características.
 
A existência de substâncias com atividade hormonal em tantas plantas deu origem ao termo “fitohormônios” (que significa hormônios de plantas) e têm sido usadas como um tratamento alternativo para síndrome da menopausa. Contudo, na minha experiência, para obter-se resultados efetivos, é preciso associar várias plantas com atividade hormonal de uma forma inteligente. O uso das isoflavonas da soja isoladamente não resolve a maioria dos casos.
 
As isoflavonas da soja, e em particular a genisteína, têm sido intensamente estudadas e não existem mais quaisquer dúvidas sobre seu potencial de atuar como fitohormônio. Por conta disso, vejo muitos colegas médicos contra-indicando a ingestão de soja e derivados em mulheres que apresentaram câncer de mama. Entretanto, o que os estudos epidemiológicos mostram é que as populações que ingerem grandes quantidade de soja e produtos da soja, possuem uma baixa incidência de câncer de mama e de próstata.

Além disso, as pesquisas com as isoflavonas mostrataram que elas estimulam os receptores estrogênicos de forma assimétrica, funcionando como bloqueadores no tipo de receptor que induz a multiplicação celular – justamente o que pode ser perigoso para o câncer. Ao bloquear esses receptores as isoflavonas da soja atuam protegendo o organismo do câncer, o que está coerente com os resultados dos estudos epidemiológicos.
 
Alguns ginecologistas já têm prescrito fitohormônios como primeira opção para mulheres com síndrome da menopausa, por entender que esse tipo de tratamento oferece menor risco futuro da câncer ginecológico. Esse grupo de ginecologistas ainda é minoritário, mas vem aumentando a cada dia. Os fitohormônios ainda tem aplicação no tratamento de tensão pré-menstrual e outros problemas ginecológicos, porém, há necessidade de mais pesquisa para validar o seu uso nesses problemas de saúde.

Fonte: Alexis Botsaris

 
      

SAÚDE FEMININA - DIETA NA MENOPAUSA

Como se não bastasse passar uma vida toda menstruando, as mulheres ainda têm que enfrentar a temida e inconveniente menopausa, que afeta milhões de mulheres no mundo todo a partir dos 50 anos de idade. Muitas já começam a sentir os calorões e os sintomas antes, mais ou menos aos 45 anos de idade e esses sintomas costumam variar o tempo  de duração de uma mulher para outra.
A pre-menopausa ou climatério é o período de transição que ocorre de 2 a 4 anos antes da última menstruação, geralmente entre 40-51 anos, e caracteriza-se pela irregularidade nos ciclos menstruais, diminuição nos níveis dos hormônios sexuais (estrógeno e progesterona).
 
 
 

A menopausa é o processo biológico natural em que a menstruação cessa por 12 meses consecutivos, geralmente entre 45-57 anos. É o estágio na vida da mulher, que se caracteriza pelo fim do período fértil e falência dos ovários.

A menor produção hormonal desse período faz com que aparecem vários sintomas que variam de mulher para mulher e que podem durar até um ano após a última menstruação:


DIETA IDEAL NA MENOPAUSA:

