sábado, 12 de outubro de 2013

YOGA

 

Equilíbrio: os benefícios físicos e espirituais do yoga

 
O yoga alia benefícios físicos e qualidade de vida por meio de exercícios antiestresse que refletem o bom funcionamento de todo o organismo.
Os benefícios do yoga são consequências de toda transformação espiritual e do funcionamento adequado dos órgãos, conquistados pelos movimentos feitos em aula e de hábitos saudáveis como cuidar da mente, estar sempre bem alimentado, beber água e dormir bem.
"O yoga promove energia e, ao mesmo tempo, relaxamento. Depois de uma prática com exercícios de respiração, o aluno se sente mais disposto, adquire mais força de vontade e determinação para executar suas tarefas do dia a dia, explica a professora.
yoga
A prática promete ainda diminuir os níveis de colesterol, melhorar problemas respiratórios e controlar  a pressão arterial. Fisicamente, o yoga pode fortalecer os músculos e torná-los ainda mais flexíveis. “O corpo fica mais alongado e tonificado. Através das posturas de yoga, vários órgãos internos e glândulas endócrinas são trabalhados, melhorando nossa saúde e resistência em geral. Muitas posturas trabalham ainda a circulação sanguínea", afirma Bartira.
Para quem sofre com problemas de ansiedade, insônia e depressão, o yoga pode servir como calmante. "Um dos benefícios mais fascinantes é o entendimento das nossas emoções. O yoga combate o stress, ansiedade e sintomas causados pela competitividade e cobrança da vida moderna", diz a especialista.
Pessoas praticam yoga como forma de relaxamento, controle respiratório, alongamento, conquista de um corpo mais flexível, além, é claro, das sensações de conforto e bem-estar promovidas pelos exercícios. Por meio da concentração em cada movimento executado, o objetivo é que se atinja o auge da meditação, ou seja, a plenitude e a serenidade de todas as áreas do corpo e mente.

Por que praticar yoga?


- Melhora a qualidade de vida, promovendo bem-estar, serenidade e paz interior.
- Proporciona equilíbrio emocional.
- Melhora problemas de insônia e depressão.
- Estimula a circulação sanguínea.
- Diminui dores nas costas.
- Melhora a postura e o fortalecimento muscular.
- Energiza corpo e mente.
- Fortalece o organismo, tendo a saúde como foco principal.
- Não tem contraindicações.
Fonte: Bartira Elia - Professora de Yoga

PILATES

O Pilates é agradável, fácil e traz resultados rápidos. Qualquer pessoa, com mais de 12 anos e em todos os níveis de condicionamento físico pode praticá-lo. Experimente!
Com a certeza de que os músculos devem ser fortes e flexíveis para se manterem bonitos e saudáveis, o Pilates fortalece os músculos fracos, alonga os músculos que estão encurtados e aumenta a mobilidade das articulações. Movimentos fluentes são feitos sem pressa e com muito controle para evitar estresse. O alinhamento postural é importante em cada exercício, ajudando na melhora da postura global do indivíduo.
 
 
Assim, a força, a tonificação e o alongamentos são trabalhados de dentro para fora do corpo, tornando-o forte, bonito, saudável, harmonioso e elegante.
As aulas apresentam:
  • Exercícios suaves e eficazes;
  • Poucas repetições de cada movimento;
  • Grande repertório de exercícios;
  • Aulas únicas, evitando monotonia;
  • Uso de aparelhos e acessórios criados especialmente para os exercícios;Resultados rápidos e duradouros;
    Construção de uma postura correta e natural;
    Não há desgaste físico.

Benefícios:

  • Aumenta a resistência física e mental;
  • Alongamento e maior controle corporal;
  • Correção postural;
  • Aumento da flexibilidade, tônus e força muscular;
  • Alívio das tensões, estresse e dores crônicas;
  • Melhora da coordenação motora;
  • Maior mobilidade das articulações;
  • Estimulação do sistema circulatório e oxigenação do sangue;
  • Facilita a drenagem linfática e eliminação das toxinas;
  • Fortalecimento dos órgãos internos;
  • Aumento da concentração;
  • Trabalha a respiração;
  • Promove relaxamento.

