sábado, 2 de agosto de 2014

Pneumonia na infância

Pneumonia é uma inflamação nos pulmões, geralmente causada por uma infecção por bactérias, vírus ou fungos. 

Esta doença pode ocorrer em qualquer idade, mas merece uma preocupação particular na infância e em pessoas com mais de 65 anos, em virtude das características específicas que assume em cada uma dessas faixas etárias. As pneumonias são mais incidentes em crianças, especialmente em bebês, do que em qualquer outra idade. Pacientes com pneumonia são muitas vezes internados e as pneumonias representam 30% das hospitalizações de crianças.


Quais são as causas da pneumonia na infância?

Embora a causa da pneumonia seja principalmente infecciosa, ela também pode ser devida à irritação química decorrente da aspiração de líquido amniótico ou gástrico, da aspiração de corpo estranho ou de migração larvária ou parasitária. O mecanismo mais frequente implicado nas pneumonias bacterianas da infância é a aspiração de bactérias da orofaringe para os pulmões. Os agentes infecciosos podem ser vários, cada um mais ou menos próprios de uma idade específica, cabendo ao médico fazer a primeira suposição. A pneumonia ocorre quando as defesas orgânicas falham ou a carga de agentes infecciosos é tão intensa que as suplanta.

Quais são os principais sinais e sintomas da pneumonia na infância?

Os sintomas mais frequentes da pneumonia são febre, tosse, taquipneia (respiração rápida), sudorese, calafrios, perda de apetite e vômitos. Em crianças muito pequenas nem todos os sintomas são detectáveis devido à dificuldade que elas têm de expressarem sintomas como dores e náuseas, por exemplo. Os dados que levam a suspeita diagnóstica têm que ser percebidos e interpretados pelos familiares e/ou pelo pediatra.

Como o médico diagnostica a pneumonia na infância?

A primeira suposição diagnóstica é feita pela observação dos sinais e pelas queixas, se a criança já consegue se expressar. Se a criança é muito pequena ou ainda um bebê deve ser constantemente observada para detecção de sinais e sintomas, como febre, tosse, taquipneia, etc. Em seguida, uma radiografia do tórax ajuda a confirmar ou excluir o diagnóstico e a determinar sua extensão e localização e, indiretamente, a avaliar a gravidade ou a ocorrência de complicações, se houver. Quando necessários são também realizados exames tais como hemograma, glicose, ureia, creatinina, eletrólitos, proteínas totais, pH, gasometria arterial, entre outros. Exames das secreções podem ser realizados para identificar o agente infeccioso. Isso pode também ser feito pela hemocultura, aspirado traqueal, exames sorológicos e pesquisa de antígenos urinários.

Como o médico trata a pneumonia na infância?

O tratamento da pneumonia na infância varia de acordo com sua severidade e o tipo de agente que está causando a doença. Muitas pneumonias na infância podem ser tratadas em casa, mas algumas precisam de hospitalização de três ou quatro dias, pelo menos. Após esse período, na maioria das vezes, o tratamento pode ser completado em casa. Os antibióticos, se for o caso, devem ser escolhidos pelo médico de acordo com a ideia dos agentes etiológicos mais incidentes em cada faixa etária. Eles são capazes de tratar a maioria das formas de pneumonias bacterianas, mas a resistência das bactérias aos antimicrobianos tem aumentado principalmente pelo uso incorreto de medicamentos. Depois de apurada em laboratório a natureza do agente infeccioso e a sua sensibilidade aos diferentes antimicrobianos, o que demora alguns dias, o antibiótico inicial pode ser trocado.

Além da antibioticoterapia, deve-se:

Evitar alimentar excessivamente a criança com desconforto respiratório pela possibilidade de vômitos e aspiração.
Manter a permeabilidade das vias aéreas através da aspiração frequente de secreções e desobstrução nasal.
Promover a hidratação.
Ministrar oxigênio, se necessário.
Fazer fisioterapia respiratória, quando indicada.
Na criança, os cuidados com a hidratação assumem especial importância porque elas se desidratam com mais facilidade que os adultos.