·      Diminuir o consumo de sal e alimentos industrializados. Lembre-se que o excesso de sódio promove perda de cálcio ósseo.
·      Utilizar temperos naturais no preparo da comida: sálvia, alecrim, tomilho, manjericão, cúrcuma (açafrão da terra).
·      Evitar alimentos gordurosos (carnes gordas e frituras)
·      Reduzir consumo de carne vermelha para 1 a 2x na semana. Dê preferência para a proteína de soja e peixes.
·      Substituir leite de vaca e derivados por produtos à base de soja como leite e sucos de soja em caixinhas, leite de soja em pó (extrato), queijo de soja (tofu) e iogurte de soja.
·      Cuidar da hidratação bebendo água e chás de ervas (cidreira, erva-doce, hortelã).
·      Evitar cafeína diminuindo o consumo de café, evitar chá preto, chá mate, guaraná e refrigerantes. Excesso de cafeína também promove perda de cálcio dos ossos.
·      Evitar ingestão de carboidratos refinados (açúcar e farinhas brancas)
·      Preferir alimentos ricos em fibras solúveis e carboidratos complexos (cereais integrais, leguminosas, vegetais em geral e raízes).
·      Prestar atenção ao consumo de pimenta que pode piorar o “calorão”
·      Consumir alimentos fonte de VITAMINA E que é antioxidante e protege as células.
Fontes alimentares: gérmen de trigo, castanhas, nozes, avelãs, abacate, amêndoas, óleos vegetais, azeite de oliva, aveia, leguminosas (grão de bico, ervilha, lentilha, feijões).
·      Consumir alimentos fonte de MAGNÉSIO, mineral que atua como moderador e restabelece o equilíbrio do corpo. Importante para a saúde óssea e para o funcionamento correto da insulina além de ser essencial para a formação da serotonina.
Fontes alimentares: folhas verdes escuras, damascos e quinoa.

OUTROS CUIDADOS:
·      Fazer várias refeições com menor volume.
 

·      Praticar atividade física regular que auxilia na manutenção do peso corporal ideal, reduz a pressão arterial, fortalece os ossos prevenindo a osteoporose e as doenças cardiovasculares.
 
·      Tomar sol – 15 minutos diariamente (até 10 horas da manhã ou após 16 horas) para ativar a vitamina D que ajuda a absorver cálcio.
 
·      Parar de fumar e não ingerir de álcool
 
Tentar unir todos esses alimentos em uma só dieta pode ajudar e muito a diminuir todos os sintomas e efeitos da menopausa e claro, ir ao medico regularmente, ingerir os hormônios receitados por ele de maneira também regular, praticar exercícios físicos sejam eles leves como caminhadas o pesados como a musculação e ter um estilo de vida saudável  em um contexto geral são dicas importantes para você que quer ter uma vida normal após entrar no estado da menopausa.

Muitas mulheres que saem do período menstrual e entram na menopausa dão meio que uma surtada, pois os hormônios vão se transformando e o corpo a mulher também vai mudando de forma gradativa, por isso, em casos extremos, procurar uma ajuda psicológica também pode ser um bom auxilio caso os efeitos da menopausa estejam afetando de uma maneira grande e complicada a sua vida, e lembre-se que você não é a única a estar passando por isso.
 
 
Fonte: Danusa Yanes - Nutricionista Graduada pela UTP/ Especialização Latu Sensu em Nutrição Clínica Funcional/ Capacitada pelo Programa RAFCAL (Reeducação Afeto Cognitivo do Comportamento Alimentar)/ Integrante do Corpo Clínico do Centro de Qualidade de Vida CLINIPAM



terça-feira, 1 de outubro de 2013

OLHOS - SAIBA EVITAR O CANSAÇO OCULAR

Com a devida indicação médica, os exercícios podem melhorar a circulação na região dos olhos.

Para usar o computador e o videogame por mais de duas horas ininterruptas, aplicar colírios sem prescrição médica, lentes de óculos que não filtram 100% da radiação UVA e UVB e deixar de proteger os olhos da radiação nos meses mais frios são as causas mais frequentes de danos à saúde ocular.
 

 
Como são hábitos que fazem parte do universo adulto e infantil, o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier faz algumas recomendações eroftálmicas para que sejam incorporadas à rotina. São elas: o monitor deve ficar 10 a 20 graus abaixo do nível dos olhos; a distância entre a tela do monitor e os olhos deve ser de 60 centímetros; o monitor não deve ficar de frente para a janela, pois a luminosidade causa ofuscamento; também não deve ficar de costas, pois forma sombras e reflexos que causam desconforto; é indicado evitar excesso de luminosidade das lâmpadas e luz natural, pois as pupilas se contraem e geram cansaço visual. 
 