 

PANCREATITE AGUDA

 

A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas, de aparecimento súbito, que pode ser ligeira ou mortal.
Normalmente, o pâncreas segrega suco pancreático para o duodeno através do canal pancreático. Este suco contém enzimas digestivos na forma inativa, além dum inibidor que impede que qualquer enzima possa ser ativado no seu caminho para o duodeno. A obstrução do canal pancreático (por exemplo, por um cálculo biliar encravado no esfíncter de Oddi) interrompe o fluxo do suco pancreático.
 
 
Normalmente, a obstrução é temporária e provoca um dano limitado, que rapidamente se repara. Mas se esta persistir, os enzimas ativados acumulam-se no pâncreas, ultrapassam a capacidade do inibidor e começam a digerir as próprias células pancreáticas, provocando uma grave inflamação.
A lesão pancreática pode permitir aos enzimas sair para o exterior e penetrar na corrente sanguínea ou na cavidade abdominal, onde provocam irritação e inflamação do revestimento da cavidade (peritonite) ou de outros órgãos.
A porção do pâncreas que produz hormonas, especialmente a insulina, não costuma ser afetada nem lesionada.
Os cálculos biliares e o alcoolismo são responsáveis por quase 80 % dos internamentos hospitalares por pancreatite aguda. As mulheres sofrem pancreatites de causa obstrutiva quase duas vezes mais que os homens, enquanto nestes a pancreatite de origem alcoólica é seis vezes mais frequente. Os cálculos biliares que provocam pancreatite aguda podem ficar retidos no esfíncter de Oddi durante algum tempo, bloqueando assim a saída do canal pancreático; no entanto, a maioria dos cálculos biliares passa para o tubo intestinal. A ingestão de mais de 100 g de álcool por dia durante vários anos pode provocar a obstrução dos pequenos canais pancreático que drenam para o canal principal, precipitando finalmente o desenvolvimento duma pancreatite aguda. Uma crise de pancreatite pode ocorrer após uma ingestão excessiva de álcool ou depois duma refeição abundante. Há muitas outras afecções que podem provocar uma pancreatite aguda.
 