Como evolui a pneumonia na infância?

A quase totalidade das pneumonias cura-se sem deixar sequelas. No entanto, há pneumonias graves e inclusive fatais.

Quais são as complicações possíveis da pneumonia na infância?

Algumas raras pneumonias podem ser complicadas por septicemia (infecção generalizada), derrame pleural, abscesso pulmonar ou dificuldade respiratória aguda, exigindo cuidados especiais.

Fonte: ABCMEDBR

Constipação Infantil

A constipação é um problema muito comum na infância. Geralmente ocorre quando a dieta não inclui uma quantidade suficiente de líquidos e fibras, podendo também ter relação com fatores ambientais.

Uma criança constipada é aquela que apresenta menos de três evacuações por semana, fezes endurecidas, de grande volume, ou quando os movimentos intestinais são muito desconfortáveis para a criança.

A constipação é prevenível. Na maioria dos casos, pode ser remediada com mudanças de hábitos alimentares e com a prática regular de atividades físicas.


Quais são as causas da constipação?

Na maioria das vezes, a constipação em escolares está relacionada a uma dieta que não inclui quantidade suficiente de água e de alimentos ricos em fibras, os quais ajudam nos movimentos intestinais. As crianças que se alimentam de fast-foods - ricos em gordura (hamburguer, frituras, milk shakes) e açúcares processados (tortas, bolos, bebidas ricas em açúcar) - podem ser mais constipadas.

Algumas vezes, medicamentos como anti-depressivos e medicações usadas para tratar a deficiência de ferro podem levar à constipação.

Em bebês, a constipação pode ocorrer na fase da transição do aleitamento materno para fórmulas infantis, ou dos alimentos mais líquidos para os sólidos. Algumas fórmulas de alimentação completa e balanceada também podem influenciar no funcionamento do intestino, podendo causar constipação.

Tenha em mente que as crianças tendem a evitar ir ao banheiro, mesmo quando elas têm o desejo de ir. Freqüentemente elas ignoram os desejos internos pois não querem parar de brincar para usar um banheiro que esteja longe delas e pedir a um adulto para levá-las. Quando ignoram este momento em que estão com vontade de ir, torna-se mais difícil ir mais tarde.

Estresse também pode levar à constipação. As crianças podem ficar constipadas quando elas estão preocupadas com alguma coisa, como iniciar aulas em uma nova escola ou problemas em casa. Pesquisas já mostraram que fatores emocionais podem afetar as funções intestinais e causar constipação ou diarreia.
A constipação pode estar associada a uma condição conhecida como Síndrome do Intestino Irritável (SII), a qual ocorre quando ela está estressada ou pode ser desencadeada por certos alimentos gordurosos ou picantes. Uma criança com SII pode ter constipação ou diarreia, dor no estômago e prisão de ventre.

Em casos raros, a constipação é um sinal de outras condições médicas, por isso é importante manter o pediatra do seu filho informado sobre a persistência dos sintomas, ou se ele fica mais de 2 a 3 semanas sem evacuar.

Quais são os sintomas relacionados à constipação?

Lembre-se que cada criança tem seu hábito intestinal, uma diferente da outra. Aquelas que não vão ao banheiro diariamente não são necessariamente constipadas. Uma criança pode ir ao banheiro três vezes ao dia, enquanto outra pode ir uma vez a cada três dias. Geralmente uma criança está constipada quando vai ao banheiro em uma freqüência menor que o usual.
Seu filho pode queixar-se de plenitude, dor ao evacuar, esforço evacuatório ou de que há uma pequena quantidade de sangue no papel higiênico após as evacuações.

 Quais passos devo seguir para prevenir ou tratar a constipação?