O cansaço ocular também pode ser evitado ao se ficar atento e regular sempre a tela com o máximo de contraste e não de luminosidade; manter a tela do computador sempre limpa; a cada hora, descansar de 5 a 10 minutos (saindo de frente do monitor); e piscar os olhos voluntariamente sempre que estiver usando o computador.

Dor de cabeça, olho seco e visão turva estão entre os principais sintomas de cansaço ocular. Nas crianças, este cansaço pode repercutir na saúde ocular com o surgimento da miopia acomodativa e na dificuldade temporária de enxergar à distância.

Tal condição acontece, explica o oftalmologista Leôncio Queiroz, "porque na infância a visão está em desenvolvimento e o esforço concentrado para enxergar de perto quando operam computadores e videogames, induz a uma menor acomodação, ou seja, capacidade do cristalino de focar em várias distâncias. Nos adultos, o estresse da musculatura ciliar pode reduzir a produtividade em até 20%".
 

Fluxo sanguíneo

Para prevenir o cansaço ocular, o médico ressalta a importância de relaxar a musculatura na região e estimular a circulação ao redor dos olhos. Para tanto, indica optar por massagens visando evitar a ptose palpebral, ou seja, a pálpebra caída. Além de comprometer a aparência pode prejudicar a visão nos casos mais avançados.

Como em todas as demais partes do corpo, "o bom fluxo sanguíneo é essencial para a saúde dos olhos, especialmente na retina (membrana ocular posterior que capta as imagens e as transforma em impulsos nervosos enviados ao cérebro pelo nervo óptico)", informa o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, em Campinas.

Quando há insuficiência de irrigação sanguínea (ou isquemia) cresce o risco de provocar a morte de células da retina, comprometendo definitivamente a visão. "Esta isquemia, explica o médico, pode ser causada por tabagismo, má alimentação ou doenças que causam o acúmulo de colesterol nas paredes das artérias retinianas". Em função desse possível dano, Dr. Leôncio Queiroz destaca a necessidade, a partir dos 40 anos, do indivíduo ser submetido a um check-up ocular anual.

Sobre a possibilidade da indicação de massagens ser incluída ou sugerida em consultas de rotina, Dr. Leôncio Queiroz Neto justifica que isso não ocorre "porque podem ser praticadas de forma errada". Ressalta também que ao se esfregar vigorosamente as pálpebras, há riscos de provocar blefarite (inflamação das pálpebras), além de prejudicar a saúde da córnea (membrana transparente que fica na frente da íris - parte colorida do olho.

Segundo pesquisa realizada com 1,2 mil pacientes do Instituto Penido Burnier (Transitions), cerca de 65% dos pacientes que utilizam o computador por mais de duas horas ininterruptas apresentaram fadiga visual. Assim, para evitar a queda da produtividade em adultos e a miopia acomodativa entre crianças, Dr. Leôncio Queiroz lembra que a recomendação médica mais usual é a de que o paciente descanse a visão a cada hora de atividade ao olhar de 5 a 10 minutos para o horizonte.

Massagens

Realizar exercícios e massagear os olhos com técnicas recomendadas pelo médico (veja quadro acima) fornece oxigênio e nutrientes vitais. Mas antes de iniciar os exercícios é importante certificar-se que está com as mãos devidamente higienizadas e sem resíduos.

Importante: para massagear, use sempre o dedo anular (4º dedo, naturalmente o mais fraco e suave) para passar o creme ocular. Quando aplicado de manhã, refresca e hidrata a pele, enquanto à noite suaviza realmente o contorno da região dos olhos.   

Fonte: Dr. Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier

domingo, 29 de setembro de 2013

POS INFARTO - LEVE UMA VIDA NORMAL

6 dicas para levar uma vida normal depois do infarto

Veja como fica o trabalho, o sexo e o dia a dia de uma pessoa que já teve um infarto.  