Sintomas
Quase todas as pessoas com pancreatite aguda sentem uma intensa dor abdominal na zona superior do abdómen médio, abaixo do esterno. Muitas vezes, a dor irradia para as costas. Em casos raros, sente-se primeiro na zona inferior do abdómen. Geralmente, a dor começa de forma súbita e atinge a sua máxima intensidade em poucos minutos, mantém-se constante e intensa, é de carácter penetrante e dura vários dias. Muitas vezes, nem com a injecção de doses significativas de analgésicos é completamente aliviada. Pode piorar com a tosse, com os movimentos bruscos e com a respiração profunda. Pode ser aliviada em parte, sentando-se e inclinando-se para a frente. Regra geral, os afectados sentem náuseas e têm de vomitar, por vezes até ao ponto de ter contrações em seco (náuseas sem vómito).
Algumas pessoas, sobretudo as que desenvolvem uma pancreatite devida ao alcoolismo, podem não ter nenhum sintoma, exceto uma dor moderada. Outras sentem-se muito mal, têm um aspecto doentio e suado e têm o pulso acelerado (100 a 140 pulsações por minuto), bem como uma respiração rápida e profunda. A respiração rápida pode dever-se em parte a uma inflamação dos pulmões.
Ao princípio a temperatura do corpo pode ser normal, mas em poucas horas pode atingir entre 37,5ÞC e 38,5ÞC. A tensão arterial pode ser alta ou baixa, mas tem tendência para diminuir quando a pessoa se põe de pé, provocando desfalecimentos. À medida que o quadro progride, a pessoa tende a perder o contacto com o que a rodeia. Algumas ficam quase inconscientes. Por vezes, o branco dos olhos (esclerótida) torna-se amarelado.
Uma em cada cinco pessoas com pancreatite aguda desenvolve um tipo de inflamação na parte alta do abdómen. Esta pode ser devida a uma interrupção do trânsito do conteúdo gástrico e intestinal (perturbação conhecido como íleo gastrointestinal) ou ao facto da o pâncreas inflamado aumentar de tamanho e empurrar o estômago para a frente. Também se pode acumular líquido no abdómen (ascite).
Na pancreatite aguda grave (pancreatite necrosante), a tensão arterial pode descer e desenvolver-se um estado de choque. A pancreatite aguda grave pode ser mortal.
Diagnóstico
A dor abdominal característica faz com que o médico suspeite duma pancreatite aguda, sobretudo nas pessoas que tenham cálculos biliares ou que ingiram muito álcool. No exame físico, percebe-se muitas vezes que os músculos da parede abdominal estão rígidos. Quando se examina o abdómen com um fonendoscópio, o médico pode aperceber-se de uma diminuição dos ruídos intestinais (ruídos hidroaéreos).
Não existe uma única análise ao sangue que diagnostique uma pancreatite aguda, mas certas determinações confirmam o diagnóstico. No primeiro dia da doença os valores sanguíneos de dois enzimas produzidos pelo pâncreas (a amilase e a lipase) aumentam, mas voltam ao normal num prazo de 3 a 7 dias. Algumas vezes, no entanto, estes valores não aumentam devido ao facto de grande parte do pâncreas ter sido destruída durante crises anteriores de pancreatite e ficarem poucas células para libertar enzimas. As pessoas com pancreatite aguda grave têm muitas vezes menos glóbulos vermelhos que o normal, devido a hemorragias no pâncreas e no abdómen.
As radiografias simples do abdómen podem mostrar ansas intestinais dilatadas ou, em casos isolados, um ou mais cálculos biliares. A ecografia pode revelar a presença de cálculos na vesícula biliar e, por vezes, no canal biliar comum e também pode detectar um pâncreas inflamado.
A tomografia axial computadorizada (TAC) é particularmente útil para detectar alterações no tamanho do pâncreas e é usada em casos graves e complicados, como uma tensão arterial muito baixa. As imagens da TAC são tão claras que ajudam o médico a estabelecer um diagnóstico rigoroso.
Na pancreatite aguda grave, a TAC ajuda a determinar o prognóstico. Se as imagens indicarem uma inflamação moderada do pâncreas, o prognóstico é excelente, mas se forem observadas grandes áreas de tecido pancreático destruído, o prognóstico não é tão bom.
A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (técnica radiológica que mostra a estrutura do canal biliar comum e do canal pancreático) normalmente só é efetuada quando se suspeita de que a causa da pancreatite é um cálculo encravado no canal biliar comum. O médico introduz um endoscópio pela boca do paciente até ao intestino delgado, onde se encontra o esfíncter de Oddi. Em seguida, injecta um contraste radiopaco nos canais, o qual é visível aos raios X. Se as radiografias mostrarem um cálculo, pode-se utilizar o mesmo endoscópio para o retirar.
Tratamento
Em geral, as pessoas com pancreatite são hospitalizadas. Uma pessoa com uma pancreatite aguda moderada deve evitar o consumo de alimentos e de água porque isso estimula o pâncreas a produzir mais enzimas. Os líquidos e nutrientes são administrados por via endovenosa. É introduzida uma sonda pelo nariz até ao estômago para aspirar o líquido e o ar, sobretudo se persistirem as náuseas e os vómitos.
A pessoa com uma pancreatite aguda grave normalmente é internada na unidade de cuidados intensivos para controlar de perto os sinais vitais (pulso, tensão arterial e frequência respiratória). De hora a hora é medido o volume de urina. Também são recolhidas amostras de sangue para analisar vários componentes do mesmo, como o hematócrito, os valores da glicose e dos electrólitos, a contagem de glóbulos brancos e as concentrações de diversos enzimas no sangue.
O doente é alimentado por via endovenosa e não recebe nada por via oral durante pelo menos duas semanas e, inclusivamente, até seis. Mantém-se o estômago vazio por meio duma sonda nasogástrica e são administrados antiácidos com frequência para ajudar a prevenir o desenvolvimento de úlceras.
O volume de sangue é cuidadosamente controlado mediante a administração de líquidos por via endovenosa e também se controla a função cardíaca. É administrado oxigénio com uma máscara facial ou por meio dum tubo nasal para aumentar a sua concentração no sangue. Se este tratamento for inadequado, o doente pode ser submetido a um respirador artificial que o ajude a respirar. A dor intensa é normalmente tratada com o fármaco meperidina.
Por vezes, durante os primeiros dias duma pancreatite aguda grave pode ser necessário intervir cirurgicamente. Por exemplo, pode ser necessário recorrer à cirurgia para aliviar uma pancreatite secundária a um traumatismo ou a uma ferida, ou pode-se efetuar uma exploração cirúrgica para esclarecer um diagnóstico incerto. Por vezes, se a situação da pessoa se deteriorar depois da primeira semana de doença, faz-se uma intervenção cirúrgica para retirar o tecido pancreático infectado que não desempenha a sua função.
A infecção dum pâncreas inflamado é um risco, sobretudo depois da primeira semana de doença. O médico pode suspeitar duma infecção quando a situação do paciente piora e surge febre com aumento da contagem de glóbulos brancos no sangue, apesar de outros sintomas terem começado a regredir. O diagnóstico é estabelecido por meio da cultura de amostras de sangue e mediante uma tomografia axial computadorizada (TAC). Pode ser obtida uma amostra de material infectado do pâncreas, inserindo nele uma agulha através da pele. As infecções são tratadas com antibióticos e cirurgia.
Algumas vezes desenvolve-se no pâncreas um pseudoquisto, carregado de enzimas pancreáticos, líquido e restos de tecido, que pode atingir grande volume. Se um pseudoquisto crescer muito e provocar dor ou outros sintomas, o cirurgião descomprimi-lo-á. A necessidade de descompressão é particularmente urgente se o pseudoquisto se expandir rapidamente, se infectar, sangrar ou parecer que está a ponto de rebentar. Dependendo da sua localização, a descompressão faz-se inserindo um cateter através da pele, o que permite que o pseudoquisto se vá esvaziando ao longo de várias semanas ou, então, mediante uma intervenção cirúrgica.
Quando a pancreatite aguda é consequência de cálculos biliares, o tratamento depende da sua gravidade. Se a pancreatite for moderada, a extração dos cálculos geralmente pode ser adiada até que os sintomas desapareçam. A pancreatite grave causada por cálculos biliares pode ser tratada com endoscopia ou cirurgia. O procedimento cirúrgico consiste na eliminação da vesícula biliar e na limpeza dos canais. Em pessoas de idade avançada com outros processos, como uma doença do coração, muitas vezes faz-se primeiro a endoscopia, mas se este tratamento falhar deve-se levar a cabo uma intervenção cirúrgica.