Priorize a amamentação exclusiva até os 6 meses de idade. Mantenha um ritmo para amamentar, com intervalos de 2 ou 3 horas entre as mamadas. A mãe que amamenta deve ingerir cerca de 3 a 4 litros de líquidos por dia.

Se o seu filho está constipado durante a transição do aleitamento materno para fórmulas lácteas ou para alimentos sólidos, você pode ofertar pequenas quantidades de suco de mamão ou de ameixa preta algumas vezes ao dia. Caso a constipação persista ou cause desconforto ao seu filho, ela pode estar relacionada com alergias alimentares. Você deve consultar um médico.

Ofereça ao seu filho mais líquidos durante o dia. Beber uma boa quantidade de água e sucos de frutas naturais ajuda a movimentação das fezes no intestino. A quantidade varia de acordo com a idade e o peso. Mas a maioria dos escolares precisam de 3 a 4 copos de água a cada dia e 1 ou 2 copos de sucos de frutas todos os dias. Dê preferência para as frutas ricas em fibras como laranja, mexerica, manga, morango, ameixa preta, kiwi, mamão ou abacate.

Use mais fibras na dieta das crianças. Alimentos ricos em fibras como frutas, vegetais, cereais e pães integrais podem prevenir a constipação. As fibras não são digeridas e por isso ajudam a limpar o intestino, enquanto uma dieta rica em gorduras, açúcares e comidas pesadas pode lentificar o trânsito intestinal. As fibras não precisam aborrecer o seu filho: tente maçãs, farinha de aveia, granola, laranja, banana, milho cozido ou pipoca. São comidas que as crianças geralmente aceitam com facilidade.

Estimule o seu filho a praticar alguma atividade física prazerosa. Os exercícios físicos estimulam o intestino e toda criança gosta de exercitar-se. Pode ser alguma atividade simples como brincar de pique, andar de bicicleta ou nadar. As atividades físicas, principalmente aquelas realizadas ao ar livre, reduzem o estresse e colaboram para aprimorar o desenvolvimento infantil e a socialização.

Faça um planejamento regular das refeições. A ingestão alimentar em horários regulares ajuda a criar uma rotina no ritmo intestinal. Se necessário, ofereça o café da manhã um pouco mais cedo para dar a chance do seu filho visitar o banheiro de forma relaxada antes de ir para a escola.

Caso o seu filho esteja evitando ir ao banheiro mesmo que tenha vontade, você pode levá-lo e pedir que fique sentado no vaso sanitário por aproximadamente 10 minutos na mesma hora todos os dias, preferencialmente após uma refeição. Isto facilita a criar o hábito de evacuar mais ou menos no mesmo horário todos os dias.

A higiene da região genital é importante para evitar possíveis afecções ano-retais, tais como fissuras e assaduras, as quais aumentam as dificuldades de evacuação.

Fale com o pediatra antes de dar qualquer tipo de medicação para constipação para o seu filho. Não faça uso de laxantes ou supositórios sem o conhecimento de um médico.

Na maioria dos casos, estas pequenas mudanças resolvem o problema. Elas ajudam a regular o funcionamento intestinal, permitindo que seu filho sinta-se melhor.

Fonte: ABCMEDBR

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O que provoca câimbra?

Aquela sensação do músculo que se contrai involuntariamente, acompanhado de uma dor intensa que incomoda. Muito comum em jogadores de futebol e atletas, a câimbra  pode acontecer quando menos se espera.

As contrações se instalam geralmente nos membros inferiores e ocorrem os espasmos, repentinos ou prolongados. Os músculos e tendões se contraem e se tornam visíveis.


O que causa a câimbra?
 
Acomete tanto em quem pratica esportes ou outro tipo de atividade. As cãimbras noturnas na perna, muitas vezes sugerem uma associação a doenças sistêmicas.

As causas mais comuns são:
 
Desidratação - a falta de água deixa as fibras musculares sujeitas a sofrerem espasmos.
 