 
 


Acompanhamento médico
 
Quando o indivíduo não apresenta complicações após o infarto, geralmente pode voltar para casa depois de poucos dias de internação hospitalar. Caso tenha ocorrido alguma complicação, é necessária a observação por um período maior. Antes de receber alta do hospital, o paciente é submetido a alguns exames, que ajudam o médico a avaliar o risco de um novo infarto. Após a alta, é importante que o paciente continue a ser orientado por um cardiologista, faça exames e não se esqueça de usar os medicamentos prescritos.



Alimentação e hábitos nocivos
 
É necessária uma dieta balanceada, que evite problemas como a obesidade, o colesterol e a diabetes. É importante, por exemplo, o consumo de frutas, verduras, legumes, cereais e alimentos ricos em fibras - pois ajudam a garantir o bom funcionamento do coração. Também é recomendável que se evite comidas gordurosas, cigarro, bebidas alcoólicas e o uso excessivo de sal.

Atividades físicas
 
É preciso deixar o sedentarismo de lado e praticar exercícios que podem ajudar na recuperação.  Ao melhorar o condicionamento físico, o paciente passa a usufruir de vários benefícios, como o fortalecimento da musculatura do coração e o desenvolvimento da capacidade aeróbica. Mas atenção: isso não significa que há um sinal verde para que se comece a fazer atividade física sem orientação médica. Algumas pessoas, por exemplo, podem não estar com a condição cardíaca estável e, ao se forçar a praticar algum tipo de esporte, colocam a saúde em risco.

Vida sexual
 
O infarto não representa o fim da vida sexual. É preciso saber que não são as doenças do coração que impedem uma sexualidade plena do paciente, mas a falta de informação. Quem passou pelo problema pode voltar a usufruir o prazer da mesma forma de antes. Mas, caso o indivíduo faça uso de medicamentos para o tratamento da disfunção erétil, é preciso avisar ao médico para que avaliar se existe algum risco.
 
Trabalho 
 
A volta ao trabalho é um importante elemento de valor psicossocial, pois faz com que o paciente sinta-se útil e mais estimulado. Quem não teve grandes complicações pode retomar às suas atividades, tomando cuidado com as questões que envolvem grande esforço físico e emocional. É importante evitar o estresse e, a depender da situação, reduzir a carga horária do expediente. Como sempre, o médico dará as coordenadas necessárias para a situação.

Daqui pra frente
 
Levar a sério a promessa de ter uma dieta mais equilibrada e sem excessos não é algo tão difícil, afinal, viver com saúde e bem-estar é algo bem prazeroso. Pessoas que sobrevivem ao infarto e adotam hábitos saudáveis conseguem retomar suas rotinas com bastante disposição. Tudo volta à normalidade, só depende do cuidado que o paciente terá consigo mesmo e do apoio de amigos e familiares, fator fundamental para evitar uma possível depressão. Além de tudo isso, é extremamente importante ir regularmente ao cardiologista para acompanhar o seu coração.
 
Fonte: Dra. Marta Silva Menezes - cardiologista

INFARTO - COMO É A VIDA APÓS UM?

O que acontece com o coração e a vida de quem sofreu um infarto? Saiba como proceder após essa situação e descubra como a mudança de hábitos pode ajudar a melhorar a saúde.

 
 De repente, o infarto. Uma das doenças cardiovasculares mais temidas chegou até você, a algum familiar ou a amigos próximos. Felizmente, tudo correu bem, afinal, essa doença é a principal causa de morte do país e muitas pessoas não sobrevivem ao primeiro ataque. Mas, passado o susto, muita gente, inclusive você, começa a temer o futuro, a se perguntar  o que fazer, se voltará a ter uma vida normal, se será possível retomar a rotina, o trabalho, dentre outras coisas. A preocupação é natural, mas a solução para todo esse temor é bem simples: use o problema para mudar alguns de seus hábitos.
 