Causas de pancreatite aguda
Cálculos biliares
Alcoolismo
Fármacos como a furosemida e a azatioprina
Parotidite
Altos níveis de lípidos, especialmente triglicéridos
Lesão do pâncreas por feridas contusas ou penetrantes
Cancro do pâncreas
Redução da chegada de sangue ao pâncreas, por exemplo, devido a uma intensa diminuição da tensão arterial
Pancreatite hereditária
Lesão do pâncreas por cirurgia ou endoscopia

Fonte: Merck

DIABETES

Compreender o diabetes é essencial para alcançar sucesso no tratamento e melhorar sua qualidade de vida.

O que é diabetes?
 
O diabetes é uma doença que aumenta a quantidade de glicose no sangue, isto e, distúrbio que afeta o metabolismo (transformação) dos carboidratos (“açúcares”) no organismo, devido a uma deficiência na produção de insulina ou até mesmo na ausência da produção de insulina. A insulina é um hormônio responsável por “levar” a glicose do sangue para as células, fornecendo energia para seu funcionamento.
 
 

O diabetes costuma ser caracterizada pelo aumento da taxa de glicose no sangue (hiperglicemia), presença de glicose na urina (glicosúria) e problemas no sistema vascular e nervoso, que podem lesar os olhos, rins e coração.

Quais são os sinais e sintomas?
  • Sede exagerada e boca seca;
  • Desidratação;
  • Grande aumento do volume urinário,
  • Respiração acelerada
  • Dores no corpo;
  • Cansaço excessivo;
  • Perda de peso apesar da grande ingestão de alimentos (fome acentuada);
  • Pouca resistência a infecções.