Má circulação - nos idosos, o estreitamento das artérias que irrigam os membros inferiores causado pela aterosclerose, provoca cãimbras. Pessoas que permaneceram longos períodos em repouso - para uma cirurgia, por exemplo - quando voltam a fazer atividades físicas, tem mais episódios.
 
Frio - as baixas temperaturas propiciam a câimbra, uma vez que a musculatura fica mais tensa e contraída, ocasionando os espasmos das fibras musculares.
 
Uso intenso da musculatura - acomete mais frequentemente atletas de alta performance, que sobrecarregam os músculos. Podendo também ocorrer no pescoço, mãos e braços, como resultado de atividades repetitivas como escrever e digitar sempre na mesma posição por um longo período.
 
Deficiência de sais minerais - a carência de cálcio, potássio ou magnésio na alimentação, facilita o aparecimento da cãimbra.
 
Portadores de anemia, insuficiência renal, diabetes, doenças de tireoide e mulheres grávidas, estão mais sujeitos a terem este tipo de episódio.

Como me prevenir?
  
Hidratação regular - tomar bastante líquido, principalmente antes de praticar exercícios, pois os músculos dependem da água para se contrair e relaxar.
 
Alongamento -Exercícios de alongamento combatem o excesso de ácido lático, que provoca as dores musculares. 

Alimentação equilibrada - verduras e frutas são ricas em sais minerais, nutrientes fundamentais para o bom funcionamento dos músculos. A banana é uma fruta rica em potássio, mas não é comprovado que seja altamente eficaz na prevenção dos episódios de cãimbra.
 
Como forma de tratamento, o alongamento e massagens pontuais, além da aplicação de calor no local, favorecem o relaxamento dos músculos.

Fonte: EMS

Sinusite Aguda ou Crônica

Aquela dor de cabeça que incomoda, sensação de pressão ou peso seguido por obstrução nasal, são sintomas de sinusite. É uma inflamação das mucosas, localizada na região do crânio que é formada por cavidades ósseas, ao redor do nariz, rosto e olhos.

As mucosas são compostas por glândulas produtoras de muco e cílios, que eliminam todo e qualquer material estranho. Esta região da face é responsável por dar ressonância à voz, aquecer o ar inspirado.

 
O impedimento da drenagem dos materiais estranhos (secreção) ocorre por infecções e alergias que provocam inflamação das mucosas e propiciam a instalação de germes. Inalação com soro fisiológico, vapor de água quente ou solução salina (soro caseiro) ajudam a melhorar a respiração. 

Sinusite aguda e crônica

Denominada de sinusite aguda, possui como sintomas: febre, cansaço, tosse, coriza, dor muscular e perda de apetite. É comum o paciente se queixar de forte dor na região do rosto (seio frontal e maxilar). A dor é forte e na maioria dos casos provoca obstrução nasal, seguida por secreção amarela, dificultando a respiração.
 
A sinusite crônica tem os mesmos sintomas, mas com intensidade diferente.
A tosse costuma ser preponderante e geralmente noturna, aumentando de intensidade quando a pessoa se deita.

Recomendações
 
Beber bastante água é fundamental para diluir a secreção (2 litros por dia), principalmente se existir gripe ou resfriado, quadros que facilitam o aparecimento de sinusite.
 
Inalação com soro fisiológico, vapor de água quente ou solução salina, ajudam a melhorar a respiração. O ideal é gotejar de duas a três gotas de soro caseiro nas narinas. A solução salina pode ser preparada da seguinte forma: para cada litro de água fervida, acrescente uma colher de chá de sal e uma de açúcar;
 
Ambientes com ar-condicionado devem ser evitados, pois podem ressecar as mucosas e dificultar a drenagem de secreção, além de disseminar agentes como fungos;

O ideal é manter uma alimentação equilibrada para combater gripes e na ocorrência de qualquer sintoma, procurar um médico, pois o tratamento inadequado da sinusite aguda pode transformá-la em uma doença crônica.