 
 
Quem passou por um infarto não precisa se desesperar e achar que terá outro a qualquer momento. A possibilidade existe, mas lembre-se de que uma nova chance lhe foi dada e agora você só precisa ter um pouco mais de cuidado com a saúde para tudo correr bem. O susto já passou, foi só um alerta para que surjam mudanças no seu dia a dia. Por isso, a melhor maneira para se ter uma vida com "A preocupação é natural, mas a solução para todo esse temor é bem simples: use o problema para mudar alguns de seus hábitos". maior qualidade (daqui pra frente) é reduzir a exposição a alguns fatores de risco como o fumo, a obesidade, o diabetes, a hipertensão, os níveis altos de colesterol, o estresse e a vida sedentária. Como fazer isso? Adote práticas mais saudáveis e visite regularmente o seu médico.

Isso não significa que o paciente terá de seguir uma dieta com comidas de sabores estranhos, privar-se de suas atividades diárias ou abrir mão do trabalho.  Ao contrário de tudo isso, no processo de reabilitação e durante toda a vida, os pacientes podem retomar sua rotina. Tudo pode ser feito tranquilamente e não há motivos para pensar que passará o resto da vida limitado a uma cama.   
 
A depender do caso, existem sequelas, mas, tomando os cuidados necessários e recebendo um acompanhamento médico adequado, o receio de uma saúde debilitada dá lugar a uma vida saudável. Para isso, o que o médico faz é orientar o paciente a optar por modos corretos de alimentação, práticas de atividades físicas e formas ideais de lidar com o corre-corre desse mundo frenético e cheio de estresse. Não são coisas do outro mundo, apenas rotinas que, se fossem adotadas antes, evitariam o problema.
 
É preciso saber que questões genéticas e o histórico familiar do paciente também influem sobre as chances de ocorrer o problema, mas isso não significa que você está predestinado a passar por ele.  A saúde individual, embora carregue heranças no nosso DNA, é formatada também por atitudes, daí a importância da prevenção.
Por isso, para evitar o surgimento de um novo infarto e passar a usufruir plenamente uma vida saudável, preparamos um guia com as principais coisas que mudam (ou não) no cotidiano do paciente após o ocorrido. É claro que cada caso é único e existem sequelas que variam de pessoa para pessoa, mas, no geral, buscamos a seguir esclarecer algumas das principais questões e dúvidas de quem passou pelo susto. 
 
 
Fonte: Dra. Marta Silva Menezes - cardiologista 
 
 
 

sábado, 28 de setembro de 2013

CVS - SÍNDROME DA VISÃO DE COMPUTADOR

Os computadores estão se tornando indispensáveis como equipamentos de escritório e lazer. O uso do computador exige um grande esforço visual, gerando diversos sintomas, e traz alguns desconfortos visuais.
 
 
 
O QUE É SÍNDROME DA VISÃO  DE COMPUTADOR (CVS)?
É caracterizada por cansaço visual associado ao uso prolongado do computador.

Os sintomas incluem: olhos irritados, vermelhos, coceira, olhos secos ou lacrimejamento, fadiga, sensibilidade à luz, sensação de peso nas pálpebras e ainda dificuldade em conseguir foco.
 
Outros sintomas de CVS são as enxaquecas, dores lombares e espasmos musculares.
 
POR QUE A CVS ACONTECE?
A visão não foi ¨criada¨ para encarar uma tela de computador por muitas horas.

Os monitores são compostos de pixels (minúsculos pontos) que dificultam o olho a focalizar. O usuário de computador tem que ¨focar¨ para manter as imagens bem definidas. Isto resulta em tensão dos músculos oculares. Adicionalmente depois do uso prolongado, é diminuída a frequência  de piscar, que causa olhos secos e doloridos. Como resultado, a habilidade para focar diminui e podem ocorrer dores de cabeça e no pescoço. Muitas pessoas tem leves alterações visuais que não causam sintomas quando estão executando tarefas visuais menos exigentes. Mas ao usar o computador surgem sintomas que podem estar associados à presença de erro refrativo (grau) não corrigido.
 
COMPUTADORES PODEM DANIFICAR SEUS OLHOS?
Não nenhuma evidência que indique que os computadores causam problemas na visão. Segundo testes em laboratórios americanos, os monitores emitem mínima ou nenhuma radiação prejudicial sob condições operacionais normais.