Quais os tipos de diabetes?

Diabetes tipo 1( DM1):
 o organismo deixa de produzir a insulina ou a produz de forma insuficiente e gradativamente pára de produzi-la. Nesse caso é necessário suprir a falta de insulina por injeções. Geralmente este tipo de diabetes está mais presente em jovens. Metade de todos os casos de DM1 aparece na infância ou no início da adolescência. 

Diabetes tipo 2 (DM2): As pessoas com diabetes tipo 2 (DM2) produzem insulina, mas, por algum motivo, as células em seus corpos são resistentes à ação da insulina ou não produzem insulina suficiente. O organismo produz insulina, mas não consegue utilizá-la de forma eficaz. Geralmente, os casos de diabetes tipo 2 se desenvolvem na vida adulta, com mais de 40 anos.

Quais são os fatores de risco para o diabetes?
  • Obesidade (inclusive a obesidade infantil)
  • Historia familiar de diabetes
  • Falta de atividade física regular
  • Hipertensão
  • Níveis altos de colesterol e triglicérides
  • Medicamentos, como os à base de cortisona
  • Idade acima dos 40 anos (para o diabetes tipo II)
  • Estresse emocional
  • Algum antecedente de hiperglicemia (na gestação, em pós operatórios, após infarto do miocárdio, etc.)

Qual o tratamento?
  • Plano alimentar;
  • Exercícios físicos e, quando necessário;
  • Medicamentos orais e insulina (sempre devem ser prescritos pelo seu médico).


Quais os exames geralmente feitos para diagnosticar o diabetes?

Aqui você fica informado sobre quais são os critérios diagnósticos da Associação Americana de Diabetes e endossados pela SBD.

Normal: glicemia de jejum entre 70 mg/dl e 99mg/dl e inferior a 140mg/dl 2 horas após sobrecarga de glicose.

Intolerância à glicose: glicemia de jejum entre 100 a 125mg/dl. Necessário a realização da Curva Glicêmica ou teste de tolerância à glicose.

Diabetes: 2 amostras colhidas em dias diferentes com resultado igual ou acima de 126mg/dl. ou quando a glicemia aleatória (feita a qualquer hora)  estiver igual ou acima de 200mg/dl na presença de sintomas.  

Teste de tolerância à glicose aos 120 minutos igual ou acima de 200mg/dl


Como é a curva glicêmica?No laboratório, a pessoa ingere 75g de glicose misturados com água. Após 120 minutos, é feita a coleta de sangue para medir a taxa de açúcar. O paciente é considerado diabético quando apresenta glicemia igual ou superior a 200 mg/dL e é considerado intolerante à glicose quando sua glicemia, aos 120 minutos, está entre 140 e 200 mg/dL.


Esses exames requerem preparo especial?
 Para fazer a glicemia em jejum, a pessoa deve estar em jejum de 8 a 12 horas. Já a aleatória pode ser realizada sem nenhum preparo. Para a curva glicêmica, no entanto, deve haver alguns cuidados:
 
  • Nos dias que antecedem o exame, ingerir 150g de carboidratos (açúcares) por dia, mantendo a alimentação e as atividades habituais;
  • Fazer o exame pela manhã, em jejum de 8 a 12 horas;
  • Suspender medicações que interfiram no metabolismo de carboidratos – na dúvida, consulte um médico
  • Manter-se em repouso e não fumar durante o teste.


Principais diferenças entre hipoglicemia e hiperglicemia.

Hiperglicemia:
Ocorre quando os níveis de glicose no sangue permanecem:
  • Acima de 100mg/dL em jejum ou
  • Acima de 140mg/dL, 2 horas após uma refeição
 
Sinais e sintomas:
  • Sede intensa
  • Desidratação
  • Volume urinário excessivo
  • Perda rápida de peso
  • Fraqueza e tonturas
  • Respiração acelerada
  • Face avermelhada
  • Náuseas e vômitos
  •  
Causas: ingestão de antidiabéticos inferior ao necessário/ alimentação em excesso; doença ou infecção; situações de estresse.