Fonte: EMS

Cuidados com infecções respiratórias em crianças

As infecções respiratórias, são o maior grupo de doenças com prevalência em crianças, cujo quadro acontece geralmente nos primeiros anos de vida, momento no qual o organismo está se fortalecendo. Para cada criança, os quadros de infecção podem se repetir de 9 a 10 vezes por ano. Idosos também são mais vulneráveis.

 

Apesar disso, é uma enfermidade que pode atingir pessoas de qualquer faixa etária. Sintomas como febre, mal estar, dor torácica e principalmente tosse, sinalizam que o organismo precisa de cuidados. Muito comum no inverno, estas infecções acompanham outros sintomas típicos como tosse com chiado, catarro, dor de ouvido e dor abdominal.
 
Outro sintoma é o famoso "chiado" (sibilo ao respirar). Em aproximadamente 20% de dos casos, a infecção acompanha o chiado, o que pode levar à possibilidade de asma.  O diagnóstico da asma só poderá ser concreto com a realização de exames e acompanhamento do quadro da criança.
 
Dentre as causas pode-se citar infecções virais, por fungos ou bactérias que se não tratadas no início, podem provocar doenças como faringite, pneumonia, bronquiolite, rinite, sinusite e até rinossinusite. Os vírus são responsáveis por resfriados comuns, as bactérias podem ocasionar infecções mais graves como pneumonia e sinusite, por isso precisam de atenção especial. Os agentes da infecção mais comuns são o adenovírus e o rinovírus, cujo tratamentos são de suporte sintomático.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 90% das infecções respiratórias em crianças é de origem viral. Desnutrição infantil e em alguns casos, a falta de amamentação materna são fatores que tornam as crianças mais suscetíveis a desenvolverem infecções respiratórias.
 
Causas
 
Fatores hereditários, somados a fatores ambientais como poluição, até a ingestão de alimentos com corante e conservante, podem favorecer o aparecimento de alergias respiratórias. Outros fatores principais que determinam as crises são:
 
- Atopia (tendência à alergias);
- Qualidade do ar;
- Exposição a poluentes do ar;
- Permanência em ambientes sem ventilação;
- Fumaça de cigarro;
- Imunodeficiência primárias.
 
Tratamentos
 
Através de um raio-x do tórax, hemograma e a ausculta pulmonar, além do teste do escarro, o médico consegue identificar o microorganismo causador da infecção e prosseguir com o tratamento adequado.
 
A chamada fisioterapia respiratória inclui técnicas de desobstrução brônquica e trabalha os músculos respiratórios, como resultado alivia os sintomas e melhora a respiração.
 
Prevenção
 
Algumas medidas preventivas podem ser adotadas:
 
- Lavar os brinquedos com regularidade;
- Não compartilhar talheres e copos;
- Lavar as mãos com frequência;
- Higienizar as mãos após tocar o nariz ou assoar;
- Evitar que a criança tenha o hábito de levar a mão ao nariz e boca;
- Principalmente no inverno, evite a permanência em lugares fechados e pouco ventilados;
- Areje a casa todos os dias.
 
Incentivar a prática de atividades físicas regulares, a conscientização da importância em manter uma dieta equilibrada, além de não fumar perto das crianças, trazem muitos benefícios à saúde do seu filho.

Fonte: EMS

terça-feira, 29 de julho de 2014

13 causas de constipação intestinal

O que causa a prisão de ventre? Entre os "culpados" mais conhecidos estão uma dieta pobre em fibras, ignorar repetidamente o desejo de ir ao banheiro, não beber água suficientemente e a falta de exercícios físicos.


A constipação intestinal também tem outras causas menos conhecidas, incluindo alguns medicamentos e suplementos, além de condições médicas potencialmente graves.