Alguns sugerem que os sintomas dos CVS acontecem como resultado de condições externas relacionadas à tela do computador. estas condições podem incluir falta de iluminação, má localização da iluminação, posição imprópria do monitor, tela suja e problemas oculares preexistentes.
 
PODEMOS VER CORES ALTERADAS APÓS O USO DO COMPUTADOR?
Sim. Algumas pessoas notarão temporariamente que objetos brancos ou pretos parecerão tingidos após o uso do computador por uma hora ou mais (efeito) de McCollough). Estas cores geralmente são complementares (opostas) às cores dos caracteres  ou imagens do monitor. Não é sinal de doença ocular, de lesão nos olhos ou de cansaço visual.
 
SÃO NECESSÁRIOS ÓCULOS ESPECIAIS PARA USAR O COMPUTADOR?
Se uma pessoa está usando óculos prescritos para leitura, eles poderão não obter foco no vídeo, pois a distância é maior do que a recomendada. Caso utilize bifocais (com a visão para perto na parte inferior), ela precisará elevar a cabeça para utilizar a parte adequada do óculos. Estas situações causam problemas óbvios que podem ser facilmente resolvidos com o uso do óculos adequado.

Estes óculos não são especiais para computador, mas tem seu grau adaptado pelo oftalmologista para a distância do monitor.
 
CVS PODE SER PREVENIDO?
Sim. Quando trabalhando no computador, há certas medidas preventivas que podem reduzir o cansaço visual. Algumas boas dicas são:
  • Posicione o monitor a 50/60 centímetros dos olhos;
  • O topo do monitor deve estar na altura dos olhos, ou ligeiramente abaixo;
  • Se você usa documentos junto ao computador, procure mantê-los perto da tela (como com pranchetas com apoio ou suportes presos diretamente na lateral do monitor). Estes minimizam os movimentos da cabeça e dos olhos;
  • Ilumine bem a sala do computador;
  • Minimize os reflexos na tela, alterado a posição do monitor ou das luzes;
  • Evite ofuscamento. Cuidado com luzes incidindo direto sobre os seus olhos (como luminárias de mesa);
  • A do computador é um grande coletor de pó e deve ser limpa frequentemente pata melhorar a visibilidade;
  • Se necessário utilize filtro antirreflexo na tela do computador;
  • Descansos periódicos são importantes. O uso do computador requer longos períodos com a cabeça, olhos e corpo móvel, o que costuma ser fatigante;
  • Para continuar usando tranquilamente o seu computador, é importante procurar seu oftalmologista e veja se não está com problemas ou necessitando de óculos (ou apenas atualizar).

QUEM CORRE RISCO DE APRESENTAR CVS?
Qualquer pessoa que passa aproximadamente duas horas por dia em um computador está em risco de desenvolver CVS. As causas destes sintomas são uma combinação de:
  • Problemas visuais (miopia, hipermetropia, presbiopia, etc.);
  • Condições inadequadas de uso (iluminação, posição);
  • E hábito de uso do computador impróprios (por horas sem descanso).
Fontes: Dra. Liane Sanz Iglesias - Título de Especialista em Oftalmologia pela Fundación Jimenez Días em Madrid, Espanha. Fellow de Patologia Ocular pelo Doheny Eye Institute, University of Southern California. Título de Doutora pela Universidade de São Paulo. Membro da Sociedade Espanhola de Oftalmologia. Membro da Sociedade Americana de Cirurgia Refrativa e Catarata. Membro da Sociedade Europeia de Cirurgia Refrativa e Catarata. Membro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.


Dr. Murilo Rubens Schaefer - Pós graduado em neurologia pelo serviços de neurologia da Santa de Misericórdia do Rio de Janeiro )serviços de Prof. Abraham Akerman) e Membro da Sociedade Paranaense de Ciências Neurológicas da Sociedade Brasileira de Cefaléia da International Headache Society da American Headache Society.