O que fazer: Submeter-se a um teste de glicemia capilar (exame da “ponta do dedo”) e, em caso de resultado positivo, ligar para o médico que orientará o procedimento

Hipoglicemia:
As hipoglicemias significam baixo nível de glicose no sangue (glicemia abaixo de 60 mg/dl) ou quando a pessoa apresenta alguns desses sintomas:
 
  • Suor abundante
  • Tremores
  • Dor de cabeça
  • Taquicardia
  • Frio
  • Irritabilidade
  • Desorientação
  • Fome excessiva
  • Cansaço
  • Visão turva
  • Desmaio
  • Perda de consciência, nos casos mais graves
  •  
Causas: ingestão de antidiabéticos orais ou utilização de insulina de forma incorreta.


O que fazer: fazer um teste de glicemia capilar (exame da “ponta do dedo”) e, em caso de resultado positivo, comer 1 biscoito ou tomar meio copo de suco de laranja ou meio copo de leite e repetir o exame a cada 15 minutos, até que o resultado seja normal. Nos casos de hipoglicemia grave (com inconsciência), é necessário atendimento médico.
 
Como eu posso conservar a insulina?Conservar em frascos novos e sem uso na geladeira, na prateleira acima da gaveta de verduras. Cuidado para não congelar. Os frascos em uso devem permanecer em temperatura ambiente menor que 30ºC

Como aplicar a insulina?A insulina deve ser aplicada diariamente, em uma ou mais doses, de acordo com a orientação médica.

Locais de aplicação:
 
  • Abdômen: Ao redor do umbigo (cerca de 3 dedos acima, abaixo e aos lados)
  • Coxa: é utilizada a parte da frente e no meio da coxa, na região localizada a aproximadamente 5 dedos acima do joelho até mais ou menos 10 dedos abaixo da virilha.
  • Nádegas: Se utilizarmos uma das duas nádegas: a partir do final da coluna (do cóccix), trace uma linha imaginária na horizontal, dividindo a nádega em duas partes. A insulina poderá ser aplicada na parte superior.
  • Braços: na parte de trás do braço, na altura da axila.
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  • Autoaplicação
    A insulina deve ser aplicada no tecido subcutâneo, que é localizado abaixo da pele e da camada de gordura. Para isso é necessário que façamos uma prega cutânea, que só conseguimos se os dedos polegar e indicador “beliscassem” nossa pele, tentando unir as unhas. A autoaplicação da insulina é uma técnica fácil de ser aprendida, porém é necessário que seja orientada por profissionais capacitados. Consulte seu médico para mais informações.


Fonte: Dr. Luiz Roberto Queiroz - endocrinologista

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

CRIANÇAS - PODE PINTAR OS CABELOS?

 Você deixaria o seu filho ou sua filha pintar o cabelo?
 
Os especialistas não recomendam mudar o visual do seu filho tão cedo. Entenda os riscos para a saúde e para o comportamento dele.
 
 
 
Para os especialistas, essa não é uma boa ideia e pode ser prejudicial para as crianças. “Os testes de cosméticos são feitos a partir dos 18 anos e não é recomendado usar tintura em crianças, porque elas têm o couro cabeludo mais fino e sensível.

Como o sistema imunológico ainda não está totalmente desenvolvido na infância, o risco de ter alergia ao produto é muito maior, e uma vez que ela é desencadeada, a criança passa a ter essa sensibilidade para o resto da vida. A química contida nas tinturas também deixa os fios ressecados e quebradiços.

E não é só a saúde que está em jogo quando você pinta o cabelo do seu filho. O comportamento dele também. “A criança está em um processo de construção da sua identidade e pode ficar mais difícil para ela aceitar suas características naturais. Cabe aos pais valorizar essas características, e não estimular uma mudança”, diz Carmen Alcântara, psicóloga clínica em São Paulo. Para não incentivar uma vaidade exagerada tão cedo, deixe o lado estético de lado e mostre para o seu filho que pintar o cabelo na idade dele só de brincadeira.
 
 
Fonte: Revista Crescer e Dra. Leila Bloch, médica dermatologista especializada em cabelo do Hospital Albert Einstein (SP).