1) Hipotireoidismo ou hipoatividade da tireoide 
Nem todas as pessoas com disfunção da tiroide têm prisão de ventre, assim como nem todos os casos de prisão de ventre significam que a tiroide da pessoa esteja funcionando de maneira irregular. Ainda assim, um paciente jovem constipado mais que o normal e com dores abdominais, por exemplo, pode ter problemas no funcionamento da sua tireoide.

2) Analgésicos, especialmente narcóticos
Segundo Gabor, um grande número de receptores das drogas narcóticas estão no aparelho digestivo. Por isso, em geral, é uma boa ideia prescrever laxantes suaves para os usuários dessas drogas. Alguns estudos sugerem também que pode haver um risco maior de constipação intestinal para pessoas que são usuárias crônicas de analgésicos como aspirina e ibuprofeno.

3) Chocolate
Há algumas evidências de que o chocolate pode causar prisão de ventre, embora outros estudos digam que o chocolate pode ajudar algumas pessoas constipadas. Em um estudo de 2005 ficou comprovado que pessoas com constipação crônica ou síndrome do intestino irritável são mais propensas do que as pessoas sem esses problemas a afirmar que o chocolate causa constipação, assim como bananas e chá preto. Eliminar ou cortar o chocolate por causa da constipação é uma decisão que deve ser avaliada individualmente.

4) Vitaminas
Em geral, vitaminas não causam obstipação, mas certos componentes, tais como cálcio e ferro podem ser um problema. Em alguns casos pode ser recomendável que pacientes que estejam tomando suplementos à base de ferro ou cálcio suspendam sua ingestão.

5) O uso excessivo de laxantes
Alguns laxantes funcionam estimulando a atividade intestinal por causarem uma irritação da mucosa. No entanto, é importante destacar que laxantes só devem ser ingeridos com prescrição médica. Quando utilizados por longos períodos de tempo, os laxantes podem levar à dependência, ou seja, o intestino pode não funcionar corretamente sem eles.

6) Consumo pobre de fibras
Uma dieta rica em queijo e outros alimentos com poucas fibras e muita gordura, tais como ovos e carne, pode retardar a digestão. Portanto, é recomendado reduzir o consumo de tais alimentos e ingerir de 20 a 35 gramas por dia. Para quem come diariamente queijos, carne vermelha e ovos, é importante adicionar verduras, frutas e outros alimentos que contenham fibras na sua dieta. Evite fast foods e alimentos processados, que são geralmente pobres em fibras.

7) Antidepressivos
A prisão de ventre parece estar associada com inibidores seletivos da recaptação de serotonina, mecanismo de ação de alguns dos antidepressivos. No entanto, a constipação é mais um problema provocado pelos antidepressivos tricíclicos. Não é possível afirmar que todos os medicamentos antidepressivos tenham este efeito colateral.

8) Depressão
A própria condição que os antidepressivos se propõem a tratar — a depressão — também pode causar constipação. Assim como o hipotireoidismo, a depressão provoca uma desaceleração geral dos processos normais do corpo, o que também pode afetar o intestino. Pessoas com síndrome do intestino irritável, moléstia intimamente ligada à depressão, também são mais propensas à constipação.

9) Antiácidos
Antiácidos são ótimos para combater a azia, mas alguns podem causar prisão de ventre, especialmente aqueles que contêm cálcio ou alumínio. Felizmente, existem diversas opções de antiácidos no mercado. É possível, também, reduzir o risco de azia consumindo menos alimentos gordurosos e mais fibras, medidas que ajudam a prevenir a azia e a constipação.

10) Pressão arterial e alergias
A prisão de ventre pode ser um efeito colateral de medicamentos comumente usados para tratar a pressão arterial elevada, tais como bloqueadores dos canais de cálcio e diuréticos. Diuréticos, por exemplo, reduzem a pressão arterial, aumentando a produção de urina, o que libera mais água do organismo. No entanto, a água também é necessária para manter as fezes macias e levá-las para fora do corpo. Os anti-histamínicos utilizados para tratar sintomas alérgicos também pode ser causa de constipação.

11) Doença inflamatória intestinal
A doença inflamatória intestinal (DII) inclui duas condições crônicas principais: a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Ambas podem causar cólicas, perda de peso, sangue nas fezes e outros problemas de saúde. A diarreia crônica é um sintoma comum de ambas. No entanto, a constipação pode ser um problema também. Na colite ulcerosa, a constipação pode ser um sinal de inflamação no reto e na doença de Crohn pode ser um sinal de obstrução no intestino delgado.

12) Parto
A constipação é comum durante a gravidez, mas o parto em si pode ser um problema, possivelmente devido aos músculos abdominais lentos ou devido ao uso de analgésicos ou anestesia durante o parto. Além disso, pode haver alguma dor perineal imediatamente após o parto, então o medo de causar mais desconforto pode ser um fator importante para a constipação. Embora as lesões de estiramento durante o parto às vezes possam causar danos nos nervos que levam à prisão de ventre, isso é menos comum.

13) Diabetes e condições neurológicas
A diabetes pode causar danos nos nervos que podem afetar a capacidade de uma pessoa digerir os alimentos. A maioria das pessoas com diabetes avançado apresentam este problema. Ainda assim, é razoável fazer um teste de açúcar no sangue em alguém que é regularmente constipado. Condições neurológicas tais como a esclerose múltipla ou a doença de Parkinson podem causar obstipação. Normalmente, porém, a obstipação aparece juntamente com outros sintomas, como dificuldade para urinar, visão dupla ou um problema de marcha.

Fonte: Dr. Silvio Gabor - gastroenterologista 

sábado, 26 de julho de 2014

Perda auditiva isola o idoso

A perda auditiva gera no idoso um sério problema de comunicação e pode produzir outros males de ordem emocional. 

A pessoa idosa pode tornar-se deprimida e desinteressada pelas atividades que sempre realizou durante a vida quando não consegue ouvir o que as outras pessoas estão dizendo.


Ela alerta que a incapacidade auditiva pode causar, além da depressão, isolamento, frustração, ansiedade e alterações de comportamento, produzindo um grande impacto na vida dos idosos e de seus familiares. Outra consequência é que, às vezes, perdas cognitivas (capacidade de aprender) em funções como memória, linguagem, atenção e concentração, podem estar presentes com a deficiência auditiva.

É comum observar o declínio da audição acompanhado de uma diminuição frustrante na compreensão da fala do idoso, comprometendo sua comunicação com familiares e amigos. Segundo ela, em muitos casos a pessoa idosa não entende parte da conversa ao seu redor e imagina que estejam falando dela, gerando atritos e desconfianças.

Muitas vezes as pessoas com perda auditiva com o avançar da idade podem fingir estar escutando o que os outros estão falando, quando na verdade não estão. É muito frequente o familiar descrever o idoso com perda auditiva como confuso, desorientado, distraído, não comunicativo, não colaborador e zangado.

É nestas horas que entra o papel da família. “É importante que os familiares conheçam as características da deficiência sensorial e suas implicações sociais e cognitivas na vida das pessoas idosas, porque a perda auditiva pode passar despercebida, uma vez que os idosos não se queixam de forma fidedigna”, observa a fonoaudióloga.


É muito importante trazer o idoso de volta ao mundo da comunicação verbal, tirando-o do isolamento imposto pela perda auditiva. Ela destaca que um programa de reabilitação auditiva é importante para auxiliar o idoso a identificar e tratar o problema, o que contribuirá para uma boa qualidade de vida e seu bem-estar físico, mental e social.

Fontes: Dra. Elisandra Vilella Sé - fonoaudióloga e mestre em gerontologia 
Portal cuidardeidosos